{"id":14564,"date":"2016-05-16T13:46:43","date_gmt":"2016-05-16T16:46:43","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/16\/galeria-dos-candelabros-recupera-antigo-esplendor\/"},"modified":"2017-06-02T10:55:15","modified_gmt":"2017-06-02T13:55:15","slug":"galeria-dos-candelabros-recupera-antigo-esplendor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/galeria-dos-candelabros-recupera-antigo-esplendor\/","title":{"rendered":"Galeria dos Candelabros recupera antigo esplendor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/ansa1003963_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Depois de um meticuloso trabalho de restaura\u00e7\u00e3o, que durou mais de dois anos, voltou a resplandecer no cora\u00e7\u00e3o dos Museus Vaticanos a Galeria dos Candelabros, atravessada diariamente por milhares de pessoas que se dirigem \u00e0 Capela Sistina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da restaura\u00e7\u00e3o, que deu nova vida \u00e0s pinturas do s\u00e9culo XIX deste corpo arquitet\u00f4nico constru\u00eddo a partir da segunda metade do s\u00e9culo XVI, foram solucionadas as problem\u00e1ticas existentes pela heterogeneidade da execu\u00e7\u00e3o das pinturas, devolvendo assim a integridade est\u00e9tica \u00e0 Galeria.<\/p>\n<p>Inteiramente restaurada, a galeria foi apresentada no \u00faltimo dia 10 de maio pelo Diretor dos Museus Vaticanos, Antonio Paolucci, pelo curador da Cole\u00e7\u00e3o de Arte Contempor\u00e2nea Micol Forti, pela respons\u00e1vel pelo Canteiro de restaura\u00e7\u00e3o, Francesca Persegati e pelo Padre Mark Haydu, dos Patrons of Arts in the Vatican Museums, que financiaram os trabalhos.<\/p>\n<p>Foram necess\u00e1rio cerca de 700 mil euros para completar os trabalhos de restaura\u00e7\u00e3o. O trabalho &#8211; n\u00e3o f\u00e1cil de ser realizado, como explicou Micol Forti &#8211; exigiu uma organiza\u00e7\u00e3o capaz de concluir os trabalhos sem fechar os ambientes sempre lotados por visitantes e sobretudo uma sinergia de numerosas, diversas especializa\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias.<\/p>\n<p>A Galeria dos Candelabros, quando foi projetada e realizada, apresentava-se como um espa\u00e7o aberto e somente em 1785, Pio VI fez com que fosse fechada para preservar da melhor forma poss\u00edvel as esculturas da \u00e9poca romana ali colocadas.<\/p>\n<p>O corredor, de 70 metros de largura, foi dividido em seis v\u00e3os com a inser\u00e7\u00e3o de arcadas apoiadas por duas colunas d\u00f3ricas e aberturas laterais, onde encontraram lugar grandes Candelabros em m\u00e1rmore branco, que acabaram por conferir o nome \u00e0 Galeria.<\/p>\n<p>O ambiente permaneceu inalterado at\u00e9 que o Papa Le\u00e3o XIII (1878-1903) decidiu decor\u00e1-lo com pinturas que deveriam ter o papel de desenvolver as linhas program\u00e1ticas de seu pontificado aberto \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, recordou Forti .<\/p>\n<p>Os trabalhos, assim, tiveram in\u00edcio em 1883, com a realiza\u00e7\u00e3o de um novo pavimento em m\u00e1rmore, enquanto para a vasta decora\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica foram chamados artistas como Anibal Angelini, Domenico Torti e Ludovico Seitz, que pintou as espl\u00eandidas cenas do quarto v\u00e3o, o maior da Galeria, assim como as monocromias da quinta e da sexta. S\u00e3o as suas mais belas pinturas, ricas de reminisc\u00eancias de Rafael, por\u00e9m atualizadas por um sentimento rom\u00e2ntico e por uma cuidadosa apresenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o faltam, al\u00e9m disto, verdadeiras preciosidades, como a paisagem de uma Roma ideal, atr\u00e1s das duas elegantes personifica\u00e7\u00f5es da Arte pag\u00e3 e da Arte crist\u00e3. Assim, o Coliseu e a Colina Palatina, a Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, at\u00e9 o P\u00e1tio da Pinha dos Museus Vaticanos, s\u00e3o unidos por uma atmosfera leve e crepuscular.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o do Pont\u00edfice que proclamou a Rerum Novarum &#8211; explicou Forti &#8211; pretendia tamb\u00e9m definir o papel da Igreja em concord\u00e2ncia com o desenvolvimento das ci\u00eancias e da arte. Desta forma, as pinturas de Seitz imortalizaram as artes maiores e as menores, entre as quais, aparece tamb\u00e9m a fotografia, que havia come\u00e7ado a se desenvolver h\u00e1 poucos dec\u00eanios. Uma decora\u00e7\u00e3o sem sombra de d\u00favida refinada aquela desejada por Le\u00e3o XIII, que por\u00e9m, acabou sofrendo com as graves degrada\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos dec\u00eanios.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dos \u00faltimos tempos &#8211; explicou por sua vez Francesca Persegati &#8211; aliadas \u00e0 falta de uma impermeabiliza\u00e7\u00e3o do teto e a cont\u00ednua exposi\u00e7\u00e3o aos raios solares, acabaram determinando problemas estruturais \u00e0s pinturas. Assim, para limpar as amplas superf\u00edcies decoradas com monocromia &#8211; prosseguiu a restauradora &#8211; foram experimentados muitos materiais, com a escolha recaindo em uma espuma de make-up, que permitiu limpar sem manchar as superf\u00edcies, restituindo assim \u00e0 Galeria dos Candelabros seu antigo esplendor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de um meticuloso trabalho de restaura\u00e7\u00e3o, que durou mais de dois anos, voltou a resplandecer no cora\u00e7\u00e3o dos Museus Vaticanos a Galeria dos Candelabros, atravessada diariamente por milhares de pessoas que se dirigem \u00e0 Capela Sistina. 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