{"id":14490,"date":"2016-05-10T18:46:28","date_gmt":"2016-05-10T21:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/10\/a-eucaristia-e-o-que-e-e-ponto\/"},"modified":"2017-05-31T10:50:21","modified_gmt":"2017-05-31T13:50:21","slug":"a-eucaristia-e-o-que-e-e-ponto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-eucaristia-e-o-que-e-e-ponto\/","title":{"rendered":"A Eucaristia \u00e9 o que \u00e9. E ponto."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/xtou0436cd_bpqbizfxrdvk.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Tripla dimens\u00e3o: presen\u00e7a, sacrif\u00edcio e alimento. Sempre foi. Sempre ser\u00e1.<\/p>\n<p>Em sua tripla dimens\u00e3o de presen\u00e7a, sacrif\u00edcio e alimento, a Eucaristia \u00e9 absolutamente central na vida da Igreja; sempre o foi e sempre o ser\u00e1.<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II deu como t\u00edtulo para sua enc\u00edclica sobre este sacramento Ecclesia de Eucharistia, que significa \u201ca Igreja vive da Eucaristia\u201d. Da Eucaristia que foi institu\u00edda pelo pr\u00f3prio Jesus Cristo na \u00faltima ceia, e n\u00e3o da que imaginam ou reinventam alguns \u201cte\u00f3logos\u201d contempor\u00e2neos que buscam conquistar cidadania em certos ambientes cat\u00f3licos e eclesiais. S\u00e3o \u201coriginalidades\u201d -na realidade tratam-se de erros crassos- que deformam e at\u00e9 destroem completamente a no\u00e7\u00e3o exata do mais sagrado que temos em nossa Igreja.<\/p>\n<p>Esses erros est\u00e3o impressos em obras\u2026 que se vendem em livrarias cat\u00f3licas! -por exemplo, livros de Anthony de Mello, de Leonardo Boff ou de Jos\u00e9 Antonio Pagola, autores heterodoxos que foram oportunamente sancionados pela Igreja. O veneno pode chegar inclusive a infectar os pr\u00f3prios semin\u00e1rios onde se formam os futuros sacerdotes, ministros ordin\u00e1rios da Eucaristia.<\/p>\n<p>Em uma medita\u00e7\u00e3o recente, fal\u00e1vamos dos sacril\u00e9gios que se cometem, como s\u00e3o roubos de h\u00f3stias consagradas e profana\u00e7\u00f5es de sacr\u00e1rios. Estes fatos vand\u00e1licos os perpetram geralmente inimigos da Igreja, gente sem F\u00e9.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso dizer que difundindo erros sobre a Eucaristia -o que muitas vezes \u00e9 feito por pessoas que tem estudos e que praticam a religi\u00e3o- tamb\u00e9m a profana e se faz um dano talvez mais grave que a pr\u00f3pria profana\u00e7\u00e3o do tesouro que guardam nossos tabern\u00e1culos, j\u00e1 que se instala nos fi\u00e9is uma d\u00favida, uma obje\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o da Eucaristia.<\/p>\n<p>Com o objetivo de fortalecer a F\u00e9 e de ajudar aos cat\u00f3licos a n\u00e3o ser v\u00edtimas desses desvios em voga, vamos citar e refutar sumariamente alguns dos erros que circulam sobre o mist\u00e9rio Eucar\u00edstico.<\/p>\n<p>Um erro muito difundido \u00e9 que a celebra\u00e7\u00e3o da Missa n\u00e3o \u00e9 muito diferente de uma ceia. \u00c9 verdade que a Missa comporta o aspecto de banquete em vista da comunh\u00e3o sacramental que se d\u00e1 como alimento. Mas n\u00e3o se deve reduzir sua celebra\u00e7\u00e3o a uma ceia ritual como o fazem os protestantes que, al\u00e9m disso, n\u00e3o acreditam na presen\u00e7a real. A Missa \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o do acontecimento do cen\u00e1culo e do Calv\u00e1rio que se faz presente sobre o altar para glorificar ao Pai e aplicar os m\u00e9ritos de Jesus Cristo aos participantes a Missa Perp\u00e9tua o mist\u00e9rio Pascal de Cristo e est\u00e1 distant\u00edssimo de ser uma simples ceia!<\/p>\n<p>Outro erro lament\u00e1vel \u00e9 a equipara\u00e7\u00e3o simplista que alguns fazem da Eucaristia com o resto da cria\u00e7\u00e3o: \u201cDeus est\u00e1 em todas as partes\u2026 e tamb\u00e9m na h\u00f3stia consagrada. Toda a cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o corpo de Cristo\u201d, pensam. Definitivamente, isto n\u00e3o \u00e9 assim; o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica nos n\u00fameros 1373 ao 1381 exp\u00f5em a doutrina da presen\u00e7a real de Jesus Cristo no p\u00e3o e no vinho consagrados. A Eucaristia n\u00e3o \u00e9 um s\u00edmbolo nem um reflexo de Deus. \u00c9 o mesmo Deus.<\/p>\n<p>H\u00e1 assim mesmo aqueles que sustentam que a presen\u00e7a real na Eucaristia dura enquanto est\u00e1 a assembleia reunida, durante a celebra\u00e7\u00e3o da Missa. E criticam que se adore ao Sant\u00edssimo reservado no Sacr\u00e1rio ou exposto na cust\u00f3dia. \u201cA Eucaristia foi institu\u00edda para ser alimento. Quando se comunga Jesus est\u00e1 presente; depois que acaba a Missa (a ceia\u2026) n\u00e3o tem mais sentido sua perman\u00eancia\u201d, afirmam. Este \u00e9 outro erro muito grave. A Igreja estabelece que as esp\u00e9cies consagradas se reservem e se adorem tamb\u00e9m fora da Missa porque Cristo permanece nelas enquanto n\u00e3o se degradem.<\/p>\n<p>Apontemos, por fim, outro danoso equ\u00edvoco. Uma pessoa poderia pensar: \u201cEstou em pecado grave, mas tenho muito desejo de receber ao Senhor, isso me trar\u00e1 b\u00ean\u00e7\u00e3os; comungo e depois me confesso\u201d. Cuidado! Ensina o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica (n. 1457): \u201c(\u2026) Quem tenha consci\u00eancia de encontrar-se em pecado grave que n\u00e3o celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor sem acudir antes \u00e0 confiss\u00e3o sacramental, a n\u00e3o ser que concorra um motivo grave e n\u00e3o haja possibilidade de confessar-se; e, neste caso, tenha presente que est\u00e1 obrigado a fazer um ato de contri\u00e7\u00e3o perfeita, que inclui o prop\u00f3sito de confessar-se quanto antes\u201d. Ent\u00e3o, a pauta \u201ccomungo e depois me confesso\u201d, n\u00e3o \u00e9 assim\u2026<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo diz em uma carta: \u201cDe maneira que qualquer um que comer deste p\u00e3o, ou beber o c\u00e1lice do Senhor indignamente, r\u00e9u ser\u00e1 do Corpo e do Sangue do Senhor. Portanto, examine-se a si mesmo o homem, e desta sorte coma daquele p\u00e3o e beba daquele c\u00e1lice. Porque quem o come, e bebe indignamente, traga e bebe sua pr\u00f3pria condena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fazendo o devido discernimento do Corpo do Senhor\u201d (1 Cor 11, 27-29).<\/p>\n<p>N\u00e3o deformemos a doutrina, nem o culto nem a rever\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Eucaristia. Recordemos a resposta de Jav\u00e9 a Mois\u00e9s desde a sar\u00e7a ardente: \u201cEu sou o que sou\u201d, (Ex. 3, 14). A partir do seu sacramento de amor, Ele nos diz o mesmo. Porque a Eucaristia n\u00e3o \u00e9 o que os homens decidem que seja para acomod\u00e1-la aos seus desejos, conveni\u00eancias ou ideologias. Ela \u00e9 o que invariavelmente ensinou a Igreja em todos os tempos, e ponto final.<\/p>\n<p>_______________<\/p>\n<p>Autor: Padre Rafael Ibarguren, EP<\/p>\n<p>Artigo publicado originalmente em Opera Eucharistica.org e traduzido por Em\u00edlio Portugal Coutinho. Via Gaudium Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tripla dimens\u00e3o: presen\u00e7a, sacrif\u00edcio e alimento. Sempre foi. Sempre ser\u00e1. Em sua tripla dimens\u00e3o de presen\u00e7a, sacrif\u00edcio e alimento, a Eucaristia \u00e9 absolutamente central na vida da Igreja; sempre o foi e sempre o ser\u00e1. 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