{"id":15518,"date":"2016-06-22T17:26:04","date_gmt":"2016-06-22T20:26:04","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/22\/madeireiros-e-fazendeiros-seguem-com-ameacas-contra-indigenas-kaapor-da-ti-alto-turiacu-ma\/"},"modified":"2017-05-31T10:16:54","modified_gmt":"2017-05-31T13:16:54","slug":"madeireiros-e-fazendeiros-seguem-com-ameacas-contra-indigenas-kaapor-da-ti-alto-turiacu-ma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/madeireiros-e-fazendeiros-seguem-com-ameacas-contra-indigenas-kaapor-da-ti-alto-turiacu-ma\/","title":{"rendered":"Madeireiros e fazendeiros seguem com amea\u00e7as contra ind\u00edgenas Ka&#8217;apor da TI Alto Turia\u00e7u (MA)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/eusebiokaaporedit.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Os  Ka&#8217;apor da Terra ind\u00edgena Alto Turia\u00e7u, no Maranh\u00e3o, seguem acossados  por madeireiros, fazendeiros e grileiros. Esses grupos intensificaram  amea\u00e7as de morte e afirmam aos Ka&#8217;apor planos de novas invas\u00f5es e  inc\u00eandios ao territ\u00f3rio tradicional. No \u00faltimo final de semana, os  Ka&#8217;apor permaneceram em alerta diante de um ataque iminente. H\u00e1 pouco  mais de um ano, Eus\u00e9bio Ka&#8217;apor foi assassinado como parte de uma  ofensiva ininterrupta contra o povo. Por outro lado, a jovem de 14 anos  Ira\u00fana Ka&#8217;apor segue desaparecida depois de ser sequestrada por  madeireiros h\u00e1 tr\u00eas meses &#8211; o fato foi comunicado \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>Em  mar\u00e7o deste ano, uma opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, Pol\u00edcia  Federal e Ibama, em parceria com a Guarda Florestal Ind\u00edgena Ka&#8217;apor,  culminou na pris\u00e3o de 11 indiv\u00edduos, entre madeireiros e capangas, al\u00e9m  do fechamento de 15 serrarias na regi\u00e3o que receptavam a madeira  retirada de forma ilegal da terra ind\u00edgena. O sequestro da jovem, dizem  os ind\u00edgenas, foi parte de uma retalia\u00e7\u00e3o que teve ainda invas\u00e3o de  aldeias e ind\u00edgenas feridos a tiros.<\/p>\n<p>Mesmo sofrendo com a  ofensiva de invasores, os Ka&#8217;apor mant\u00eam a Guarda Florestal Ind\u00edgena de  prote\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da Terra Ind\u00edgena Alto Turia\u00e7u &#8211; o que ainda gera  repres\u00e1lias. N\u00e3o apenas na Alto Turia\u00e7u, mas tamb\u00e9m na Terra Ind\u00edgena  Karu e na Terra Ind\u00edgena dos Aw\u00e1-Guaj\u00e1 \u2013 que concentra popula\u00e7\u00f5es Aw\u00e1 em  situa\u00e7\u00e3o de isolamento volunt\u00e1rio. Nesses territ\u00f3rios, Guardas  Florestais Ind\u00edgenas tamb\u00e9m j\u00e1 funcionam. Juntas, essas terras ind\u00edgenas  formam, ladeadas por \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental e assentamentos, uma  das \u00faltimas fronteiras florestais do Maranh\u00e3o cobi\u00e7adas por fazendeiros,  madeireiros e grileiros.<\/p>\n<p>Conforme informa\u00e7\u00f5es de indigenistas da  regi\u00e3o e do Regional Maranh\u00e3o do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio  (Cimi), ind\u00edgenas Ka&#8217;apor de uma aldeia invadida em dezembro de 2015  entregaram, sob tortura, planos, a\u00e7\u00f5es, pessoas e \u00f3rg\u00e3os envolvidos com a  prote\u00e7\u00e3o territorial. Viol\u00eancias desse tipo t\u00eam composto o dia a dia  dos Ka&#8217;apor, que ainda sofrem press\u00f5es da Funai para desfazer a Guarda  Florestal Ind\u00edgena \u2013 motivo apontado por servidores do \u00f3rg\u00e3o indigenista  estatal como raz\u00e3o dos ataques sofridos pelas aldeias.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o  vemos nenhuma provid\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a dos  ind\u00edgenas e do territ\u00f3rio. Com isso, os madeireiros se reuniram esses  dias na regi\u00e3o e planejam atacar aldeias pelos munic\u00edpios da regi\u00e3o  (Centro do Guilherme, Maranh\u00e3ozinho, Nova Olinda do Maranh\u00e3o e Z\u00e9  Doca)\u201d, conta uma fonte que est\u00e1 na regi\u00e3o e ter\u00e1 a identidade  preservada por motivos de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias,  madeireiros pararam um carro do Polo Base de Sa\u00fade Ind\u00edgena Z\u00e9 Doca em  uma estrada conhecida como &#8220;Da Conquista&#8221;, munic\u00edpio Z\u00e9 Doca. No ve\u00edculo  estavam um servidor da Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (Sesai) e  uma lideran\u00e7a ind\u00edgena impedidos de retornar para a cidade. Para  qualquer Ka&#8217;apor ou servidor p\u00fablico de car\u00e1ter indigenista, se tornou  perigoso andar pelas cidades vizinhas ao territ\u00f3rio ind\u00edgena. O ambiente  de tens\u00e3o, monitoramento e amea\u00e7as \u00e9 permanente contra as lideran\u00e7as  Ka&#8217;apor. A vigil\u00e2ncia na terra ind\u00edgena est\u00e1 redobrada.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o  podemos deixar de denunciar o sil\u00eancio e a omiss\u00e3o do governo do estado  do Maranh\u00e3o. O governador Fl\u00e1vio Dino n\u00e3o conseguiu estrutura a  Secretaria do Meio Ambiente para que ela proteja as \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o  coibindo essas a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o orquestradas: os mesmos grupos de  madeireiros e fazendeiros atacam as tr\u00eas terras ind\u00edgenas, assentamentos  e invadem \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio governador se mostra como  aliados de pol\u00edticos que representam esses grupos\u201d, afirma a fonte  ouvida pela reportagem.<\/p>\n<p>Guarda ind\u00edgena: autogest\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Em  2013, o povo Ka\u2019apor realizou a sua primeira grande assembleia, onde  foi debatida a import\u00e2ncia da autonomia dos ind\u00edgenas na gest\u00e3o de seu  territ\u00f3rio, por meio de um acordo de conviv\u00eancia que buscava erradicar  \u201cos v\u00edcios dos brancos nas aldeias, proteger nosso territ\u00f3rio, valorizar  e fortalecer nosso jeito de ser Ka\u2019apor\u201d. A Guarda Florestal Ka&#8217;apor  foi criada para percorrer o vasto territ\u00f3rio em miss\u00f5es de semanas no  interior da mata. A participa\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas na retirada de madeira  deixou de existir, conforme os ind\u00edgenas, e madeireiros s\u00e3o expulsos  sempre que a guarda os encontra.<\/p>\n<p>Casos recentes de assassinatos,  atentados a tiros e invas\u00f5es passaram a constituir uma guerra de baixa  intensidade travada pela guarda. Em dezembro de 2015, dois ind\u00edgenas  Ka\u2019apor foram baleados por madeireiros. No dia 19 daquele mesmo m\u00eas,  guardas florestais do povo Ka\u2019apor, que atuam na prote\u00e7\u00e3o das matas e do  territ\u00f3rio contra as queimadas e a extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira,  detiveram sete madeireiros do munic\u00edpio Z\u00e9 Doca, encontrados extraindo  madeira dentro dos limites da \u00e1rea. A inten\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas era  entreg\u00e1-los ao Ibama. Em repres\u00e1lia, mais de 20 madeireiros invadiram a  aldeia Turizinho e, numa a\u00e7\u00e3o extremamente violenta, deixaram dois  ind\u00edgenas baleados.<\/p>\n<p>Conforme a nota do Conselho Ka\u2019apor \u00e0 \u00e9poca,  al\u00e9m da impunidade dos agressores e invasores, os ind\u00edgenas sofreram com  a criminaliza\u00e7\u00e3o na m\u00eddia local e foram acusados injustamente de manter  um dos madeireiros como ref\u00e9m. \u201cOs que invadiram a aldeia Turizinho,  roubaram nossos equipamentos e materiais de trabalho na mata e atiraram  em nossos guardas agroflorestais que estavam identificando focos de  inc\u00eandios na regi\u00e3o de Vit\u00f3ria da Conquista, est\u00e3o andando livremente na  cidade de Z\u00e9 Doca, inclusive a pessoa que est\u00e3o dizendo que est\u00e1  desaparecida\u201d, diz trecho da nota.<\/p>\n<p>Os Ka&#8217;apor v\u00eam realizando  a\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o do povo e prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio desde 2010. S\u00e3o  reconhecidos por \u00f3rg\u00e3os nacionais e internacionais como grandes  defensores da \u00faltima \u00e1rea de floresta amaz\u00f4nica da Amaz\u00f4nia Oriental ou  Maranhense. Como verdadeiros guardi\u00f5es da floresta, sofreram desde 2008  com 5 lideran\u00e7as assassinadas, 14 ind\u00edgenas agredidos (fisicamente e a  tiros), duas aldeias foram invadidas e cerca de oito lideran\u00e7as e 12  guardas florestais amea\u00e7ados ou marcados para morrer.<\/p>\n<p>Ainda no  Maranh\u00e3o, a Terra Ind\u00edgena Arariboia \u00e9 outro exemplo onde a guarda  ind\u00edgena sofre repres\u00e1lias violentas. Entre os dias 26 de mar\u00e7o e 22 de  abril deste ano, os ind\u00edgenas Aponuyre, Gen\u00e9sio, Isa\u00edas e Assis  Guajajara foram assassinados. Os quatro compunham os quadros da guarda  ind\u00edgena. A fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os competentes na \u00e1rea, conforme os  Guajajara, \u00e9 ineficaz. Os povos que vivem na terra ind\u00edgena \u2013 j\u00e1  demarcada e habitada tamb\u00e9m por \u00edndios Aw\u00e1-Guaj\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de  isolamento volunt\u00e1rio \u2013 sofrem com a constante press\u00e3o de madeireiros.  Entre o fim de 2015 e o in\u00edcio deste ano, um inc\u00eandio de grandes  propor\u00e7\u00f5es devorou pouco mais de 30% da Arariboia e o Ibama declarou que  a queimada teve origem criminosa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/assembleiakaapor.jpg\" border=\"0\" align=\"right\" \/>Para os Guajajara trata-se de  uma trag\u00e9dia anunciada e o inc\u00eandio foi provocado pelos madeireiros cada  vez mais acuados e combatidos pela guarda. H\u00e1 pelo menos 6 anos uma  enxurrada de den\u00fancias d\u00e3o conta da a\u00e7\u00e3o dos madeireiros. Em 2011, uma  equipe do Cimi, acompanhada por integrantes da Comiss\u00e3o de Direitos  Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Sociedade Maranhense  de Direitos Humanos (SMDH), entraram na terra ind\u00edgena para averiguar  denuncias de um ataque de madeireiros a um grupo Aw\u00e1-Guaj\u00e1 isolado.  Encontraram estradas abertas e um acampamento de madeireiros sendo  erguido sobre uma \u00e1rea com vest\u00edgios da presen\u00e7a dos Aw\u00e1.<\/p>\n<p>Acerto de contas<\/p>\n<p>Outra  forma de pressionar os ind\u00edgenas \u00e9 a criminaliza\u00e7\u00e3o, imputando aos  Ka&#8217;apor assassinatos com corpos desovados nas imedia\u00e7\u00f5es das aldeias. No  entanto, uma hist\u00f3ria ilustra o que vem ocorrendo na Terra Ind\u00edgena  Alto Turia\u00e7u. Conforme a fonte ouvida pela reportagem, depois da pris\u00e3o  dos 11 indiv\u00edduos envolvidos nas invas\u00f5es madeireiras na terra ind\u00edgena,  os chefes da quadrilha tiveram a not\u00edcia que os detidos apontaram para  quais madeireiras se destinavam as \u00e1rvores abatidas. Quinze serrarias  acabaram fechadas. Conforme estes presos est\u00e3o sendo soltos, o acerto de  contas ocorre.<\/p>\n<p>\u201cEsses corpos encontrados na terra ind\u00edgena s\u00e3o  de indiv\u00edduos envolvidos com a retirada da madeira. Ent\u00e3o se tem um  acerto de contas e ao mesmo tempo a possibilidade de imputar essas  mortes aos Ka&#8217;apor. As a\u00e7\u00f5es da Guarda Floresta Ind\u00edgena envolvem a  reten\u00e7\u00e3o de invasores e a entrega deles \u00e0s autoridades. \u00c9 isso que  acontece. Tanto \u00e9 que esses madeireiros e fazendeiros que acusam os  ind\u00edgenas n\u00e3o registram boletim de ocorr\u00eancia. Ao contr\u00e1rio, preferem  soltar a informa\u00e7\u00e3o de que os ind\u00edgenas est\u00e3o matando e isso gera ainda  mais repres\u00e1lias e viol\u00eancias e preconceito\u201d, afirma a fonte.<\/p>\n<p>O  que se pode destacar do trabalho executado pelos Ka&#8217;apor e suas  organiza\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas grandes assembleias para  estabelecer um Acordo de Conviv\u00eancia Interno diante das amea\u00e7as da  cultura externa. Desse processo surgiuainda o referendo do Conselho de  Gest\u00e3o Ka&#8217;apor com os Tux\u00e1 Ka&#8217;apor, o in\u00edcio da elabora\u00e7\u00e3o e  planejamento do plano de vida &#8216;Janderuh\u00e3 ha ka&#8217;a rehe &#8211; Nossa Floresta \u00e9  nosso Plano de Vida&#8217;; controle e gest\u00e3o da sa\u00fade pelo pr\u00f3prio povo e o  Projeto de Educa\u00e7\u00e3o Diferenciada &#8216;Ka&#8217;a nam\u00f5 jumu&#8217;eha Katu &#8211; Aprendendo  com a Floresta&#8217;, com a gest\u00e3o realizada pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Projetos  que de acordo com os ind\u00edgenas v\u00eam encontrando resist\u00eancia pela  Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado do Maranh\u00e3o. At\u00e9 mesmo o fechamento de  24 ramais de madeireiros, a cria\u00e7\u00e3o de sete \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ka&#8217;apor em  defesa do territ\u00f3rio e a cria\u00e7\u00e3o de Sistemas Agroflorestais Ka&#8217;apor nas  \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o contam com o apoio estatal. A autogest\u00e3o Ka&#8217;apor,  todavia, segue preservando 85% da \u00e1rea de floresta do territ\u00f3rio &#8211;  aproximadamente 15% da \u00e1rea de floresta foi devastada e degradada e est\u00e1  em processo de recupera\u00e7\u00e3o pelo povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: CIMI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os Ka&#8217;apor da Terra ind\u00edgena Alto Turia\u00e7u, no Maranh\u00e3o, seguem acossados por madeireiros, fazendeiros e grileiros. Esses grupos intensificaram amea\u00e7as de morte e afirmam aos Ka&#8217;apor planos de novas invas\u00f5es e inc\u00eandios ao territ\u00f3rio tradicional. 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