{"id":14730,"date":"2016-05-24T13:53:58","date_gmt":"2016-05-24T16:53:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/24\/conversacao-familiar\/"},"modified":"2017-05-31T10:36:25","modified_gmt":"2017-05-31T13:36:25","slug":"conversacao-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conversacao-familiar\/","title":{"rendered":"Convers(a\u00e7)\u00e3o familiar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/familia-300x168-300x168.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>\u201cNingu\u00e9m me ouve!!!\u201d \u2013 se escuta com freq\u00fc\u00eancia algu\u00e9m dizer! Parece que nessa hora a gente pode imaginar um rosto todo franzido\u2026, cara fechada, bra\u00e7os cruzados e \u201cbei\u00e7o\u201d ca\u00eddo, n\u00e3o!? E, embora seja, na maioria das vezes, uma atitude extremamente carente (e quem n\u00e3o \u00e9 ao menos um pouco \u201ccarente\u201d?!?), n\u00e3o quer dizer que haja mentira no sentimento que est\u00e1 por tr\u00e1s da palavra!<\/p>\n<p>Todos precisam de um bom ouvinte, e se pararmos para perceber, n\u00f3s n\u00e3o encontramos muitos bons ouvintes por a\u00ed, talvez porque n\u00e3o nos empenhemos em dar a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas e sermos tamb\u00e9m bons ouvintes. E se, como diz o ditado: boa educa\u00e7\u00e3o vem de ber\u00e7o \u2013 ent\u00e3o, podemos dizer que faltou o bendito di\u00e1logo familiar. Diria mais: faltou convers\u00e3o\u2026 faltou \u201cconversa\u00e7\u00e3o\u201d familiar\u2026 faltou conviver no sentido pleno da palavra!<\/p>\n<p>A tend\u00eancia atual nos relacionamentos (desde o familiar, at\u00e9 o amoroso) tem sido a lei do \u201cmenor esfor\u00e7o\u201d, isto \u00e9: devo esperar o outro vir at\u00e9 mim e n\u00e3o tomar a iniciativa para ir at\u00e9 ele\u2026 Parece soar humilhante ir ao encontro de algu\u00e9m, se olharmos apenas com os olhos do mundo, especialmente se esse algu\u00e9m, em algum momento, nos magoou, nos destratou ou nos decepcionou.<\/p>\n<p>Existem muitos outros empecilhos hoje para o bom di\u00e1logo nos diversos tipos de relacionamento, especialmente no relacionamento familiar: os hor\u00e1rios de trabalho e estudo, a TV (que at\u00e9 re\u00fane, mas geralmente n\u00e3o une\u2026), a internet com suas infinitas possibilidades, a correria do mundo em que vivemos, e tantas outras circunst\u00e2ncias. Mas creio que o problema maior, como j\u00e1 nos ensina Jesus, n\u00e3o \u00e9 o que vem de fora, mas o que sai do cora\u00e7\u00e3o do homem\u2026: neste caso, a indiferen\u00e7a, o ego\u00edsmo, as escolhas erradas, a falta de perd\u00e3o, a falta de consci\u00eancia da finitude da vida humana.<\/p>\n<p>Uma das grandes dificuldades para o di\u00e1logo acontece pela dificuldade de respeitar e compreender as diferen\u00e7as, desde as simples diferen\u00e7as de idade e educa\u00e7\u00e3o familiar, at\u00e9 a diferen\u00e7a de personalidade, de capacidade para lidar com a cr\u00edtica ou contradi\u00e7\u00e3o, e ainda as diferen\u00e7as entre o masculino e feminino.<\/p>\n<p>Mas, como nos diz S\u00e3o Paulo, vivemos segundo a lei do esp\u00edrito (Rm 8, 9-17), e segundo essa lei, ou se preferir, segundo o crit\u00e9rio da f\u00e9, posso (e devo) tomar a iniciativa de me relacionar, devo seguir sempre adiante, dar passos que melhorem minha qualidade de f\u00e9 e de conviv\u00eancia, tomar atitudes que demonstrem aquilo que creio, assumir minha escolha pelo perd\u00e3o, pela reconcilia\u00e7\u00e3o e pela paz. No \u00e2mbito familiar e no conv\u00edvio homem e mulher (em qualquer inst\u00e2ncia), isso implica que devo viver o amor, a obedi\u00eancia, o respeito, o di\u00e1logo, a \u201cconversa\u00e7\u00e3o\u201d, a convers\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Convers\u00e3o exige mudan\u00e7a de vida. E na fam\u00edlia, implica em mudan\u00e7a de atitudes com a fam\u00edlia e como fam\u00edlia, mas a come\u00e7ar por mim mesmo. Sempre \u00e9 tempo de rever como tenho me relacionado\u2026: se tenho dado a aten\u00e7\u00e3o poss\u00edvel ou apenas a necess\u00e1ria\u2026, se tenho ouvido os outros como gostaria de ser escutado ou se me esqueci que o crit\u00e9rio da boa conviv\u00eancia \u00e9 justamente fazer aos outros o que gostaria que fizessem a mim.<\/p>\n<p>Se pensarmos bem, talvez a afirma\u00e7\u00e3o dita acima: \u201cNingu\u00e9m me ouve!\u201d, no nosso caso deva ser substitu\u00edda por algo parecido com a seguinte interroga\u00e7\u00e3o: \u201cEu tenho ouvido e dado aten\u00e7\u00e3o a quem est\u00e1 ao meu lado, e compreendido e respeitado as diferen\u00e7as?\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/padres\/padre-reginaldo-carreira-150x150.jpg\" border=\"0\" align=\"right\" \/> Por Pe. Reginaldo Carreira, da Rede S\u00e9culo 21<\/p>\n<p>\u00c9 sacerdote desde 1999, exercendo seu minist\u00e9rio na Par\u00f3quia Santa Rita de C\u00e1ssia, em Santa Cruz das Palmeiras, desde 2000. \u00c9 colaborador da Revista Fam\u00edlia Crist\u00e3, desde 2004, escrevendo artigos sobre a juventude. Atualmente apresenta o programa Cora\u00e7\u00e3o Jovem, na Rede S\u00e9culo 21.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Jovens Conectados<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNingu\u00e9m me ouve!!!\u201d \u2013 se escuta com freq\u00fc\u00eancia algu\u00e9m dizer! Parece que nessa hora a gente pode imaginar um rosto todo franzido\u2026, cara fechada, bra\u00e7os cruzados e \u201cbei\u00e7o\u201d ca\u00eddo, n\u00e3o!? 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