{"id":14384,"date":"2016-05-02T18:36:27","date_gmt":"2016-05-02T21:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/05\/02\/fonte-de-amor-e-de-vida\/"},"modified":"2017-05-08T13:43:17","modified_gmt":"2017-05-08T16:43:17","slug":"fonte-de-amor-e-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/fonte-de-amor-e-de-vida\/","title":{"rendered":"Fonte de amor e de vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nada existiria humanamente falando, sem a presen\u00e7a feminina. Desde a origem, essa presen\u00e7a encheu de alegria a solid\u00e3o do homem. Sem esta, nada ser\u00edamos. N\u00e3o \u00e9 uma afirmativa po\u00e9tica, nem simplista, que aqui fa\u00e7o para enaltecer a mulher, companheira graciosa, por\u00e9m essencial a todo e qualquer projeto de vida. Por\u00e9m, sem sua fecundidade, do corpo e do esp\u00edrito, nem a solid\u00e3o no Para\u00edso seria poss\u00edvel. Tudo se extinguiria ali mesmo.<br \/> Falar da mulher, necessariamente, \u00e9 falar da maternidade. Voca\u00e7\u00e3o primeira deste ser que se divide, se multiplica, se doa por completo como fonte prof\u00edcua de vida e instrumento primeiro das realiza\u00e7\u00f5es que a hist\u00f3ria humana tem conseguido alcan\u00e7ar. Ent\u00e3o, sem elas, a odisseia da vida sequer teria in\u00edcio. \u00c9 dessa fonte que hoje me abaste\u00e7o, para levar adiante uma reflex\u00e3o centrada no milagre da vida. Isso mesmo: a maternidade \u00e9 um bra\u00e7o da Cria\u00e7\u00e3o, instrumento divino que nos permitiu chegar aonde chegamos, conquistar tudo que conquistamos, louvar e agradecer por sermos n\u00f3s mesmos, por obra e gra\u00e7a da mulher que nos fez filhos seus. Obrigado, m\u00e3e.<br \/> Em contrapartida, mulheres existem que rejeitam t\u00e3o sublime dom. N\u00e3o h\u00e1 justificativas plaus\u00edveis para amenizar (ou mesmo perdoar) qualquer atitude abortiva aceita e consentida por uma mulher. \u00c9 o mais vil dos procedimentos, a mais torpe das a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias ao santo privil\u00e9gio da maternidade. Mesmo quando suas raz\u00f5es apresentam quest\u00f5es de foro \u00edntimo (estrupo, doen\u00e7as gen\u00e9ticas ou heredit\u00e1rias, incapacidade moral, financeira ou psicol\u00f3gica), nada, nada mesmo \u00e9 capaz de apagar uma viol\u00eancia abortiva. A maternidade est\u00e1 acima das sequelas e contradi\u00e7\u00f5es que s\u00f3 o amor de m\u00e3e tem for\u00e7as para superar. Tudo mais s\u00e3o paliativos dos limitados conceitos humanos, esses que n\u00e3o conseguem avaliar a incondicional fortaleza da mulher em processo de gesta\u00e7\u00e3o. Encontra for\u00e7as onde vemos apenas fragilidade, inconsequ\u00eancia de atos impensados, submiss\u00e3o. S\u00f3 a gra\u00e7a do amor materno justifica a for\u00e7a que vem da mulher, dona sim do pr\u00f3prio corpo, n\u00e3o da vida que gera dentro de si. As companhas abortivas que por ai proliferam nascem de interesses escusos, saneadores que s\u00e3o de uma esp\u00e9cie de \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d social. J\u00e1 as m\u00e3es convencidas a abortar (contribuir com o saneamento gen\u00e9tico e social), rapidamente s\u00e3o exclu\u00eddas, esquecidas frente a frente com seus dilemas de consci\u00eancia, seus conflitos existenciais. Estas que se resolvam diante de Deus.<br \/> Por outro lado, h\u00e1 sempre uma refer\u00eancia consoladora. Exemplo de maternidade e determina\u00e7\u00e3o frente \u00e0 miss\u00e3o que lhe foi dada, Maria continua como m\u00e3e dos aflitos, consoladora, aquela da qual emanam todas as for\u00e7as, gra\u00e7as, exemplos e atitudes decisivas frente ao privil\u00e9gio da maternidade. Aquela que intercede pelo primeiro milagre do Filho Amado, que clama pelos filhos e filhas enfraquecidos na caminhada, pelas injusti\u00e7adas social e culturalmente, pelas aquebrantadas aos quais provid\u00eancia rem\u00e9dios mais eficazes que os da medicina e da ci\u00eancia humana. A ela recorremos. Dela exaurimos for\u00e7as para superar qualquer a\u00e7\u00e3o contra a plenitude da vida. Dessa vida que herdamos de m\u00e3es t\u00e3o e tanto quanto seu amor maternal, seu companheirismo angelical, seu cora\u00e7\u00e3o amoroso transpassado pela dor de um Calv\u00e1rio que a insensibilidade humana preparou para seu Filho. \u201cM\u00e3e, eis agora seus filhos\u201d, diria aquele abortado do amor humano, que do alto de sua cruz ainda teve for\u00e7as para nos dar sua M\u00e3e. <br \/> Filha, nunca sentencie um filho seu. M\u00e3e, queira ou n\u00e3o, a vida procede de suas entranhas. Seu cora\u00e7\u00e3o possui poderes de vida ou morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nada existiria humanamente falando, sem a presen\u00e7a feminina. Desde a origem, essa presen\u00e7a encheu de alegria a solid\u00e3o do homem. Sem esta, nada ser\u00edamos. N\u00e3o \u00e9 uma afirmativa po\u00e9tica, nem simplista, que aqui fa\u00e7o para enaltecer a mulher, companheira graciosa, por\u00e9m essencial a todo e qualquer projeto de vida. 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