{"id":14735,"date":"2016-05-27T03:00:00","date_gmt":"2016-05-27T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/27\/e-tempo-de-crer\/"},"modified":"2017-05-08T13:07:53","modified_gmt":"2017-05-08T16:07:53","slug":"e-tempo-de-crer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/e-tempo-de-crer\/","title":{"rendered":"\u00c9 tempo de crer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entre as v\u00e1rias solenidades que marcam a retomada p\u00f3s-pascal do Tempo Comum, o 9\u00ba Domingo desse tempo nos apresenta no Evangelho (Lc 7,1-10) a figura de um centuri\u00e3o que \u00e9 modelo de muitas virtudes: f\u00e9, humildade, confian\u00e7a no Senhor. A liturgia conservou as suas palavras na Santa Missa: Senhor, eu n\u00e3o sou digno de que entreis em minha morada&#8230; Jesus ficou admirado com a atitude desse homem e, depois de conceder-lhe o que lhe pedia \u2013 a cura de um dos seus servos \u2013, virando-se para a multid\u00e3o que O seguia, disse: Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tanta f\u00e9.<br \/> Interessante \u00e9 que n\u00e3o se dirige ao Senhor pedindo por ele, e sim pelo seu empregado. Al\u00e9m disso, chegados a Jesus, os anci\u00e3os dos judeus rogaram-lhe encarecidamente dizendo: Ele merece que lhe fa\u00e7as isso, pois aprecia o nosso povo e foi ele que nos construiu a sinagoga. E depois, quando o Senhor est\u00e1 j\u00e1 perto da sua casa, envia-lhe novamente uns amigos para dizer-lhe que n\u00e3o se incomode em ir at\u00e9 ele, que basta que assim o deseje para que o seu criado fique curado.<br \/> Essas atitudes de f\u00e9 arrancam a admira\u00e7\u00e3o de Jesus, como ele disse: \u201cTamb\u00e9m eu estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem \u00e0s minhas ordens. Se ordeno a um: Vai, ele vai; e a outro: Vem! ele vem; e ao meu empregado: Faze isto!, ele o faz\u201d (Lc 7, 8). A l\u00f3gica \u00e9 clara e a argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 not\u00e1vel.<br \/> O ensinamento mais importante desse texto evang\u00e9lico \u00e9 a f\u00e9 do centuri\u00e3o; a qualidade daquela f\u00e9! Ele acreditou em Jesus. O Mestre j\u00e1 tinha dito: \u201cem verdade, vos digo: se algu\u00e9m disser a esta montanha: arranca-te e joga-te no mar, sem duvidar no cora\u00e7\u00e3o, mas acreditando que vai acontecer, ent\u00e3o acontecer\u00e1\u201d (Mc 11,23). O dito de Jesus quer dizer que a f\u00e9 faz superar todos os obst\u00e1culos; que entre o que Deus pede ao homem com a f\u00e9 e aquilo que Ele est\u00e1 disposto a lhe dar h\u00e1 a mesma despropor\u00e7\u00e3o que existe entre um gr\u00e3ozinho de mostarda e um monte que se desloca.<br \/> Neste Evangelho, vemos um caso n\u00edtido de intercess\u00e3o, ou seja, o centuri\u00e3o pede para o Senhor que seu empregado fique curado. Os Santos desempenham este papel, ou seja, os santos j\u00e1 gozam da bem-aventuran\u00e7a eterna, que s\u00e3o para aqueles que s\u00e3o amigos de Deus. Os santos s\u00e3o os nossos grandes aliados e intercessores, atendem sempre as nossas s\u00faplicas e rezam conosco diante de Deus. Deus honra-os e glorifica-os atrav\u00e9s dos milagres pelos quais intercedem.<br \/> A devo\u00e7\u00e3o aos santos \u00e9 parte da f\u00e9 cat\u00f3lica e sempre foi vivida na Igreja. O Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II diz-nos que: \u201cconv\u00e9m, portanto, sumamente que amemos esses amigos e co-herdeiros de Jesus Cristo, al\u00e9m disso, nossos irm\u00e3os e ex\u00edmios benfeitores; que rendamos as devidas gra\u00e7as a Deus por eles, que os invoquemos humildemente e recorramos \u00e0s suas ora\u00e7\u00f5es, \u00e0 sua intercess\u00e3o e ao seu aux\u00edlio. Temos amigos no C\u00e9u, recorramos \u00e0 sua intercess\u00e3o no dia de hoje, e nos prestar\u00e3o grandes ajudas para realizarmos com retid\u00e3o os nossos afazeres, para enfrentarmos com galhardia as coisas que mais nos custam.<br \/> Os Santos intercedem por n\u00f3s no C\u00e9u, alcan\u00e7am-nos gra\u00e7as e favores, pois \u2013 como comenta S\u00e3o Jer\u00f4nimo \u2013 se quando estavam na Terra \u201ce tinham motivos para se ocuparem de si pr\u00f3prios, j\u00e1 oravam pelos outros, quanto mais depois da coroa, da vit\u00f3ria e do triunfo\u201d.<br \/> Que a Palavra de Deus no Evangelho deste domingo nos ajude a crer de maneira simples e corajosa, ousar em mat\u00e9ria de f\u00e9, pedir \u201csem duvidar\u201d. Nossa f\u00e9 \u00e9, muitas vezes, somente intelectual, muito cerebral; consistindo em crer que aquilo que Deus falou seja verdadeiro (crer na veracidade de Deus), o que \u00e9 importante, mas muitas vezes falta-nos crer que o que prometeu acontecer\u00e1 (crer no poder de Deus). Revistamo-nos da humildade do centuri\u00e3o, com aquelas palavras que ele foi o primeiro a dizer e que atravessaram os s\u00e9culos at\u00e9 n\u00f3s: Senhor, n\u00e3o sou digno; mas abracemos tamb\u00e9m sua f\u00e9: Dize somente uma palavra e eu ficarei curado.<br \/> Unidos \u00e0 Virgem Maria, neste final do m\u00eas de maio, concluamos a reflex\u00e3o invocando o Senhor com as palavras da liturgia: \u201cDeus eterno e todo-poderoso, que pela glorifica\u00e7\u00e3o dos santos continuais a manifestar o vosso amor por n\u00f3s, concedei que a sua intercess\u00e3o nos ajude e o seu exemplo nos anime a imitar fielmente o vosso Filho\u201d. (Liturgia das Horas, Comum dos Santos. Ora\u00e7\u00e3o para v\u00e1rios santos).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as v\u00e1rias solenidades que marcam a retomada p\u00f3s-pascal do Tempo Comum, o 9\u00ba Domingo desse tempo nos apresenta no Evangelho (Lc 7,1-10) a figura de um centuri\u00e3o que \u00e9 modelo de muitas virtudes: f\u00e9, humildade, confian\u00e7a no Senhor. 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