{"id":1446,"date":"2012-01-20T17:10:29","date_gmt":"2012-01-20T19:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ano-da-fe-tempo-propicio\/"},"modified":"2017-03-20T14:01:36","modified_gmt":"2017-03-20T17:01:36","slug":"ano-da-fe-tempo-propicio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/ano-da-fe-tempo-propicio\/","title":{"rendered":"Ano da F\u00e9: Tempo Prop\u00edcio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/dom20orani.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Durante a trezena de S\u00e3o Sebasti\u00e3o anunciamos os grandes temas deste ano em nossa Arquidiocese. E um deles, sem d\u00favida, \u00e9 o tema de toda a Igreja Cat\u00f3lica: o Ano da F\u00e9.<br \/>Sua Santidade, o Papa Bento XVI, decidiu proclamar um Ano da F\u00e9. Come\u00e7ar\u00e1 no dia 11 de outubro de 2012, no cinquenten\u00e1rio da abertura do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, e anivers\u00e1rio de vinte anos da publica\u00e7\u00e3o do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, e terminar\u00e1 na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, no dia 24 de novembro de 2013. Nesse mesmo m\u00eas estaremos vivendo mais um S\u00ednodo dos Bispos, cujo tema ser\u00e1 sobre a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o.<br \/>Todos n\u00f3s, os cat\u00f3licos, devemos participar desse ano com todo seu cora\u00e7\u00e3o, com toda sua alma e com todo seu entendimento\u00a0 (Mt 22,37). Mas qual \u00e9 o sentido do Ano da F\u00e9? A f\u00e9 ainda tem espa\u00e7o em nossa cultura secularizada? Em um mundo cheio de mis\u00e9rias, fome, guerras, onde Deus parece n\u00e3o ter lugar e nem vez, n\u00e3o seria uma aliena\u00e7\u00e3o proclamar um Ano da F\u00e9? Para que serve a f\u00e9?<br \/>Esses e outros interrogantes s\u00e3o propostos aos crist\u00e3os. Respond\u00ea-los se faz necess\u00e1rio para todos os que desejam viver sua f\u00e9 com consci\u00eancia, e n\u00e3o apenas como uma heran\u00e7a de seus pais e av\u00f3s esquecida e guardada em um canto perdido da pr\u00f3pria vida, e que n\u00e3o possui nenhuma incid\u00eancia concreta no modo de viver, pensar, ser e relacionar-se.<br \/>O crist\u00e3o diante dessa problem\u00e1tica n\u00e3o se cala e nem deve se calar. Devemos descobrir na ora\u00e7\u00e3o os des\u00edgnios de Deus e dar respostas adequadas. Gostaria de convid\u00e1-los a percorrer comigo um itiner\u00e1rio que nos leve a descobrir o significado, import\u00e2ncia e necessidade do Ano da F\u00e9.<br \/><strong><br \/>a. O Ano da F\u00e9 significa agradecer<\/strong><\/p>\n<p>O ser humano, em seu estado natural, possui intelig\u00eancia e vontade com potencialidades infinitas. A beleza que surge das m\u00e3os dos homens \u00e9 um reflexo da beleza que surge das m\u00e3os do Criador. No entanto, n\u00e3o quis Deus que o homem permanecesse apenas em seu estado natural e nos deu o dom da f\u00e9.<br \/>O dom da f\u00e9 e da gra\u00e7a eleva o homem ao estado sobrenatural, somos filhos de Deus (1Jo 3,1). Neste estado podemos dizer com S\u00e3o Paulo J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim (Gal 2,20). O estado sobrenatural n\u00e3o est\u00e1 em conflito com o estado natural. A gra\u00e7a n\u00e3o destr\u00f3i a natureza, a sup\u00f5e, eleva e aperfei\u00e7oa.<br \/>A f\u00e9 nos eleva a uma condi\u00e7\u00e3o superior, mas n\u00e3o de superioridade. \u00c9 na viv\u00eancia profunda da f\u00e9 que o homem se encontra completamente consigo mesmo e com o outro, e realiza plenamente a voca\u00e7\u00e3o a que foi chamado.<br \/>Cristo \u00e9 nosso Senhor e nos convida a contemplar o mundo e seus irm\u00e3os com novos olhos. A f\u00e9, bem acolhida e cultivada, nos oferece uma lente que permite perceber a realidade com o cora\u00e7\u00e3o de Deus. Por isto, o crist\u00e3o n\u00e3o \u00e9 indiferente aos assuntos do mundo. O sofrimento e a dor que assolam a humanidade devem ser sentidos, sofridos e compadecidos com maior intensidade por aqueles que se declaram ap\u00f3stolos de Cristo. \u00c9 com o amor de Deus que amamos o mundo.<br \/>A f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 aliena\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio, \u00e9 trazer ao mundo um pouco do divino, \u00e9 lapidar a beleza da cria\u00e7\u00e3o muitas vezes escondida pela nuvem do pecado. A verdadeira aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o acolher, cultivar e promover o dom da f\u00e9. A busca de infinito que permeia o cora\u00e7\u00e3o humano encontra nela seu porto seguro, pois somente atrav\u00e9s desse magn\u00edfico dom descobrimos quem realmente somos. Como dizia Santo Agostinho: Fizeste-me para Ti, Senhor, e o meu cora\u00e7\u00e3o inquieto est\u00e1 enquanto n\u00e3o descansa em Ti (Confiss\u00f5es, l.1, n.1). Elevemos todos uma ora\u00e7\u00e3o de agradecimento a Deus pelo dom da F\u00e9 que nos enriquece, fazendo-nos mais humanos e filhos de Deus.<\/p>\n<p><strong>b. No Ano da F\u00e9 \u00e9 necess\u00e1rio dar raz\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Pedro, em sua ep\u00edstola, nos convida a dar raz\u00f5es de nossa esperan\u00e7a. Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a raz\u00e3o de vossa esperan\u00e7a, mas fazei-o com suavidade e respeito. (1Pe. 3,15)<br \/>N\u00e3o basta celebrar. A verdadeira a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ao Senhor exige que desenvolvamos o dom recebido. A f\u00e9 \u00e9 a resposta que o cora\u00e7\u00e3o humano naturalmente anseia encontrar. No entanto, o dom da f\u00e9 n\u00e3o exclui a necessidade de utilizar o dom da raz\u00e3o para compreender melhor os mist\u00e9rios revelados por Deus, de faz\u00ea-los compreens\u00edveis e acess\u00edveis ao homem em cada momento hist\u00f3rico. Existe a intelig\u00eancia da F\u00e9 que deve ser, unida \u00e0 luz da gra\u00e7a, desenvolvida a fim de que cada crist\u00e3o possa aderir com maior liberdade \u00e0s verdades reveladas.<br \/>S\u00f3 a partir de uma livre, consciente e renovada ades\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria f\u00e9 haver\u00e1 plena responsabilidade na viv\u00eancia e testemunho desse dom. \u00c9 aqui onde dom e resposta, gra\u00e7a divina e liberdade humana devem se dar as m\u00e3os para que a f\u00e9 possa cair em terra f\u00e9rtil, semear e dar frutos em abund\u00e2ncia.<br \/>Esforcemo-nos por conhecer profundamente a f\u00e9 que professamos. Criemos grupos de estudos e reflex\u00e3o, estudemos nossa hist\u00f3ria. Possu\u00edmos um instrumento maravilhosamente privilegiado para esta finalidade: o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, que se apresenta tamb\u00e9m no formato de comp\u00eandio e no formato para jovens, o YouCat, lan\u00e7ado na Jornada Mundial da Juventude em Madri. Todos s\u00e3o fontes riqu\u00edssimas para alimentar nossa alma e nossa intelig\u00eancia. Temos tamb\u00e9m o Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja, os documentos do Concilio Vaticano II, as enc\u00edclicas papais e, acima de tudo, a Sagrada Escritura.<br \/>Utilizemos as ferramentas que a sociedade moderna nos oferece para nos atualizarmos, conhecermo-nos e encontrarmo-nos. \u00c9 louv\u00e1vel a iniciativa de diversos grupos de jovens que, na impossibilidade de encontrar-se fisicamente com frequ\u00eancia, utilizam os bate-papos, os grupos que as diversas m\u00eddias sociais oferecem. Desejo, vivamente, que estes grupos se multipliquem. \u00c9 importante que estejam guiados por uma pessoa ou que tenham um moderador ou consultor com conhecimentos filos\u00f3ficos e teol\u00f3gicos, que iluminem e ajudem a entender melhor a pr\u00f3pria f\u00e9.<br \/>Pelo batismo, somos, desde j\u00e1, cidad\u00e3os do C\u00e9u, mas devemos ser conscientes dessa t\u00e3o alta dignidade. N\u00e3o devemos nos acanhar diante dos desafios que o mundo apresenta. A Igreja n\u00e3o possui apenas dois mil anos de hist\u00f3ria, mas ela e, consequentemente cada um de n\u00f3s que estamos em comunh\u00e3o com a Igreja, possu\u00edmos a assist\u00eancia do Logos Divino, da sabedoria eterna, que nos \u00e9 dada atrav\u00e9s dos dons do Esp\u00edrito Santo. N\u00e3o devemos ter medo de dialogar com o mundo contempor\u00e2neo. \u00c9 nossa miss\u00e3o evangelizar a cultura. Como afirma Bento XVI, &#8220;a Igreja nunca teve medo de mostrar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel haver qualquer conflito entre f\u00e9 e ci\u00eancia aut\u00eantica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.&#8221;(Porta Fidei, n. 12). Sejamos os promotores da Verdade na caridade, e da caridade na Verdade.<\/p>\n<p><strong>c. No Ano da F\u00e9 \u00e9 importante proclamar<\/strong><\/p>\n<p>Bento XVI, com muita sabedoria, alerta que muitos crist\u00e3os sentem &#8220;maior preocupa\u00e7\u00e3o com as consequ\u00eancias sociais, culturais e pol\u00edticas da f\u00e9 do que com a pr\u00f3pria f\u00e9, considerando esta como um pressuposto \u00f3bvio da sua vida di\u00e1ria.&#8221; (Porta Fidei,2) Diante dos desafios que nos apresentam a sociedade secularizada, nossa primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 lan\u00e7ar-nos a fazer algo. Desejamos, justificadamente, e nos esfor\u00e7amos, com boas inten\u00e7\u00f5es, por unir pessoas, grupos e entidades para combater aquilo que consideramos como nocivo ao cristianismo e \u00e0 humanidade.<br \/>Considero importantes todas as iniciativas que visam promover nossa f\u00e9 e incidir positivamente na sociedade e que contenham o avan\u00e7o do mal que se alastra em nossa cultura. Mas, o que seriam dessas iniciativas de luta e de for\u00e7a, de combate e embate sem a f\u00e9? N\u00e3o vejo os primeiros crist\u00e3os se conjurando para dominar as institui\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da for\u00e7a e do poder. A a\u00e7\u00e3o mais importante e fecunda de nossos primeiros irm\u00e3os foi, a partir de experi\u00eancia que nasce do encontro pessoal com Cristo, testemunhar com a pr\u00f3pria vida que Deus existe. Os pag\u00e3os se sentiam atra\u00eddos pela beleza da f\u00e9 cat\u00f3lica e pela caridade com que viviam os primeiros crist\u00e3os, e chegavam a exclamar: Vede como se amam (Tertuliano, Apol.,39).<br \/>\u00c9 na caridade, na alegria, no entusiasmo e na felicidade da viv\u00eancia de nossa f\u00e9 que iremos permear o mundo da esperan\u00e7a e do amor crist\u00e3o. \u00c9 no respeito, no di\u00e1logo aberto, sincero e inteligente que construiremos pontes entre a F\u00e9 e o mundo contempor\u00e2neo. J\u00e1 existem muitos muros! Aprendamos a dif\u00edcil arte de escutar, entender, compreender e defender sem medo nossa f\u00e9, com serenidade e respeito<br \/>A evangeliza\u00e7\u00e3o e nossas a\u00e7\u00f5es sociais s\u00f3 produzir\u00e3o efeito a partir do momento em que cada crist\u00e3o tiver um encontro pessoal com Cristo. Nossa f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 fruto de uma decis\u00e3o, mas de um encontro, e s\u00f3 a partir desse encontro nossa evangeliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma luz que atrai por sua beleza divina.<br \/>Onde se realiza esse encontro? N\u00e3o se \u00e9 crist\u00e3o sozinho. O ser humano \u00e9 um ser social por natureza. \u00c9 na comunidade de f\u00e9 e na Igreja, como cust\u00f3dia dos sacramentos de Cristo, que encontraremos, renovaremos e promoveremos nossa f\u00e9. S\u00f3 podemos nos dizer plenamente crist\u00e3os se encontrarmos nossos irm\u00e3os na ora\u00e7\u00e3o, na eucaristia e na reconcilia\u00e7\u00e3o. Sem comunidade n\u00e3o h\u00e1 fam\u00edlia crist\u00e3. \u00c9 atrav\u00e9s do mist\u00e9rio do Corpo M\u00edstico de Cristo onde toda a Igreja se encontra. \u00c9 na liturgia e nos sacramentos que toda a\u00e7\u00e3o tem sentido. &#8220;Sem a liturgia e os sacramentos, a profiss\u00e3o de f\u00e9 n\u00e3o seria eficaz, porque faltaria a gra\u00e7a que sustenta o testemunho dos crist\u00e3os.&#8221; (Porta Fidei, n.11)<br \/>\u00c9 na viv\u00eancia comunit\u00e1ria de nossa F\u00e9 que encontramos o amor de Cristo. \u00abCaritas Christi urget nos  o amor de Cristo nos impele\u00bb (2 Cor 5, 14). Sua Santidade afirma que \u00e9 o amor de Cristo que enche os nossos cora\u00e7\u00f5es e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). (Porta Fidei, n.7)<br \/>O amor de Deus cria! A palavra cria\u00e7\u00e3o possui a mesma raiz grega da palavra poesia poiet\u00e9s. Assim, Deus \u00e9 o verdadeiro poeta e n\u00f3s somos um poema de Deus.\u00a0 Por isso, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ficar admirando, contemplando o sol que nasce no horizonte, ou a lua cheia que cresce por tr\u00e1s dos montes. A natureza s\u00e3o versos divinos que nos remetem a Deus. Aqui, em nossa cidade maravilhosa, temos o momento e local para aplaudir o p\u00f4r do sol. No entanto, afirmo que n\u00e3o h\u00e1 maior milagre e poesia mais bela do que o olhar e o sorriso de um crist\u00e3o que vive no mundo com coer\u00eancia, simplicidade e entusiasmo a sua f\u00e9.<br \/>O cat\u00f3lico tocado pela f\u00e9 \u00e9 uma das provas e evid\u00eancias mais fortes da exist\u00eancia de Deus. Quando conhe\u00e7o um crist\u00e3o coerente, vejo um milagre da cria\u00e7\u00e3o. Vejo Deus na Terra e percebo que n\u00e3o h\u00e1 trevas que possam invadir um mundo dominado pela luz da f\u00e9, pelo sal do testemunho e pelo b\u00e1lsamo da caridade. Em cada um de n\u00f3s, de certo modo, se realizam de maneira plena as palavras de Cristo: Eu estarei convosco todos os dias, at\u00e9 o fim dos tempos (Mt 28,20).<br \/>Pe\u00e7amos a Nosso Senhor Jesus Cristo a gra\u00e7a de viver nossa f\u00e9 com toda nossa alma, com todo nosso cora\u00e7\u00e3o e com todo nosso entendimento. S\u00f3 assim seremos o que temos de ser e transformaremos o mundo. S\u00f3 em Cristo, por Cristo e com Cristo conseguiremos transmitir os tesouros de nossa f\u00e9 e incidir positiva e efetivamente na sociedade. N\u00e3o tenhamos medo de falar daquilo que preenche nosso cora\u00e7\u00e3o; n\u00e3o tenhamos medo de falar d&#8217;Aquele que d\u00e1 um sentido \u00faltimo \u00e0s nossas vidas. Subamos nos telhados e nos preparemos para anunciar com amor que o Amor existe, se fez carne e habita em n\u00f3s e est\u00e1 entre n\u00f3s.<br \/>Preparemo-nos, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, da adora\u00e7\u00e3o, da eucaristia, da reconcilia\u00e7\u00e3o e da miss\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria para o Ano da F\u00e9, que coincidir\u00e1, para o nosso j\u00fabilo, com a prepara\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o da JMJ Rio 2013!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a trezena de S\u00e3o Sebasti\u00e3o anunciamos os grandes temas deste ano em nossa Arquidiocese. E um deles, sem d\u00favida, \u00e9 o tema de toda a Igreja Cat\u00f3lica: o Ano da F\u00e9.Sua Santidade, o Papa Bento XVI, decidiu proclamar um Ano da F\u00e9. 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