{"id":14733,"date":"2016-05-25T03:00:00","date_gmt":"2016-05-25T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/25\/bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia-ii\/"},"modified":"2017-05-08T13:10:39","modified_gmt":"2017-05-08T16:10:39","slug":"bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia-ii\/","title":{"rendered":"Bento XVI, a f\u00e9 e a miseric\u00f3rdia (II)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista reproduzida no L\u2019Osservatore Romano, jornal oficioso da Santa S\u00e9, edi\u00e7\u00e3o n. 12, de 24\/03\/2016, p. 6-8, o Papa em\u00e9rito Bento XVI, depois de tratar da f\u00e9 e da Igreja, conforme nosso artigo anterior, passa a tocar em um ponto muito importante para todos os que temos f\u00e9: \u201ca justifica\u00e7\u00e3o\u201d e seus diferentes enfoques nos tempos da Reforma Protestante e hoje, bem como o sofrimento ou o mal no mundo.<br \/>Continuemos, pois, esta reflex\u00e3o dando a palavra a Bento XVI, que nos diz o seguinte: \u201cPara o homem de hoje, em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de Lutero e \u00e0 perspectiva cl\u00e1ssica da f\u00e9 crist\u00e3, num certo sentido as coisas se inverteram, ou seja, o homem j\u00e1 n\u00e3o pensa que precisa da justifica\u00e7\u00e3o diante de Deus, mas o seu parecer \u00e9 que Deus se deve justificar devido a quanto h\u00e1 de horrendo no mundo e a mis\u00e9ria do ser humano, tudo coisas que em \u00faltima an\u00e1lise dependeriam dele\u201d. Pensa-se, ent\u00e3o, que \u201cCristo n\u00e3o teria sofrido pelos pecados dos homens, mas ao contr\u00e1rio teria, por assim dizer, cancelado as culpas de Deus\u201d. Entra em foco aqui uma disciplina filos\u00f3fico-teol\u00f3gica, a Teodic\u00e9ia (Theos = Deus\/ Dike = justificativa). Trata, entre outros pontos, de justificar a exist\u00eancia de Deus ante o mal no mundo.<br \/>Busquemos entender o que acima foi explicitado expondo, de modo sint\u00e9tico e claro, o conceito de justifica\u00e7\u00e3o na concep\u00e7\u00e3o protestante cl\u00e1ssica e na doutrina cat\u00f3lica, depois entremos na quest\u00e3o do mal no mundo e Deus (a Teodic\u00e9ia). Esses pontos nos ajudar\u00e3o a melhor interpretar as sempre densas e profundas palavras de Bento XVI. Por\u00e9m, \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o a assinatura de um documento sobre a justifica\u00e7\u00e3o entre cat\u00f3licos e luteranos, que deixou clara a posi\u00e7\u00e3o e sua converg\u00eancia. Al\u00e9m disso, neste ano outro documento que fala do conflito \u00e0 comunh\u00e3o trabalha tamb\u00e9m essas quest\u00f5es.<br \/>Por\u00e9m, levando em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o cl\u00e1ssica, comecemos dizendo que Lutero, o reformador protestante da Idade Moderna, acreditava que, ap\u00f3s o pecado de Ad\u00e3o, o ser humano est\u00e1 irremediavelmente vendido ao pecado, em sua ess\u00eancia ou intrinsecamente. Ora, estando radicalmente deteriorada, a natureza humana n\u00e3o pode ser justificada por uma transforma\u00e7\u00e3o interior, pois nada consegue eliminar a sua pecaminosidade nem prevalecer contra ela. Da\u00ed esse ser humano ter a necessidade de uma justi\u00e7a ou santidade exterior (chamada de jur\u00eddica apenas) que, embora n\u00e3o extinga a realidade do pecado, faz o ser humano se passar por santo diante de Deus. O Pai celeste deixa, ent\u00e3o, de imputar ao homem o pecado e aplica a esse pecador os m\u00e9ritos de Cristo. Tais m\u00e9ritos recobrem o pecador como uma capa externa, que faz Deus ver no homem n\u00e3o a imagem de um depravado, mas, sim, a figura de seu pr\u00f3prio Filho, Jesus Cristo.<br \/>Nesse contexto, a vontade humana n\u00e3o \u00e9 livre, mas serva do pecado. Sim, essa tese decorre tamb\u00e9m do fato de que a vontade de Deus \u00e9 absoluta e suprema, de tal forma que ningu\u00e9m pode contradiz\u00ea-la. O homem s\u00f3 \u00e9 livre para escolher entre os bens temporais, mas n\u00e3o tem a mesma liberdade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida eterna. Est\u00e1 predeterminado tudo aquilo que o ser humano far\u00e1 ou n\u00e3o far\u00e1 neste mundo. N\u00e3o obstante a tudo isso, por\u00e9m, o homem e a mulher recebem o Esp\u00edrito Santo, que atua nas almas retas, dando-lhes seus dons, embora estes s\u00f3 sejam plenos no c\u00e9u. Nessa l\u00f3gica, no culto \u00e9 mais importante a prega\u00e7\u00e3o do que os sacramentos, que seriam meros canais transmissores ou provocadores da f\u00e9 fiducial (confian\u00e7a em Deus).<br \/>A isso responde a f\u00e9 cat\u00f3lica o seguinte: a justifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 meramente jur\u00eddica ou externa, mas ontol\u00f3gica (toca o ser em si mesmo), ou seja, ocorre no \u00edntimo do ser humano. Para ver Deus face a face n\u00e3o se requer apenas uma capa de justo, mas estar limpo de toda mancha de pecado ou puro de cora\u00e7\u00e3o (cf. Mt 5,8). Tal limpeza se d\u00e1 pela penit\u00eancia, j\u00e1 neste mundo, ou pelo estado de purgat\u00f3rio, ap\u00f3s a morte. Mais: Deus sabe tudo sobre a vida humana e a acompanha com a sua Divina Provid\u00eancia, mas n\u00e3o for\u00e7a o ser humano a lhe dizer Sim. D\u00e1 a ele a liberdade, conforme ensina Santo Agostinho (\u2020 430): \u201cAquele que te criou sem ti, n\u00e3o te salva sem ti\u201d. Deus nos predestinou \u00e0 salva\u00e7\u00e3o, mas quer o nosso Sim generoso e livre, cooperamos, pois, com Ele em resposta \u00e0 Sua gra\u00e7a a agir em n\u00f3s.<br \/>Importa notar ainda um dado relevante: h\u00e1 diferen\u00e7a entre justifica\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o. Justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar-se justo ou passar do pecado \u00e0 gra\u00e7a, o que se d\u00e1, via de regra, no in\u00edcio da vida crist\u00e3. J\u00e1 a salva\u00e7\u00e3o significa estar na gra\u00e7a de Deus, com a for\u00e7a d\u2019Ele mesmo, ao terminarmos a nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel ao crist\u00e3o na pr\u00e1tica das boas obras ou no exerc\u00edcio de sua f\u00e9 operosa ou transformada em boas obras. Pergunta algu\u00e9m: como podemos, ent\u00e3o, entender a fala de S\u00e3o Paulo ao dizer que a justifica\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita ou independe dos m\u00e9ritos da criatura, e S\u00e3o Tiago afirmar que a f\u00e9 sem obras \u00e9 morta? \u2013 Em resposta, notamos que S\u00e3o Paulo tem em vista apenas a entrada na vida da gra\u00e7a. Tal entrada \u00e9 gratuita, realmente. Ningu\u00e9m pode merec\u00ea-la. Ela se d\u00e1 pela f\u00e9. J\u00e1 S\u00e3o Tiago tem em mente a perseveran\u00e7a na vida crist\u00e3 at\u00e9 o fim. Tal perseveran\u00e7a exige boas obras.<br \/>Tamb\u00e9m o crist\u00e3o d\u00e1 import\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 prega\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, mas aos Sacramentos, uma vez que estes agem por si mesmos sobre a pessoa que os recebe (em latim se diz que agem ex opere operato). Eles realizam o que significam, n\u00e3o s\u00e3o meros simbolismos, de modo que quando o sacerdote pronuncia as palavras da consagra\u00e7\u00e3o, na Missa, \u201cIsto \u00e9 o meu corpo\u201d e \u201cIsto \u00e9 o meu sangue\u201d, temos ali, sacramentalmente, o pr\u00f3prio Corpo e Sangue de Cristo para nos alimentar, no Batismo, a \u00e1gua n\u00e3o s\u00f3 assinala a purifica\u00e7\u00e3o, mas a realiza verdadeiramente.<br \/>Sobre isso escreve Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB: \u201cos sacramentos est\u00e3o em continuidade com a sant\u00edssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salva\u00e7\u00e3o dos homens e, por isto, \u00e9 chamada \u2018o Sacramento Primordial\u2019. Cristo, a Igreja (Corpo prolongado de Cristo) e os sete sacramentos s\u00e3o o grande canal ou o Grande Sacramento (a ordem sacramental) atrav\u00e9s do qual a vida eterna flui at\u00e9 cada indiv\u00edduo em particular\u201d. Mais: \u201cOs sete sacramentos recobrem toda a vida terrestre de um ser humano, dando a cada uma de suas principais fases um sentido novo ou transcendental: assim, ao nascimento f\u00edsico, corresponde o Batismo; ao crescimento f\u00edsico, a Confirma\u00e7\u00e3o ou Crisma; \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, a Eucaristia; \u00e0 medicina, a Penit\u00eancia sacramental; \u00e0 escolha de um estado de vida, a Ordem e o Matrim\u00f4nio; \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o terrestre, a Un\u00e7\u00e3o dos Enfermos\u201d. (Inicia\u00e7\u00e3o Teol\u00f3gica. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 2013, p. 250).<br \/>Proposto, em linhas gerais, o debate primeiro sobre a justifica\u00e7\u00e3o do homem diante de Deus, tendo em conta, sobretudo, a Idade Moderna, passemos ao segundo ponto abordado por Bento XVI, que \u00e9 a invers\u00e3o de valores: se naquele tempo, o debate versava mais sobre como o ser humano se justifica diante de Deus, hoje \u00e9 Deus quem deve \u2013 pensa-se \u2013 justificar-se diante do homem, especialmente frente aos males que h\u00e1 no mundo. Como pode um Deus bondoso permitir tantos sofrimentos? Cristo morreu na Cruz para salvar os homens ou a fim de cancelar as culpas de Deus pelas falhas do mundo?<br \/>Em resposta, dizemos que essa invers\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es foi muito bem entendida pelo Papa em\u00e9rito. O ser humano se coloca, indevidamente, \u00e9 \u00f3bvio, no lugar de Deus e O julga pelos males do mundo. Ora, antes do mais, \u00e9 preciso notar duas coisas: a) A tese n\u00e3o \u00e9 nova, mas retomada do Antigo Testamento. Ali, ante os sofrimentos da humanidade, os escritores b\u00edblicos se queixavam com Deus que lhes parecia ausente (cf. Hab 1,2-4; Jr 12,1-4; Sl 73 e Ml 2,17); b) Um Deus que pudesse ser julgado n\u00e3o seria Deus. Seria mais coerente n\u00e3o crer em Deus, a Perfei\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia, do que acreditar em um Deus falho que pudesse ser censurado pelos seres humanos.<br \/>Como justificar, ent\u00e3o, o mal no mundo? \u2013 Falamos com a Filosofia Cl\u00e1ssica que o mal n\u00e3o \u00e9 uma realidade positiva, mas a car\u00eancia de um bem necess\u00e1rio. Sim, cada palavra tem seu peso nessa defini\u00e7\u00e3o: \u201ccar\u00eancia de um bem necess\u00e1rio\u201d, pois o olho \u00e9 um bem necess\u00e1rio aos viventes, mas n\u00e3o \u00e0 pedra, por exemplo. Da\u00ed ser a primeira aus\u00eancia um mal, a segunda n\u00e3o. Conclui-se ainda que o mal n\u00e3o existe por si mesmo, mas tem o bem como suporte, ou melhor, \u00e9 uma car\u00eancia de finalidade a algo bom. Desse modo, a coragem \u00e9 uma virtude ao policial que doa sua vida para defender a sociedade, mas essa mesma bravura aplicada para roubar, matar, destruir torna-se um mal, pois se desvia da reta finalidade.<br \/>H\u00e1 dois grandes tipos de mal: o f\u00edsico e o moral. O primeiro decorre da pr\u00f3pria mec\u00e2nica da natureza finita (cegueira, doen\u00e7as, terremotos, enchentes etc.) e o segundo vem do mau uso da liberdade humana (pecados, maldades, v\u00edcios etc.). Ambos, como vimos, decorrem da criatura falha, nunca do Criador perfeito; no plano f\u00edsico, v\u00eam das falhas gen\u00e9ticas ou da pr\u00f3pria estrutura natural a causar abalos terrestres ou ondas gigantes no mar etc. Certo \u00e9, como lembra o Papa Francisco na Laudato Si, que tamb\u00e9m o ser humano com seu desrespeito \u00e0 nossa Casa Comum, o Planeta, traz males ao mundo com os desmatamentos, polui\u00e7\u00f5es das \u00e1guas e do ar etc. Ora, Deus perdoa sempre, o ser humano \u00e0s vezes, mas a natureza nunca, conforme um prov\u00e9rbio popular; no plano moral, os males s\u00e3o consequ\u00eancias do mau uso da liberdade humana (haja vista tantos desmandos no campo da pol\u00edtica profissional).<br \/>E o que faz Deus ante tudo isso? \u2013 Responde Santo Agostinho de Hipona que \u201cDeus julgou melhor tirar do mal o bem do que n\u00e3o permitir a exist\u00eancia de mal nenhum\u201d. (Enchiridion XXVIII). Desdobrando essa afirma\u00e7\u00e3o, diremos que Deus, embora possa, n\u00e3o quer impedir o mal decorrente das limita\u00e7\u00f5es das criaturas, pois para isso Ele teria de intervir toda hora nas leis da natureza e na liberdade humana. O mundo estaria repleto de marionetes. Embora o Senhor n\u00e3o queira o mal, permite que seja cometido, pois tem recursos para tirar do mal bens ainda maiores. Essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o verdadeira que da desgra\u00e7a do primeiro pecado nos veio o Salvador. Isso sinaliza que, embora n\u00e3o tenhamos explica\u00e7\u00e3o para todos os males ocorrentes, Deus, em seus des\u00edgnios, sabe sua causa e sua consequ\u00eancia boa para os homens, ainda que estes, por ora, n\u00e3o a vejam. O Senhor nos acompanha em tudo, de acordo com o Salmo 22.<br \/>Ante tudo isso, permanece v\u00e1lido o cl\u00e1ssico ensinamento segundo o qual Jesus, o Filho de Deus, morreu na Cruz pelos pecados da humanidade e n\u00e3o para justificar a Deus, pois Ele n\u00e3o erra. Quando a Escritura fala que Deus ficou triste ou se arrependeu de ter feito o mundo, est\u00e1 usando de antropomorfismo, ou seja, dando a Deus formas de sentimentos humanos impr\u00f3prias a Ele. Mais: o Pai, ainda que pudesse, n\u00e3o quis salvar o mundo de modo frio e jur\u00eddico apenas, mas, sim, por meio do sacrif\u00edcio de Seu Filho na Cruz. O sacrif\u00edcio que Ad\u00e3o recusou, Cristo aceitou livremente, como Ele mesmo diz: \u201cNingu\u00e9m me tira a vida, mas eu a dou livremente. Tenho o poder de entreg\u00e1-la e o poder de retom\u00e1-la\u201d (Jo 10,18).<br \/>Finalizemos com um importante coment\u00e1rio de Dom Est\u00eav\u00e3o: \u201c\u00c9 por amor aos homens, n\u00e3o por exig\u00eancia de um Pai cruel, que Jesus sofre e morre. Ele quis recapitular Ad\u00e3o ou recapitular a dolorosa sorte de Ad\u00e3o para transfigur\u00e1-la, salvando o homem perdido pelo pecado\u201d. Mais: \u201cO gratuito amor de Deus aos homens \u00e9 o d\u00ednamo de toda obra da cria\u00e7\u00e3o e da Reden\u00e7\u00e3o, conforme a Escritura e a Tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3. N\u00e3o \u00e9 preciso conceber teorias novas e estranhas para ressalvar esse amor; ele est\u00e1 no centro da mensagem crist\u00e3. Esse amor provocou o derramamento de sangue n\u00e3o porque Deus tenha prazer em ver sangue derramado, mas porque o homem se precipitou na morte pelo pecado; Deus quis ir buscar o homem l\u00e1 onde ele se havia projetado, isto \u00e9, na morte. \u00c9 o bom pastor que procura a ovelha perdida, n\u00e3o o carrasco sadomasoquista\u201d. (Pergunte e Responderemos n. 476, fevereiro de 2002, p. 7).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na entrevista reproduzida no L\u2019Osservatore Romano, jornal oficioso da Santa S\u00e9, edi\u00e7\u00e3o n. 12, de 24\/03\/2016, p. 6-8, o Papa em\u00e9rito Bento XVI, depois de tratar da f\u00e9 e da Igreja, conforme nosso artigo anterior, passa a tocar em um ponto muito importante para todos os que temos f\u00e9: \u201ca justifica\u00e7\u00e3o\u201d e seus diferentes enfoques [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-14733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14733"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14733\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21535,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14733\/revisions\/21535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}