{"id":14516,"date":"2016-05-12T14:06:02","date_gmt":"2016-05-12T17:06:02","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/12\/uma-vida-ancorada-na-misericordia-divina\/"},"modified":"2017-05-31T10:47:56","modified_gmt":"2017-05-31T13:47:56","slug":"uma-vida-ancorada-na-misericordia-divina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/uma-vida-ancorada-na-misericordia-divina\/","title":{"rendered":"Uma Vida ancorada na Miseric\u00f3rdia Divina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na Audi\u00eancia Geral do dia 30 de setembro de 2015, (144\u00ba anivers\u00e1rio da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Vi\u00e7osa), na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, em Roma, o Papa aben\u00e7oou uma imagem de Santa Rita de C\u00e1ssia de seis metros trazida do L\u00edbano, para posteriormente ser instalada na entrada da cidade italiana de C\u00e1ssia. \u201cAo aben\u00e7oar esta grande est\u00e1tua \u2013 disse Francisco \u2013\u00a0 convido todos, no Jubileu da Miseric\u00f3rdia, a reler sua extraordin\u00e1ria experi\u00eancia humana e espiritual como sinal da pot\u00eancia da miseric\u00f3rdia de Deus\u201d.<br \/>A est\u00e1tua foi talhada pelo cinzel do famoso escultor liban\u00eas Nayef Alwan. O artista trabalhou por meses na obra, baseado em um esbo\u00e7o aprovado em comum acordo com a administra\u00e7\u00e3o e a comunidade da Ordem Agostiniana de C\u00e1ssia, dando forma e vida a um gigantesco bloco de pedra extra\u00eddo das montanhas do L\u00edbano a dois mil metros de altitude. A pe\u00e7a conclu\u00edda foi embalada e embarcada em um navio at\u00e9 o porto italiano de Salerno e, em seguida, transportada por uma carreta at\u00e9 o Vaticano para ser aben\u00e7oada pelo Papa. Uma d\u00e1diva divina para que o magn\u00edfico exemplo de Santa Rita de C\u00e1ssia nos ajude a viver o Ano Santo da Miseric\u00f3rdia.<br \/> Seguindo a sugest\u00e3o do Papa Francisco, recordemos a Hist\u00f3ria deste \u00edcone da f\u00e9 crist\u00e3: o testemunho de SANTA RITA DE C\u00c1SSIA, que experimentou cinco estados de vida: donzela, casamento, maternidade, viuvez e vida religiosa consagrada, \u00e9 uma refer\u00eancia de consoladora esperan\u00e7a e nos motiva a acolher a vida como dom absoluto de Deus que deve, portanto, ser iluminada pela f\u00e9.<br \/>Setenta e seis anos (1381-1457) foram suficientes para construir uma exemplar exist\u00eancia, iluminada pela capacidade de amar os pr\u00f3prios inimigos, chegando a trazer na fronte os sinais da caridade e paix\u00e3o de Cristo. Evocada como padroeira das causas imposs\u00edveis, pois nada lhe foi f\u00e1cil. Seja a convers\u00e3o do esposo, a preserva\u00e7\u00e3o da conduta dos filhos e o ingresso na Vida Religiosa Consagrada. Sua mem\u00f3ria e intercess\u00e3o nos inserem no aut\u00eantico discipulado de Cristo e reavivam em n\u00f3s as motiva\u00e7\u00f5es do ardor mission\u00e1rio.<br \/>Marguerita Lotti, \u201cMargarida\u201d, isto \u00e9, \u201cP\u00e9rola\u201d ou, no diminutivo carinhoso, \u201cRita\u201d, nasceu em Roccaporena, povoado pr\u00f3ximo a C\u00e1ssia, na It\u00e1lia. Queria ser Freira, mas teve de fazer a vontade dos pais, que a levaram a se casar com um homem que lhes parecia bom, mas n\u00e3o era. <br \/>Casada aos treze anos, teve de suportar durante dezoito longos anos os excessos de um marido \u00e1spero e violento. Mesmo tendo conseguido sua convers\u00e3o, ele morreu assassinado. Rita ofereceu a Deus a vida de seus dois filhos, Jo\u00e3o e Paulo, determinados a vingar a morte do pai. Os dois morreram antes de consumar a vingan\u00e7a. Rita pede ent\u00e3o para ser admitida no Convento das Irm\u00e3s Agostinianas. Diante da recusa, sua f\u00e9 n\u00e3o lhe permite desistir. Depois de insistir tr\u00eas vezes, foi introduzida milagrosamente no Convento por seus Santos Protetores: S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, Santo Agostinho e S\u00e3o Nicolau de Tolentino.<br \/>J\u00e1 no mosteiro, Rita teve o trabalho de regar um galho de uva seco, ela o fez com amor e em pouco tempo voltou a ser uma bela videira. Em suas a\u00e7\u00f5es, Rita deixava sempre cair o mel, o cheiro, as migalhas do amor de Deus. Ficou conhecida como \u201co Anjo de C\u00e1ssia\u201d, por seu amor \u00e0 Paix\u00e3o de Cristo e ao pr\u00f3ximo.<br \/>Quis compartilhar com Cristo seu sofrimento na cruz, e um espinho na sua fronte traz uma malcheirosa ferida. Enferma, pediu \u00e0s visitas para que lhe trouxessem de sua casa uma rosa. Diante do rigoroso inverno, a madre superiora disse que Rita estava tendo del\u00edrios por causa da febre. Mesmo assim n\u00e3o abandonaram o pedido de Rita. Abismadas, voltaram ao mosteiro com a rosa, a bela rosa que brotou em pleno inverno para glorificar a Deus. Na ocasi\u00e3o de sua morte, o mau cheiro de sua ferida transformou-se em suave perfume. Os sinos come\u00e7aram a tocar, manifestando a gl\u00f3ria de Deus na humildade de Rita, um exemplo de filha, jovem, mulher, esposa, m\u00e3e, vi\u00fava, religiosa. Enfim, UMA VIDA ANCORADA NA MISERIC\u00d3RDIA DIVINA.<br \/> P\u00e1roco de \u201cSanta Rita de C\u00e1ssia\u201d em Vi\u00e7osa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Paulo Dion\u00ea Quint\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Audi\u00eancia Geral do dia 30 de setembro de 2015, (144\u00ba anivers\u00e1rio da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Vi\u00e7osa), na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro, em Roma, o Papa aben\u00e7oou uma imagem de Santa Rita de C\u00e1ssia de seis metros trazida do L\u00edbano, para posteriormente ser instalada na entrada da cidade italiana de C\u00e1ssia. \u201cAo aben\u00e7oar esta grande est\u00e1tua [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-14516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14516"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26019,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14516\/revisions\/26019"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}