{"id":15679,"date":"2016-06-28T13:54:24","date_gmt":"2016-06-28T16:54:24","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/28\/dom-leonardo-sobre-a-qcultura-do-estuproq-decadencia\/"},"modified":"2017-05-29T16:44:25","modified_gmt":"2017-05-29T19:44:25","slug":"dom-leonardo-sobre-a-qcultura-do-estuproq-decadencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-leonardo-sobre-a-qcultura-do-estuproq-decadencia\/","title":{"rendered":"Dom Leonardo sobre a &#8220;Cultura do Estupro&#8221;: decad\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/reuters1472301_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>\u201cO estupro n\u00e3o \u00e9 tocar no outro, \u00e9 apenas abusar do outro. N\u00e3o somos animais e devemos recuperar a grandeza de filhos e filhas de Deus\u201d: esta \u00e9 a reflex\u00e3o que o Secret\u00e1rio-Geral da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Leonardo Steiner, fez aos ouvintes da R\u00e1dio Vaticano sobre os in\u00fameros casos de not\u00edcias envolvendo estupros coletivos.<\/p>\n<p>Ele comenta a cultura machista em nosso pa\u00eds e indica o caminho a seguir: educa\u00e7\u00e3o. <a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00537044.mp3\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/audio\/audio2\/mp3\/00537044.mp3\">Ou\u00e7a aqui:<\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pouco machista: neste sentido \u00e9 muito machista. Eu quase diria que n\u00f3s estamos sofrendo de uma doen\u00e7a. A nossa \u00e9poca est\u00e1 exacerbando a quest\u00e3o da sexualidade aonde a pessoa n\u00e3o \u00e9 levada em considera\u00e7\u00e3o. A sexualidade humana tem a ver com a pessoa, tem a ver com a dignidade da pessoa, a sexualidade n\u00e3o \u00e9 um objeto, n\u00e3o \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o do corpo. A sexualidade caracteriza a pessoa como um dos elementos mais \u00edntimos da pessoa. Vejam que um estupro coletivo n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o absoluta a pessoa que ali esta, sen\u00e3o n\u00e3o se conseguiria fazer os atos que se t\u00eam feito.<\/p>\n<p>Dignidade<\/p>\n<p>Talvez o primeiro elemento importante \u00e9 tentarmos resgatar a quest\u00e3o da pessoa. A quest\u00e3o da mulher como pessoa, n\u00e3o como objeto sexual, mas tamb\u00e9m do homem como pessoa. E se o homem se d\u00e1 o direito de praticar estes atos, ele n\u00e3o tem uma compreens\u00e3o de si mesmo que o dignifique. E tamb\u00e9m n\u00e3o tem uma compress\u00e3o da mulher que a dignifique. Toda a quest\u00e3o do estupro, do abuso sexual, tem a ver com uma decad\u00eancia da nossa \u00e9poca da compreens\u00e3o da pessoa e, por isso, tamb\u00e9m, uma compreens\u00e3o decadente da sexualidade humana: n\u00f3s n\u00e3o somos animais, n\u00f3s n\u00e3o somos animais.<\/p>\n<p>A sexualidade humana tem a ver com rela\u00e7\u00f5es, tem a ver com intimidade, tem a ver com amor, n\u00e3o tem a ver apenas com prazer, com gostar de. N\u00e3o, a sexualidade humana ela tem algo de extraordin\u00e1rio que tamb\u00e9m, no gesto da entrega, no gesto da receptividade, pode gerar a vida. Tudo que diz respeito ao estupro n\u00e3o est\u00e1 levando absolutamente em considera\u00e7\u00e3o nenhuma destas quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Decad\u00eancia ocidental<\/p>\n<p>Isso \u00e9 grave, n\u00e3o apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro. E vejo que a sexualidade humana no mundo de hoje perdeu seu valor, a sua for\u00e7a maior. E isso vai levando \u00e0 decad\u00eancia a nossa civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Vejam, por exemplo, em determinadas \u00e9pocas a mulher era decantada como aquela que fazia cortesia, quem se dedicava ao amor, ao canto, \u00e0 can\u00e7\u00e3o, e assim por diante. Hoje n\u00e3o. Hoje se v\u00ea o corpo da mulher, e o corpo da mulher como um mero prazer. Mas tamb\u00e9m vice-versa \u00e9 verdade quanto ao homem.<\/p>\n<p>Talvez o primeiro elemento importante de contribui\u00e7\u00e3o que n\u00f3s podemos dar como Igreja e que a sociedade deveria ajudar a reconquistar \u00e9 o valor da pessoa. Que tem a ver com quest\u00e3o da migra\u00e7\u00e3o que o Papa est\u00e1 levantando: o que est\u00e1 em jogo \u00e9 a pessoa que ali est\u00e1, n\u00e3o \u00e9 aquele que veio da outra terra e n\u00e3o me interessa. O Santo Padre disse que n\u00f3s at\u00e9 gostamos de dar esmola, mas deixamos cair na m\u00e3o do outro, e n\u00e3o tocamos o outro. O estupro, no fundo, no fundo, \u00e9 n\u00e3o tocar no outro, \u00e9 apenas abusar do outro. Quer dizer, n\u00e3o se criou rela\u00e7\u00e3o. N\u00e3o houve afeto, n\u00e3o houve entrega. Ent\u00e3o \u00e9 fundamental reconquistar esse elemento e isso \u00e9 poss\u00edvel com a educa\u00e7\u00e3o, com o debate, com bons textos. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel assim.<\/p>\n<p>Papel dos crist\u00e3os<\/p>\n<p>E, para n\u00f3s, crist\u00e3os, talvez fosse muito importante n\u00f3s ajudarmos os nossos jovens, a nossa sociedade, a recuperarmos o que \u00e9 o homem como homem? O que \u00e9 a mulher como mulher? Desta rela\u00e7\u00e3o, homem-mulher, o que acontece de grandeza, de transforma\u00e7\u00e3o, nesta rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua. N\u00e3o se est\u00e1, creio, refletindo suficientemente que desta rela\u00e7\u00e3o homem-mulher existe uma transforma\u00e7\u00e3o em mim como homem, existe uma transforma\u00e7\u00e3o nela como mulher, existe uma transforma\u00e7\u00e3o em n\u00f3s como homens e nelas como mulher, como mulheres.<\/p>\n<p>Creio que isso quase desapareceu do nosso horizonte. Quando isso desaparece do nosso horizonte, essa dignidade de filhos de Deus, de filhas de Deus, voc\u00ea pode imaginar o que significa abusar de uma filha de Deus, de algu\u00e9m que est\u00e1 ali, deitada e drogada, e ser abusada de tal forma, e que n\u00e3o se consiga mais ver a filha de Deus que est\u00e1 sendo abusada. Isso \u00e9 de uma vilania enorme.<\/p>\n<p>Reconquistar a grandeza de filhos de Deus<\/p>\n<p>Eu creio que n\u00f3s crist\u00e3os dever\u00edamos ajudar a reconquistar essa grandeza de filhos e de filhas de Deus. E tamb\u00e9m nos educarmos para a sexualidade. Acho que n\u00f3s perdemos isso hoje. Perdemos este educar para a sexualidade. Hoje tudo pode, tudo \u00e9 v\u00e1lido. D\u00e1 a impress\u00e3o de um tanto faz. N\u00e3o, a sexualidade \u00e9 algo extraordin\u00e1rio, diria at\u00e9 uma energia sublime, mas ela precisa ser educada, integrada, sen\u00e3o pode se tornar meio animalesca.<\/p>\n<p>E o Evangelho nos ensina que isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no amor, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no amor. Se n\u00e3o amarmos, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o nos integraremos sexualmente, afetivamente, s\u00f3 no amor \u00e9 que a mulher ser\u00e1 respeitada, s\u00f3 no amor \u00e9 que o homem ser\u00e1 respeitado. Vejam, o caminho \u00e9 longo, mas o caminho, em primeiro lugar, \u00e9 atraente, esperan\u00e7oso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO estupro n\u00e3o \u00e9 tocar no outro, \u00e9 apenas abusar do outro. 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