{"id":16179,"date":"2016-07-12T03:00:00","date_gmt":"2016-07-12T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/07\/12\/sao-bruno-e-os-monges-cartuxos\/"},"modified":"2017-05-08T10:30:43","modified_gmt":"2017-05-08T13:30:43","slug":"sao-bruno-e-os-monges-cartuxos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sao-bruno-e-os-monges-cartuxos\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Bruno e os monges cartuxos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A proposta de nossa Arquidiocese do m\u00eas de julho para o Ano da Miseric\u00f3rdia \u00e9 \u201ccontemplar o Deus misericordioso\u201d. Todos somos chamados a viver essa dimens\u00e3o em nossa vida crist\u00e3: a vida de ora\u00e7\u00e3o, a vida de contempla\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, temos na Igreja diversas Ordens Religiosas, masculinas e femininas, que t\u00eam na ora\u00e7\u00e3o contemplativa sua caracter\u00edstica principal. Uma delas \u00e9 a Cartuxa. Na realidade, \u00e9 pouco conhecida em nosso pa\u00eds, mas deve servir de inspira\u00e7\u00e3o para n\u00f3s neste m\u00eas de julho, em que somos chamados a contemplar o rosto misericordioso de Deus.<br \/>No dia 24 de junho, se comemorou a funda\u00e7\u00e3o da Ordem Cartuxa, pois foi na Solenidade de S\u00e3o Jo\u00e3o, o Batista, do ano de 1084, que um grupo de homens, liderados por Bruno de Reims, se retirou para um lugar ermo chamado Chartreuse (da\u00ed o nome Cartuxa, em portugu\u00eas), na verdadeira comunh\u00e3o de solit\u00e1rios.<br \/>Importa, por ocasi\u00e3o desta data, tentar entender melhor \u2013 a partir de fontes oriundas da pr\u00f3pria Cartuxa \u2013 quem foi S\u00e3o Bruno e qual a finalidade da Ordem por ele fundada para a Igreja de seu tempo e a dos nossos dias. Assomado a essa raz\u00e3o, \u00e9 preciso dizer que temos em nosso pa\u00eds, mais precisamente em Ivor\u00e1 (RS), a Cartuxa masculina Nossa Senhora Medianeira, o que muito nos alegra como Igreja no Brasil.<br \/>Bruno nasceu por volta do ano de 1030 em Col\u00f4nia, na Alemanha, forte centro da f\u00e9 cat\u00f3lica de ent\u00e3o. Embora poucos dados se tenha de sua inf\u00e2ncia ou de seus primeiros estudos, sabemos que, ainda jovem, o futuro fundador da Cartuxa viajou para Reims (Fran\u00e7a) a fim de se aprofundar em seus estudos. Permaneceu a\u00ed por trinta anos.<br \/>De intelig\u00eancia destacada, Bruno passou de aluno a professor na mesma Escola. Al\u00e9m disso, mantinha uma f\u00e9 exemplar e grande amor \u00e0 Igreja, de modo que logo se tornou c\u00f4nego da catedral local e, alguns anos depois, tamb\u00e9m reitor da mesma universidade que conhecera como aluno. Teve a honra de ver o grande mestre Gilberto, ex-aluno de Reims, ser elevado ao trono papal com o nome de Silvestre II (999-1003). Ao lado disso tudo, a fama de Bruno como grande mestre era geral, conforme se pode depreender dos elogios p\u00f3s-morte a ele dirigidos. Teria futuro brilhante.<br \/>Eis, por\u00e9m, que um fato mudar\u00e1 para sempre a mentalidade de nosso futuro santo: com a morte do Bispo Gerv\u00e1sio, assumiu a diocese de Reims, j\u00e1 sede arquiepiscopal, um aventureiro de nome Manass\u00e9s de Gournay. Sim, era o infeliz tempo das chamadas \u201cinvestiduras leigas\u201d, que consistia no seguinte: os imperadores nomeavam os bispos que eles desejavam, movidos por avidez temporal, e \u00e0 Igreja, unida ao Estado, n\u00e3o restava sen\u00e3o acolher a decis\u00e3o do imperador e entregar ao escolhido a mitra e o b\u00e1culo episcopal. \u00c9 certo que foi um per\u00edodo dif\u00edcil. Ele s\u00f3 retomou \u00e0 normalidade depois das grandes batalhas disciplinares travadas pelos Papas S\u00e3o Le\u00e3o IX e Greg\u00f3rio VII. Foi a chamada \u201cReforma Gregoriana\u201d na Igreja.<br \/>Esse bispo, no entanto, para contentar o povo local, que lhe era adverso, nomeou Bruno como seu chanceler. Contudo, o ilustre ex-professor de Reims n\u00e3o p\u00f4de ficar calado ante os desmandos, e se viu no dilema de ter de optar entre obedecer a Deus ou aos homens (cf. At 5,29). N\u00e3o hesitou. Ficou com Deus e a Igreja e denunciou, no Conc\u00edlio de Autun, em 1077, o seu bispo. A acusa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria surtiu efeito. Dom Manass\u00e9s foi condenado por Hugo de Die, legado pontif\u00edcio que presidia o Conc\u00edlio.<br \/>A resposta de Manass\u00e9s n\u00e3o tardou a vir. Bruno e mais dois amigos que fizeram a den\u00fancia tiveram suas resid\u00eancias invadidas e seus bens confiscados. Al\u00e9m disso, por meios esp\u00farios, o mesmo bispo recorreu a Roma e conseguiu uma medida de clem\u00eancia do combativo Papa Greg\u00f3rio VII. Passados os mal-entendidos, o bispo foi deposto no Conc\u00edlio de Li\u00e3o, no ano de 1080, com um novo indulto de clem\u00eancia do Papa, que esperava a sua convers\u00e3o. Ele, por\u00e9m, n\u00e3o quis saber da miseric\u00f3rdia ofertada pelo Santo Padre. Foi expulso de Reims pelo povo e se refugiou junto ao imperador Henrique IV, da Alemanha, que estava excomungado, e nada mais se soube dele. Tempos dif\u00edceis. A interven\u00e7\u00e3o do Estado na religi\u00e3o sempre foi muito nociva \u00e0 Igreja. Existem por tr\u00e1s muitos interesses. Isso, inclusive, aconteceu em menores propor\u00e7\u00f5es conosco no Brasil imp\u00e9rio. Mas, voltando ao nosso assunto, vemos a\u00ed a a\u00e7\u00e3o do homem de Deus diante do poder da \u00e9poca.<br \/>Bruno vencera a batalha, mas em seu cora\u00e7\u00e3o havia o desejo muito grande de se entregar a Deus de um modo ilimitado, na solid\u00e3o e no sil\u00eancio. Recusou ser bispo de Reims e foi al\u00e9m: depois de p\u00f4r em ordem suas coisas, distribuiu seus bens aos pobres e partiu sem bem saber para onde, pois se julgava conduzido pelo Esp\u00edrito Santo, a fim de chegar onde Ele o levasse.<br \/>Passou pelo mosteiro de Molesmes e a\u00ed feito um retiro, bem como conversado com S\u00e3o Roberto, futuro fundador de Cister junto a Santo Alberico e Santo Est\u00eav\u00e3o Harding, em 1098. Era um tempo de grandes reformas na Vida Religiosa de ent\u00e3o. Dali, S\u00e3o Bruno se dirigiu a S\u00e9che Fontaine para uma vida solit\u00e1ria e, depois, se afastou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 diocese de Glenoble (Fran\u00e7a), onde encontrou o bispo santo Dom Hugo de Chateauneuf, que muito o ajudou a concretizar seu projeto.<br \/>Sim, j\u00e1 com os primeiros companheiros monges, foi para um vale estreito e solit\u00e1rio chamado Chartreuse, a fim de al\u00ed se estabelecer. Era 24 de junho de 1084. L\u00e1 constru\u00edram algo muito simples, mas que venceu os tempos e serve de modelo at\u00e9 hoje. Eram \u201calgumas modestas cabanas de madeira, independentes umas das outras, e unidas por uma galeria ou claustro; uma capela e diversos locais destinados a reuni\u00f5es em comum. Essa disposi\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios servir\u00e1, no futuro, de modelo a todas as cartuxas, e expressa, numa estrutura arquitet\u00f4nica, aquilo que constitui a voca\u00e7\u00e3o a que foram chamados Bruno e seus companheiros: uma comunh\u00e3o de solit\u00e1rios\u201d. \u00c9 um tipo de vida erem\u00edtico com alguns poucos aspectos da vida cenob\u00edtica. Uma proposta muito original diante das reformas mon\u00e1sticas de sua \u00e9poca.<br \/>\u201cMais abaixo, no vale, sempre numa solid\u00e3o bem protegida, se instalaram aqueles eremitas que dedicariam a maior parte do seu tempo ao trabalho manual, para a subsist\u00eancia de toda a comunidade: os primeiros irm\u00e3os conversos\u201d [s\u00e3o chamados de donatos = doados, e vivem na comunidade ao lado dos irm\u00e3os religiosos propriamente e dos padres \u2013 nota nossa] (Palavras de monges cartuxos. Porto Alegre: Edipucrs, 2004, p. 20 \u2013 grande fonte deste nosso texto).<br \/>O apoio do bispo e o isolamento do deserto em meio \u00e0s montanhas naturais onde at\u00e9 hoje existe a grande cartuxa permitia e permite aos novos solit\u00e1rios uma vida bem separada do mundo, em um completo retiro na ora\u00e7\u00e3o e no sil\u00eancio. Diz-se que Bruno era um verdadeiro pai, a suavizar o rigor da vida mon\u00e1stica com sua bondade quase maternal, a desejar a cada monge uma santa alegria imperturb\u00e1vel, conforme ele mesmo deixar\u00e1 escrito depois: \u201cRegozijai-vos, meus irm\u00e3os amad\u00edssimos, regozijai-vos da vossa bendita sorte e da liberalidade da gra\u00e7a divina, derramada sobre v\u00f3s\u201d. (idem, p. 21).<br \/>Eis, por\u00e9m, que seis anos depois de tudo pronto, veio uma surpresa a Bruno: um de seus antigos alunos foi eleito Papa, com o nome de Urbano II, e precisava dele, com sua intelig\u00eancia brilhante, na Santa S\u00e9. Contrariado internamente, mas submisso ao Vig\u00e1rio de Cristo, o monge partiu e sua querida Cartuxa foi entregue a Seguin, abade de Chaise-Dieu. A comunidade mon\u00e1stica se dispersou. Em Roma, por\u00e9m, Bruno exp\u00f4s ao Santo Padre tudo o que se passava e o Pont\u00edfice mandou que o terreno de Chartreuse fosse devolvido aos monges, e sob a dire\u00e7\u00e3o do monge Landu\u00edno a comunidade se recomp\u00f4s.<br \/>Ocorre que no mesmo ano da elei\u00e7\u00e3o de Urbano II, 1090, o Papa teve de abandonar Roma, rec\u00e9m-ca\u00edda nas m\u00e3os de um antipapa (um papa ileg\u00edtimo). Refugiou-se no sul da It\u00e1lia, mas n\u00e3o queria ver Bruno distante, caso precisasse de algum aux\u00edlio. Deixou-o voltar para a vida erem\u00edtica, desde que n\u00e3o fosse em Chartreuse, mas, sim, na pr\u00f3pria It\u00e1lia. Queria dar-lhe o Arcebispado de Reggio, na Cal\u00e1bria, mas ele recusou. Permitiu o Santo Padre, ent\u00e3o, que Bruno se retirasse para uma nova Cartuxa, a segunda por ele fundada: Santa Maria da Torre, na pr\u00f3pria Cal\u00e1bria.<br \/>Em 29 de junho de 1099, morreu o Papa Urbano II, seu antigo aluno e admirador, de modo que cessou seu compromisso de ajudar o Romano Pont\u00edfice mais diretamente. No entanto, dois anos depois, em 6 de outubro de 1101, ap\u00f3s fazer uma profiss\u00e3o de f\u00e9 ante sua comunidade mon\u00e1stica, Bruno tamb\u00e9m entregou sua alma a Deus. Foi inscrito no cat\u00e1logo dos santos pelo Papa Le\u00e3o X, em 1515, e Greg\u00f3rio XV decretou sua mem\u00f3ria a toda a Igreja no ano de 1621. Hoje, ela \u00e9 celebrada em 6 de outubro. Sua obra escondida aos olhos dos homens foi muito louvada pelos Papas, especialmente Pio XI, na Constitui\u00e7\u00e3o Umbratilem, e por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em Mensagem dirigida aos cartuxos por ocasi\u00e3o de sua visita \u00e0 Cartuxa de Serra de S. Bruno, em 5 de outubro de 1984.<br \/>Sobre a Ordem Cartusiana, em sua organiza\u00e7\u00e3o interna, se l\u00ea: \u201cEsse mosteiro prosperou gra\u00e7as ao empenho do primeiro Prior Guigues I, amigo do Abade Cisterciense, S\u00e3o Bernardo de Claraval, e do Abade Beneditino, Pedro, o Vener\u00e1vel. Ele atraiu muitos disc\u00edpulos e fundou mais ou menos doze grupos semelhantes, para os quais codificou os costumes da Cartuxa. Assim se formou a Regra que, em seguida, recebeu pequenas modifica\u00e7\u00f5es. Em 1076, a Ordem foi organizada com um sistema de Cap\u00edtulos Gerais e sob a inspe\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o do Prior da Grande Cartuxa\u201d (Dom Emanuel d\u2019Able do Amaral, OSB. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria mon\u00e1stica. Salvador: Ed. S\u00e3o Bento, 2006, p. 157). \u00c9, portanto, o primeiro grupo mon\u00e1stico p\u00f3s-beneditino que n\u00e3o segue a Regra de S\u00e3o Bento, e nem tem Abade, mas, sim, um Prior \u00e0 frente. Pode-se dizer que cada cartuxa \u00e9 um priorado.<br \/>A raz\u00e3o de ser do monge (e tamb\u00e9m da monja) cartuxo na Igreja \u00e9 a dedica\u00e7\u00e3o a Deus pelo fato de ser Ele Deus e merecer todo louvor humano. Lembra-se, desse modo, aos homens que a Cruz est\u00e1 de p\u00e9 enquanto o mundo se revolve, ou seja, h\u00e1 algo a mais do que o corre-corre do dia a dia. Deus \u00e9 e sempre ser\u00e1. Tudo o mais passa. Seu apostolado consiste em louvar a Deus dia e noite, e interceder por seus irm\u00e3os a necessitarem da presen\u00e7a divina em suas agitadas e, muitas vezes, sofrida vida.<br \/>Fiel ao esp\u00edrito do Fundador, os cartuxos s\u00e3o, como dito, uma comunidade de solit\u00e1rios. Cada um vive a s\u00f3s em sua cela (resid\u00eancia do monge), mas se encontram, nos dias comuns, tr\u00eas vezes para rezar em comunidade. Nos dias de solenidades, festas ou outras ocasi\u00f5es muito especiais t\u00eam mais reuni\u00f5es, fazem as refei\u00e7\u00f5es juntos, no refeit\u00f3rio comum, e aos domingos realizam um passeio da comunidade fora do claustro. O resto dos dias \u00e9 de ora\u00e7\u00e3o, trabalho e sil\u00eancio, embora a conversa com o Prior seja sempre permitida. Em uma cartuxa se pode ser sacerdote, irm\u00e3o religioso ou donato. (Este n\u00e3o faz votos, mas um compromisso de servir a Deus na comunidade).<br \/>O candidato \u00e0 vida cartusiana tem de preencher os requisitos b\u00e1sicos de f\u00e9 e de qualidades humanas, pois a clausura, severa como \u00e9, exige sadio equil\u00edbrio f\u00edsico e mental. No mosteiro, faz-se o postulantado (experi\u00eancia), que varia de tr\u00eas meses a um ano; o noviciado, iniciado com a recep\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito cartuxo composto da t\u00fanica e da cogula (t\u00fanica larga, veste coral sem manga e com capuz) brancas. V\u00eam, depois, os primeiros votos, renov\u00e1veis por tr\u00eas anos, sendo que, antes, j\u00e1 no segundo ano de noviciado, se iniciam os estudos para o sacerd\u00f3cio aos que se sentem chamados a essa voca\u00e7\u00e3o, no pr\u00f3prio mosteiro. Ao final dos tr\u00eas anos, se faz a profiss\u00e3o solene, ou perp\u00e9tua, e se torna membro definitivo daquela comunidade mon\u00e1stica.<br \/>Como se vive o dia a dia na cartuxa de Ivor\u00e1, Rio Grande do Sul, e nas demais de todo o mundo? \u2013 Vive-se o esp\u00edrito da comunidade de solit\u00e1rios. Levanta-se \u00e0s 23h45 para meia-noite come\u00e7ar o Of\u00edcio de Vig\u00edlia noturna (Matinas e Laudes) na capela; \u00e0s 3h voltam para o repouso; 6h30 despertam a fim de rezar as Primas; \u00e0s 7h30 h\u00e1 a Missa Conventual na capela; \u00e0s 9h se reza a Ter\u00e7a, faz-se a Lectio Divina (Leitura orante da Palavra de Deus) e, em seguida, cada um se dirige aos estudos e\/ou trabalhos; \u00e0s 12h reza-se a Hora Sexta, seguida do almo\u00e7o e de um tempo livre a fim de depois retomar os estudos e\/ou trabalhos; \u00e0s 15h se reza a Noa; \u00e0s 18h as V\u00e9speras (na capela) e \u00e0s 19h30 as Completas, seguidas de repouso, pois \u00e0s 23h45 \u00e9 hora de se levantar para as Vig\u00edlias. (cf. A vida cartusiana. Ivor\u00e1: Most. N. Sra. Medianeira, p. 30).<br \/>Deus seja louvado por ter dado \u00e0 Igreja a Ordem Cartusiana por meio de S\u00e3o Bruno&#8230; Ordem que chegou tamb\u00e9m ao Brasil testemunhando aqui, em nossas terras, que vale a pena viver por Deus e para Deus, sem se esquecer de rezar pelos irm\u00e3os e irm\u00e3s mais necessitados, como obra de caridade e miseric\u00f3rdia. Que essa inspira\u00e7\u00e3o nos ajude a contemplar ainda mais o Deus Misericordioso e, assim, ir ao encontro do outro anunciando essa miseric\u00f3rdia. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A proposta de nossa Arquidiocese do m\u00eas de julho para o Ano da Miseric\u00f3rdia \u00e9 \u201ccontemplar o Deus misericordioso\u201d. Todos somos chamados a viver essa dimens\u00e3o em nossa vida crist\u00e3: a vida de ora\u00e7\u00e3o, a vida de contempla\u00e7\u00e3o. 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