{"id":14734,"date":"2016-05-26T03:00:00","date_gmt":"2016-05-26T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/26\/o-papa-e-a-formacao-permanente-do-clero\/"},"modified":"2017-05-08T13:08:21","modified_gmt":"2017-05-08T16:08:21","slug":"o-papa-e-a-formacao-permanente-do-clero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-e-a-formacao-permanente-do-clero\/","title":{"rendered":"O Papa e a forma\u00e7\u00e3o permanente do clero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na tarde do dia 16 de maio, o Papa Francisco abriu, na Sala do S\u00ednodo, pelo terceiro ano consecutivo, a Assembleia da CEI (Confer\u00eancia Episcopal Italiana), na condi\u00e7\u00e3o de Bispo de Roma e primaz da It\u00e1lia, ocasi\u00e3o em que tratou da renova\u00e7\u00e3o do clero a partir do desafio da forma\u00e7\u00e3o permanente \u00e0 luz de tr\u00eas grandes pontos: a tripla perten\u00e7a, ou seja, ao Senhor, \u00e0 Igreja e ao Reino.<br \/>Como eixo norteador do encontro, o Santo Padre disse: \u201cNesta tarde, n\u00e3o quero lhes oferecer uma reflex\u00e3o sistem\u00e1tica sobre a figura do sacerdote. Tentemos, ao contr\u00e1rio, inverter a perspectiva e ouvir atentamente, em contempla\u00e7\u00e3o. Aproximando-nos, quase que em ponta de p\u00e9, a um dos tantos p\u00e1rocos que passam pelas nossas comunidades, deixemos que o rosto de um deles passe perante os olhos do nosso cora\u00e7\u00e3o e perguntemo-nos com simplicidade: o que faz a sua vida ser saborosa? Por quem e para que entrega o seu servi\u00e7o? Qual \u00e9 a finalidade do seu doar-se\u201d?<br \/>Dito isso, o Papa iniciou sua reflex\u00e3o um tanto questionadora ou provocativa. Ela n\u00e3o foi muito longa, mas, sim, objetiva, e versou sobre a figura do padre na par\u00f3quia, em nossos dias de profundas mudan\u00e7as. Espera Francisco que esses questionamentos possam repousar dentro de cada Bispo \u201cno sil\u00eancio, na ora\u00e7\u00e3o tranquila, no di\u00e1logo franco e fraterno: as respostas que florescer\u00e3o os ajudar\u00e3o a identificar tamb\u00e9m as propostas de forma\u00e7\u00e3o pelas quais investir com coragem\u201d.<br \/>Proposta a metodologia de trabalho, o Santo Padre indaga sobre \u201cO que, ent\u00e3o, d\u00e1 sabor \u00e0 vida do \u2018nosso\u2019 presb\u00edtero?\u201d \u2013 Responde que para muitos desses padres o contexto cultural de antes, quando eles come\u00e7aram o minist\u00e9rio, e o de hoje, mudou bastante. Estamos em uma mudan\u00e7a de \u00e9poca na qual muitas tradi\u00e7\u00f5es, h\u00e1bitos e vis\u00f5es de vida foram afetados. Ora, tamb\u00e9m a vida do sacerdote o foi. Ele sente a dureza dos novos tempos ao encontrar n\u00e3o poucas pessoas perdidas, sem rumo a seguir, em um mundo no qual cada um se considera refer\u00eancia de tudo. Parece que vivemos a filosofia do sofista Prot\u00e1goras (\u2020 410 a.C), quando diz que \u201co homem \u00e9 a medida de todas as coisas\u201d.<br \/>No entanto, pode-se dizer que a vida do padre \u00e9 sinal de contradi\u00e7\u00e3o, uma vez que, como Mois\u00e9s, ele se aproximou do fogo e deixou que fossem queimadas suas ambi\u00e7\u00f5es de carreira e poder, assim como se purificou de uma vis\u00e3o intimista de si, que poderia fazer dele um grande devoto em um mundo perdido. Afinal, o sacerdote n\u00e3o \u00e9 um afastado do mundo como os ess\u00eanios, mas homens do povo no modelo do Senhor Jesus a caminhar no meio de todos, especialmente dos mais necessitados em uma vida de plena doa\u00e7\u00e3o.<br \/>Longe de se julgar santo e puro, afastado dos pecadores, n\u00e3o se escandaliza com a fraqueza alheia, sabe que ela faz parte da fraqueza humana. O homem \u00e9 limitado por ser finito. Mais: o pr\u00f3prio sacerdote sabe que ele mesmo \u00e9 algu\u00e9m pecador resgatado por Cristo e n\u00e3o um julgador dos irm\u00e3os e irm\u00e3s, embora n\u00e3o ceda ao superficialismo daquele que deseja estar bem com todos para se dar bem no mercado, qual vendedor de um produto qualquer. Ele tem um compromisso com a verdade.<br \/>Aqui n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o recordar dois pontos do livro O nome de Deus \u00e9 miseric\u00f3rdia, do pr\u00f3prio Francisco, ao tratar de dois assuntos embasadores da afirma\u00e7\u00e3o acima. O primeiro deles \u00e9 a miseric\u00f3rdia. Sim, Andrea Tornielli, o entrevistador, indaga: \u201cJorge Mario Bergoglio foi um confessor severo ou indulgente\u201d? E o Papa responde: \u201cSempre procurei dedicar tempo \u00e0s confiss\u00f5es, mesmo como bispo ou cardeal. Agora confesso menos, mas ainda o fa\u00e7o. \u00c0s vezes, gostaria de entrar numa igreja e sentar-me ainda no confession\u00e1rio. Mas para responder \u00e0 sua pergunta: sempre que atendi confiss\u00f5es olhei primeiro para mim mesmo, para os meus pecados, para a minha necessidade de miseric\u00f3rdia, e assim procurei perdoar muito\u201d (p. 58-59).<br \/>No entanto, nessa miseric\u00f3rdia n\u00e3o vai nenhuma condescend\u00eancia com o pecado, como afirma o pr\u00f3prio Papa no mesmo livro, ao contestar a quest\u00e3o segundo a qual a Igreja \u00e9 muito misericordiosa, em vez de condenar o pecado. Diz ele: \u201cA Igreja condena o pecado, porque deve dizer a verdade: isto \u00e9 um pecado. Mas, ao mesmo tempo, abra\u00e7a o pecador que se reconhece como tal, o aproxima e fala com ele sobre a miseric\u00f3rdia infinita de Deus\u201d (p. 84). Em suma, a miseric\u00f3rdia n\u00e3o \u00e9 \u00e1libi para esconder o pecado, mas caminho do pecador na volta ao rega\u00e7o do Pai celeste, especialmente por meio do sacerdote que o perdoa no Sacramento da Confiss\u00e3o, fazendo-se pr\u00f3ximo dos mais necessitados como algu\u00e9m que ama, e n\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de mero funcion\u00e1rio do sagrado.<br \/>Sabe o padre que \u201co Amor \u00e9 tudo. N\u00e3o procura garantias terrenas ou t\u00edtulos honor\u00edficos que levam a confiar no homem; no minist\u00e9rio n\u00e3o questiona nada que v\u00e1 al\u00e9m da real necessidade, nem est\u00e1 preocupado de ligar a si pessoas que lhe foram confiadas. O seu estilo de vida simples e essencial, sempre dispon\u00edvel, apresenta-o plaus\u00edvel aos olhos das pessoas e o aproxima aos humildes, numa caridade pastoral que os torna livres e solid\u00e1rios. Servo da vida, caminha com o cora\u00e7\u00e3o e o passo dos pobres; faz-se rico do encontro com eles. \u00c9 um homem de paz e de reconcilia\u00e7\u00e3o, um sinal e um instrumento da ternura de Deus, atento a difundir o bem com a mesma paix\u00e3o com a qual os outros curam os seus interesses\u201d. O padre pertence ao Senhor e isso basta!<br \/>Como segundo ponto, pergunta o Papa: \u201cPara quem o nosso presb\u00edtero entrega o servi\u00e7o\u201d? E acrescenta: \u201cA pergunta, talvez, precisa ser esclarecida. De fato, antes mesmo de nos questionarmos sobre os destinat\u00e1rios do seu servi\u00e7o, devemos reconhecer que o presb\u00edtero \u00e9 assim, na medida em que se sente atuante da Igreja, de uma comunidade concreta da qual compartilha o caminho. O povo fiel de Deus permanece sendo o seio do qual nasceu, a fam\u00edlia na qual \u00e9 envolvida, a casa para onde \u00e9 enviado\u201d.<br \/>Aqui o Santo Padre lembra o Servo de Deus Dom Helder C\u00e2mara, que nos convida a libertar-nos da auto referencialidade e, como um barco, a sair do cais para \u00e1guas mais profundas, como algu\u00e9m do meio do povo para testemunhar neste mundo de ego\u00edsmos que o padre h\u00e1 de viver e trabalhar na comunidade a ele confiada.<br \/>Todavia, n\u00e3o s\u00f3 a comunidade a ele confiada \u00e9 referencial ao sacerdote, mas tamb\u00e9m o presbit\u00e9rio no qual est\u00e1 inserido. Diz Francisco: \u201cAo mesmo modo, para um sacerdote \u00e9 vital se encontrar no cen\u00e1culo do presbit\u00e9rio. Essa experi\u00eancia, quando n\u00e3o \u00e9 vivida em maneira ocasional, nem em for\u00e7a de uma colabora\u00e7\u00e3o instrumental, liberta dos narcisismos e dos ci\u00fames clericais; faz crescer a estima, o apoio e a benevol\u00eancia rec\u00edproca; favorece uma comunh\u00e3o n\u00e3o somente sacramental ou jur\u00eddica, mas fraterna e concreta. No caminhar junto dos presb\u00edteros, diferentes por idade e sensibilidade, expande-se um perfume de profecia que surpreende e fascina. A comunh\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida, um dos nomes da Miseric\u00f3rdia\u201d.<br \/>Aqui n\u00e3o podemos deixar de recordar dois pontos de nossa Carta ao Clero, da \u00faltima Quinta-feira Santa, que diz respeito ao desafio da unidade na pluralidade em nossa Igreja Particular de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro: \u201cA rela\u00e7\u00e3o particular com Cristo Pastor, radicada no Sacramento da Ordem, se coliga com uma segunda rela\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m total e irrevog\u00e1vel, na Igreja e pela Igreja, Corpo de Cristo. O presb\u00edtero n\u00e3o \u00e9 um indiv\u00edduo isolado, mas membro de um Corpo hierarquicamente estruturado, como servo dos irm\u00e3os (cf. PO 3). Na comunh\u00e3o eclesial, acontecem rela\u00e7\u00f5es diversas e complementares em Cristo com o inteiro povo de Deus e em particular com o bispo e com o presbit\u00e9rio. Diante de tantas exig\u00eancias hoje, como fazer para que a nossa unidade nos leve a viver numa comunh\u00e3o verdadeira, e entusiasme o nosso povo a viver tamb\u00e9m em comunh\u00e3o e unidade, na busca da fraternidade que nos conduza a uma miss\u00e3o permanente, principalmente para as periferias existenciais, como sempre gosta de nos recordar o Papa Francisco\u201d? (n. 40). Mais adiante, n. 43, voltamos a recordar que \u201cA consci\u00eancia da comunh\u00e3o com o bispo ajuda a perceber tamb\u00e9m a unidade dos presb\u00edteros que vivem e operam no \u00e2mbito do mesmo grau do Sacramento da Ordem. De modo especial, os presb\u00edteros formam um \u00fanico presbit\u00e9rio na diocese, a cujo servi\u00e7o s\u00e3o assinalados em comunh\u00e3o com o pr\u00f3prio bispo (cf. LG 28; PO 8). Tal comunh\u00e3o sacerdotal constitui o fundamento da comunh\u00e3o externa, operativa (Carta ao clero 15), sinal e manifesta\u00e7\u00e3o da unidade como Cristo queria, a fim de que o mundo saiba que o Filho \u00e9 enviado pelo Pai (cf. PO 8, CD 30)\u201d.<br \/>Depois de todas essas coloca\u00e7\u00f5es, o Papa chega ao terceiro ponto assim formulado: \u201cqual \u00e9 a finalidade do doar-se do nosso presb\u00edtero\u201d? e responde: \u201cQuanta tristeza fazem aqueles que, na vida, est\u00e3o sempre um pouco pela metade. Calculam, ponderam, n\u00e3o arriscam nada por medo de se perder&#8230; S\u00e3o os mais infelizes! O nosso presb\u00edtero, ao contr\u00e1rio, com os seus limites, \u00e9 um que se aventura at\u00e9 o final: nas condi\u00e7\u00f5es concretas da vida e do minist\u00e9rio que lhe foram colocadas, ele se oferece com gratuidade, com humildade e alegria. Inclusive quando ningu\u00e9m parece perceber. Inclusive quando, por intui\u00e7\u00e3o, humanamente percebe que, talvez, ningu\u00e9m vai agradec\u00ea-lo suficientemente do seu doar-se sem medidas\u201d. Ele faz por Deus.<br \/>Aqui tamb\u00e9m cabe uma palavra a respeito da identidade do padre, como apresentado por uma pesquisa do Ceris, \u00f3rg\u00e3o de servi\u00e7o \u00e0 CNBB, sobre a verdadeira face dos nossos presb\u00edteros, realizada em 2005. Recordo alguns dados dentre os tantos ali elencados: Os padres foram solicitados a assinalar a principal motiva\u00e7\u00e3o que os levou \u00e0 op\u00e7\u00e3o sacerdotal a partir de um rol de 13 op\u00e7\u00f5es. A grande maioria assinalou a op\u00e7\u00e3o \u201cservi\u00e7o a Deus e aos irm\u00e3os\u201d (58%). Todas as demais op\u00e7\u00f5es tiveram \u00edndices abaixo de 10%. Mais: Quase a totalidade do clero (94%) ao avaliar a pr\u00f3pria op\u00e7\u00e3o, confirmaria sua op\u00e7\u00e3o presbiteral. A espiritualidade tem sido considerada como for\u00e7a motriz para 57% do clero, sendo que 34% apontaram a necessidade de ser mais bem cultivada. As celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas s\u00e3o consideradas como um dos principais valores que animam a vida espiritual dos padres (67%). Outros valores que os padres consideram importantes s\u00e3o as atividades que exercem em seu minist\u00e9rio (56%), assim como o ideal que os motivou para o ingresso no sacerd\u00f3cio (46%). As ora\u00e7\u00f5es, medita\u00e7\u00f5es e leituras individuais s\u00e3o assinaladas por 40%. De acordo com a pesquisa, a pr\u00e1tica da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 vivenciada por 96% do clero. A viv\u00eancia di\u00e1ria da espiritualidade entre os padres est\u00e1 marcada principalmente pela missa (87%), Liturgia das Horas (64%), medita\u00e7\u00e3o (48%), leitura de cultivo espiritual (44%), ora\u00e7\u00e3o do ter\u00e7o (42%) e leitura orante da Palavra de Deus (41%): 70% desses presb\u00edteros atuam em pastoral, sendo a maioria em par\u00f3quias, e se sentem felizes com a vida escolhida. (cfr. Pergunte e Responderemos n. 529, julho de 2006, p. 322-325).<br \/>Por fim, o Papa Francisco conclui falando aos bispos italianos: \u201cEst\u00e1, ent\u00e3o, delineada, queridos irm\u00e3os, a tr\u00edplice perten\u00e7a que nos constitui: perten\u00e7a ao Senhor, \u00e0 Igreja, ao Reino. Esse tesouro precisa ser protegido e promovido! Compreendam fortemente essa responsabilidade, assumam com paci\u00eancia e disponibilidade de tempo, de m\u00e3os e de cora\u00e7\u00e3o. Rezo com voc\u00eas a Virgem Santa, para que a sua intercess\u00e3o os proteja acolhedores e fi\u00e9is. Junto com os vossos presb\u00edteros, possam terminar o trabalho, o servi\u00e7o que lhes foi confiado e com o qual participam ao mist\u00e9rio da M\u00e3e Igreja\u201d. <br \/>Louvando a Deus pelas voca\u00e7\u00f5es em nossa Arquidiocese e agradecendo-Lhe pelos presb\u00edteros que aqui caminham e servem, rezo para que os queridos filhos sacerdotes sejam sempre mais homens de Deus, totalmente doados ao Senhor, \u00e0 Igreja e ao Reino!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na tarde do dia 16 de maio, o Papa Francisco abriu, na Sala do S\u00ednodo, pelo terceiro ano consecutivo, a Assembleia da CEI (Confer\u00eancia Episcopal Italiana), na condi\u00e7\u00e3o de Bispo de Roma e primaz da It\u00e1lia, ocasi\u00e3o em que tratou da renova\u00e7\u00e3o do clero a partir do desafio da forma\u00e7\u00e3o permanente \u00e0 luz de tr\u00eas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-14734","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14734"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14734\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21530,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14734\/revisions\/21530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}