{"id":14676,"date":"2016-05-21T03:00:00","date_gmt":"2016-05-21T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/21\/santissima-trindade-2\/"},"modified":"2017-05-08T13:19:32","modified_gmt":"2017-05-08T16:19:32","slug":"santissima-trindade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/santissima-trindade-2\/","title":{"rendered":"Sant\u00edssima Trindade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Deus, na plenitude dos tempos, revelou-se aos homens na pessoa de seu Filho Jesus, elevando assim a compreens\u00e3o humana do pr\u00f3prio Deus e dos seus des\u00edgnios para com a humanidade. E, o des\u00edgnio de Deus \u00e9 que o homem sacie sua sede na Fonte que jorra \u00e1gua viva, onde toda limita\u00e7\u00e3o \u00e9 dissipada pelo infinito amor do Pai que, presenteia a humanidade com a doa\u00e7\u00e3o de seu Filho na a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Deus chama o homem para viver a sua vida. Deus se revela Trindade. O Mist\u00e9rio Pascal \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica concreta de Deus \u2013 Amor \u2013 Trindade. Porque Deus \u00e9 Trindade, cria e destina o homem a participar da comunh\u00e3o divina.<br \/>O Novo Testamento aceita sem discuss\u00e3o a revela\u00e7\u00e3o do monote\u00edsmo. \u201cO Senhor nosso Deus \u00e9 um s\u00f3\u201d (cf. Mc 12,29), \u201cO Deus \u00fanico e verdadeiro\u201d (cf. Jo 17,3). Deus \u00e9 um s\u00f3 (cf. Gl 3,20); h\u00e1 um s\u00f3 Deus (cf. Ef 4,6; 1Tm 2,5) (LADARIA, 1998).<br \/>\u00c9 a partir de Jesus Cristo que se tem a revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio trinit\u00e1rio. Jesus Cristo \u00e9, com efeito, o revelador do mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade em Deus. Ele \u00e9 o verdadeiro autor de uma teologia trinit\u00e1ria. Jamais devemos esquecer que o principal fundamento da teologia \u00e9 a Palavra de Deus, e que esta alcan\u00e7a seu acabamento no Senhor Jesus como Mediador e plenitude de toda a Revela\u00e7\u00e3o (cf. Hb 1,1-4). (LADARIA, 1998).<br \/>Deus, Pai, \u00e9 a fonte, a origem sem princ\u00edpio. \u00c9 aquele que assegura a unidade da Trindade sendo a \u00fanica fonte da divindade. Seu ser est\u00e1 empenhado e se esgota na gera\u00e7\u00e3o do Filho, uma vez que Deus faz habitar nele toda a plenitude de sua divindade. Tamb\u00e9m Cristo s\u00f3 existe nessa gera\u00e7\u00e3o. A paternidade de um \u00e9 absoluta, e a filia\u00e7\u00e3o do outro, \u00e9 total (DURRWELL, 1990).<br \/>Deus gera pelo Esp\u00edrito, que \u00e9 amor. Ele \u00e9 Pai pelo amor que tem ao Filho. Sua paternidade \u00e9 mist\u00e9rio insond\u00e1vel: Ele, em seu infinito amor, gera o Filho por toda a eternidade, e a rela\u00e7\u00e3o de amor do Pai para com o Filho, e do Filho para com o Pai expira o Esp\u00edrito Santo, que \u00e9 igual ao Pai e ao Filho em divindade. Eles s\u00e3o de uma \u00fanica subst\u00e2ncia ou ess\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre Eles, o que um \u00e9, os outros tamb\u00e9m s\u00e3o, \u00e9 uma profunda rela\u00e7\u00e3o de amor e unidade (DURRWELL, 1990).<br \/>A gera\u00e7\u00e3o do Filho, que \u00e9 a origem da cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m seu futuro: \u201ctudo foi criado na dire\u00e7\u00e3o dele\u201d (cf. Cl 1,16). A atividade do Pai tem por termo sempre o Filho; portanto, Deus cria o mundo encaminhando-o na dire\u00e7\u00e3o de Cristo. O mundo nasce num movimento que o leva na dire\u00e7\u00e3o do Filho em seu eterno nascimento. Em seu eterno nascimento, Cristo \u00e9 o alfa e o \u00f4mega da cria\u00e7\u00e3o (cf. Ap 21,6); o alfa do qual surgem as criaturas, e o \u00f4mega que as chama e plenifica. \u00c9 assim que, em sua vida terrestre, o pr\u00f3prio Jesus partia de seu eterno nascimento filial e ia \u00e0 dire\u00e7\u00e3o dele (LADARIA, 1998).<br \/>Jesus \u00e9 o Filho que sai do Pai (cf. Jo 13,3). Sua vinda a este mundo \u00e9 um prolongamento de sua eterna sa\u00edda. Em sua glorifica\u00e7\u00e3o junto do Pai (cf. Jo 17,5), ele est\u00e1 assentado \u00e0 direita do Pai (cf. Mt 26,64), plenamente assumido na condi\u00e7\u00e3o divina como Verbo eterno: \u201cVerbo de Deus\u201d \u00e9 seu nome (cf. Ap 19,13). Em seu mist\u00e9rio de morte e gl\u00f3ria, ele revela sua identidade de Filho eterno que nasce de Deus no Esp\u00edrito Santo. O Pai gera o Filho no Esp\u00edrito, que \u00e9 amor. Ele o gera amando-o. E \u00e9 no mesmo amor que o Filho desempenha sua miss\u00e3o: mediador da gra\u00e7a filial (LADARIA, 1998).<br \/>Mediador da gra\u00e7a filial, Jesus \u00e9 a porta pela qual Deus convida os homens a entrar, a fim de tomarem parte no banquete trinit\u00e1rio. E, o t\u00edtulo de Filho (de Deus), mais do que qualquer outro, indica a identidade \u00faltima de Jesus, j\u00e1 que ele sup\u00f5e em evid\u00eancia a unicidade de sua rela\u00e7\u00e3o com o Pai. Existe uma \u00edntima conex\u00e3o entre a rela\u00e7\u00e3o de Jesus com Deus (Pai), e sua condi\u00e7\u00e3o de salvador dos homens e mediador da gra\u00e7a filial. A atividade do Filho \u00e9 a que o Pai lhe confia para exercer; a reconcilia\u00e7\u00e3o \u00e9, em primeiro lugar, obra do Pai. Sendo Deus o Pai essencial, seu papel, na reden\u00e7\u00e3o como em todas as suas obras no mundo, \u00e9 o de gerar o Filho (LADARIA, 1998).<br \/>O mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o se recobre com o da encarna\u00e7\u00e3o. Mediante sua vida e sua morte, Jesus se deixa gerar pelo Pai. Com efeito, como o papel de Deus \u00e9 o de ser Pai, o de Jesus \u00e9 o de ser Filho. O drama da salva\u00e7\u00e3o se joga na rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre o Pai e o homem Jesus, Filho de Deus. Sendo paterna e filial, a obra da reden\u00e7\u00e3o \u00e9 cheia do Esp\u00edrito Santo (LADARIA, 1998).<br \/>O mist\u00e9rio do Pai, do Filho e do Esp\u00edrito Santo se interioriza no mundo, para lev\u00e1-lo \u00e0 sua eterna realiza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, sua salva\u00e7\u00e3o. Em seu amor aos homens, Deus entrega seu Filho, gerando-o neste mundo. Deus n\u00e3o podia agir de outro modo. Seu ser se identifica com sua paternidade, e toda sua atividade se empenha na gera\u00e7\u00e3o do Filho (LADARIA, 1998).<br \/>Nesta Solenidade, rezemos com S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u201cBendito sejas, Pai, que em vosso infinito amor nos tem dado a vosso Unig\u00eanito Filho, feito carne por obra do Esp\u00edrito Santo no seio pur\u00edssimo da Virgem Maria, e nascido em Bel\u00e9m faz agora dois mil anos. Ele se tinha feito nosso companheiro de viagem e tinha dado novo significado \u00e0 hist\u00f3ria, que \u00e9 um caminho feito juntos, no trabalho e no sofrimento, na fidelidade e no amor, at\u00e9 aqueles c\u00e9us novos e at\u00e9 aquela terra nova, na que Tu, vencida a morte, ser\u00e1s tudo em todos\u201d.<br \/>Adora\u00e7\u00e3o e gl\u00f3ria a V\u00f3s, Trindade e Sant\u00edssima, \u00fanico e sumo Deus! Fa\u00e7a Pai, que por tua gra\u00e7a o ano jubilar seja um tempo de convers\u00e3o profunda e de alegre retorno a V\u00f3s; concedei-nos que seja um tempo de reconcilia\u00e7\u00e3o entre os homens e de redescobrir a conc\u00f3rdia entre as na\u00e7\u00f5es; tempo no que as lan\u00e7as se troquem em rosas, e ao fragor das armas sucedam cantos de paz. Concedei-nos, Pai, viver o ano jubilar d\u00f3ceis \u00e0 voz do esp\u00edrito, fi\u00e9is no seguimento de Cristo, ass\u00edduos na escuta da Palavra e na assiduidade \u00e0s fontes da gra\u00e7a. <br \/>Adora\u00e7\u00e3o e gl\u00f3ria a V\u00f3s, Trindade e Sant\u00edssima, \u00fanico e sumo Deus! Sustenta, Pai, com a for\u00e7a do esp\u00edrito, o empenho da Igreja em favor da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, e guia nossos passos pelos caminhos do mundo para anunciar Cristo com a vida, orientando nossa peregrina\u00e7\u00e3o terrena \u00e0 Cidade da luz. Fazei Pai, que brilhem os disc\u00edpulos de vosso Filho que por seu amor fazia os pobres e oprimidos; que sejam solid\u00e1rios com os necessitados, e generosos nas obras de miseric\u00f3rdia, e indulgentes com os irm\u00e3os para obter eles mesmos de V\u00f3s indulg\u00eancia e perd\u00e3o. <br \/>Adora\u00e7\u00e3o e gl\u00f3ria a V\u00f3s, Trindade e Sant\u00edssima, \u00fanico e sumo Deus! Fazei, Pai, que os disc\u00edpulos de vosso Filho, purificada a mem\u00f3ria e reconhecidas as pr\u00f3prias culpas, sejam uma \u00fanica coisa, de sorte que o mundo creia. Outorga que se dilate o di\u00e1logo entre os seguidores das grandes religi\u00f5es, de sorte que todos os homens descubram a alegria de ser teus filhos. Fazei que a voz suplicante de Maria, m\u00e3e das gentes, se una \u00e0s vozes orantes dos ap\u00f3stolos e dos m\u00e1rtires crist\u00e3os, dos justos de todo povo e de todo tempo, para que o Ano Santo seja para todos e para a Igreja motivo de renovada esperan\u00e7a e de j\u00fabilo no esp\u00edrito. <br \/>Adora\u00e7\u00e3o e gl\u00f3ria a V\u00f3s, Trindade e Sant\u00edssima, \u00fanico e sumo Deus! A v\u00f3s, Pai onipotente, origem do cosmos e do homem, por Cristo, o Vivente, Senhor do tempo e da hist\u00f3ria, no esp\u00edrito que santifica o universo, a Adora\u00e7\u00e3o, a honra, a gl\u00f3ria, hoje e nos s\u00e9culos sem fim. Am\u00e9m!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deus, na plenitude dos tempos, revelou-se aos homens na pessoa de seu Filho Jesus, elevando assim a compreens\u00e3o humana do pr\u00f3prio Deus e dos seus des\u00edgnios para com a humanidade. 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