{"id":14813,"date":"2016-05-30T17:38:05","date_gmt":"2016-05-30T20:38:05","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/30\/sim-povo-catolico-vamos-falar-de-estupro-mas-vamos-falar-de-voce-tambem\/"},"modified":"2017-05-31T10:34:29","modified_gmt":"2017-05-31T13:34:29","slug":"sim-povo-catolico-vamos-falar-de-estupro-mas-vamos-falar-de-voce-tambem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/sim-povo-catolico-vamos-falar-de-estupro-mas-vamos-falar-de-voce-tambem\/","title":{"rendered":"Sim, povo cat\u00f3lico, vamos falar de estupro. Mas vamos falar de voc\u00ea tamb\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/abstract-925489_960_720.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Todos n\u00f3s estamos horrorizados com a desgra\u00e7a ocorrida nesta \u00faltima semana em que uma menina foi violentada por mais de 30 homens. \u00c9 algo grav\u00edssimo que deve trazer preocupa\u00e7\u00e3o a todos n\u00f3s. Agora, eu diria que t\u00e3o grave quanto, \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o da nossa sociedade diante dos fatos.<\/p>\n<p>Algumas feministas (as \u201cfeminazi\u201d de sempre) se apropriaram do caso e est\u00e3o aproveitando a ocasi\u00e3o para falar as coisas de sempre: que os homens s\u00e3o \u201copressores, \u201cestupradores em potencial\u201d e que \u201ca sociedade \u00e9 machista\u201d. Tenho medo de pensar em quanto est\u00e3o torcendo para que essa menina esteja gr\u00e1vida e tudo se torne mais um \u201ccase\u201d de sucesso para o aborto.<\/p>\n<p>Por outro lado, a galera mais liberal, apesar de entender a gravidade, coloca a garota n\u00e3o apenas como v\u00edtima, mas como uma das \u201cprovocadoras\u201d do problema. Pensa em puni\u00e7\u00f5es maiores, em castra\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e, tamb\u00e9m tenho medo de pensar, parece torcer para que os supostos estupradores (supostos porque ainda n\u00e3o foram condenados) sejam presos e devidamente \u201cpunidos\u201d dentro da carceragem.<\/p>\n<p>Bem. O fato \u00e9 que pra onde a gente olha, v\u00ea barb\u00e1rie. Ali\u00e1s, diante do que aconteceu, sequer importa se houve ou n\u00e3o um consentimento. Mas quem tem a raz\u00e3o? Acho que ningu\u00e9m. N\u00e3o tem mocinho nessa hist\u00f3ria e todas essas atrocidades me parecem o cart\u00e3o de visitas de uma sociedade que n\u00e3o tem mais Cristo como centro e nem a fam\u00edlia como base.<\/p>\n<p>Sim. A fam\u00edlia \u00e9 a raiz do problema. N\u00e3o estamos falando de um crime isolado, estamos falando de moralidade, de valores. Uma semana antes, estava vendo a mesma coisa acontecer dentro de festas mostradas pelo \u201cProfiss\u00e3o Reporter\u201d da Rede Globo: duas garotas de 14 anos faziam sexo com rapazes desconhecidos dentro de carros e uma delas ainda disse que passaria a noite na casa de um deles. Onde est\u00e3o as fam\u00edlias dessas pessoas? Por que permitem isso?<\/p>\n<p>N\u00e3o vai levar a lugar algum fazer mais leis e aprovar puni\u00e7\u00f5es mais duras. Quem n\u00e3o tem capacidade cr\u00edtica pra entender que n\u00e3o pode transar com menores de idade no carro e depois lev\u00e1-las pra casa, vai medir os riscos de ser flagrado pela pol\u00edcia? Ali\u00e1s, que pol\u00edcia? Tem pol\u00edcia nesses locais? Se tem, por que nunca se fez nada? O problema n\u00e3o est\u00e1 nas leis. Temos que olhar para as pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 um problema de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o restabelecermos a fam\u00edlia como local privilegiado da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, mais e mais atrocidades ir\u00e3o acontecer, mesmo que coloquemos todos os nossos jovens na cadeia. Os filhos do Brasil est\u00e3o sendo educados apenas para servir a interesses ideol\u00f3gicos, n\u00e3o pra pensar ou ter valores. Ah\u2026 claro. Isso quando tem escola.<\/p>\n<p>Se estamos falando de estupros hoje, \u00e9 porque antes permitimos que violentassem nossos valores e os cora\u00e7\u00f5es e mentes da nossa juventude. E n\u00e3o \u00e9 de agora n\u00e3o\u2026 desde os anos 60 com sua libera\u00e7\u00e3o sexual, o que era transgress\u00e3o virou normalidade, o que era indecente, virou desej\u00e1vel. Os jovens daquela \u00e9poca j\u00e1 cresceram e muitos formaram arremedos de fam\u00edlia que n\u00e3o t\u00eam a menor condi\u00e7\u00e3o de sustentar qualquer tipo de educa\u00e7\u00e3o. E continuam querendo piorar.<\/p>\n<p>Mas como \u00e9 que se resolve a confus\u00e3o em que mergulhamos?<\/p>\n<p>Atendendo ao chamado da Igreja para \u201cplasmar\u201d a sociedade. E pra isso, n\u00e3o podemos nos perder em refinar as formas de punir os infratores e nem gastar tanto tempo apenas para refutar gente tomada por ideologias. Ideologia \u00e9 enchimento para quem tem a vida vazia de significado. \u00c9 como a palha para os espantalhos.<\/p>\n<p>E justamente para n\u00e3o ter uma sociedade apenas de espantalhos, temos que gastar toda a nossa energia em anunciar o verdadeiro significado da vida. Aquilo que verdadeiramente \u00e9 capaz de preencher o vazio do homem: Cristo.<\/p>\n<p>E s\u00f3 tem uma maneira coerente de fazer isso: buscando a santifica\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos e das nossas fam\u00edlias. Porque a santidade n\u00e3o pode ser entendida como um pr\u00eamio post-mortem para os mais bonzinhos. A santidade \u00e9 um servi\u00e7o urgente \u00e0 Igreja de Cristo. \u00c9 pra agora, \u00e9 pra ontem.<\/p>\n<p>Se o estupro coletivo chocou voc\u00ea, mova-se. Pode ser que daqui h\u00e1 alguns anos n\u00e3o nos choquemos mais.<\/p>\n<p>Fonte: Blog O Catequista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s estamos horrorizados com a desgra\u00e7a ocorrida nesta \u00faltima semana em que uma menina foi violentada por mais de 30 homens. \u00c9 algo grav\u00edssimo que deve trazer preocupa\u00e7\u00e3o a todos n\u00f3s. Agora, eu diria que t\u00e3o grave quanto, \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o da nossa sociedade diante dos fatos. Algumas feministas (as \u201cfeminazi\u201d de sempre) se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14812,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-14813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14813"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25896,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14813\/revisions\/25896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}