{"id":1564,"date":"2012-03-14T13:19:30","date_gmt":"2012-03-14T16:19:30","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-triunfo-de-ramos\/"},"modified":"2017-03-20T15:07:00","modified_gmt":"2017-03-20T18:07:00","slug":"o-triunfo-de-ramos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-triunfo-de-ramos\/","title":{"rendered":"O triunfo de Ramos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/convidigal3.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Inicia-se a grande semana, denominada por antonom\u00e1sia de Semana Santa. Durante ela a Igreja comemora as dores de Jesus e a hora da reden\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano. No princ\u00edpio do terceiro mil\u00eanio n\u00e3o se contemplam fatos hist\u00f3ricos que permane\u00e7am vivendo no cora\u00e7\u00e3o dos homens trazendo mensagens mais sublimes do que aqueles acontecimentos que se deram um dia em Jerusal\u00e9m. \u00c9 a consuma\u00e7\u00e3o do processo salv\u00edfico que \u00e9 ent\u00e3o recordado pela Liturgia, acendendo a f\u00e9, a esperan\u00e7a e o amor no \u00edntimo de todos os batizados. Desde a entrada triunfante de Cristo na capital de seu pa\u00eds at\u00e9 sua gloriosa ressurrei\u00e7\u00e3o, todos os detalhes da Paix\u00e3o de Jesus s\u00e3o recordados preparando a solenidade do maior dia do ano que \u00e9 a vit\u00f3ria do Redentor sobre a morte, pren\u00fancio da ressurrei\u00e7\u00e3o dos que Lhe s\u00e3o fi\u00e9is e que estar\u00e3o com Ele na gl\u00f3ria eterna. A volubilidade do ser humano aparece viva no Dia de Ramos, pois a cidade de Jerusal\u00e9m que aclama festivamente o Filho de Deus, cinco dias depois esta mesma urbe pedir\u00e1 a gritos fe\u00e9ricos sua morte. O mesmo Nazareno que atravessou as ruas no meio de ova\u00e7\u00f5es delirantes, voltaria a transitar por elas dentro de poucas horas sob o peso de uma cruz, a caminho de um ignominioso trespasse. Isto \u00e9 um alerta para todos os crist\u00e3os, pois n\u00e3o se pode confiar nunca nem na pr\u00f3pria intrepidez e nem nas demonstra\u00e7\u00f5es externas de fidelidade a Deus, nem nas aclama\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ao Ser Supremo, porque a inconst\u00e2ncia \u00e9 sempre um perigo que pode levar \u00e0 trai\u00e7\u00e3o dos mais acendrados ideais religiosos. Cumpre estar sempre de atalaia para n\u00e3o se passar do fervor ao abandono da religi\u00e3o ou \u00e0 condescend\u00eancia com as for\u00e7as sat\u00e2nicas que contam com o apoio da m\u00eddia e de quantos se entregam \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o dos costumes. N\u00e3o se deve louvar a divindade apenas dentro dos templos, mas ainda no lar, no trabalho, nos lugares de sadias divers\u00f5es, nas escolas, por toda parte. Trata-se de se transmitir a mensagem de que n\u00e3o h\u00e1 paz e felicidade longe do divino Redentor. \u00c9 preciso, por\u00e9m, a firmeza da f\u00e9, buscando-O com a lealdade da intelig\u00eancia e com a pureza do cora\u00e7\u00e3o para n\u00e3o se repetir a atitude incongruente dos que outrora louvaram a Cristo e depois lamentavelmente O desprezaram. Adite-se que a Liturgia liga a entrada festiva de Jesus em Jerusal\u00e9m com sua Paix\u00e3o recordada na Missa deste dia. A Igreja, pedagogicamente, quer mostrar que as alegrias deste mundo s\u00e3o passageiras e cedem logo lugar \u00e0 tristeza. Nesta terra h\u00e1 a mistura dos bens e dos males numa irrevers\u00edvel altern\u00e2ncia. J\u00f3 assim se dirigiu a Deus: Tu visitas o homem pela manh\u00e3 e, de vez em vez, o pondes \u00e0 prova (J\u00f3 7,18), bem mostrando que tamb\u00e9m a exist\u00eancia do homem espiritual conhece momentos nos quais ele toca o Infinito, mas tamb\u00e9m instantes de prova\u00e7\u00f5es que o Ser Supremo permite para sua purifica\u00e7\u00e3o e santifica\u00e7\u00e3o. A Paix\u00e3o de Cristo, por\u00e9m, vem lembrar a todos os seus disc\u00edpulos que, unidos a Ele, \u00e9 poss\u00edvel sempre sublimar todos os sofrimentos deste vale de l\u00e1grimas. A li\u00e7\u00e3o de paci\u00eancia que os sofrimentos de Jesus\u00a0 oferecem \u00e9 um arrimo para seus disc\u00edpulos. Por outro lado tudo que o Redentor sofreu vem lembrar o horror que se deve ter para com o pecado, causa de tantos tormentos. A Semana Santa oferece ocasi\u00e3o para uma \u00f3tima Confiss\u00e3o, mas aqueles que est\u00e3o comungando e j\u00e1 se confessaram a pouco tempo devem deixar espa\u00e7o para os que nem sempre t\u00eam oportunidade de se aproximarem do Sacramento da Penit\u00eancia. Quer, por\u00e9m, no j\u00fabilo do triunfo de Ramos, quer na dor da Paix\u00e3o do Senhor h\u00e1 necessidade da sinceridade. Esta levar\u00e1 \u00e0 verdadeira contempla\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios celebrados na Grande Semana, afastando a dureza do cora\u00e7\u00e3o e da falta de piedade. Como lembrava S\u00e3o Greg\u00f3rio Nazianzeno num de seus serm\u00f5es, sobretudo\u00a0 durante a Semana Santa \u00e9 preciso que cada um, como Sim\u00e3o de Cirene, tome a cruz e siga a Cristo.\u00a0 Ent\u00e3o se compreender\u00e1 que esta cruz de Cristo n\u00e3o significa sofrimentos, mas sacrif\u00edcio, porque o sofrimento \u00e9 sacrif\u00edcio sem amor, ao passo que o sacrif\u00edcio\u00a0 \u00e9 sofrimento com amor. N\u00e3o se pode neste ex\u00edlio terreno evitar o sofrimento, mas quem o acata com esp\u00edrito de sacrif\u00edcio se purifica, melhora o mundo e valoriza assim a paix\u00e3o de Jesus.\u00a0 Passa deste modo o fiel de hosanas vazios, louvores insinceros a Deus ao verdadeiro amor que \u00e9 capaz de transformar a dor em alegria, tornando leve o peso da cruz de cada dia. Eis a\u00ed belas mensagens do Domingo de Ramos!<\/p>\n<p> * Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inicia-se a grande semana, denominada por antonom\u00e1sia de Semana Santa. Durante ela a Igreja comemora as dores de Jesus e a hora da reden\u00e7\u00e3o do g\u00eanero humano. 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