{"id":14864,"date":"2016-06-01T15:31:03","date_gmt":"2016-06-01T18:31:03","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/06\/01\/decimo-domingo-do-tempo-comum\/"},"modified":"2017-05-08T11:59:25","modified_gmt":"2017-05-08T14:59:25","slug":"decimo-domingo-do-tempo-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/decimo-domingo-do-tempo-comum\/","title":{"rendered":"D\u00e9cimo domingo do tempo comum"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Imp\u00e9rios, reinos e na\u00e7\u00f5es, ao longo da hist\u00f3ria mais distante e tamb\u00e9m recente, t\u00eam querido impor-se sobre os demais imp\u00e9rios, reinos ou na\u00e7\u00f5es, pelo poder da for\u00e7a. Por isso, as f\u00e1bricas de armas continuam sendo um \u00f3timo neg\u00f3cio. Em certas ocasi\u00f5es, o poder humano reveste-se de uma aparente bondade, de pele de cordeiro, mas conserva seu car\u00e1ter de lobo, com sua capacidade e desejo de dominar e oprimir. H\u00e1 guerras que s\u00e3o feitas em nome da liberdade dos povos, mas muitas vezes escondem secretas inten\u00e7\u00f5es que se orientam quase que exclusivamente em benef\u00edcio daqueles mesmos que fazem a guerra. O que se diz dos povos se pode dizer das pessoas e das fam\u00edlias. A\u00ed tamb\u00e9m h\u00e1 verdadeiras guerras em que uns desejam dominar os outros, onde ningu\u00e9m ouve, mas somente trata de se impor aos outros.<br \/>Diante dessa realidade do poder humano, que cai quase sempre \u2013 at\u00e9 mesmo quando n\u00e3o s\u00e3o empregadas armas, mas apenas a confronta\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica \u2013 na tenta\u00e7\u00e3o de abusar de sua pr\u00f3pria for\u00e7a, em benef\u00edcio pr\u00f3prio, o evangelho deste domingo nos prop\u00f5e outra forma de poder quase totalmente oposta. Se o poder humano (militar, pol\u00edtico, econ\u00f4mico, religioso) costuma cair na tenta\u00e7\u00e3o de oprimir, afundar, humilhar ou abusar, Jesus emprega seu poder precisamente para o contr\u00e1rio: d\u00e1 vida, ressuscita, levanta, eleva. \u00c9 um poder, o de Deus, que se abaixa a si mesmo at\u00e9 o homem e que se coloca a servi\u00e7o da pessoa humana.<br \/>Tudo isso se v\u00ea nesta hist\u00f3ria t\u00e3o simples da vi\u00fava de Naim. \u00c9 uma vi\u00fava. Em uma sociedade patriarcal, uma mulher que n\u00e3o tem marido, que est\u00e1 sozinha, \u00e9 j\u00e1 um zero \u00e0 esquerda, n\u00e3o tem presen\u00e7a social e nem direitos. O filho era sua esperan\u00e7a. Era o homem da casa, a possibilidade de ser amparada, protegida, cuidada e defendida. Mas esse filho tinha morrido. Um cad\u00e1ver, uma pessoa morta, \u00e9 tamb\u00e9m sinal de impot\u00eancia. N\u00e3o se pode levantar por si mesmo, \u00e9 vulner\u00e1vel a tudo. Por isso, as l\u00e1grimas da mulher. Se sua situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era arriscada, a morte de seu filho a deixou completamente indefesa diante da sociedade. Ent\u00e3o, surge Jesus, que sente compaix\u00e3o dela. Jesus n\u00e3o pode modificar as conven\u00e7\u00f5es sociais, mas d\u00e1 a vida ao filho. Com seu poder, levanta-o dentre os mortos. Materialmente lhe ordena que se levante e que se reintegre na sociedade. Assim, tamb\u00e9m a mulher se poderia levantar da prostra\u00e7\u00e3o. \u00c9 o poder que se coloca a servi\u00e7o da vida.<br \/>Hoje, muitos conhecem a experi\u00eancia de ser oprimidos pelo poder pol\u00edtico, militar ou econ\u00f4mico. H\u00e1 fam\u00edlias nas quais uns dominam os outros. Jesus nos convida a nos relacionarmos de outra maneira, isto \u00e9, reconhecendo os demais em toda a sua dignidade, erguendo os oprimidos e criando a fraternidade, onde todos estejam no mesmo n\u00edvel, como filhos e filhas de Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imp\u00e9rios, reinos e na\u00e7\u00f5es, ao longo da hist\u00f3ria mais distante e tamb\u00e9m recente, t\u00eam querido impor-se sobre os demais imp\u00e9rios, reinos ou na\u00e7\u00f5es, pelo poder da for\u00e7a. Por isso, as f\u00e1bricas de armas continuam sendo um \u00f3timo neg\u00f3cio. 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