{"id":14395,"date":"2016-05-02T19:52:38","date_gmt":"2016-05-02T22:52:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/02\/fazer-sexo-sempre-com-a-mesma-pessoa-e-chato\/"},"modified":"2017-05-31T10:55:41","modified_gmt":"2017-05-31T13:55:41","slug":"fazer-sexo-sempre-com-a-mesma-pessoa-e-chato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/fazer-sexo-sempre-com-a-mesma-pessoa-e-chato\/","title":{"rendered":"Fazer sexo sempre com a mesma pessoa \u00e9 chato?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/noticias\/shutterstock_70881127.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Quem acha isso precisa de ajuda<\/p>\n<p>Foi publicado no The Guardian. O t\u00edtulo era \u201cComo fazer sexo com a mesma pessoa pelo resto da sua vida\u201c. O texto me lembrou aquele t\u00edpico fulano sentado ao bar do hotel, dizendo \u00e0 mo\u00e7a que ele e sua esposa se afastaram, que nem se falam mais, que a chama da paix\u00e3o se apagou \u2013 e depois perguntando se ela n\u00e3o gostaria de tomar o pr\u00f3ximo drink no seu quarto.<\/p>\n<p>O artigo, sup\u00f5e-se, devia responder a um questionamento muito caro aos leitores. O autor an\u00f4nimo colocava tudo como um desafio: para ele, o maior obst\u00e1culo para o sexo dentro de um relacionamento longo \u00e9 que os parceiros est\u00e3o buscando duas coisas opostas: estabilidade, mas tamb\u00e9m fogo, paix\u00e3o; seguran\u00e7a, mas tamb\u00e9m risco; confian\u00e7a, mas tamb\u00e9m novidade. \u201cSe voc\u00ea tem uma coisa, n\u00e3o pode ter a outra\u201d, afirmava o an\u00f4nimo escritor, acrescentando que \u201ca responsabilidade mata o desejo sexual\u201d.<\/p>\n<p>Aquele artigo foi o mais lido no site do jornal no dia em que foi publicado. Aparentemente, havia muitas pessoas \u00e0 procura de uma resposta.<\/p>\n<p>A resposta<\/p>\n<p>Caso voc\u00ea seja uma dessas pessoas, a resposta sugerida era a seguinte: \u201ctente guardar certa dist\u00e2ncia\u201d. A \u00fanica dica pr\u00e1tica do autor foi a de fazer sexo no local de trabalho do parceiro e dormir em quartos separados.<\/p>\n<p>O escritor an\u00f4nimo baseou os seus argumentos na masturba\u00e7\u00e3o, que, segundo ele, consiste fundamentalmente em \u201cfazer sexo com a mesma pessoa durante a vida toda\u201d, mas sem se entediar. Por qu\u00ea? Porque a masturba\u00e7\u00e3o envolveria seguran\u00e7a, envolveria a possibilidade de uma verdadeira disson\u00e2ncia entre o \u201ceu er\u00f3tico\u201d e o \u201ceu da vida real\u201d. O \u201ceu er\u00f3tico\u201d n\u00e3o tem lugar na vida cotidiana \u2013 e \u00e9 essa dist\u00e2ncia o que garante a manuten\u00e7\u00e3o da \u201ccarga er\u00f3tica\u201d entre duas pessoas.<\/p>\n<p>O autor tamb\u00e9m observa que muita gente se diz mais atra\u00edda pelo parceiro quando os dois est\u00e3o longe um do outro, \u201cporque a antecipa\u00e7\u00e3o \u00e9 um poderoso afrodis\u00edaco e a dist\u00e2ncia favorece a imagina\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, que leva \u00e0 fantasia\u201d. O escritor parece acreditar que a \u201ccarga er\u00f3tica\u201d perdida depende da cria\u00e7\u00e3o de fantasias sobre o parceiro, as quais v\u00e3o sustentar o \u201ctu er\u00f3tico\u201d e v\u00e3o criar os necess\u00e1rios \u201cfogo, paix\u00e3o, risco, perigo, novidade\u201d. Os parceiros n\u00e3o podem estimular a \u201ccarga er\u00f3tica\u201d se est\u00e3o junto h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>Para sermos honestos, devemos reconhecer que o autor tamb\u00e9m sugere \u201cpassar mais tempo de qualidade juntos para manter a liga\u00e7\u00e3o\u201d, e, no final do artigo, convida os leitores a abandonarem \u201co mito da espontaneidade\u201d, porque \u201co sexo envolvente \u00e9 intencional, premeditado, concentrado e presente\u201d. O conjunto do artigo \u00e9 mais sens\u00edvel que os seus pontos particulares.<\/p>\n<p>\u201cO sexo se tornar\u00e1 chato\u201d?<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o consigo entender a ideia de que o sexo com uma parceira \u00fanica ou parceiro \u00fanico tenha que se tornar chato. Entendo que se possa querer mais sexo, ou rela\u00e7\u00f5es sexuais com mais pessoas, ou mais formas de acrobacias sexuais, porque os seres humanos lascivos querem todos os tipos de coisas, mas achar que o sexo seja \u201cchato\u201d, sinceramente, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o autor e seu p\u00fablico-alvo, o sexo prazeroso, nunca chato e sempre excitante, exigiria dist\u00e2ncia, exigiria a ilus\u00e3o de que o parceiro de longa data \u00e9 um \u201cnovo amante\u201d. O seu parceiro pode compartilhar a sua cama, o seu banheiro e a sua conta banc\u00e1ria, mas voc\u00ea tem que senti-lo como se fosse uma pessoa a quem acabou de conhecer num bar.<\/p>\n<p>A minha rea\u00e7\u00e3o diante disso \u00e9 declarar que essas pessoas precisam de ajuda.<\/p>\n<p>Talvez haja quem realmente precise de uma resposta para esta pergunta. Talvez elas tenham sido t\u00e3o machucadas que a intimidade as assuste e a mudan\u00e7a as fa\u00e7a imaginar que est\u00e3o mais seguras. A pornografia, da qual tanto se faz uso, pode transferir o desejo sexual das pessoas para os objetos. A promiscuidade pode criar uma necessidade de variedade e a \u201cexcita\u00e7\u00e3o da ca\u00e7ada\u201d. As pessoas podem se acostumar, e at\u00e9 se tornar dependentes, de \u201cfogo, paix\u00e3o, risco, perigo, novidade\u201d.<\/p>\n<p>Talvez o autor esteja seguindo a pista certa. Concordamos que o risco e a novidade s\u00e3o estimulantes er\u00f3ticos. Mas e os benef\u00edcios sexuais da familiaridade e do comprometimento, do orgulho pelos frutos de uma vida compartilhada? Ele os ignora completamente. E o risco do matrim\u00f4nio?<\/p>\n<p>Quem se casou \u2013 com a consci\u00eancia s\u00e9ria do que \u00e9 o matrim\u00f4nio \u2013 assumiu o alt\u00edssimo risco de apostar a pr\u00f3pria vida em uma pessoa! Essa pessoa pode magoar, pode trair, pode ir embora. Essa pessoa pode ficar doente \u2013 de corpo ou de mente. Essa pessoa pode morrer. E voc\u00ea pode estar no lugar dela em todos esses casos: para ela, afinal, existe o mesmo risco. Voc\u00eas podem se tornar estranhos que vivem sob o mesmo teto. Se voc\u00eas ainda n\u00e3o se magoaram, v\u00e3o se magoar alguma hora \u2013 e vai doer de morte.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00eas queriam risco, perigo? Pois estejam servidos. Na rela\u00e7\u00e3o de longa data e de fidelidade m\u00fatua existem muito mais riscos e perigos do que o autor an\u00f4nimo do The Guardian deu a entender. E quem faz a arriscad\u00edssima alian\u00e7a de felicidade m\u00fatua com outra pessoa pode manter com ela a chama acesa, tamb\u00e9m sexualmente, pelo resto da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem acha isso precisa de ajuda Foi publicado no The Guardian. O t\u00edtulo era \u201cComo fazer sexo com a mesma pessoa pelo resto da sua vida\u201c. 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