{"id":14947,"date":"2016-06-02T17:44:20","date_gmt":"2016-06-02T20:44:20","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/02\/mafia-romena-extorquia-sacerdotes-com-falsas-denuncias-de-abuso\/"},"modified":"2017-05-31T10:33:04","modified_gmt":"2017-05-31T13:33:04","slug":"mafia-romena-extorquia-sacerdotes-com-falsas-denuncias-de-abuso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/mafia-romena-extorquia-sacerdotes-com-falsas-denuncias-de-abuso\/","title":{"rendered":"M\u00e1fia romena extorquia sacerdotes com falsas den\u00fancias de abuso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/alzacuellos_pixabay.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Um grupo de sacerdotes da diocese de Pamplona, na Espanha, foi extorquido durante aproximadamente dois anos por uma rede mafiosa romena que os amea\u00e7avam com difama\u00e7\u00f5es e brigas nas par\u00f3quias para conseguir dinheiro.<\/p>\n<p>Conforme declarou ao Grupo ACI o porta-voz da diocese de Pamplona-Tudela, Pe. Jos\u00e9 Luis Morr\u00e1s-Etayo, a diocese \u201creagiu assim que descobriu, h\u00e1 seis meses, mas tudo come\u00e7ou h\u00e1 dois anos, os sacerdotes tentaram procurar uma solu\u00e7\u00e3o sozinhos, mas o problema cada vez foi crescendo\u201d.<\/p>\n<p>V\u00e1rios sacerdotes foram \u00e0 diocese pedindo para serem transferidos de par\u00f3quia, ent\u00e3o contaram tudo o que havia acontecido. O que come\u00e7ou como um ato de caridade, passou a ser uma extors\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTudo come\u00e7ou por querer ajudar. Chegavam \u00e0s par\u00f3quias com crian\u00e7as, dizendo que n\u00e3o tinham como aliment\u00e1-las, depois pediam para pagar uma conta de luz, pois n\u00e3o tinham dinheiro, depois para outras coisas. Mas, no momento em que eram dirigidos para outras organiza\u00e7\u00f5es de ajuda controlada, come\u00e7avam as amea\u00e7as e os problemas\u201d, assegura ao Grupo ACI o porta-voz.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o me derem dinheiro, come\u00e7arei a gritar, sei onde moram\u2026 toda uma classe de artimanhas que conhecem muito bem para obrigar a dar-lhes dinheiro\u201d, apontou o Pe. Morr\u00e1s-Etayo. Segundo informa\u00e7\u00f5es publicadas em diversos meios, amea\u00e7avam os sacerdotes dizendo que os acusariam de pedofilia ou de persegui\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Depois que denunciaram esta situa\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edcia, teve in\u00edcio uma investiga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de dar um curso sobre como reagir ante estes casos de extors\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEste grupo mafioso est\u00e1 muito bem organizado e sabem as t\u00e9cnicas. Tamb\u00e9m houve brigas para ficar com determinados lugares para mendigar, disputavam entre eles os locais. A pol\u00edcia nos deu algumas dicas que dev\u00edamos seguir, porque os sacerdotes s\u00f3 tinham vontade de ajudar. Sabemos que isto \u00e9 um problema que vai e volta, porque tentaram extorquir outras par\u00f3quias posteriormente, mas os sacerdotes estavam prevenidos e souberam como agir\u201d, explica o porta-voz.<\/p>\n<p>O Pe. Morr\u00e1s-Etayo explica ao Grupo ACI que, \u201cpor querer fazer caridade, fizemos um mal. Existe a C\u00e1ritas e outras associa\u00e7\u00f5es da Igreja onde verdadeiramente levam a ajuda que cada pessoa precisa. Muitas vezes, por querer solucionar situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de maneira r\u00e1pida, agimos mal, alguns problemas que n\u00e3o eram de verdade, porque estas pessoas tornaram a mendic\u00e2ncia um neg\u00f3cio e a pol\u00edcia o demonstrou assim\u201d.<\/p>\n<p>Segundo dados da Arquidiocese de Pamplona, quatro par\u00f3quias foram as mais afetadas por esta rede e tr\u00eas sacerdotes foram mobilizados a fim de que pudessem regular uma situa\u00e7\u00e3o que o porta-voz qualifica de \u201cinimagin\u00e1vel\u201d, \u201cj\u00e1 n\u00e3o podiam mais\u201d. <\/p>\n<p>O Tribunal de Instru\u00e7\u00e3o n\u00famero 1 de Aoiz (Navarra) investiga o caso. At\u00e9 o momento, tr\u00eas pessoas foram detidas, imputadas por delitos de extors\u00e3o, perten\u00e7a a um grupo criminal. Uma quarta pessoa est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Menores e n\u00e3o foram descartadas novas deten\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p>Entre as medidas que a pol\u00edcia aconselhou aos sacerdotes, est\u00e3o a de n\u00e3o os receber sozinhos ou em lugares privados como sacristias ou secretarias, referir sempre qualquer pedido de ajuda econ\u00f4mica a C\u00e1ritas e, sobretudo, \u201cfazer a den\u00fancia no momento que come\u00e7arem as extors\u00f5es. N\u00e3o devem ficar calados, nem tentar solucionar o problema sozinhos, pois isto foi o que aconteceu\u201d.<\/p>\n<p>Em janeiro, a diocese de Bilbao \u2013 a poucos quil\u00f4metros de Pamplona \u2013 publicou um comunicado sobre a mendic\u00e2ncia nas portas das igrejas e incentivou a dirigir as pessoas que est\u00e3o passando por algum tipo de necessidade \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de ajuda oficiais e nunca lhes dar dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de sacerdotes da diocese de Pamplona, na Espanha, foi extorquido durante aproximadamente dois anos por uma rede mafiosa romena que os amea\u00e7avam com difama\u00e7\u00f5es e brigas nas par\u00f3quias para conseguir dinheiro. Conforme declarou ao Grupo ACI o porta-voz da diocese de Pamplona-Tudela, Pe. 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