{"id":14561,"date":"2016-05-16T13:18:08","date_gmt":"2016-05-16T16:18:08","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/16\/papa-em-pentecostes-filiacao-divina-e-nossa-vocacao-nosso-dna\/"},"modified":"2017-05-30T08:56:39","modified_gmt":"2017-05-30T11:56:39","slug":"papa-em-pentecostes-filiacao-divina-e-nossa-vocacao-nosso-dna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-em-pentecostes-filiacao-divina-e-nossa-vocacao-nosso-dna\/","title":{"rendered":"Papa em Pentecostes: filia\u00e7\u00e3o divina \u00e9 nossa voca\u00e7\u00e3o, nosso DNA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/papas\/reuters1432778_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>N\u00f3s n\u00e3o somos mais \u00f3rf\u00e3os, somos filhos, este \u00e9 o nosso \u201cDNA\u201d. E como filhos, pertencemos a uma &#8220;\u00fanica paternidade e fraternidade&#8221;. Na Solenidade de Pentecostes o Papa Francisco presidiu a Missa na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, onde refletiu sobre nossa filia\u00e7\u00e3o divina e perten\u00e7a a Cristo com a vinda do Esp\u00edrito Santo e tudo o que isto comporta.<\/p>\n<p>Jesus havia prometido que n\u00e3o nos deixaria \u00f3rf\u00e3os. E precisamente a sua miss\u00e3o, \u201cque culmina no dom do Esp\u00edrito Santo, tinha este objetivo essencial: reatar a nossa rela\u00e7\u00e3o com o Pai, arruinada pelo pecado; tirar-nos da condi\u00e7\u00e3o de \u00f3rf\u00e3os e restituir-nos \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de filhos\u201d. De fato,\u00a0 \u201ca paternidade de Deus reativa-se em n\u00f3s gra\u00e7as \u00e0 obra redentora de Cristo e ao dom do Esp\u00edrito Santo\u201d. O Esp\u00edrito que nos torna \u201cfilhos adotivos. \u00c9 por Ele que clamamos: Abb\u00e1, \u00f3 Pai!\u201d.<\/p>\n<p>O Papa explica que \u201ctoda a obra da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma obra de regenera\u00e7\u00e3o, na qual a paternidade de Deus, por meio do dom do Filho e do Esp\u00edrito, nos liberta da orfandade em que ca\u00edramos\u201d e observa, que no nosso tempo, \u00e9 poss\u00edvel constatar \u201cv\u00e1rios sinais desta nossa condi\u00e7\u00e3o de \u00f3rf\u00e3os\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA solid\u00e3o interior que sentimos mesmo no meio da multid\u00e3o e que, \u00e0s vezes, pode tornar-se tristeza existencial; a nossa suposta autonomia de Deus, que aparece acompanhada por uma certa nostalgia da sua proximidade; o analfabetismo espiritual generalizado que nos deixa incapazes de rezar; a dificuldade em sentir como verdadeira e real a vida eterna, como plenitude de comunh\u00e3o que germina aqui e desabrocha para al\u00e9m da morte; a dificuldade de reconhecer o outro como irm\u00e3o, porque filho do mesmo Pai; e outros sinais semelhantes\u201d.<\/p>\n<p>A todos estes sinais de orfandade \u2013 afirma o Pont\u00edfice \u2013 \u201cse contrap\u00f5e a condi\u00e7\u00e3o de filhos, que \u00e9 a nossa voca\u00e7\u00e3o primordial, \u00e9 aquilo para que fomos feitos, o nosso \u00abDNA\u00bb mais profundo mas que se arruinou e, para ser restaurado, exigiu o sacrif\u00edcio do Filho Unig\u00eanito\u201d:<\/p>\n<p>\u201cDo imenso dom de amor que \u00e9 a morte de Jesus na cruz, brotou para toda a humanidade, como uma cascata enorme de gra\u00e7a, a efus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Quem mergulha com f\u00e9 neste mist\u00e9rio de regenera\u00e7\u00e3o, renasce para a plenitude da vida filial. \u00abN\u00e3o vos deixarei \u00f3rf\u00e3os\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Estas palavras de Jesus \u2013 prosseguiu o Papa \u2013 remetem-nos \u00e0 presen\u00e7a materna de Maria no Cen\u00e1culo:<\/p>\n<p>\u201cA M\u00e3e de Jesus est\u00e1 no meio da comunidade dos disc\u00edpulos reunida em ora\u00e7\u00e3o: \u00e9 mem\u00f3ria vivente do Filho e viva invoca\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. \u00c9 a M\u00e3e da Igreja. \u00c0 sua intercess\u00e3o, confiamos de maneira especial todos os crist\u00e3os, as fam\u00edlias e as comunidades que, neste momento, t\u00eam mais necessidade da for\u00e7a do Esp\u00edrito Par\u00e1clito, Defensor e Consolador, Esp\u00edrito de verdade, liberdade e paz\u201d.<\/p>\n<p>Citando a Carta de Paulo aos Romanos, Francisco recorda que \u201co Esp\u00edrito faz com que perten\u00e7amos a Cristo\u201d, e \u201cconsolidando a nossa rela\u00e7\u00e3o de perten\u00e7a ao Senhor Jesus, o Esp\u00edrito faz-nos entrar numa nova din\u00e2mica de fraternidade:<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s do Irm\u00e3o universal que \u00e9 Jesus, podemos relacionar-nos de maneira nova com os outros: j\u00e1 n\u00e3o como \u00f3rf\u00e3os, mas como filhos do mesmo Pai bom e misericordioso. E isto muda tudo! Podemos olhar-nos como irm\u00e3os, e as nossas diferen\u00e7as fazem apenas com que se multipliquem a alegria e a maravilha de pertencermos a esta \u00fanica paternidade e fraternidade\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: CNBB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s n\u00e3o somos mais \u00f3rf\u00e3os, somos filhos, este \u00e9 o nosso \u201cDNA\u201d. E como filhos, pertencemos a uma &#8220;\u00fanica paternidade e fraternidade&#8221;. 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