{"id":14908,"date":"2016-06-04T03:00:00","date_gmt":"2016-06-04T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/04\/jovem-levanta-te\/"},"modified":"2017-05-08T11:54:21","modified_gmt":"2017-05-08T14:54:21","slug":"jovem-levanta-te","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jovem-levanta-te\/","title":{"rendered":"Jovem, levanta-te!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho deste D\u00e9cimo Domingo do Tempo Comum, nos deparamos com a chegada de Jesus a uma pequena cidade chamada Naim (cf. Lc 7,11-17), acompanhado pelos seus disc\u00edpulos e por um grupo numeroso de pessoas que O seguem.<br \/> Perto da porta da cidade, a comitiva que rodeava o Senhor cruzou-se com outra que levava a enterrar o filho \u00fanico de uma mulher vi\u00fava. Segundo o costume judaico, levavam o corpo envolvido num len\u00e7ol, sobre uma padiola. Formavam o cortejo a m\u00e3e e grande multid\u00e3o de pessoas da cidade.<br \/> A caravana que entrava na cidade parou diante do defunto, e Jesus, ao ver a m\u00e3e que chorava o seu filho, compadeceu-se dela e avan\u00e7ou ao seu encontro. \u201cJesus v\u00ea a ang\u00fastia daquelas pessoas com quem se cruzou ocasionalmente\u201d. \u201cPodia ter passado ao largo, ou esperar por um chamado, por um pedido\u201d. \u201cMas, nem se afasta nem espera\u201d. \u201cToma Ele pr\u00f3prio a iniciativa, movido pela afli\u00e7\u00e3o de uma vi\u00fava que havia perdido tudo o que lhe restava: o filho\u201d.<br \/> \u201cO evangelista explica que Jesus se compadeceu: talvez se tivesse emocionado externamente, como por ocasi\u00e3o da morte de L\u00e1zaro. Jesus Cristo n\u00e3o \u00e9 insens\u00edvel ao sofrimento\u201d. Cristo sabe que O rodeia uma grande multid\u00e3o, a quem o milagre encher\u00e1 de pasmo e que h\u00e1 de ir apregoando o sucedido por toda aquela regi\u00e3o. Mas o Senhor n\u00e3o age com artificialismo, s\u00f3 para praticar um feito; sente-Se particularmente afetado pelo sofrimento daquela mulher; n\u00e3o pode deixar de consol\u00e1-la. Ent\u00e3o, aproximou-Se e disse-lhe: n\u00e3o chores (Lc 7,13). Que \u00e9 como se lhe dissesse: n\u00e3o te quero ver desfeita em l\u00e1grimas, pois Eu vim trazer \u00e0 Terra a alegria e a paz. E imediatamente se d\u00e1 o milagre, manifesta\u00e7\u00e3o do poder de Cristo, Deus. Mas antes j\u00e1 se dera a como\u00e7\u00e3o da Sua alma, manifesta\u00e7\u00e3o evidente da ternura do cora\u00e7\u00e3o de Cristo, Homem.<br \/> Jesus, \u201cmovido de compaix\u00e3o\u201d (Lc 7,13) para com a m\u00e3e do garoto, a vi\u00fava de Naim, o ressuscitou. Qu\u00e3o doloroso para uma m\u00e3e vi\u00fava ver sepultada a sua \u00faltima esperan\u00e7a, o seu filho \u00fanico! O garoto que estava no caix\u00e3o n\u00e3o era s\u00f3 a consola\u00e7\u00e3o daquela pobre mulher, mas tamb\u00e9m era a possibilidade de que ela levasse uma vida mais ou menos digna durante os seus \u00faltimos anos de vida. Jesus compreende a situa\u00e7\u00e3o das pessoas e n\u00e3o fica indiferente diante do sofrimento humano.<br \/> O milagre \u00e9, ao mesmo tempo, um grande exemplo dos sentimentos que devemos ter diante das dificuldades alheias. Devemos aprender de Jesus. E para termos um cora\u00e7\u00e3o semelhante ao Seu, devemos recorrer em primeiro lugar \u00e0 ora\u00e7\u00e3o: \u201ctemos de pedir ao Senhor que nos conceda um cora\u00e7\u00e3o bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e n\u00e3o poucas vezes angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro b\u00e1lsamo \u00e9 o amor, a caridade: todos os outros consolos apenas servem para distrair por um momento e deixar mais tarde um saldo de amargura e desespero\u201d.<br \/> Podemos perguntar-nos na nossa ora\u00e7\u00e3o de hoje se sabemos amar todos aqueles que vamos encontrando pelos caminhos da vida, se nos detemos eficazmente diante das suas desgra\u00e7as, e, portanto, se no fim de cada dia, ao examinarmos a nossa consci\u00eancia, temos as nossas m\u00e3os repletas de obras de caridade e de miseric\u00f3rdia para oferecer ao Senhor.<br \/> No milagre do filho da vi\u00fava de Naim aparece a miss\u00e3o de Jesus, que \u00e9 retirar da morte e trazer vida a todos, de maneira especial aos jovens. Assim o experimentam na vida que renasce na p\u00e1scoa com Cristo Ressuscitado. \u00c9 importante que n\u00f3s tamb\u00e9m compreendamos que a nossa vida s\u00f3 tem sentido em rela\u00e7\u00e3o a Deus e aos demais, que n\u00f3s n\u00e3o vivemos para n\u00f3s mesmos. Deus espera que n\u00f3s trabalhemos na salva\u00e7\u00e3o das pessoas. Deus espera que cada um de n\u00f3s seja \u00fatil para o pr\u00f3ximo, que a nossa vida seja colocada a servi\u00e7o da humanidade, de cada pessoa que temos \u00e0 nossa volta.<br \/> Estamos a pouco tempo da pr\u00f3xima Jornada Mundial da Juventude em Crac\u00f3via. Aqui em nossa Arquidiocese sabemos o que significou esse acontecimento como testemunho jovem em nossa cidade. Ao mesmo tempo, n\u00f3s nos vemos noticiados em todos os cantos do mundo devido a acontecimentos que, vindos das \u201cbaixas paix\u00f5es humanas\u201d, degradam a vida e a dignidade humanas. Mais do que nunca a nossa proposta de nova vida para a juventude se faz necess\u00e1ria. Hoje, em nome de Cristo, somos chamados como Igreja a passar diante de nossos jovens \u201cmortos por diversas situa\u00e7\u00f5es\u201d, e como m\u00e3e Igreja que chora seus filhos, dizer que o filho \u00fanico de Maria, Jesus, morreu na cruz para que todos tivessem vida e possam com Ele ressuscitar. Hoje, com mais \u00eanfase ainda, somos chamados a gritar a todos: \u201cjovem, ressuscita, levanta-te, volta \u00e0 vida\u201d!<br \/> Portanto, o epis\u00f3dio da vi\u00fava de Naim p\u00f5e de manifesto que Jesus se apercebe imediatamente da dor e compreende os sentimentos daquela m\u00e3e que perdeu o seu \u00fanico filho. Jesus compartilha o sofrimento daquela mulher. Pe\u00e7amos hoje ao Senhor que nos d\u00ea uma alma grande, cheia de compreens\u00e3o, para sabermos sofrer com quem sofre, alegrar com quem se alegra&#8230;, e para procurarmos evitar esse sofrimento e sustentar e promover essa alegria \u00e0 nossa vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Evangelho deste D\u00e9cimo Domingo do Tempo Comum, nos deparamos com a chegada de Jesus a uma pequena cidade chamada Naim (cf. Lc 7,11-17), acompanhado pelos seus disc\u00edpulos e por um grupo numeroso de pessoas que O seguem. 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