{"id":14450,"date":"2016-05-09T13:28:58","date_gmt":"2016-05-09T16:28:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/09\/quando-a-colheita-chegar\/"},"modified":"2017-05-08T13:35:45","modified_gmt":"2017-05-08T16:35:45","slug":"quando-a-colheita-chegar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quando-a-colheita-chegar\/","title":{"rendered":"Quando a colheita chegar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 expectativa maior para um agricultor do que a proximidade da colheita. Motivo de festa. A festa da colheita. Nas regi\u00f5es agr\u00edcolas todos se enchem de euforia, pois que os frutos da terra h\u00e3o de reverter-se em beneficio e fartura para fam\u00edlias inteiras, o trabalhador, o comerciante, os industri\u00e1rios. Todos se vestem com as cores do otimismo e tra\u00e7am planos futuros, baseados \u00fanica e exclusivamente nos resultados promissores de uma seara em ponto de oferecer seus frutos, seus infind\u00e1veis e dourados campos onde a ceifa enche os olhos e o cora\u00e7\u00e3o dos que amam e respeitam o solo bendito.<br \/> Mais ou menos, era essa a motiva\u00e7\u00e3o da festa de Pentecostes, o grande momento da colheita dadivosa oriunda da m\u00e3e-terra. Seu significado ainda permanece, agora mais promissor e aben\u00e7oado com uma colheita muito mais expressiva, no campo espiritual. Penta, o quinquag\u00e9simo dia depois da ressurrei\u00e7\u00e3o do Cristo, fecha o ciclo de uma semeadura muito mais f\u00e9rtil, pois que nesta data, segundo promessas e cumprimento da Palavra, Deus nos envia seu advogado, o consolador, o Esp\u00edrito Santo, para aureolar de gra\u00e7as, luzes e euforia renovada todo cora\u00e7\u00e3o que se deixou penetrar pela semente da Boa Nova. \u201cEis que fa\u00e7o novas todas as coisas\u201d, pois aquele que vos envio ser\u00e1 semente para a Eternidade, prometeu e cumpriu o mestre de Nazar\u00e9. Essa colheita \u00e9 nossa. Quem se deixou frutificar no campo da semeadura de Cristo, vai, com certeza, produzir e colher seus frutos na gra\u00e7a vivificante do Consolador, o Esp\u00edrito que nos foi dado, para vencer a aridez da insensibilidade humana e \u201crenovar a face da Terra\u201d, com sua a\u00e7\u00e3o transformadora. Isso \u00e9 Pentecoste, a grande festa dos homens de boa vontade.<br \/> Penetrar neste mist\u00e9rio e se deixar contaminar pela alegria que sua a\u00e7\u00e3o proporciona, \u00e9 compreender o significado das grandes par\u00e1bolas pelas quais Cristo anunciou aos seus a vinda desse dia, o momento da contempla\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o desse momento em nossas vidas. Quem vive essa experi\u00eancia de transforma\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o, vive seu batismo no Esp\u00edrito. Quem contempla a messe imensa e o reduzido n\u00famero de ceifadores, orgulha-se de ser um desses escolhidos para a obra. Quem p\u00f5e a m\u00e3o no arado, n\u00e3o olha as decep\u00e7\u00f5es do passado, mas os frutos da vindima em ponto de colheita, o trigo j\u00e1 dourado \u00e0 espera do lavrador. \u00a0\u00a0\u00a0 Enfim, o agricultor foi o Pai, mas com sua permiss\u00e3o e por direito de heran\u00e7a, quem h\u00e1 de colher os frutos dessa colheita seremos n\u00f3s, seus filhos por Ele amados. Isso se tivermos m\u00e9ritos nessa obra. A alegria do agricultor ser\u00e1 t\u00e3o contagiante quanto \u00e0 daqueles que ajudaram a semear. Da parte do Senhor da Messe, n\u00e3o h\u00e1 como duvidar de suas Promessas e Generosidade, pois n\u00e3o se trata de um vil e avarento propriet\u00e1rio agr\u00edcola, mas sim Daquele que acolhe e ampara todo e qualquer filho disposto a arrega\u00e7ar mangas, combater ervas daninhas, adubar a terra e aguardar o momento sagrado da colheita dadivosa.<br \/> \u00c9 o que nos proporciona a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo no mundo, em todos os tempos, entre todos os povos. Essa \u00e9 a colheita mais abundante que se pode esperar da a\u00e7\u00e3o da Igreja no mundo. Comunidade, fam\u00edlia ou crist\u00e3o sem imers\u00e3o nesses mist\u00e9rios, sem un\u00e7\u00e3o de vida pentecostal, conforme exemplos claros e bem marcantes na vida dos primeiros disc\u00edpulos e na a\u00e7\u00e3o das primeiras comunidades de f\u00e9, nada produz, nada poder\u00e1 colher. A euforia dessa colheita \u00e9 o term\u00f4metro de nossa a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Sem as cores dessa alegria, h\u00e1 de se questionar a autenticidade dos prop\u00f3sitos da vida crist\u00e3. Uma Igreja sem un\u00e7\u00e3o, sem transforma\u00e7\u00e3o, vai mofar. Vai se deixar abater ao primeiro sopro das adversidades e voltar\u00e1 \u00e0s ru\u00ednas da velha Jerusal\u00e9m, sem o dom do entendimento dos mist\u00e9rios que aqui tentamos revelar. Ou nos deixamos \u201cser colhidos\u201d como o trigo das espigas \u201ccem por um\u201d ou lan\u00e7ados na fogueira como o joio que de nada serve. A colheita est\u00e1 pr\u00f3xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 expectativa maior para um agricultor do que a proximidade da colheita. Motivo de festa. A festa da colheita. Nas regi\u00f5es agr\u00edcolas todos se enchem de euforia, pois que os frutos da terra h\u00e3o de reverter-se em beneficio e fartura para fam\u00edlias inteiras, o trabalhador, o comerciante, os industri\u00e1rios. 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