{"id":14635,"date":"2016-05-19T13:40:51","date_gmt":"2016-05-19T16:40:51","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/19\/martir-da-caridade-religiosa-assassinada-no-iemen-foi-missionaria-no-brasil\/"},"modified":"2017-05-30T08:44:50","modified_gmt":"2017-05-30T11:44:50","slug":"martir-da-caridade-religiosa-assassinada-no-iemen-foi-missionaria-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/martir-da-caridade-religiosa-assassinada-no-iemen-foi-missionaria-no-brasil\/","title":{"rendered":"M\u00e1rtir da Caridade: Religiosa assassinada no I\u00eamen foi mission\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/irma_margarida.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Uma das quatro religiosas das Mission\u00e1rias da Caridade assassinadas por terroristas no dia 4 de mar\u00e7o, em \u00c1den (I\u00eamen), viveu durante alguns anos no Brasil, como contou o Arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Krieger, em recente artigo intitulado \u201cUma semente chamada Margarida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIrm\u00e3 Margarida: esse nome lhe diz alguma coisa? E Anathalie Mukashema, seu nome de batismo?\u201d, questiona o Primaz do Brasil, acrescentando: \u201cVoc\u00ea pode n\u00e3o ter conhecido essa religiosa das Mission\u00e1rias da Caridade \u2013 congrega\u00e7\u00e3o mais conhecida como das \u201cIrm\u00e3s de Madre Teresa de Calcut\u00e1\u201d \u2013, mas ela \u00e9 lembrada por muitos dos adultos que moram na Fazenda Coutos III (Malvinas) e, tamb\u00e9m, nos Alagados, em Salvador\u201d.<\/p>\n<p>Ir. Margarida nasceu em Ruanda, na \u00c1frica, no dia 29 de abril de 1971 e ingressou na congrega\u00e7\u00e3o de Madre Teresa. Aos 25 anos, conforme recorda Dom Murilo, a religiosa chegou a Salvador \u201cpara trabalhar com pobres e idosos abandonados\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDe pequena estatura e sempre muito alegre \u2013 sublinha o Arcebispo \u2013, gostava de brincar com crian\u00e7as e de visitar fam\u00edlias; aonde ia, preocupava-se em ensinar a ora\u00e7\u00e3o do Ter\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, Ir. Margarida viveu no Brasil durante quatro anos, dos quais, dois anos e meio na capital baiana. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, \u201cfoi trabalhar com pobres de Nair\u00f3bi \u2013 Qu\u00eania\u201d e, tr\u00eas anos depois, fez sua profiss\u00e3o perp\u00e9tua e, na ocasi\u00e3o, redigiu um pequeno texto transcrito por Dom Murilo.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho um s\u00f3 desejo: estar sempre na presen\u00e7a de Deus, para escutar e saciar sua sede, fazendo sempre a sua vontade, atrav\u00e9s de Maria\u201d, escreveu a religiosa.<\/p>\n<p>Ir. Margarida foi ainda\u201d transferida para a Jord\u00e2nia\u201d, onde \u201cficou at\u00e9 2008, quando foi trabalhar com os necessitados do I\u00eamen \u2013 pa\u00eds localizado no sul da pen\u00ednsula ar\u00e1bica\u201d.<\/p>\n<p>O Prelado recorda, ent\u00e3o, o dia 4 de mar\u00e7o, quando, \u201c\u00e0s 8h30, ela, outras tr\u00eas religiosas de sua comunidade e mais 12 pessoas que as ajudavam foram assassinadas\u201d, por terroristas mu\u00e7ulmanos, \u201cenquanto serviam o caf\u00e9 da manh\u00e3 aos idosos e deficientes, no albergue de \u00c1den\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMorreram com os aventais no corpo\u201d, sublinha Dom Krieger, citando em seguida a ora\u00e7\u00e3o que as religiosas haviam rezado juntas pouco antes, ap\u00f3s a Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica: \u201cSenhor, ensina-me a ser generosa. Ensina-me a servir-te como tu mereces; a entregar-me sem calcular as dificuldades; a lutar sem prestar aten\u00e7\u00e3o nas feridas; a esfor\u00e7ar-me sem procurar descanso; a trabalhar sem pedir recompensa, sabendo apenas que fa\u00e7o a tua vontade\u201d.<\/p>\n<p>O Primaz do Brasil ainda recorda as palavras do Papa Francisco para expressar que as mission\u00e1rias da caridade assassinadas \u201cs\u00e3o as m\u00e1rtires de hoje. N\u00e3o aparecem nas capas dos jornais e nem s\u00e3o not\u00edcia. Essas religiosas deram o seu sangue pela Igreja\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAs Mission\u00e1rias da Caridade tinham consci\u00eancia do risco que corriam, pois em mais de uma oportunidade haviam sido amea\u00e7adas\u201d, destaca e acrescenta que, mesmo assim, decidiram permanecer no pa\u00eds e n\u00e3o \u201cabandonar os pobres que tanto amavam\u201d.<\/p>\n<p>Para Dom Murilo, \u201cessas mission\u00e1rias n\u00e3o foram as primeiras e, provavelmente, n\u00e3o ser\u00e3o as \u00faltimas a dar a vida por causa da f\u00e9 que professavam e dos necessitados que buscavam atender\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, ele cita a frase dita pelo pr\u00f3prio Jesus: \u201cSe o gr\u00e3o de trigo que cai na terra n\u00e3o morre, fica s\u00f3. Mas, se morre, produz muito fruto\u201d (Jo 12,24). Ent\u00e3o, conclui: \u201cEspero que muitos frutos dessas sementes \u2013 especialmente daquela chamada \u2018Margarida\u2019 \u2013 beneficiem nossa Arquidiocese, nosso Estado e nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Acidigital<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das quatro religiosas das Mission\u00e1rias da Caridade assassinadas por terroristas no dia 4 de mar\u00e7o, em \u00c1den (I\u00eamen), viveu durante alguns anos no Brasil, como contou o Arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Krieger, em recente artigo intitulado \u201cUma semente chamada Margarida\u201d. \u201cIrm\u00e3 Margarida: esse nome lhe diz alguma coisa? 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