{"id":15500,"date":"2016-06-22T12:42:13","date_gmt":"2016-06-22T15:42:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/22\/rio2016-equipe-olimpica-quer-humanizar-o-olhar-do-mundo-sobre-os-refugiados\/"},"modified":"2017-05-31T10:19:19","modified_gmt":"2017-05-31T13:19:19","slug":"rio2016-equipe-olimpica-quer-humanizar-o-olhar-do-mundo-sobre-os-refugiados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/rio2016-equipe-olimpica-quer-humanizar-o-olhar-do-mundo-sobre-os-refugiados\/","title":{"rendered":"Rio2016: Equipe Ol\u00edmpica quer humanizar o olhar do mundo sobre os refugiados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/popole_e_yolande.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Dez pessoas, entre homens e mulheres, ter\u00e3o uma dupla miss\u00e3o nas Olimp\u00edadas Rio2016: disputar em algumas categorias e representar os milh\u00f5es de refugiados presentes em todo o mundo. Eles formar\u00e3o a Equipe Ol\u00edmpica de Atletas Refugiados, entre os quais, dois congoleses que vivem no Brasil e contam com apoio da C\u00e1ritas Rio de Janeiro. A expectativa \u00e9 de que essa oportunidade humanize a vis\u00e3o do mundo em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados.<\/p>\n<p>Segundo relat\u00f3rio apresentado pela Ag\u00eancia da ONU para Refugiados nesta segunda-feira, 20, o n\u00famero de pessoas deslocadas por motivos de conflitos e persegui\u00e7\u00f5es em todo o mundo chegou a 65,3 milh\u00f5es no final de 2015, considerado um recorde.<\/p>\n<p>Essas pessoas ser\u00e3o representadas nos Jogos Ol\u00edmpicos por um et\u00edope, dois s\u00edrios, dois congoleses e cinco sul-sudaneses, os quais ser\u00e3o os primeiros a entrar no Maracan\u00e3, na cerim\u00f4nia de abertura, e v\u00e3o desfilar sob a bandeira Ol\u00edmpica.<\/p>\n<p>Entre os convocados, o jud\u00f4 contar\u00e1 com os congoleses Popole Misenga e Yolande Mabika, que est\u00e3o no Brasil desde 2013 e s\u00e3o assistidos pela C\u00e1ritas Rio de Janeiro, a qual atua no acolhimento, na prote\u00e7\u00e3o e na integra\u00e7\u00e3o dos refugiados que chegam \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>\u201cPara n\u00f3s, \u00e9 uma alegria imensa. Ficamos na expectativa durante um ano e meio\u201d, recordou o porta-voz da C\u00e1ritas RJ, Diogo F\u00e9lix, \u00e0 ACI Digital.<\/p>\n<p>Popole e Yolande cresceram em um ambiente de conflitos na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e se separaram de suas fam\u00edlias ainda crian\u00e7as. Na capital do pa\u00eds, Kinshasa, come\u00e7aram a treinar jud\u00f4 em programas sociais e tornaram-se atletas de n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p>Viajaram para o Brasil em 2013 para disputar o Mundial de Jud\u00f4. Ent\u00e3o, decidiram renunciar \u00e0 delega\u00e7\u00e3o, permanecer no Brasil e pedir asilo. Mais tarde, come\u00e7aram a receber o apoio da C\u00e1ritas.<\/p>\n<p>Diogo F\u00e9lix lembra que todo o processo para a qualifica\u00e7\u00e3o dos judocas para os Jogos Ol\u00edmpicos teve in\u00edcio quando o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) entrou em contato com a ag\u00eancia da ONU para os refugiados pedindo que indicassem atletas para essa delega\u00e7\u00e3o. \u201cA ONU entrou em contato com seus parceiros no mundo todo, incluindo a C\u00e1ritas RJ. Em janeiro de 2015, n\u00f3s indicamos os dois judocas e ficamos aguardando\u201d.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da C\u00e1ritas Rio de Janeiro, Popole e Yolande foram encaminhados para o Instituto Rea\u00e7\u00e3o, ONG que promove o desenvolvimento humano e a inclus\u00e3o social por meio do esporte e da educa\u00e7\u00e3o. Dessa forma, puderam retomar os treinos de jud\u00f4 e voltar a sonhar em disputar os Jogos Ol\u00edmpicos.<\/p>\n<p>\u201cQuando soubemos do resultado, toda a equipe ficou muito contente, porque acompanhamos os dois durante muito tempo, sabemos das dificuldades e situa\u00e7\u00f5es complicadas que viveram aqui at\u00e9 conseguirem voltar a treinar\u201d, contou o porta-voz da C\u00e1ritas RJ.<\/p>\n<p>De acordo com ele, a entidade espera que a presen\u00e7a dessa delega\u00e7\u00e3o nas Olimp\u00edadas traga um novo horizonte em rela\u00e7\u00e3o aos refugiados.<\/p>\n<p>\u201cA nossa esperan\u00e7a \u00e9 que possam mostrar que o refugiado n\u00e3o \u00e9 apenas um n\u00famero, como as estat\u00edsticas mostram, mas \u00e9 uma pessoa que tem sonhos, talentos. Desejamos que as Olimp\u00edadas possam humanizar mais o olhar sobre os refugiados. \u00c9 o poder do esporte\u201d, expressou.<\/p>\n<p>Essa mensagem ir\u00e1 se somar \u00e0s v\u00e1rias j\u00e1 divulgadas pelo Papa Francisco em defesa dos refugiados, o que para a C\u00e1ritas RJ tem grande valor. Ver o Sumo Pont\u00edfice \u201cmostrando a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados \u00e9 importante para tirar o preconceito e mostrar que eles s\u00e3o pessoas. \u00c9 uma mensagem que tem um poder enorme\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, F\u00e9lix garante que a expectativa \u00e9 de que os atletas \u201cpossam ter a melhor participa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel nos Jogos Ol\u00edmpicos\u201d, porque ap\u00f3s o que j\u00e1 enfrentaram na vida, \u201cisso j\u00e1 \u00e9 uma vit\u00f3ria para eles\u201d. \u201cDepois de tudo o que passaram, esse ser\u00e1 o menor dos desafios\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez pessoas, entre homens e mulheres, ter\u00e3o uma dupla miss\u00e3o nas Olimp\u00edadas Rio2016: disputar em algumas categorias e representar os milh\u00f5es de refugiados presentes em todo o mundo. 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