{"id":14476,"date":"2016-05-10T13:01:55","date_gmt":"2016-05-10T16:01:55","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/10\/aliviar-a-alma-e-o-estomago\/"},"modified":"2017-05-31T10:50:26","modified_gmt":"2017-05-31T13:50:26","slug":"aliviar-a-alma-e-o-estomago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/aliviar-a-alma-e-o-estomago\/","title":{"rendered":"Aliviar a alma e o est\u00f4mago"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/4723ef876aca4c7cd452b3e97715d01b_xl.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>O Padre Walter Coronel, explicou \u00e0 Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (ACN) como tem acontecido o auxilio emergencial \u00e0s pessoas que foram atingidas pelo terremoto no Equador.<\/p>\n<p>&#8220;A presen\u00e7a da Igreja \u00e9 agora de import\u00e2ncia fundamental. A f\u00e9 nestas horas tem grande import\u00e2ncia para as pessoas&#8221;, afirmou Pe. Pedro Jes\u00fas Arenal, mission\u00e1rio espanhol dehoniano.<\/p>\n<p>Cada fam\u00edlia \u00e9 visitada e \u00e9 dada assist\u00eancia espiritual, uma casa de cada vez. \u00c9 assim que os sacerdotes, catequistas e volunt\u00e1rios das par\u00f3quias da Arquidiocese de Portoviejo est\u00e3o distribuindo alimentos e medicamentos nessas regi\u00f5es, as mais atingidas pelo terremoto que ocorreu no dia 16 de abril. Eles est\u00e3o distribuindo \u00e1gua, rem\u00e9dios, arroz, feij\u00e3o, toalhas, colch\u00f5es infl\u00e1veis, etc. O Pe. Walter Coronel, um sacerdote Fidei Donum de Portoviejo, disse em entrevista \u00e0 ACN que muitas fam\u00edlias tiveram de abandonar as suas casas. Eles est\u00e3o vivendo nas esquinas e nas cal\u00e7adas, debaixo de tendas de pl\u00e1stico erguidas com peda\u00e7os de madeira. Dia e noite, no calor e no frio. &#8220;E quando chove?&#8230; Ent\u00e3o eles ficam molhados&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Aliviar a alma e o est\u00f4mago \u00e9 atualmente a nossa miss\u00e3o. Devemos ouvi-los para que eles n\u00e3o se sintam sozinhos e devemos trazer at\u00e9 eles a caridade da Igreja&#8221;. Pe. Walter explicou como muitos dos suprimentos de socorro do governo est\u00e3o sendo trazidos de caminh\u00e3o. &#8220;Quando eles chegavam nos povoados e vilas, eles buzinavam. As pessoas corriam at\u00e9 eles, mas verdadeiros ajuntamento de pessoas se formavam, todos se apertando e se empurrando, batendo uns nos outros. Os mais fracos e os mais velhos acabam ficando para tr\u00e1s, deixados de m\u00e3os vazias\u201d. Ele enfatizou que \u00e9 por isso que os centros da Igreja passaram a organizar a distribui\u00e7\u00e3o dos suprimentos. Al\u00e9m disso, eles n\u00e3o s\u00f3 d\u00e3o ajuda material, mas tamb\u00e9m apoio espiritual e se unem \u00e0s pessoas na ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dom Lorenzo Voltolini Esti, Arcebispo da Arquidiocese de Portoviejo, agradeceu a Funda\u00e7\u00e3o Pontif\u00edcia Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (ACN) pelo auxilio de emerg\u00eancia que chegou em apenas alguns dias, logo ap\u00f3s o grande terremoto. &#8220;Estamos impressionados com a sua solidariedade. Muito obrigado por tudo o que voc\u00eas nos deram. Queremos levantar e reconstruir tudo que o terremoto tirou de n\u00f3s. Por favor, n\u00e3o se esque\u00e7am de n\u00f3s&#8221;, ele pediu.<\/p>\n<p>Muitas fam\u00edlias se mudaram para as casas de parentes em outras cidades, como Quito e Guayaquil. No entanto, a grande maioria das pessoas t\u00eam encontrado abrigo na &#8220;Tend\u00f3polis&#8221; (&#8220;cidade de tendas&#8221;). \u00c9 assim que a enorme esplanada do antigo aeroporto de Portoviejo \u00e9 chamada. Muitas pessoas foram para l\u00e1 em busca de abrigo, depois do terremoto, porque aquela \u00e1rea n\u00e3o est\u00e1 rodeada por edif\u00edcios. Hospitais de emerg\u00eancia e centros de acolhimento foram criados ali. As pessoas mostraram uma grande solidariedade. Por exemplo, uma &#8220;sopa compartilhada&#8221; foi preparada e eles dividem o pouco que t\u00eam. A maioria das pessoas perderam tudo que tinham. Mas, apesar disso e das perdas emocionais, muitos ainda t\u00eam for\u00e7a para trabalhar como volunt\u00e1rios, passando pelas cidades para distribuir os suprimentos de emerg\u00eancia. Essas pessoas tamb\u00e9m correm o risco de pegar doen\u00e7as ou infec\u00e7\u00f5es&#8221;, apesar deles usarem m\u00e1scaras cir\u00fargicas&#8221;. N\u00e3o h\u00e1 instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e os cuidados com a sa\u00fade &#8220;est\u00e3o notavelmente ausentes&#8221;. O acesso a um certo n\u00famero de regi\u00f5es foi proibido por causa do perigo de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>Pe. Pedro Jes\u00fas Arenal tamb\u00e9m foi l\u00e1 para ajudar. Apesar dele atualmente viver em Quito, por muitos anos viveu na regi\u00e3o que foi mais atingida pelo terremoto, na casa dos dehonianos na Bahia de Caraquez. Em entrevista \u00e0 ACN, ele relatou que a Igreja est\u00e1 agora confrontada com a parte mais dif\u00edcil, porque s\u00f3 agora as pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a entender o que aconteceu. &#8220;Quando cheguei em Pedernales apenas algumas horas ap\u00f3s o terremoto, eu vi as pessoas andando sem rumo pelas ruas como zumbis. Eles estavam num completo estado de choque. Eles n\u00e3o respondiam quando eu falava com eles. S\u00f3 come\u00e7aram a reagir quando os tremores secund\u00e1rios vieram. Em seguida, eles come\u00e7aram a gritar. &#8220;Eles n\u00e3o s\u00f3 perderam seus entes queridos e suas casas, mas tamb\u00e9m o seu trabalho que lhes dava dignidade\u201d. Agora eles n\u00e3o t\u00eam renda. Este \u00e9 um grande choque psicol\u00f3gico. &#8220;Eles precisam de apoio emocional, um abra\u00e7o, consola\u00e7\u00e3o. &#8220;A presen\u00e7a da Igreja \u00e9 agora de import\u00e2ncia cr\u00edtica. A f\u00e9 \u00e9 de grande benef\u00edcio para as pessoas nessas horas\u201d, afirmou o Pe. Pedro, que vive no Equador h\u00e1 13 anos. &#8220;Os mais pobres t\u00eam menos chance de come\u00e7ar uma nova vida. Sua pobreza, foi transformada em mis\u00e9ria. O desespero \u00e0s vezes os leva a roubar&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar da situa\u00e7\u00e3o terr\u00edvel, os equatorianos n\u00e3o desistiram de sorrir e de ter esperan\u00e7a. Pe. Walter lembrou das palavras do Papa Francisco durante a sua viagem apost\u00f3lica ao Equador em julho de 2015, quando ele perguntou aos fi\u00e9is qual era a sua &#8220;receita&#8221; para se tornar um povo t\u00e3o especial: &#8220;Onde quer que eu v\u00e1, eu sinto uma recep\u00e7\u00e3o muito alegre, acolhedora e orante; em toda parte era assim. Mas aqui eu vi que havia algo \u00fanico, singular. Qual \u00e9 a receita deste povo? O que \u00e9 isso? E hoje de manh\u00e3, rezando sobre isso, fiquei impressionado com a consagra\u00e7\u00e3o ao Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus que voc\u00eas fizeram. Toda esta riqueza que voc\u00eas tem, esta riqueza espiritual de piedade e de grande profundidade, surgiu por causa da coragem que voc\u00eas demonstraram em momentos muito dif\u00edceis, quando a na\u00e7\u00e3o foi consagrada ao Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, aquele cora\u00e7\u00e3o divino e humano que nos ama tanto\u201d. Estas foram as palavras do Papa Francisco quando se encontrou com o clero, religiosos e seminaristas no Santu\u00e1rio mariano de El Quinche no Equador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: AIS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Padre Walter Coronel, explicou \u00e0 Ajuda \u00e0 Igreja que Sofre (ACN) como tem acontecido o auxilio emergencial \u00e0s pessoas que foram atingidas pelo terremoto no Equador. &#8220;A presen\u00e7a da Igreja \u00e9 agora de import\u00e2ncia fundamental. A f\u00e9 nestas horas tem grande import\u00e2ncia para as pessoas&#8221;, afirmou Pe. Pedro Jes\u00fas Arenal, mission\u00e1rio espanhol dehoniano. 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