{"id":14648,"date":"2016-05-20T12:32:14","date_gmt":"2016-05-20T15:32:14","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/20\/bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia\/"},"modified":"2017-05-08T13:19:58","modified_gmt":"2017-05-08T16:19:58","slug":"bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bento-xvi-a-fe-e-a-misericordia\/","title":{"rendered":"Bento XVI, a F\u00e9 e a Miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O L\u2019Osservatore Romano, \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o oficioso da Santa S\u00e9, trouxe em sua edi\u00e7\u00e3o n. 12, de 24 de mar\u00e7o \u00faltimo, p. 6-8, uma extensa entrevista com o Papa em\u00e9rito Bento XVI, um dos maiores te\u00f3logos de nosso tempo, a respeito da f\u00e9 e da miseric\u00f3rdia, visando de modo especial as Idades Moderna (tempo da Reforma Protestante) e Contempor\u00e2nea (nosso tempo, quase repleto de indiferentismo religioso ou insubordina\u00e7\u00e3o do homem a Deus).<br \/>Dada a import\u00e2ncia da tem\u00e1tica, elaboramos uma s\u00e9rie de artigos que percorrem os pontos mais importantes da fala do Papa Bento, certos de que poder\u00e3o levar muitas pessoas \u00e0 reflex\u00e3o. De resto, eles deixam ver nas entrelinhas \u2013 ao contr\u00e1rio do que alguns podem pensar e at\u00e9 alardear \u2013 a continuidade nos minist\u00e9rios de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, o dele pr\u00f3prio e, agora, o de Francisco. Trabalhemos os t\u00f3picos acrescentando, quando for o caso, considera\u00e7\u00f5es ilustrativas de outras fontes da Teologia.<br \/>Que \u00e9 a f\u00e9 e como se chega a crer? \u2013 Esta pergunta \u00e9 central na vida humana e merece muita aten\u00e7\u00e3o. Pois bem, Bento XVI a responde valendo-se da face dupla, mas complementar da f\u00e9, ou seja, o eu e o n\u00f3s, o individual e o comunit\u00e1rio. Sim, escreve ele que \u201ca f\u00e9 \u00e9 um contato profundamente pessoal com Deus, que atinge o meu tecido mais \u00edntimo e me p\u00f5e diante do Deus vivente em absoluta imedia\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, de maneira que eu lhe possa falar, am\u00e1-Lo, entrar em comunh\u00e3o com Ele. Mas, ao mesmo tempo, esta realidade extremamente pessoal est\u00e1 inseparavelmente relacionada com a comunidade: introduz-me no n\u00f3s dos filhos de Deus, na comunidade peregrina dos irm\u00e3os e das irm\u00e3s, faz parte da exist\u00eancia da f\u00e9. O encontro com Deus significa, tamb\u00e9m, ao mesmo tempo, que eu mesmo sou aberto, arrancado \u00e0 minha solid\u00e3o fechada e acolhido na comunidade viva da Igreja. Ela \u00e9 tamb\u00e9m mediadora do meu encontro com Deus, que, contudo, chega ao meu cora\u00e7\u00e3o de maneira totalmente pessoal\u201d.<br \/>Este trecho da fala do Papa em\u00e9rito nos traz grandes li\u00e7\u00f5es de Teologia Fundamental e de Eclesiologia. Vamos real\u00e7ar aqui alguns aspectos desses ensinamentos \u00e0 luz dos Cursos de Teologia Fundamental e Eclesiologia da nossa Escola Mater Ecclesiae. O primeiro ponto \u00e9 a f\u00e9, e o segundo \u00e9 essa mesma vida de f\u00e9 vivida de modo pessoal e comunit\u00e1rio. Vejamos.<br \/>O Conc\u00edlio Vaticano I (1870), diante das concep\u00e7\u00f5es err\u00f4neas de seu tempo, definiu que \u201ca f\u00e9&#8230; \u00e9 uma virtude sobrenatural, pela qual, prevenidos e auxiliados pela gra\u00e7a de Deus, cremos como verdadeiro o conte\u00fado da Revela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em virtude da verdade intr\u00ednseca das proposi\u00e7\u00f5es reveladas, vistas \u00e0 luz natural da raz\u00e3o, mas por causa da autoridade de Deus, que n\u00e3o se pode enganar nem enganar a n\u00f3s\u201d (Denzinger \u2013Sch\u00f6nmetzer 3008 [1789]). Essa defini\u00e7\u00e3o encerra um ponto importante: se na Filosofia (saber racional apenas, sem a f\u00e9), a verdade \u00e9 intr\u00ednseca ou est\u00e1 na proposi\u00e7\u00e3o mesma, na Teologia (saber suprarracional, n\u00e3o irracional, mas acima da raz\u00e3o), a verdade \u00e9 extr\u00ednsica ou est\u00e1 fora da proposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sendo evidente em si mesma, acreditamos por causa da autoridade d\u2019Aquele que a revela a n\u00f3s: o pr\u00f3prio Deus.<br \/>No s\u00e9culo XX, o Conc\u00edlio Vaticano II (1962-65), tendo em vista outro contexto e novos problemas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9, assim se expressou: \u201cAo Deus que revela deve-se a obedi\u00eancia da f\u00e9 pela qual o homem livremente se entrega todo a Deus, prestando ao Deus revelador um obs\u00e9quio pleno do intelecto e da vontade e dando volunt\u00e1rio assentimento \u00e0 revela\u00e7\u00e3o feita por Ele\u201d (Dei Verbum, 5).<br \/>V\u00ea-se, assim, que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 algo meramente cego e sentimental, como se todo ser humano tivesse de crer em alguma coisa sem saber bem o que \u00e9. Ao contr\u00e1rio, h\u00e1 de crer em algo que tamb\u00e9m a intelig\u00eancia possa reconhecer. Embora n\u00e3o seja fruto de uma intelectualidade fria, tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser fruto da mera confian\u00e7a ou dos afetos do homem e da mulher. \u00c0 f\u00e9 se aplica a intelig\u00eancia, faculdade mais nobre do ser humano, a tentar entender Deus, o objeto mais elevado e perfeito que podemos conhecer em nossa vida de peregrinos deste mundo em demanda da p\u00e1tria definitiva.<br \/>Dizemos, ent\u00e3o, que a f\u00e9, como resposta \u00e0 gra\u00e7a, \u00e9 um ato da intelig\u00eancia movida pela vontade. Sim, pois o objeto proposto pela f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 evidente por si mesmo. Afinal, como se pode, diante da l\u00f3gica cl\u00e1ssica, dizer que Jesus \u00e9, ao mesmo tempo, Deus e homem? Pode Deus ser Uno e Trino? Como \u00e9 que a segunda pessoa da Sant\u00edssima Trindade, o Filho, sendo Deus, a grandeza por excel\u00eancia, se faz presente na pequena h\u00f3stia consagrada? etc. Ante tais proposi\u00e7\u00f5es de f\u00e9, a intelig\u00eancia fica em um impasse: \u201cisso n\u00e3o se faz evidente por si mesmo como 2 + 2 = 4, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 absurdo como se fosse poss\u00edvel existir um c\u00edrculo quadrado ou o todo fosse menor que suas partes\u201d. Em suma, n\u00e3o se est\u00e1 ante algo meramente racional ou evidente (diante da evid\u00eancia, a raz\u00e3o teria de dizer Sim), mas tamb\u00e9m n\u00e3o se tem uma proposta irracional (ante esta deveria dizer N\u00e3o). Como far\u00e1, ent\u00e3o, a intelig\u00eancia? \u2013 Passar\u00e1 a decis\u00e3o livre \u00e0 vontade: \u201cVoc\u00ea quer ou n\u00e3o quer crer?\u201d e ela decidir\u00e1 pelo acatamento ou pela recusa.<br \/>Volta-se, desse modo, ao que j\u00e1 mencionamos: a f\u00e9 n\u00e3o se move pela verdade intr\u00ednseca (evid\u00eancia), mas, sim, pela verdade extr\u00ednseca. Cremos porque nos apoiamos em Deus e Ele \u00e9 digno de cr\u00e9dito naquilo que revela a cada um de n\u00f3s. Ele n\u00e3o se engana nem engana as suas criaturas. \u00c9 a f\u00e9 um ato livre, um assentimento do homem ao seu Criador. Crer \u00e9 um ato nobre do ser humano, dada a nobreza do objeto em quest\u00e3o, o pr\u00f3prio Deus.<br \/>Ali\u00e1s, em termos de f\u00e9 humana (e n\u00e3o sobrenatural), todos acreditam, mesmo os que dizem n\u00e3o crer em nada. Sim, o homem cr\u00ea no notici\u00e1rio da TV, dos jornais, da internet, do r\u00e1dio etc., uma vez que se ele decidisse comprovar se realmente ocorreu tudo o que lhe \u00e9 transmitido, ficaria louco, pois deveria viajar para o Exterior a fim de confirmar, in loco, que o avi\u00e3o realmente caiu, dirigir-se ao pr\u00e9dio da Bolsa de Valores para ver se os dados transmitidos est\u00e3o corretos; cr\u00ea tamb\u00e9m que NN. \u00e9 seu pai e NN. \u00e9 sua m\u00e3e sem pedir exames etc. Desses poucos exemplos, vemos que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9, de modo algum, coisa extraordin\u00e1ria na vida humana, mas faz parte do seu dia a dia. Ora, se cremos em tudo isso \u2013 caso contr\u00e1rio, ficar\u00edamos loucos \u2013\u00a0 por que n\u00e3o crer em Deus que a n\u00f3s Se revela?<br \/>Porque as verdades de f\u00e9, nobres como s\u00e3o, mexem com o ser humano como um todo. Requerem, pois, mudan\u00e7a de vida ou vida reta na busca da verdade. Da\u00ed se esbarrarem com alguns fatores de ordem intelectual e moral como, por exemplo, a ignor\u00e2ncia religiosa: h\u00e1 quem crie um fantoche da f\u00e9 e atire nele como se aquele trampolim criado, gratuita ou maldosamente, fosse a f\u00e9 a ser professada. Justifica-se a pessoa dizendo n\u00e3o crer porque pensa, erroneamente, que: os cat\u00f3licos adoram imagens, a B\u00edblia \u00e9 contra a evolu\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia, Deus fez o mundo em seis dias, a Igreja n\u00e3o pode ser infal\u00edvel, pois alguns de seus filhos erraram ao longo da Hist\u00f3ria etc. Falta, pois, estudo s\u00e9rio, sereno e continuado das verdades de f\u00e9.<br \/>Outro fator \u00e9 o v\u00edcio de m\u00e9todos: a pessoa se intitula autodidata e come\u00e7a a ler a B\u00edblia ou outros livros sem nenhum referencial seguro ou sem entender que a Tradi\u00e7\u00e3o Oral \u00e9 anterior \u00e0 Escritura. Foi essa Tradi\u00e7\u00e3o que deu origem \u00e0 B\u00edblia e a acompanha. Querer aprender o texto b\u00edblico sem essa Base ou sem saber de que g\u00eanero liter\u00e1rio trata esse ou aquele livro b\u00edblico \u00e9 arriscar-se a fazer a Palavra de Deus dizer as maiores monstruosidades poss\u00edveis. H\u00e1 quem aprenda ainda meias verdades, o que, em termos, \u00e9 pior do que a mentira. Da\u00ed dizer um prov\u00e9rbio popular: \u201cAprender mal \u00e9 pior que n\u00e3o aprender\u201d. Imagine algu\u00e9m que se apresentasse como piloto de avi\u00e3o, mas n\u00e3o soubesse conduzi-lo bem&#8230; quanta desgra\u00e7a poderia causar? \u2013 No plano da f\u00e9, ensinar mal pode p\u00f4r em risco a vida espiritual de muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s que esperam de n\u00f3s a doutrina cristalina da f\u00e9 e da moral todos os dias.<br \/>Existem tamb\u00e9m os obst\u00e1culos de ordem intelectual. Eles v\u00eam de um ser humano prepotente, que se julga no direito ou at\u00e9 no dever de colocar Deus de lado para assumir o seu lugar: \u201cEle n\u00e3o existe, mas eu existo, portanto sou um deus&#8230;\u201d, pensam. A sensualidade tamb\u00e9m impede o ser humano de ser puro, a fim de ver a Deus (cf. Mt 5,8). Faz com que ele seja incapaz de querer mudar de vida para sentir o Senhor que lhe fala. Com efeito, j\u00e1 o fil\u00f3sofo S\u00eaneca, falecido no ano 63 da nossa era, ensinava: \u201cSe a virtude a que aspiramos \u00e9 de t\u00e3o grande valor, n\u00e3o \u00e9 porque a isen\u00e7\u00e3o de v\u00edcios seja uma felicidade real, mas porque assegura \u00e0 alma toda a sua liberdade e a prepara ao conhecimento das coisas celestes, tornando-a digna de conversar com Deus\u201d (Quaestiones Naturales, Pref\u00e1cio).<br \/>Afirma, ainda, Bento XVI que a f\u00e9 \u00e9 uma resposta pessoal a Deus (\u201ceu quero crer\u201d), mas n\u00e3o h\u00e1 de ser vivida individualmente, e, sim, na Comunidade-Igreja, mediadora do meu encontro com Deus. Aqui entramos na Eclesiologia (estudo da Igreja) com uma pergunta decisiva: como algu\u00e9m passa a fazer parte da Igreja vis\u00edvel? \u2013 Pelo sacramento do Batismo. Institu\u00eddo por Cristo (cf. Mt 28,18-20; Mc 16,15-16), ele \u00e9 a porta de entrada no plano da gra\u00e7a ou da vida sobrenatural (al\u00e9m da natureza). Pelo Batismo, o crist\u00e3o morre sacramentalmente para o pecado e ressurge para a vida nova em Cristo. Ningu\u00e9m entra na Igreja com \u201cum ato burocr\u00e1tico, mas mediante o sacramento\u201d, relembra o Papa em\u00e9rito.<br \/>Por isso se diz que o Batismo se d\u00e1 j\u00e1 no momento do derramamento da \u00e1gua na cabe\u00e7a de quem \u00e9 batizado, crian\u00e7a ou adulto, mas ainda n\u00e3o se deu por inteiro, pois depender\u00e1 de como cada um viver\u00e1 a gra\u00e7a batismal ao longo de sua vida. Quem a cada dia se esfor\u00e7a, n\u00e3o obstante as quedas, para fazer viver em si o novo homem, Cristo, e morrer o velho homem, Ad\u00e3o, por ren\u00fancia ao mal e pela pr\u00e1tica do bem, est\u00e1 vivendo de modo coerente o seu Batismo. Ele \u00e9 vida nova e divina aos filhos e filhas de Deus.<br \/>Ora, a Igreja, mediante sua doutrina e seus demais sacramentos, ajuda cada um a bem viver o seu Batismo e, por conseguinte, chegar \u00e0 plena uni\u00e3o com Deus. Ela n\u00e3o se faz por si mesma, como destaca Bento XVI, ela \u00e9 mais do que uma comunidade humana. \u00c9 o Corpo m\u00edstico de Cristo prolongado ao longo da hist\u00f3ria (cf. Cl 1,24; 1Cor 12,12-21), e nos acompanha por toda a nossa vida entregando-nos, se em nossa liberdade n\u00e3o nos desviarmos d\u2019Ela, ao Pai celeste, no fim de nossa caminhada terrena.<br \/>Resta-nos terminar essa reflex\u00e3o com as palavras do Cardeal Henri de Lubac, SJ, ao escrever, de modo muito belo, o seguinte: \u201cA Igreja \u00e9 minha M\u00e3e, porque Ela me gerou para a Vida. \u00c9 minha M\u00e3e, porque Ela n\u00e3o deixa de me alimentar e, por pouco que eu me preste, Ela me aprofunda na Vida. E, se em mim a Vida ainda \u00e9 fr\u00e1gil e tr\u00eamula, fora de mim eu a contemplei na for\u00e7a e na pureza do seu borbulhar. Eu a vi, eu a toquei, de modo indubit\u00e1vel, e posso testemunh\u00e1-lo a todos\u201d. <br \/>Continua de Lubac a dizer tamb\u00e9m: \u201cA Igreja \u00e9 nossa M\u00e3e, porque Ela nos d\u00e1 o Cristo. Ela gera o Cristo em n\u00f3s. Ela nos gera para a vida do Cristo. Ela nos diz, como Paulo dizia a seus caros cor\u00edntios: \u2018No Cristo Jesus, mediante o Evangelho, eu vos gerei\u2019 (1Cor 4,15). Em sua fun\u00e7\u00e3o materna, a Igreja \u00e9 essa Esposa gloriosa e sem mancha que o Homem-Deus faz sair do Seu cora\u00e7\u00e3o transpassado para uni-La a si no \u00eaxtase da Cruz e torn\u00e1-La fecunda para sempre\u201d (Paradoxe et Myst\u00e8re de l\u2019Eglise. Paris, 1967, apud E. Bettencourt, OSB. Curso de Eclesiologia. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1996, p. 244).<br \/>Eis a raz\u00e3o pela qual aquele que tem f\u00e9 busca viv\u00ea-la retamente, com a gra\u00e7a de Deus, em sua Igreja, hoje e sempre, apesar dos percal\u00e7os a que todos estamos sujeitos no dia a dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O L\u2019Osservatore Romano, \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o oficioso da Santa S\u00e9, trouxe em sua edi\u00e7\u00e3o n. 12, de 24 de mar\u00e7o \u00faltimo, p. 6-8, uma extensa entrevista com o Papa em\u00e9rito Bento XVI, um dos maiores te\u00f3logos de nosso tempo, a respeito da f\u00e9 e da miseric\u00f3rdia, visando de modo especial as Idades Moderna (tempo da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-14648","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14648"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21545,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14648\/revisions\/21545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}