{"id":14445,"date":"2016-05-09T13:17:38","date_gmt":"2016-05-09T16:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/09\/a-certeza-do-seguimento\/"},"modified":"2017-05-08T13:38:07","modified_gmt":"2017-05-08T16:38:07","slug":"a-certeza-do-seguimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-certeza-do-seguimento\/","title":{"rendered":"A certeza do seguimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O renomado escritor russo Liev Tolstoi (1828-1910) dizia: \u201cSe um homem n\u00e3o tem f\u00e9, est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o mais perigosa do mundo.\u201d A Sagrada Escritura afirma que \u201csem f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus.\u201d (Hb 11, 6).<br \/>\u201cPara se tornar crist\u00e3o ou se converter ao cristianismo,\u00a0 deve-se estar bastante doente.\u201d Com isso, o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Friedrich Nietzsche (1844-1900) queria desacreditar a f\u00e9 crist\u00e3. Com toda a for\u00e7a do seu entendimento, lutou incansavelmente contra o cristianismo. Por ser exatamente uma declara\u00e7\u00e3o essencial do Evangelho, a afirma\u00e7\u00e3o acima \u00e9 quase uma ironia divina: Jesus Cristo n\u00e3o veio para curar os s\u00e3os, mas veio para salvar os \u201cdoentes\u201d, ou seja, os pecadores. O cristianismo n\u00e3o \u00e9 algo para \u201cnobres\u201d, \u201cos intelectuais\u201d, \u201cos poderosos\u201d a f\u00e9 em Cristo \u00e9 o \u00fanico caminho que Deus tem dado para a salva\u00e7\u00e3o dos pecadores perdidos, miser\u00e1veis arrependidos.<br \/>O fato de Jesus Cristo ter Se preocupado com aqueles que viviam uma vida imoral perturbou os mentores religiosos da Sua \u00e9poca, que n\u00e3o reconheciam que Deus j\u00e1 havia julgado cada ser humano ao dizer no Salmo 14, 3: \u201cDesviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos, n\u00e3o h\u00e1 quem fa\u00e7a o bem, n\u00e3o h\u00e1 sequer um.\u201d Os mais dispostos a admitir o julgamento de Deus eram justamente os que sofriam por causa de sua vida pecaminosa. Podiam encontrar perd\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o quando vinham a Jesus com a culpa que carregavam.<br \/>Nietzsche zombou da verdade. Quando esteve \u201cbastante doente\u201d (para usar as pr\u00f3prias palavras dele), j\u00e1 n\u00e3o tinha possibilidade de abra\u00e7ar a f\u00e9. No final de sua vida, se tornou demente. \u201cN\u00e3o erreis: Deus n\u00e3o se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso tamb\u00e9m ceifar\u00e1\u201d (Gl 6,7).<br \/>A f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 uma ades\u00e3o ao sistema religioso imperialista, e sim um amor, uma paix\u00e3o pelo autor da nossa f\u00e9: Jesus Cristo. (Hb 12,2).<br \/>Jesus sofreu toda forma de afronta e de sofrimento, seus seguidores tem a consci\u00eancia que pela verdade, justi\u00e7a e caridade passar\u00e3o a mesma situa\u00e7\u00e3o. Tudo pelo projeto do Reino de Deus, ou seja,\u00a0 por um mundo justo de paz, de dignidade e de aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e da gra\u00e7a de Cristo em prol da salva\u00e7\u00e3o das almas.<br \/>Seguir Jesus \u00e9 aceitar seu ensinamento de amor a Deus, amor ao pr\u00f3ximo, cuidar da natureza, zelar pela comunidade e viver na esperan\u00e7a da gl\u00f3ria eterna. Toda a nossa felicidade, o sentido da vida e a certeza da morada celestial se encontram no ressuscitado: Senhor Jesus Cristo.<br \/>A certeza do seguimento \u00e9 a posse da verdade que liberta o ser humano da ilus\u00e3o do sistema mundano. O fundamento dessa certeza s\u00e3o: a gra\u00e7a, a f\u00e9, o amor e a esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O renomado escritor russo Liev Tolstoi (1828-1910) dizia: \u201cSe um homem n\u00e3o tem f\u00e9, est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o mais perigosa do mundo.\u201d A Sagrada Escritura afirma que \u201csem f\u00e9 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a Deus.\u201d (Hb 11, 6).\u201cPara se tornar crist\u00e3o ou se converter ao cristianismo,\u00a0 deve-se estar bastante doente.\u201d Com isso, o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Friedrich Nietzsche [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-14445","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21563,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14445\/revisions\/21563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}