{"id":14263,"date":"2016-04-24T03:00:00","date_gmt":"2016-04-24T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/24\/quinto-domingo-da-pascoa\/"},"modified":"2017-05-08T14:07:49","modified_gmt":"2017-05-08T17:07:49","slug":"quinto-domingo-da-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quinto-domingo-da-pascoa\/","title":{"rendered":"Quinto domingo da p\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A comunidade crist\u00e3 \u00e9 sinal do novo c\u00e9u e da nova terra de que fala a segunda leitura deste quinto domingo da P\u00e1scoa. Mas, que tipo de sinal? Em que se pode notar que somos a semente da nova cria\u00e7\u00e3o? A chave nos \u00e9 dada pelo Evangelho de Jo\u00e3o. Jesus est\u00e1 prestes a se despedir de seus disc\u00edpulos e lhes deixa um mandamento novo, que \u00e9 como seu testamento. Diz-lhes que se amem uns aos outros como Ele os amou. Este ser\u00e1 o sinal pelo qual conhecer\u00e3o que somos os disc\u00edpulos de Jesus. Desta forma, o que caracteriza os crist\u00e3os n\u00e3o \u00e9 que nos reunamos aos domingos para celebrarmos a Missa. Nem mesmo o fato de termos uma hierarquia com um Papa, bispos e sacerdotes. Nem sequer \u00e9 caracter\u00edstica nossa que celebremos sete sacramentos. Jesus n\u00e3o desejava que f\u00f4ssemos conhecidos por nenhuma dessas coisas. Jesus desejava que os que n\u00e3o pertencessem a nossa comunidade nos conhecessem por outro sinal mais humilde, por\u00e9m importante e muito mais humano: pela maneira como nos tratamos uns aos outros, pelo modo como nos amamos. Jesus queria que n\u00f3s nos am\u00e1ssemos tal como Ele nos tinha amado.<br \/>Esse \u00e9 o sinal que nos far\u00e1 mostrar aos que n\u00e3o s\u00e3o crist\u00e3os que a comunidade crist\u00e3 \u00e9 a semente de um novo mundo. Porque apenas Deus \u00e9 capaz de dar vida a esse amor fraterno que faz que tudo se compartilhe e que todos vivam mais em plenitude. Quando aqueles que n\u00e3o s\u00e3o crist\u00e3os perceberem que nos amamos verdadeiramente, necessariamente h\u00e3o de pensar que Deus est\u00e1 presente em nossa comunidade, porque as pessoas, por nossas pr\u00f3prias for\u00e7as, n\u00e3o podemos amar desta forma.<br \/>N\u00f3s, crist\u00e3os somos feitos de outro material? Somos superiores aos outros? De maneira alguma. Somos iguais. Mas a presen\u00e7a de Deus est\u00e1 conosco. E quando o deixamos agir em nossos cora\u00e7\u00f5es, experimentamos que um amor maior que as nossas for\u00e7as brotam de dentro de n\u00f3s. \u00c9 o amor de Deus. \u00c9 o amor que \u00e9 sinal da nova terra e do novo c\u00e9u. \u00c9, por exemplo, o amor com que Madre Teresa de Calcut\u00e1 amou os doentes e moribundos. \u00c9 o amor com que muitos pais amam seus filhos. Sem medida, sem tempo, sem limite, com absoluta generosidade<br \/>Mas, al\u00e9m de n\u00e3o sermos superiores aos outros que n\u00e3o s\u00e3o crist\u00e3os, cometemos erros e, \u00e0s vezes, fazemos mal uns aos outros. H\u00e1 uma dimens\u00e3o do amor que a comunidade crist\u00e3 deve saber viver de um modo especial. \u00c9 a dimens\u00e3o do perd\u00e3o, da reconcilia\u00e7\u00e3o. Perdoar aos irm\u00e3os \u2013 e perdoar-me \u2013 \u00e9 uma forma de amar que reconhece a pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o e a supera, porque o amor vai mais al\u00e9m dos limites que marcam a nossa fraqueza. Viver o perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o na comunidade crist\u00e3 \u00e9 a melhor forma de dar testemunho do amor que nos une.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade crist\u00e3 \u00e9 sinal do novo c\u00e9u e da nova terra de que fala a segunda leitura deste quinto domingo da P\u00e1scoa. Mas, que tipo de sinal? 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