{"id":14903,"date":"2016-06-01T18:35:44","date_gmt":"2016-06-01T21:35:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/01\/escravidao-moderna-atinge-458-milhoes-de-pessoas-no-mundo\/"},"modified":"2017-05-31T10:33:08","modified_gmt":"2017-05-31T13:33:08","slug":"escravidao-moderna-atinge-458-milhoes-de-pessoas-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/escravidao-moderna-atinge-458-milhoes-de-pessoas-no-mundo\/","title":{"rendered":"Escravid\u00e3o moderna atinge 45,8 milh\u00f5es de pessoas no mundo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/0 0 0 0 escravido capa.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Cerca de 45,8 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo est\u00e3o sujeitas a alguma forma de escravid\u00e3o moderna. A estimativa \u00e9 do relat\u00f3rio \u00cdndice de Escravid\u00e3o Global 2016, da Funda\u00e7\u00e3o Walk Free, nesta segunda-feira, dia 30 de maio. Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco pa\u00edses: \u00cdndia, China, Paquist\u00e3o, Bangladesh e Uzbequist\u00e3o. J\u00e1 os pa\u00edses com a maior propor\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o s\u00e3o a Coreia do Norte, o Uzbequist\u00e3o, o Camboja e a \u00cdndia.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o moderna ocorre quando uma pessoa controla a outra, de tal forma que retire dela sua liberdade individual, com a inten\u00e7\u00e3o de explor\u00e1-la. Entre as formas de escravid\u00e3o est\u00e3o o tr\u00e1fico de pessoas, o trabalho infantil, a explora\u00e7\u00e3o sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho for\u00e7ado em condi\u00e7\u00f5es degradantes, com extensas jornadas, sob coer\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, amea\u00e7a ou d\u00edvida fraudulenta.<\/p>\n<p>Embora seja dif\u00edcil verificar as informa\u00e7\u00f5es sobre a Coreia do Norte, as evid\u00eancias s\u00e3o de que os cidad\u00e3os s\u00e3o submetidos a san\u00e7\u00f5es de trabalho for\u00e7ado pelo pr\u00f3prio Estado. No Uzbequist\u00e3o, apesar de algumas medidas de combate \u00e0 escravid\u00e3o na ind\u00fastria do algod\u00e3o, o governo ainda for\u00e7a o trabalho na colheita do algod\u00e3o.<\/p>\n<p>No Camboja, h\u00e1 preval\u00eancia de explora\u00e7\u00e3o sexual e mendic\u00e2ncia for\u00e7ada e os dados do relat\u00f3rio destacam a exist\u00eancia de escravid\u00e3o moderna na ind\u00fastria, agricultura, constru\u00e7\u00e3o e no trabalho dom\u00e9stico. J\u00e1 na \u00cdndia, onde 18,3 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o em condi\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o, apesar dos esfor\u00e7os do governo em lidar com a vulnerabilidade social, as pesquisas apontam que o trabalho dom\u00e9stico, na constru\u00e7\u00e3o, agricultura, pesca, trabalhos manuais e ind\u00fastria do sexo ainda s\u00e3o preocupantes.<\/p>\n<p>No \u00faltimo relat\u00f3rio, de 2014, cerca de 35,8 milh\u00f5es de pessoas viviam nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Escravid\u00e3o moderna<br \/>Segundo a Walk Free, a escravid\u00e3o moderna \u00e9 um crime oculto que afeta todos os pa\u00edses e tem impacto na vida das pessoas que consomem produtos feitos a partir do trabalho escravo. Por isso, \u00e9 preciso o envolvimento dos governos, da sociedade civil, do setor privado e da comunidade para prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>Leia mais em: Trabalho Escravo, 2015: Recuo dos n\u00fameros, crescimento das amea\u00e7as<\/p>\n<p>Brasil \u00e9 julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos por caso de trabalho escravo<\/p>\n<p>ONU alerta Brasil para impunidade caso pa\u00eds mude lei sobre trabalho escravo<\/p>\n<p>Segundo a funda\u00e7\u00e3o, quase todos os pa\u00edses se comprometeram a erradicar a escravid\u00e3o moderna por meio de suas legisla\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas. Os governos que mais respondem no combate ao trabalho for\u00e7ado s\u00e3o aqueles com Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado como a Holanda, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Su\u00e9cia e a Austr\u00e1lia. As Filipinas, a Ge\u00f3rgia, o Brasil, a Jamaica e a Alb\u00e2nia est\u00e3o fazendo grandes esfor\u00e7os, apesar de ter relativamente menos recursos do que pa\u00edses mais ricos, segundo a Walk Free.<\/p>\n<p>No pref\u00e1cio do relat\u00f3rio ao qual a reportagem da Ag\u00eancia Brasil teve acesso, o fundador e presidente da Walk Free, Andrew Forresto, diz que o Brasil foi um dos pa\u00edses pioneiros na divulga\u00e7\u00e3o de uma lista de empresas nacionais multadas na Justi\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o de trabalho for\u00e7ado. Uma liminar impedia a publica\u00e7\u00e3o da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo desde dezembro de 2014. Na semana passada, entretanto, o Supremo liberou a divulga\u00e7\u00e3o dos nomes das empresas autuadas.<\/p>\n<p>Os governos que menos fazem para conter a escravid\u00e3o moderna, segundo o relat\u00f3rio, s\u00e3o a Coreia do Norte, o Ir\u00e3, a Eritreia, a Guin\u00e9 Equatorial e Hong Kong.<br \/>Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, levando-se em conta o Produto Interno Bruto (PIB) e a riqueza relativa do pa\u00eds, Hong Kong, Catar, Singapura, Ar\u00e1bia Saudita e Bahrein poderiam fazer mais para resolver problemas de escravid\u00e3o moderna dentro de suas fronteiras.<\/p>\n<p>Segundo a Walk Free, muitos pa\u00edses, incluindo as na\u00e7\u00f5es mais ricas, continuam resgatando v\u00edtimas, enquanto muitos n\u00e3o conseguem garantir prote\u00e7\u00f5es significativas para os trabalhadores mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>A pobreza e a falta de oportunidades s\u00e3o fatores determinantes para o aumento da vulnerabilidade \u00e0 escravid\u00e3o moderna. Os estudos tamb\u00e9m apontam para desigualdades sociais e estruturais mais profundas para que a explora\u00e7\u00e3o persista &#8211; a xenofobia, o patriarcado, as classes e castas, e as normas de g\u00eanero discriminat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Escravid\u00e3o no Brasil e nas Am\u00e9ricas<br \/>Segundo a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas \u00e0 escravid\u00e3o moderna \u2013 em 2014, eram 155,3 mil. Apesar do aumento, a funda\u00e7\u00e3o considera uma preval\u00eancia baixa de trabalho escravo no Brasil, com uma incid\u00eancia em 0,078% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta que a explora\u00e7\u00e3o no Brasil geralmente \u00e9 mais concentrada nas \u00e1reas rurais, especialmente em regi\u00f5es de cerrado e na Amaz\u00f4nia. Em 2015, 936 trabalhadores foram resgatados da condi\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o no pa\u00eds, em sua maioria homens entre 15 e 39 anos, com baixo n\u00edvel de escolaridade e que migraram dentro do pa\u00eds buscando melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Nas Am\u00e9ricas, pouco mais de 2 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o v\u00edtimas de trabalho escravo, mais identificados na Guatemala, no M\u00e9xico, no Chile, na Rep\u00fablica Dominicana e na Bol\u00edvia. Os resultados da Walk Free sugerem que os setores de trabalhos manuais, como a constru\u00e7\u00e3o, os trabalhos em f\u00e1bricas e dom\u00e9sticos s\u00e3o os que concentram mais escravos modernos nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p>O pa\u00eds com maior n\u00famero de pessoas submetidas \u00e0 escravid\u00e3o \u00e9 o M\u00e9xico, com 376,8 mil. Os governos com melhores respostas no combate a esse crime s\u00e3o os Estados Unidos, a Argentina, o Canad\u00e1 e o Brasil.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio completo da Walk Free est\u00e1 dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p>Fonte: CPT e Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: POM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 45,8 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo est\u00e3o sujeitas a alguma forma de escravid\u00e3o moderna. A estimativa \u00e9 do relat\u00f3rio \u00cdndice de Escravid\u00e3o Global 2016, da Funda\u00e7\u00e3o Walk Free, nesta segunda-feira, dia 30 de maio. Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco pa\u00edses: \u00cdndia, China, Paquist\u00e3o, Bangladesh e Uzbequist\u00e3o. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14902,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-14903","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14903"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14903\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25873,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14903\/revisions\/25873"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}