{"id":14115,"date":"2016-04-11T18:17:12","date_gmt":"2016-04-11T21:17:12","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/11\/nao-crie-um-mini-me\/"},"modified":"2017-05-31T11:09:43","modified_gmt":"2017-05-31T14:09:43","slug":"nao-crie-um-mini-me","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nao-crie-um-mini-me\/","title":{"rendered":"N\u00e3o crie um mini-me"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/22495lpr_e44a58b4b3e8ffc.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Podemos querer que nossos filhos se tornem como n\u00f3s, mas ser bons pais significa deix\u00e1-los se tornar eles mesmos<\/p>\n<p>\u00c9 natural que os pais queiram que seus filhos sejam como eles. At\u00e9 o pai de Luke Skywalker (personagem do filme Star Wars) tentou coloc\u00e1-lo nos neg\u00f3cios da fam\u00edlia. Embora meu trabalho seja muito menos dram\u00e1tico do que se juntar ao lado negro da for\u00e7a e se engajar na domina\u00e7\u00e3o intergal\u00e1tica, nada me deixaria mais satisfeito do que perder um tempo na m\u00e1quina de caf\u00e9 da empresa com meu filho.<\/p>\n<p>Mais do que ter um trabalho como o meu, eu quero que meus filhos sejam como eu, gostem do que eu gosto e fa\u00e7am o que fa\u00e7o. Minha maior conquista foi convenc\u00ea-los que Vivaldi \u00e9 o melhor m\u00fasico de todos. Agora, quando estamos no carro, em vez de v\u00e1rias m\u00fasicas de Taylor Swift ou algo pior, eu posso ouvir o violino suave de um dos maiores m\u00fasicos de todos os tempos. Eu sei que isso n\u00e3o durar\u00e1; eventualmente eles v\u00e3o descobrir que eu os enganei e que nenhuma crian\u00e7a gosta de melodias barrocas de centenas de anos atr\u00e1s. Mas eu estou me divertindo com isso enquanto posso.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e se lembra de como eu costumava imitar meu pai quando era jovem. Eu tive um pequeno cortador de grama de brinquedo e eu o seguia enquanto ele cortava a grama. Meus pr\u00f3prios filhos t\u00eam igualmente me imitado. Um tempo atr\u00e1s, quando eu ainda tinha del\u00edrios de ter m\u00fasculos, gostava de fazer flex\u00f5es \u00e0 noite quando chegava em casa. Um dia meu filho pequeno estava ao meu lado fazendo sua pr\u00f3pria vers\u00e3o de flex\u00f5es, com grunhidos e respira\u00e7\u00e3o pesada inclu\u00eddos.<\/p>\n<p>\u201cAo copiar os adultos durante este cr\u00edtico ano de crescimento, crian\u00e7as de um ano aprendem uma vasta gama de habilidades\u201d, observa Chana Steifel, autora de livros para crian\u00e7as e escritora na revista Parents, ao descrever o mesmo tipo de experi\u00eancia com seus pr\u00f3prios filhos, e \u00e9 por isso que a imita\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante. Estas novas habilidades os ajudam a construir a autoconfian\u00e7a e independ\u00eancia. Em outras palavras, eles nos imitam para que possam, eventualmente, desenvolver sua pr\u00f3pria personalidade \u00fanica.<\/p>\n<p>A imita\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma mais sincera de elogio, \u00e9 claro, e \u00e9 especialmente gratificante quando s\u00e3o seus filhos fazendo a imita\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 quando eles come\u00e7am a repetir suas m\u00e1s qualidades. Minha filha de nove anos tem um cinismo cansado do mundo e, como ela realmente viu muito pouco do mundo, ela claramente pegou isso de mim. Alguns deles desenvolveram um senso de arrog\u00e2ncia que, tanto quanto eu gostaria de culpar a m\u00e3e por isso, eu sei que tem a sua fonte no que eles me ouvem dizer e fazer. \u00c0s vezes eles lutam gritando e eu me pergunto onde eles aprenderam a falar assim, e lembro que eu levantei a voz para eles n\u00e3o mais que uma hora atr\u00e1s.<\/p>\n<p>T\u00e3o angustiante como quando adquirem meus maus h\u00e1bitos, \u00e9 v\u00ea-los adquirindo seus pr\u00f3prios \u00fanicos h\u00e1bitos. Bem ou mal, em algum momento, toda crian\u00e7a come\u00e7a a diferenciar-se e tornar-se ela pr\u00f3pria. Isso pode ser dif\u00edcil para os pais, especialmente quando as crian\u00e7as come\u00e7am a fazer suas pr\u00f3prias escolhas e questionam as nossas. Isso n\u00e3o \u00e9 errado, mas este amadurecimento pode ser dif\u00edcil, especialmente porque n\u00f3s, pais, nos preocupamos; n\u00e3o sabemos se essas novas e diferentes op\u00e7\u00f5es levar\u00e3o nossos filhos para sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a pior rea\u00e7\u00e3o poss\u00edvel que eu poderia ter seria rejeitar as escolhas dos meus filhos e tentar for\u00e7\u00e1-los a ser iguais a mim. \u00c9 f\u00e1cil cair neste h\u00e1bito: eu poderia sutilmente pression\u00e1-los a n\u00e3o falar das coisas que eu n\u00e3o gosto, apenas recompens\u00e1-los ou mostrar afei\u00e7\u00e3o quando as suas escolhas me agradam, ou estabelecer regras estritas para limitar as suas op\u00e7\u00f5es. Eu n\u00e3o duvido que tenha cometido esses erros no passado e tenho certeza de que eu tinha a melhor das inten\u00e7\u00f5es, mas, no final, eu n\u00e3o posso pegar um atalho para o desenvolvimento da personalidade dos meus filhos. Cada um tem seus pr\u00f3prios pensamentos e emo\u00e7\u00f5es. N\u00f3s n\u00e3o possu\u00edmos nossos filhos, e n\u00e3o podemos program\u00e1-los a crescer exatamente como n\u00f3s queremos.<\/p>\n<p>O importante n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as escolhas que nossas crian\u00e7as fazem, elas sabem que n\u00f3s as amamos e as apoiamos. O sucesso da rela\u00e7\u00e3o pai\/filho(a) tem de ter um elemento de amizade. \u201cEm algum ponto ao longo do desenvolvimento de uma crian\u00e7a, o papel dos pais deve estabelecer um elemento de amizade\u201d, escreve Phillip J. Watt no Elephant Journal. Quanto mais cedo, melhor. Muitos pais sentem que isso n\u00e3o deve ocorrer at\u00e9 que seu filho seja adulto \u2013 mas eu sinceramente discordo. Quando uma crian\u00e7a sente que seus pontos de vista s\u00e3o desconsiderados e seus sentimentos n\u00e3o s\u00e3o validados \u2013 mesmo que errados ou infantis \u2013, em troca ela desconsidera os pontos de vista e sentimentos de seus pais. Respeito \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla.<br \/>Nunca \u00e9 cedo demais para construir uma amizade com nossos filhos. Minha esposa e eu envolvemos nossos filhos regularmente em nossas conversas adultas. Eu tamb\u00e9m tento desenvolver interesses comuns com eles como treinar suas equipes de esportes quando posso, perguntando-lhes sobre o que est\u00e3o lendo e jantando juntos como uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Desenvolver amizade com meus filhos significa que eu n\u00e3o posso control\u00e1-los. Em vez disso, conforme os vejo crescer e mudar, eu penso neles como um presente. Tenho o dever de pai, mas eles n\u00e3o pertencem a mim. Se eles quiserem ser como eu quando crescer, \u00f3timo. Se eles me imitarem nos poucos bons h\u00e1bitos que eu tenho, \u00f3timo. Mas o meu maior desejo para eles \u00e9 que eles se tornem melhores do que eu na vida, sejam mais felizes, pessoas melhores. Para que isso aconte\u00e7a, eu tenho que estar disposto a deix\u00e1-los sair debaixo da minha asa. Uma vez que eles voarem do ninho, eu tenho certeza que vou lembrar do pequenino fazendo flex\u00f5es ao meu lado, mas alegria maior ser\u00e1 perceber que meus filhos s\u00e3o maravilhosos, criaturas \u00fanicas que eu tenho o privil\u00e9gio da amizade e de conhecer ao longo da vida.<\/p>\n<p>Michael Rennier vive em St. Louis, Missouri, com sua esposa e cinco filhos. Ele \u00e9 editor colaborador da Dappled Things, uma revista dedicada \u00e0s artes escritas e visuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podemos querer que nossos filhos se tornem como n\u00f3s, mas ser bons pais significa deix\u00e1-los se tornar eles mesmos \u00c9 natural que os pais queiram que seus filhos sejam como eles. At\u00e9 o pai de Luke Skywalker (personagem do filme Star Wars) tentou coloc\u00e1-lo nos neg\u00f3cios da fam\u00edlia. Embora meu trabalho seja muito menos dram\u00e1tico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-14115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14115"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26195,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14115\/revisions\/26195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}