{"id":14260,"date":"2016-04-25T12:49:35","date_gmt":"2016-04-25T15:49:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/25\/misericordia-e-caridade\/"},"modified":"2017-05-08T13:50:17","modified_gmt":"2017-05-08T16:50:17","slug":"misericordia-e-caridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/misericordia-e-caridade\/","title":{"rendered":"Miseric\u00f3rdia e caridade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O homem tem dons que v\u00eam de Deus que o faz seguir a Cristo mais de perto: a mansid\u00e3o e a paci\u00eancia na pr\u00e1tica do bem.\u00a0 Temos que fomentar aquelas virtudes que, juntamente com a salva\u00e7\u00e3o, nos ajudam a servir bem a Deus e ao pr\u00f3ximo. A grande virtude \u00e9 o amor e a caridade. <br \/> Os v\u00e1rios chamados que o Senhor nos dirige \u00e9 para que vivamos a todo momento a caridade. Assim, devem estimular a segui-lo de perto com atos concretos, procurando oportunidades de ser \u00fateis, de proporcionar alegrias aos que est\u00e3o ao nosso lado, sabendo que nunca progrediremos suficientemente nessa virtude. Ao mesmo tempo, consideremos, hoje, em nossa vida e em nossa ora\u00e7\u00e3o todos esses aspectos, em que seria f\u00e1cil faltarmos \u00e0 caridade se n\u00e3o estiv\u00e9ssemos vigilantes.<br \/> A caridade leva-nos a compreender, a desculpar, a conviver com todos, de maneira que aqueles que pensam ou atuam de um modo diferente do nosso, em mat\u00e9ria social, pol\u00edtica ou mesmo religioso, devem ser objeto tamb\u00e9m do nosso respeito e do nosso apre\u00e7o. Esta caridade e esta benignidade n\u00e3o se devem converter de forma alguma em indiferen\u00e7a no tocante \u00e0 verdade e ao bem; mais ainda, \u00e0 verdade que salva. Mas \u00e9 necess\u00e1rio distinguir entre o erro, que sempre deve ser evitado, e o homem que erra, pois este conserva a dignidade da pessoa mesmo quando est\u00e1 dominado por ideias falsas, insuficientes em mat\u00e9ria religiosa.<br \/> Um disc\u00edpulo de Cristo jamais dever\u00e1 tratar o outro mal; o erro se chama erro, mas, a quem est\u00e1 errado, deve corrigi-lo com afeto; sen\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 ajud\u00e1-lo, n\u00e3o poder\u00e1 santific\u00e1-lo, e essa \u00e9 a maior prova de caridade.<br \/> O preceito da caridade n\u00e3o se estende somente \u00e0queles que nos querem e nos tratam bem, mas a todos sem exce\u00e7\u00e3o. \u201cOuvistes como diz a palavra: Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo. Fazei o bem aos que vos aborrecem e orai pelos que vos perseguem e caluniam\u201d. Devemos tamb\u00e9m viver a caridade com aqueles que nos tratam mal, que nos difamam e roubam a honra, que procuram positivamente prejudicar-nos. O Senhor deu-nos exemplo disso na Cruz, e os seus disc\u00edpulos seguiram o mesmo caminho do Mestre. Ele nos ensinou a n\u00e3o ter inimigos pessoais, como o testemunharam heroicamente os santos de todas as \u00e9pocas, e a considerar o pecado como o \u00fanico mal verdadeiro.<br \/> A caridade incita-nos \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0 exemplaridade, ao apostolado, \u00e0 corre\u00e7\u00e3o fraterna, confiando em que todo homem \u00e9 capaz de retificar os seus erros. Se vez por outra as ofensas, as inj\u00farias, as cal\u00fanias forem particularmente dolorosas, pediremos ajuda a Nossa Senhora, que contemplamos frequentemente ao p\u00e9 da Cruz, sentindo muito de perto todas as inf\u00e2mias contra o seu Filho; grande parte daquelas inj\u00farias, n\u00e3o o esque\u00e7amos, saiu dos nossos l\u00e1bios e das nossas a\u00e7\u00f5es. Os agravos que nos fazem h\u00e3o de doer-nos, sobretudo, pela ofensa a Deus que representam e pelo mal que podem ocasionar a outras pessoas, e h\u00e3o de mover-nos a desagravar a Deus e a oferecer-Lhe toda a repara\u00e7\u00e3o que pudermos.<br \/> O cora\u00e7\u00e3o do Crist\u00e3o tem de ser grande. A sua caridade, evidentemente, deve ser ordenada e, portanto, deve come\u00e7ar pelos mais pr\u00f3ximos, pelas pessoas que, por vontade divina, est\u00e3o \u00e0 sua volta. No entanto, o seu afeto nunca pode ser excludente ou limitar-se a \u00e2mbitos reduzidos. O Senhor n\u00e3o quer um apostolado de horizontes estreitos. A atitude do Crist\u00e3o, a sua conviv\u00eancia com todos deve ser como uma generosa torrente de carinho sobrenatural e de cordialidade humana, que banha tudo \u00e0 sua passagem.<br \/> O amor dispor\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o a todos os atos pr\u00f3prios de respeito, seja para com Deus, seja para com o homem. Isto \u00e9 evidente, visto que um genu\u00edno respeito, seja para com Deus ou seja para com o homem, consiste em amor. Se uma pessoa ama a Deus sinceramente, este amor a dispor\u00e1 a render-lhe todo o respeito pr\u00f3prio; e os homens n\u00e3o carecem de nenhum outro incentivo para mostrar, uns aos outros, todo o devido respeito, sen\u00e3o do amor. O amor para com Deus dispor\u00e1 uma pessoa a honr\u00e1-Lo, a cultu\u00e1-Lo e a ador\u00e1-Lo, e sinceramente reconhecer sua grandeza, gl\u00f3ria e dom\u00ednio. E assim, o amor dispor\u00e1 a todos os atos de obedi\u00eancia a Deus, pois o servo que ama a seu senhor, e o s\u00fadito que ama a seu soberano se dispor\u00e3o \u00e0 sujei\u00e7\u00e3o e obedi\u00eancia pr\u00f3prias.<br \/> Portanto, o amor dispor\u00e1 os homens a todos os atos de miseric\u00f3rdia para com seus semelhantes, quando estiverem enfrentando alguma afli\u00e7\u00e3o ou calamidade, pois somos naturalmente dispostos \u00e0 piedade para com os que amamos, quando s\u00e3o afligidos. Ele dispor\u00e1 os homens a fazer doa\u00e7\u00e3o aos pobres, a carregar as cargas alheias e a chorar com os que choram, tanto quanto a alegrar-se com os que se alegram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O homem tem dons que v\u00eam de Deus que o faz seguir a Cristo mais de perto: a mansid\u00e3o e a paci\u00eancia na pr\u00e1tica do bem.\u00a0 Temos que fomentar aquelas virtudes que, juntamente com a salva\u00e7\u00e3o, nos ajudam a servir bem a Deus e ao pr\u00f3ximo. 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