{"id":14083,"date":"2016-04-08T13:18:40","date_gmt":"2016-04-08T16:18:40","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/08\/a-alegria-do-amor\/"},"modified":"2017-05-08T14:27:34","modified_gmt":"2017-05-08T17:27:34","slug":"a-alegria-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-alegria-do-amor\/","title":{"rendered":"A alegria do amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Chave de leitura<\/p>\n<p>SUBT\u00cdTULO: O AMOR NA FAM\u00cdLIA.<\/p>\n<p>O Papa Francisco nos convida uma leitura n\u00e3o de todo o texto de uma vez, mas de uma leitura saboreada parte a parte, mostrando que a Fam\u00edlia \u00e9 uma oportunidade e n\u00e3o um problema. 01-07<\/p>\n<p>Cap. I \u2013 tem apoio fundamentos e luzes B\u00edblicas (\u00c0 Luz da Palavra) 08-30<br \/>Tu e a tua esposa (Gn) 09-13<br \/>Os teus filhos como brotos de oliveira (Sl 128\/127,3) 14-18<br \/>Um rastro de sofrimento e sangue (fraticida &#8230;) 19-22<br \/>O fruto do teu pr\u00f3prio trabalho (pai \u00e9 trabalhador&#8230; ) 23-26<br \/>A ternura do abra\u00e7o (\u201cintimidade delicada e carinhosa entre a m\u00e3e e o seu beb\u00ea, um rec\u00e9m-nascido que dorme nos bra\u00e7os de sua m\u00e3e depois de ter sido amamentado\u201d) 27-30<\/p>\n<p>Cap. II \u2013 conjuntura atual familiar (Realidade e os desafios das fam\u00edlias) 31-57<br \/>A situa\u00e7\u00e3o atual da fam\u00edlia (Caminhos Pastorais; descart\u00e1vel; sistema econ\u00f4mico excludente; problema de ter uma casa e de ter um emprego; idosos [eutan\u00e1sia e suic\u00eddio assistido]; fam\u00edlias na miserabilidade) 32-49<br \/>Alguns desafios (fun\u00e7\u00e3o educativa; ansiedade com futuro, mas n\u00e3o vivem o presente; inseguran\u00e7a profissional, econ\u00f4mico e medo relacional; toxicodepend\u00eancia [\u00e1lcool, jogos de azar]; viol\u00eancia familiar como agressividade social; 52[variedades situa\u00e7\u00f5es familiares\/uni\u00f5es de fato, pessoas do mesmo sexo n\u00e3o podem ser equiparadas ao matrim\u00f4nio]; poligamia pr\u00e1tica; desconstru\u00e7\u00e3o jur\u00eddica familiar; for\u00e7a da fam\u00edlia ensinar a amar; viol\u00eancia verbal, f\u00edsica e sexual contra a mulher; mutila\u00e7\u00e3o genital; aluguel de ventres; dignidade entre o homem e mulher; aus\u00eancia do pai marca gravemente a vida familiar, a educa\u00e7\u00e3o dos filhos e a sua inser\u00e7\u00e3o na sociedade; gender = nega a diferen\u00e7a e a reciprocidade natural de homem e mulher [n\u00e3o esquecer que \u201csexo biol\u00f3gico (sex) e fun\u00e7\u00e3o sociocultural do sexo (gender), podem-se distinguir, mas n\u00e3o separar\u201d]) 50-57<\/p>\n<p>Cap. III \u2013 Recorda elementos essenciais da doutrina da Igreja sobre matrim\u00f4nio e a fam\u00edlia (O Olhar Fixo em Jesus: A Voca\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia) (\u201colhou para as mulheres e os homens que encontrou com amor e ternura, acompanhando os seus passos com verdade, paci\u00eancia e miseric\u00f3rdia, ao anunciar as exig\u00eancias do Reino de Deus\u201d). 58-88<br \/>Jesus recupera e realiza plenamente o projeto divino 61-66<br \/>A fam\u00edlia nos documentos da Igreja 67-70<br \/>O Sacramento do Matrim\u00f4nio 71-75<br \/>Sementes do Verbo e situa\u00e7\u00f5es imperfeitas 76-79<br \/>A transmiss\u00e3o da vida e a educa\u00e7\u00e3o dos filhos 80-85<br \/>A fam\u00edlia e a Igreja 86-88<\/p>\n<p>Cap. IV \u2013 Esposos identificaram (O Amor no Matrim\u00f4nio) (amor hoje est\u00e1 bem desfigurado e necessita precisar o real sentido 1Cor 13,2-3). 89-164<br \/>O nosso amor cotidiano (1Cor 13,4-7) 90<br \/>Paci\u00eancia (macrothymei qualidade do Deus da Alian\u00e7a, que convida a imit\u00e1-Lo tamb\u00e9m na vida familiar) 91-92<br \/>Atitude de servi\u00e7o (jrest\u00e9uetai \u00fanica vez que aparece em toda a B\u00edblia \u2013, que deriva de jrest\u00f3s (pessoa boa, que mostra a sua bondade nas a\u00e7\u00f5es) prest\u00e1vel) 93-94<br \/>Curando a inveja (zeloi (ci\u00fame ou inveja). Significa que, no amor, n\u00e3o h\u00e1 lugar para sentir desgosto pelo bem do outro (cf. At 7,9; 17,5). A inveja \u00e9 uma tristeza pelo bem alheio) 95-96<br \/>Sem ser arrogante nem se orgulhar (perpereuetai, que indica vangl\u00f3ria, desejo de se mostrar superior para impressionar os outros com atitude pedante e um pouco agressiva. physioutai \u2013 \u00e9 muito semelhante, indicando que o amor n\u00e3o \u00e9 arrogante) 97-98<br \/>Amabilidade (Amar \u00e9 tamb\u00e9m tornar-se am\u00e1vel, e nisto est\u00e1 o sentido do termo asjemon\u00e9i. Significa que o amor n\u00e3o age rudemente, n\u00e3o atua de forma inconveniente, n\u00e3o se mostra duro no trato) 99-100<br \/>Desprendimento (hino \u00e0 caridade afirma que o amor \u201cn\u00e3o procura o seu pr\u00f3prio interesse\u201d, ou \u201cn\u00e3o procura o que \u00e9 seu\u201d. \u201cN\u00e3o cuide somente do que \u00e9 seu, mas tamb\u00e9m do que \u00e9 dos outros\u201d (Fl 2,4).) 101-102<br \/>Sem viol\u00eancia interior (parox\u00fdnetai \u2013 que diz respeito a uma rea\u00e7\u00e3o interior de indigna\u00e7\u00e3o provocada por algo exterior. Trata-se de uma viol\u00eancia interna, uma irrita\u00e7\u00e3o rec\u00f4ndita que nos p\u00f5e \u00e0 defesa perante os outros, como se fossem inimigos molestos a evitar. Se tivermos de lutar contra um mal, fa\u00e7amo-lo; mas sempre digamos \u201cn\u00e3o\u201d \u00e0 viol\u00eancia interior.) 103-104<br \/>Perd\u00e3o (log\u00edzetai to kak\u00f3n significa que se \u201ctem em conta o mal\u201d, \u201ctr\u00e1-lo gravado\u201d, ou seja, est\u00e1 ressentido. Nenhuma fam\u00edlia ignora como o ego\u00edsmo, o desacordo, as tens\u00f5es, os conflitos agridem, de forma violenta e \u00e0s vezes mortal, a comunh\u00e3o: daqui as m\u00faltiplas e variadas formas de divis\u00e3o da vida familiar. Se aceitamos que o amor de Deus \u00e9 incondicional, que o carinho do Pai n\u00e3o se deve comprar nem pagar, ent\u00e3o poderemos amar sem limites, perdoar aos outros, ainda que tenham sido injustos para conosco.) 105-108<br \/>Alegrar-se com os outros (jairei epi te adik\u00eda indica algo de negativo arraigado no segredo do cora\u00e7\u00e3o da pessoa. sygjairei te al\u00e9theia \u2013 rejubila com a verdade. alegra-se com o bem do outro, quando se reconhece a sua dignidade, quando se apreciam as suas capacidades e as suas boas obras. A fam\u00edlia deve ser sempre o lugar em que uma pessoa que conquista algo de bom na vida, sabe que v\u00e3o com ela se alegrar.) 109-110<br \/>Tudo desculpa (\u201cTudo\u201d. \u201ctudo desculpa \u2013 panta st\u00e9gei\u201d. \u00c9 diferente de \u201cn\u00e3o ter em conta o mal\u201d, porque este termo tem a ver com o uso da l\u00edngua; pode significar \u201cguardar sil\u00eancio\u201d a prop\u00f3sito do mal que possa haver em outra pessoa. Os esposos, que se amam e se pertencem, falam bem um do outro, procuram mostrar mais o lado bom do c\u00f4njuge do que as suas fraquezas e erros. O amor convive com a imperfei\u00e7\u00e3o, desculpa-a e sabe guardar sil\u00eancio perante os limites do ser amado.) 111-113<br \/>Confia (O amor convive com a imperfei\u00e7\u00e3o, desculpa-a e sabe guardar sil\u00eancio perante os limites do ser amado. O amor confia, deixa em liberdade, renuncia a controlar tudo, a possuir, a dominar. Fam\u00edlia, onde reina uma confian\u00e7a s\u00f3lida, carinhosa e, aconte\u00e7a o que acontecer, sempre se volta a confiar, permite o florescimento da verdadeira identidade dos seus membros, fazendo com que se rejeite espontaneamente o engano, a falsidade e a mentira.) 114-115<br \/>Espera (Panta elp\u00edzei: n\u00e3o desespera do futuro. A pessoa, com todas as suas fraquezas, \u00e9 chamada \u00e0 plenitude do C\u00e9u. ) 116-117<br \/>Tudo suporta (Panta hypom\u00e9nei significa que suporta, com esp\u00edrito positivo, todas as contrariedades. \u00c9 amor que apesar de tudo n\u00e3o desiste, mesmo que todo o contexto convide a outra coisa. Na vida familiar, \u00e9 preciso cultivar esta for\u00e7a do amor, que permite lutar contra o mal que a amea\u00e7a.) 118-119<br \/>Crescer na caridade conjugal (\u201cO Esp\u00edrito, que o Senhor infunde, d\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o novo e torna o homem e a mulher capazes de se amarem como Cristo nos amou. O amor conjugal atinge assim aquela plenitude para a qual est\u00e1 interiormente ordenado: a caridade conjugal\u201d FC, 13. O matrim\u00f4nio \u00e9 o \u00edcone do amor de Deus por n\u00f3s.) 120-122<br \/>A vida toda, tudo em comum (Depois do amor que nos une a Deus, o amor conjugal \u00e9 a \u201camizade maior\u201d. Partilha-se tudo, incluindo a sexualidade, sempre no m\u00fatuo respeito.) 123-125<br \/>Alegria e beleza (No matrim\u00f4nio, conv\u00e9m cuidar da alegria do amor. A alegria matrimonial, que pode ser vivenciada mesmo no meio do sofrimento, implica aceitar que o matrim\u00f4nio \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria de alegrias e fadigas, de tens\u00f5es e repouso, de sofrimentos e liberta\u00e7\u00f5es, de satisfa\u00e7\u00f5es e buscas, de aborrecimentos e prazeres, sempre no caminho da amizade que impele os esposos a cuidarem um do outro: \u201cprestam-se rec\u00edproca ajuda e servi\u00e7o\u201d. O amor de amizade chama-se \u201ccaridade\u201d, quando capta e aprecia o \u201cvalor sublime\u201d que tem o outro.) 126-130<br \/>Casar-se por amor (Quero dizer aos jovens que nada disto \u00e9 prejudicado, quando o amor assume a modalidade da institui\u00e7\u00e3o matrimonial.) 131-132<br \/>Amor que se manifesta e cresce (O amor de amizade unifica todos os aspectos da vida matrimonial e ajuda os membros da fam\u00edlia a avan\u00e7arem em todas as suas fases. Na fam\u00edlia, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio usar tr\u00eas palavras: com licen\u00e7a, obrigado, desculpa. Tr\u00eas palavras-chave\u201d. \u00c9 mais saud\u00e1vel aceitar com realismo os limites, os desafios e as imperfei\u00e7\u00f5es, e dar ouvidos ao apelo para crescer juntos, fazer amadurecer o amor e cultivar a solidez da uni\u00e3o, aconte\u00e7a o que acontecer.) 133-135<br \/>O di\u00e1logo (modalidade privilegiada e indispens\u00e1vel para viver, exprimir e maturar o amor na vida matrimonial e familiar. Reservar tempo, tempo de qualidade, que permita escutar, com paci\u00eancia e aten\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que o outro tenha manifestado tudo o que precisava comunicar. Isto requer a ascese de n\u00e3o come\u00e7ar a falar antes do momento apropriado. Desenvolver o h\u00e1bito de dar real import\u00e2ncia ao outro. Ter gestos de solicitude pelo outro e demonstra\u00e7\u00f5es de carinho. O amor supera as piores barreiras. \u00c9 preciso ter algo para se dizer. Quando cada um dos c\u00f4njuges n\u00e3o cultiva o pr\u00f3prio esp\u00edrito e n\u00e3o h\u00e1 uma variedade de rela\u00e7\u00f5es com outras pessoas, a vida familiar torna-se endog\u00e2mica e o di\u00e1logo fica empobrecido.) 136-141<br \/>Amor apaixonado (Deve haver qualquer motivo para um amor sem prazer nem paix\u00e3o se revelar insuficiente a simbolizar a uni\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o humano com Deus.) 142<br \/>O mundo das emo\u00e7\u00f5es (Desejos, sentimentos, emo\u00e7\u00f5es (os cl\u00e1ssicos os chamavam de \u201cpaix\u00f5es\u201d) ocupam um lugar importante no matrim\u00f4nio. Estas manifesta\u00e7\u00f5es da sua sensibilidade mostram at\u00e9 que ponto estava aberto aos outros o seu cora\u00e7\u00e3o humano. Experimentar uma emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, em si mesmo, algo moralmente bom nem mau. Se uma paix\u00e3o acompanha o ato livre, pode manifestar a profundidade dessa op\u00e7\u00e3o. O amor matrimonial leva a procurar que toda a vida emotiva se torne um bem para a fam\u00edlia e esteja a servi\u00e7o da vida em comum.) 143-146<br \/>Deus ama a alegria dos seus filhos (caminho pedag\u00f3gico, um processo que inclui ren\u00fancias: \u00e9 uma convic\u00e7\u00e3o da Igreja, que muitas vezes foi rejeitada pelo mundo como se fosse inimiga da felicidade humana. \u00c9 necess\u00e1ria a educa\u00e7\u00e3o da emotividade e do instinto e, para isso, \u00e0s vezes torna-se indispens\u00e1vel impormo-nos algum limite. Deus ama a alegria do ser humano, pois Ele criou tudo \u201cpara nosso bom uso\u201d (1Tm 6,17). Deixemos brotar a alegria \u00e0 vista da sua ternura, quando nos prop\u00f5e.) 147-149<br \/>A dimens\u00e3o er\u00f3tica do amor (Tudo isto nos leva a falar da vida sexual dos esposos. O pr\u00f3prio Deus criou a sexualidade, que \u00e9 um presente maravilhoso para as suas criaturas. Veja-se aqui a Teologia do Corpo de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II: \u201co cora\u00e7\u00e3o humano torna-se participante, por assim dizer, de outra espontaneidade\u201d.) 150-152<br \/>Viol\u00eancia e manipula\u00e7\u00e3o (N\u00e3o podemos ignorar que muitas vezes a sexualidade se despersonaliza e enche de patologias, de modo que \u201cse torna cada vez mais ocasi\u00e3o e instrumento de afirma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio eu e de satisfa\u00e7\u00e3o ego\u00edsta dos pr\u00f3prios desejos e instintos\u201d. Nunca \u00e9 demais lembrar que, mesmo no matrim\u00f4nio, a sexualidade pode tornar-se fonte de sofrimento e manipula\u00e7\u00e3o. Por isso, devemos reafirmar, claramente, que \u201cum ato conjugal imposto ao pr\u00f3prio c\u00f4njuge, sem considera\u00e7\u00e3o pelas suas condi\u00e7\u00f5es e pelos seus desejos leg\u00edtimos, n\u00e3o \u00e9 um verdadeiro ato de amor e nega, por isso mesmo, uma exig\u00eancia de reta ordem moral, nas rela\u00e7\u00f5es entre os esposos\u201d. importante deixar claro a rejei\u00e7\u00e3o de toda a forma de submiss\u00e3o sexual. a rejei\u00e7\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es da sexualidade e do erotismo nunca deveria levar-nos ao seu desprezo nem ao seu descuido. O ideal do matrim\u00f4nio n\u00e3o pode configurar-se apenas como uma doa\u00e7\u00e3o generosa e sacrificada, onde cada um renuncia a qualquer necessidade pessoal e se preocupa apenas por fazer o bem ao outro, sem satisfa\u00e7\u00e3o alguma.) 153-157<br \/>Matrim\u00f4nio e virgindade (A virgindade \u00e9 uma forma de amor. A virgindade tem o valor simb\u00f3lico do amor que n\u00e3o necessita possuir o outro, refletindo assim a liberdade do Reino dos C\u00e9us. \u00c9 um convite para os esposos viverem o seu amor conjugal na perspectiva do amor definitivo a Cristo, como um caminho comum rumo \u00e0 plenitude do Reino. O celibato corre o risco de ser uma c\u00f4moda solid\u00e3o, que d\u00e1 liberdade para se mover autonomamente, mudar de local, tarefa e op\u00e7\u00e3o, dispor do seu pr\u00f3prio dinheiro, conviver com as mais variadas pessoas segundo a atra\u00e7\u00e3o do momento.) 158-162<br \/>A transforma\u00e7\u00e3o do amor (amor, que nos prometemos, supera toda a emo\u00e7\u00e3o, sentimento ou estado de \u00e2nimo, embora possa inclu\u00ed-los. O v\u00ednculo encontra novas modalidades e exige a decis\u00e3o de reat\u00e1-lo repetidamente; e n\u00e3o s\u00f3 para conserv\u00e1-la, mas para faz\u00ea-lo crescer. \u00c9 o caminho de se construir dia ap\u00f3s dia, mas nada disto \u00e9 poss\u00edvel, se n\u00e3o se invoca o Esp\u00edrito Santo, se n\u00e3o se clama todos os dias pedindo a sua gra\u00e7a.) 163-164<\/p>\n<p>Cap. V \u2013 Esposos identificaram (O Amor que se torna fecundo) (O amor sempre d\u00e1 vida.) 165-198<br \/>Acolher uma nova vida (A fam\u00edlia \u00e9 o \u00e2mbito n\u00e3o s\u00f3 da gera\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m do acolhimento da vida que chega como um presente de Deus. As fam\u00edlias numerosas s\u00e3o uma alegria para a Igreja.) 166-167<br \/>O amor na expectativa pr\u00f3pria da gravidez (A gravidez \u00e9 um per\u00edodo dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m um tempo maravilhoso. A mulher gr\u00e1vida pode participar deste projeto de Deus, sonhando o seu filho. A cada mulher gr\u00e1vida quero pedir afetuosamente: cuida da tua alegria, que nada te tire a alegria interior da maternidade. Tua crian\u00e7a merece a tua alegria&#8230;) 168-171<br \/>Amor de m\u00e3e e de pai (Toda a crian\u00e7a tem direito a receber o amor de uma m\u00e3e e de um pai, ambos necess\u00e1rios para o seu amadurecimento \u00edntegro e harmonioso.) 172-177<br \/>Fecundidade alargada (mesmo que faltem os filhos, tantas vezes ardentemente desejados, o matrim\u00f4nio conserva o seu valor e indissolubilidade, como comunidade e comunh\u00e3o de toda a vida. A ado\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho para realizar a maternidade e a paternidade de uma forma muito generosa, e desejo encorajar os que n\u00e3o podem ter filhos a alargar e abrir o seu amor conjugal para receber quem est\u00e1 privado de um ambiente familiar adequado.) 178-184<br \/>Distinguir o Corpo (A Eucaristia exige a integra\u00e7\u00e3o no \u00fanico corpo eclesial.) 185-186<br \/>A vida na fam\u00edlia em sentido amplo (O n\u00facleo familiar restrito n\u00e3o deveria isolar-se da fam\u00edlia alargada, onde est\u00e3o os pais, os tios, os primos e at\u00e9 os vizinhos.) 187<br \/>Ser filho (N\u00e3o faz bem a ningu\u00e9m perder a consci\u00eancia de ser filho. Em cada pessoa, \u201cmesmo quando se torna adulta ou idosa, quando passa tamb\u00e9m a ser progenitora ou desempenha fun\u00e7\u00f5es de responsabilidade, por baixo de tudo isso permanece a identidade de filho. Todos somos filhos.) 188-190<br \/>Os idosos (\u201cN\u00e3o me rejeites no tempo da velhice, n\u00e3o me abandones quando diminuem minhas for\u00e7as\u201d (Sl 71\/70,9). \u00c9 o brado do idoso, que teme o esquecimento e o desprezo. Os idosos ajudam a perceber \u201ca continuidade das gera\u00e7\u00f5es\u201d, com \u201co carisma de lan\u00e7ar uma ponte\u201d215 entre elas.) 191-193<br \/>Ser irm\u00e3o (A rela\u00e7\u00e3o entre os irm\u00e3os aprofunda-se com o passar do tempo, e \u201co la\u00e7o de fraternidade que se forma na fam\u00edlia entre os filhos, quando se verifica em um clima de educa\u00e7\u00e3o para a abertura aos outros, \u00e9 uma grande escola de liberdade e de paz. Em fam\u00edlia, entre irm\u00e3os, aprendemos a conviv\u00eancia humana (\u2026). Talvez nem sempre estejamos conscientes disto, mas \u00e9 precisamente a fam\u00edlia que introduz a fraternidade no mundo.) 194-195<br \/>Um cora\u00e7\u00e3o grande (\u201co amor entre o homem e a mulher no matrim\u00f4nio e, de forma derivada e ampla, o amor entre os membros da mesma fam\u00edlia \u2013 entre pais e filhos, entre irm\u00e3os e irm\u00e3s, entre parentes e familiares \u2013 \u00e9 animado e impelido por um dinamismo interior e incessante, que leva a fam\u00edlia a uma comunh\u00e3o sempre mais profunda e intensa, fundamento e alma da comunidade conjugal e familiar\u201d) 196-198<\/p>\n<p>Cap.VI \u2013 Agentes Pastorais (Algumas Perspectivas Pastorais) (As diferentes comunidades \u00e9 que dever\u00e3o elaborar propostas mais pr\u00e1ticas e eficazes, que tenham em conta tanto a doutrina da Igreja como as necessidades e desafios locais.) 199-285<br \/>Anunciar hoje o Evangelho da fam\u00edlia (fazer-lhes \u201cexperimentar que o Evangelho da fam\u00edlia \u00e9 alegria que \u2018enche o cora\u00e7\u00e3o e a vida inteira\u2019, porque, em Cristo, somos \u2018libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento\u2019 (EG, n. 1). \u201cPor isso exige-se a toda a Igreja uma convers\u00e3o mission\u00e1ria: \u00e9 preciso n\u00e3o se contentar com um an\u00fancio puramente te\u00f3rico e desligado dos problemas reais das pessoas\u201d. \u201cA principal contribui\u00e7\u00e3o pastoral familiar \u00e9 oferecida pela par\u00f3quia, que \u00e9 fam\u00edlia de fam\u00edlias, onde se harmonizam as contribui\u00e7\u00f5es de pequenas comunidades, movimentos e associa\u00e7\u00f5es eclesiais\u201d Os seminaristas deveriam ter acesso a uma forma\u00e7\u00e3o interdisciplinar mais ampla sobre namoro e matrim\u00f4nio, n\u00e3o se limitando \u00e0 Doutrina. Al\u00e9m disso, a forma\u00e7\u00e3o nem sempre lhes permite desenvolver o seu mundo psicoafetivo. \u201cA presen\u00e7a dos leigos e das fam\u00edlias, em particular a presen\u00e7a feminina, na forma\u00e7\u00e3o sacerdotal, favorece o apre\u00e7o pela variedade e complementaridade das diversas voca\u00e7\u00f5es na Igreja\u201d) 200-204<br \/>Guiar os noivos no caminho de prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f4nio (\u00e9 preciso ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrim\u00f4nio. \u201cA complexa realidade social e os desafios, que a fam\u00edlia \u00e9 chamada a enfrentar atualmente, exigem um empenhamento maior de toda a comunidade crist\u00e3 na prepara\u00e7\u00e3o dos noivos para o matrim\u00f4nio. Convido as comunidades crist\u00e3s a reconhecerem que \u00e9 um bem para elas mesmas acompanhar o caminho de amor dos noivos. A prepara\u00e7\u00e3o dos que j\u00e1 formalizaram o noivado, quando a comunidade paroquial consegue acompanh\u00e1-los com bom per\u00edodo de antecipa\u00e7\u00e3o, deve dar-lhes tamb\u00e9m a possibilidade de individuar incompatibilidades e riscos. Tanto a prepara\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima como o acompanhamento mais prolongado devem procurar que os noivos n\u00e3o considerem o matrim\u00f4nio como o fim do caminho, mas o assumam como uma voca\u00e7\u00e3o que os lan\u00e7a para diante, com a decis\u00e3o firme e realista de atravessarem juntos todas as prova\u00e7\u00f5es e momentos dif\u00edceis.) 205-211<br \/>A prepara\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o (A prepara\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do matrim\u00f4nio tende a concentrar-se nos convites, na roupa, na festa com os seus inumer\u00e1veis detalhes que consomem tanto os recursos econ\u00f4micos como as energias e a alegria. Na prepara\u00e7\u00e3o mais imediata, \u00e9 importante esclarecer os noivos para viverem com grande profundidade a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, ajudando-os a compreender e viver o significado de cada gesto.) 212-216<br \/>Acompanhamento nos primeiros anos da vida matrimonial (Temos de reconhecer como um grande valor que se compreenda que o matrim\u00f4nio \u00e9 uma quest\u00e3o de amor: s\u00f3 se podem casar aqueles que se escolhem livremente e se amam. Lembro-me de um refr\u00e3o que dizia que a \u00e1gua estagnada corrompe-se, estraga-se. O mesmo acontece com a vida do amor nos primeiros anos do matrim\u00f4nio quando fica estagnada, cessa de mover-se, perde aquela inquietude sadia que a faz avan\u00e7ar. Uma das causas que leva a rupturas matrimoniais \u00e9 ter expectativas demasiado altas sobre a vida conjugal. Quando se descobre a realidade mais limitada e problem\u00e1tica do que se sonhara, a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 pensar imediata e irresponsavelmente na separa\u00e7\u00e3o, mas assumir o matrim\u00f4nio como um caminho de amadurecimento, onde cada um dos c\u00f4njuges \u00e9 um instrumento de Deus para fazer crescer o outro.) 217-222<br \/>Alguns recursos (Os primeiros anos de matrim\u00f4nio s\u00e3o um per\u00edodo vital e delicado, durante o qual os c\u00f4njuges crescem na consci\u00eancia dos desafios e do significado do matrim\u00f4nio. Da\u00ed a necessidade de um acompanhamento pastoral que continue depois da celebra\u00e7\u00e3o do sacramento (cf. FC, parte III). Este caminho \u00e9 uma quest\u00e3o de tempo. O amor precisa de tempo dispon\u00edvel e gratuito, colocando outras coisas em segundo lugar.) 223-230<br \/>Iluminar crises, ang\u00fastias e dificuldades (Quando o vinho envelhece com esta experi\u00eancia do caminho, ent\u00e3o aparece, floresce em toda a sua plenitude a fidelidade dos momentos insignificantes da vida. \u00c9 a fidelidade da espera e da paci\u00eancia. Esta fidelidade, cheia de sacrif\u00edcios e alegrias, de certo modo vai florescendo na idade em que tudo fica \u201csazonado\u201d e os olhos brilham com a contempla\u00e7\u00e3o dos filhos de seus filhos.) 231<br \/>O desafio das crises (A hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia est\u00e1 marcada por crises de todo o g\u00eanero, que s\u00e3o parte tamb\u00e9m da sua dram\u00e1tica beleza. \u00c9 preciso ajudar a descobrir que uma crise superada n\u00e3o leva a uma rela\u00e7\u00e3o menos intensa, mas a melhorar, sedimentar e maturar o vinho da uni\u00e3o. N\u00e3o se vive juntos para ser cada vez menos feliz, mas para aprender a ser feliz de maneira nova, a partir das possibilidades que abre uma nova etapa. Perante o desafio de uma crise, a rea\u00e7\u00e3o imediata \u00e9 resistir, p\u00f4r-se \u00e0 defesa por sentir que escapa ao pr\u00f3prio controle, por mostrar a insufici\u00eancia da pr\u00f3pria maneira de viver, e isto incomoda. H\u00e1 crises comuns que costumam verificar-se em todos os matrim\u00f4nios, como a crise ao in\u00edcio quando \u00e9 preciso aprender a conciliar as diferen\u00e7as e a desligar-se dos pais; ou a crise da chegada do filho, com os seus novos desafios emotivos. A estas crises, v\u00eam juntar-se as crises pessoais com incid\u00eancia no casal, relacionadas com dificuldades econ\u00f4micas, laborais, afetivas, sociais, espirituais) 232-238<br \/>Velhas feridas (\u00c9 compreens\u00edvel que, nas fam\u00edlias, haja muitas dificuldades, quando um dos seus membros n\u00e3o amadureceu a sua maneira de relacionar-se, porque n\u00e3o curou feridas de alguma etapa da sua vida. Muitos terminam a sua inf\u00e2ncia sem nunca terem se sentido amados incondicionalmente, e isto compromete a sua capacidade de confiar e entregar-se. Por mais evidente que possa parecer que toda a culpa seja do outro, nunca \u00e9 poss\u00edvel superar uma crise esperando que apenas o outro mude. \u00c9 preciso tamb\u00e9m questionar a si mesmo sobre as coisas que poderia pessoalmente amadurecer ou curar para favorecer a supera\u00e7\u00e3o do conflito.) 239-240<br \/>Acompanhar depois das rupturas e dos div\u00f3rcios (Em alguns casos, a considera\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria dignidade e do bem dos filhos exige p\u00f4r um limite firme \u00e0s pretens\u00f5es excessivas do outro, a uma grande injusti\u00e7a, \u00e0 viol\u00eancia ou a uma falta de respeito que se tornou cr\u00f4nica. \u00c9 preciso reconhecer que \u201ch\u00e1 casos em que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel. \u201c\u00e9 indispens\u00e1vel um discernimento particular para acompanhar pastoralmente os separados, os divorciados, os abandonados. Tem-se de acolher e valorizar sobretudo a ang\u00fastia daqueles que sofreram injustamente a separa\u00e7\u00e3o, o div\u00f3rcio ou o abandono, ou ent\u00e3o foram obrigados, pelos maus-tratos do c\u00f4njuge, a romper a conviv\u00eancia. Quanto \u00e0s pessoas divorciadas que vivem em uma nova uni\u00e3o, \u00e9 importante fazer-lhes sentir que fazem parte da Igreja, que \u201cn\u00e3o est\u00e3o excomungadas\u201d nem s\u00e3o tratadas como tais, porque sempre integram a comunh\u00e3o eclesial. sublinhou a necessidade de tornar mais acess\u00edveis, \u00e1geis e possivelmente gratuitos os procedimentos para o reconhecimento dos casos de nulidade\u201d.263 A lentid\u00e3o dos processos irrita e cansa as pessoas. a nossa tarefa pastoral mais importante relativamente \u00e0s fam\u00edlias \u00e9 refor\u00e7ar o amor e ajudar a curar as feridas, para podermos impedir o avan\u00e7o deste drama do nosso tempo.) 241-246<br \/>Algumas situa\u00e7\u00f5es complexas (\u2018procure-se (\u2026) uma colabora\u00e7\u00e3o cordial entre o ministro cat\u00f3lico e o n\u00e3o cat\u00f3lico, desde o momento da prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f4nio e para as n\u00fapcias\u2019 (FC, n. 78). A respeito da partilha eucar\u00edstica, recorda-se que \u2018a decis\u00e3o de admitir ou n\u00e3o a parte n\u00e3o cat\u00f3lica do matrim\u00f4nio \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica deve ser tomada em conformidade com as normas gerais existentes na mat\u00e9ria, tanto para os crist\u00e3os orientais como para os outros crist\u00e3os, e tendo presente esta situa\u00e7\u00e3o particular, ou seja, que recebem o sacramento do matrim\u00f4nio crist\u00e3o dois crist\u00e3os batizados. Embora os esposos de um matrim\u00f4nio misto tenham em comum os sacramentos do Batismo e do Matrim\u00f4nio, a partilha da Eucaristia, n\u00e3o pode deixar de ser extraordin\u00e1ria e, contudo, devem ser observadas as disposi\u00e7\u00f5es indicadas\u2019 (Pontif\u00edcio Conselho para a Promo\u00e7\u00e3o da Unidade dos Crist\u00e3os, Diret\u00f3rio para a Aplica\u00e7\u00e3o dos Princ\u00edpios e das Normas sobre o Ecumenismo, 25 de mar\u00e7o de 1993, 159-160)\u201d.) 247-252<br \/>Quando a morte crava o seu aguilh\u00e3o (a vida familiar v\u00ea-se desafiada pela morte de um ente querido. N\u00e3o podemos deixar de oferecer a luz da f\u00e9 para acompanhar as fam\u00edlias que sofrem em tais momentos. N\u00e3o gastemos energias, detendo-nos anos e anos no passado. Quanto melhor vivermos nesta terra, tanto maior felicidade poderemos partilhar com os nossos entes queridos no c\u00e9u. Quanto mais conseguirmos amadurecer e crescer, tanto mais poderemos levar-lhes coisas belas para o banquete celeste.) 253-258<\/p>\n<p>Cap. VII \u2013 (Refor\u00e7ar a Educa\u00e7\u00e3o dos Filhos) (fun\u00e7\u00e3o educativa das fam\u00edlias \u00e9 t\u00e3o importante e se tornou muito complexa) 259-290<br \/>Onde est\u00e3o os filhos? (A fam\u00edlia n\u00e3o pode renunciar a ser lugar de apoio, acompanhamento, guia, embora tenha de reinventar os seus m\u00e9todos e encontrar novos recursos. A obsess\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 educativa; e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter o controle de todas as situa\u00e7\u00f5es em que um filho poder\u00e1 chegar a encontrar-se. Vale aqui o princ\u00edpio de que \u201co tempo \u00e9 superior ao espa\u00e7o. Se a maturidade fosse apenas o desenvolvimento de algo j\u00e1 contido no c\u00f3digo gen\u00e9tico, quase nada poder\u00edamos fazer. Mas n\u00e3o \u00e9! A prud\u00eancia, o reto ju\u00edzo e a sensatez n\u00e3o dependem de fatores puramente quantitativos de crescimento, mas de toda uma cadeia de elementos que se sintetizam no \u00edntimo da pessoa; mais exatamente, no centro da sua liberdade.) 260-262<br \/>A forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica dos filhos (Os pais necessitam tamb\u00e9m da escola para assegurar uma instru\u00e7\u00e3o de base aos seus filhos, mas a forma\u00e7\u00e3o moral deles nunca a podem delegar totalmente. A tarefa dos pais inclui uma educa\u00e7\u00e3o da vontade e um desenvolvimento de h\u00e1bitos bons e tend\u00eancias afetivas para o bem. Isto implica que se apresentem como desej\u00e1veis os comportamentos a aprender e as tend\u00eancias a fazer maturar. \u00c9 necess\u00e1rio maturar h\u00e1bitos. A liberdade \u00e9 algo de grandioso, mas podemos perd\u00ea-la.) 263-267<br \/>O valor da san\u00e7\u00e3o como est\u00edmulo (De igual modo, \u00e9 indispens\u00e1vel sensibilizar a crian\u00e7a e o adolescente para se darem conta de que as m\u00e1s a\u00e7\u00f5es t\u00eam consequ\u00eancias. \u00c9 preciso despertar a capacidade de colocar-se no lugar do outro e sentir pesar pelo seu sofrimento originado pelo mal que lhe fez. A corre\u00e7\u00e3o \u00e9 um est\u00edmulo quando, ao mesmo tempo, se apreciam e reconhecem os esfor\u00e7os e quando o filho descobre que os seus pais conservam viva uma paciente confian\u00e7a.) 268-270<br \/>Realismo paciente (A educa\u00e7\u00e3o moral implica pedir a uma crian\u00e7a ou a um jovem apenas as coisas que n\u00e3o representem, para eles, um sacrif\u00edcio desproporcionado, exigir-lhes apenas a dose de esfor\u00e7o que n\u00e3o provoque ressentimento ou a\u00e7\u00f5es puramente for\u00e7adas.) 271-273<br \/>A vida familiar como contexto educativo (A fam\u00edlia \u00e9 a primeira escola dos valores humanos, na qual se aprende o bom uso da liberdade. H\u00e1 inclina\u00e7\u00f5es maturadas na inf\u00e2ncia, que impregnam o \u00edntimo de uma pessoa e permanecem toda a vida como uma inclina\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel a um valor ou como uma rejei\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de certos comportamentos) 274-279<br \/>Sim \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual (necessidade de \u201cuma educa\u00e7\u00e3o sexual positiva e prudente\u201d oferecida \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes \u201c\u00e0 medida que v\u00e3o crescendo\u201d e \u201ctendo em conta os progressos da psicologia, pedagogia e did\u00e1tica\u201d.) 280-286<br \/>Transmitir a f\u00e9 (A educa\u00e7\u00e3o dos filhos deve estar marcada por um percurso de transmiss\u00e3o da f\u00e9, que se v\u00ea dificultado pelo estilo de vida atual, pelos hor\u00e1rios de trabalho, pela complexidade do mundo atual, onde muitos t\u00eam um ritmo fren\u00e9tico para poder sobreviver.) 287-290<\/p>\n<p>Cap. VIII \u2013 Convite a todos (Acompanhar, Discernir e Integrar a Fragilidade) (toda a ruptura do v\u00ednculo matrimonial \u201c\u00e9 contra a vontade de Deus, est\u00e1 consciente tamb\u00e9m da fragilidade de muitos dos seus filhos\u201d. N\u00e3o esque\u00e7amos que, muitas vezes, o trabalho da Igreja \u00e9 semelhante ao de um hospital de campanha.) 291-312<br \/>A gradualidade na pastoral (quando a uni\u00e3o atinge uma not\u00e1vel estabilidade atrav\u00e9s de um v\u00ednculo p\u00fablico e se caracteriza por um afeto profundo, responsabilidade para com a prole, capacidade de superar as provas, pode ser vista como uma ocasi\u00e3o a acompanhar na sua evolu\u00e7\u00e3o para o sacramento do matrim\u00f4nio. \u201cA escolha do matrim\u00f4nio civil ou, em diversos casos, da simples conviv\u00eancia, muitas vezes \u00e9 motivada n\u00e3o por preconceitos nem por resist\u00eancias no que se refere \u00e0 uni\u00e3o sacramental, mas por situa\u00e7\u00f5es culturais ou ocasionais.) 293-295<br \/>O discernimento das situa\u00e7\u00f5es chamadas \u201cirregulares\u201d (\u201cDuas l\u00f3gicas percorrem toda a hist\u00f3ria da Igreja: marginalizar e reintegrar. (&#8230;) O caminho da Igreja, desde o Conc\u00edlio de Jerusal\u00e9m em diante, \u00e9 sempre o de Jesus: o caminho da miseric\u00f3rdia e da integra\u00e7\u00e3o. (&#8230;) O caminho da Igreja \u00e9 o de n\u00e3o condenar eternamente ningu\u00e9m; derramar a miseric\u00f3rdia de Deus sobre todas as pessoas que a pedem com cora\u00e7\u00e3o sincero (&#8230;). Porque a caridade verdadeira \u00e9 sempre imerecida, incondicional e gratuita\u201d.326 Por isso, \u201c\u00e9 preciso evitar ju\u00edzos que n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o a complexidade das diversas situa\u00e7\u00f5es e \u00e9 necess\u00e1rio prestar aten\u00e7\u00e3o ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condi\u00e7\u00e3o\u201d. Trata-se de integrar a todos, deve-se ajudar cada um a encontrar a sua pr\u00f3pria maneira de participar na comunidade eclesial, para que se sinta objeto de uma miseric\u00f3rdia \u201cimerecida, incondicional e gratuita\u201d. Os divorciados que vivem em uma nova uni\u00e3o, por exemplo, podem encontrar-se em situa\u00e7\u00f5es muito diferentes, que n\u00e3o devem ser catalogadas ou fechadas em afirma\u00e7\u00f5es demasiado r\u00edgidas, sem deixar espa\u00e7o para um adequado discernimento pessoal e pastoral.) 296-300<br \/>As circunst\u00e2ncias atenuantes no discernimento pastoral (Para se entender adequadamente por que \u00e9 poss\u00edvel e necess\u00e1rio um discernimento especial em algumas situa\u00e7\u00f5es chamadas \u201cirregulares\u201d, h\u00e1 uma quest\u00e3o que sempre se deve levar em considera\u00e7\u00e3o, para nunca se pensar que se pretende diminuir as exig\u00eancias do Evangelho. A Igreja possui uma s\u00f3lida reflex\u00e3o sobre os condicionamentos e as circunst\u00e2ncias atenuantes. Por isso, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer que todos os que est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o chamada \u201cirregular\u201d vivem em estado de pecado mortal, privados da gra\u00e7a santificante.) 301-303<br \/>As normas e o discernimento (\u00c9 mesquinho deter-se a considerar apenas se o agir de uma pessoa corresponde ou n\u00e3o a uma lei ou norma geral, porque isto n\u00e3o basta para discernir e assegurar uma plena fidelidade a Deus na exist\u00eancia concreta de um ser humano. Pe\u00e7o encarecidamente que nos lembremos sempre de algo que ensina S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino e aprendamos a assimil\u00e1-lo no discernimento pastoral: \u201cEmbora nos princ\u00edpios gerais tenhamos o car\u00e1ter necess\u00e1rio, todavia \u00e0 medida que se abordam os casos particulares, aumenta a indetermina\u00e7\u00e3o (\u2026).A pastoral concreta dos ministros e das comunidades n\u00e3o pode deixar de incorporar esta realidade.) 304-306<br \/>A l\u00f3gica da miseric\u00f3rdia pastora (Para evitar qualquer interpreta\u00e7\u00e3o tendenciosa, lembro que, de modo algum, deve a Igreja renunciar a propor o ideal pleno do matrim\u00f4nio, o projeto de Deus em toda a sua grandeza: \u201c\u00c9 preciso encorajar os jovens batizados para n\u00e3o hesitarem perante a riqueza que o sacramento do matrim\u00f4nio oferece aos seus projetos de amor, com a for\u00e7a do apoio que recebem da gra\u00e7a de Cristo e da possibilidade de participar plenamente na vida da Igreja\u201d. Jesus \u201cespera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunit\u00e1rios que permitem manter-nos \u00e0 dist\u00e2ncia do n\u00f3 do drama humano, a fim de aceitarmos verdadeiramente entrar em contato com a vida concreta dos outros e conhecermos a for\u00e7a da ternura. Quando o fazemos, a vida complica-se sempre maravilhosamente\u201d. \u00c9 verdade que, \u00e0s vezes, \u201cagimos como controladores da gra\u00e7a e n\u00e3o como facilitadores. Mas a Igreja n\u00e3o \u00e9 uma alf\u00e2ndega; \u00e9 a casa paterna, onde h\u00e1 lugar para todos com a sua vida fadigosa\u201d. ) 307-312<\/p>\n<p>Cap. IX \u2013 (Espiritualidade Conjugal e Familiar) (amor com matizes diferentes. Descreve brevissimamente caracter\u00edsticas fundamentais da espiritualidade espec\u00edfica e o desenvolver nas rela\u00e7\u00f5es da vida familiar) 313-325<br \/>Espiritualidade da comunh\u00e3o sobrenatural (viver na gra\u00e7a \u00e9 ter e viver na presen\u00e7a de Deus e isso acontece em todos os momentos da vida, da\u00ed a comunh\u00e3o familiar bem vivida \u00e9 um caminho de santifica\u00e7\u00e3o) 314-316<br \/>Unidos em ora\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da P\u00e1scoa (unificar-se em Cristo a fam\u00edlia e rezar, orar em fam\u00edlia) 317-318<br \/>Espiritualidade do amor exclusivo e libertador (no matrim\u00f4nio o pertencer a uma \u00fanica pessoa. A espiritualidade ajuda a \u201cdesiludir-se\u201d do outro, despojamento interior) 319-320<br \/>Espiritualidade da solicitude, da consola\u00e7\u00e3o e do est\u00edmulo (Deus chama os casais a gerar e cuidar! A vida em casal \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o na obra fecunda de Deus e cada um \u00e9 para o outro uma permanente provoca\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. Toda a vida da fam\u00edlia \u00e9 um pastoreio misericordioso) 321-325<\/p>\n<p>Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Sagrada Fam\u00edlia <br \/>Jesus, Maria e Jos\u00e9, em V\u00f3s contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, confiantes, a V\u00f3s nos consagramos. Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, ornai tamb\u00e9m as nossas fam\u00edlias lugares de comunh\u00e3o e cen\u00e1culos de ora\u00e7\u00e3o, aut\u00eanticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas dom\u00e9sticas. Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, que nunca mais haja nas fam\u00edlias epis\u00f3dios de viol\u00eancia, de fechamento e divis\u00e3o; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado. Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9, fazei que todos nos tornemos conscientes do car\u00e1ter sagrado e inviol\u00e1vel da fam\u00edlia, da sua beleza no projeto de Deus. Jesus, Maria e Jos\u00e9, ouvi-nos e acolhei a nossa s\u00faplica. Am\u00e9m!<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o geral: <br \/>Todos os cap\u00edtulos tem uma breve introdu\u00e7\u00e3o.<br \/>S\u00e3o 08 cap\u00edtulos divididos em 325 par\u00e1grafos.<br \/>Cap\u00edtulos 1 e 2 &#8211; s\u00e3o introdut\u00f3rios, 1\u00ba vis\u00e3o b\u00edblica, 2\u00ba vis\u00e3o antropol\u00f3gica, sociol\u00f3gica (situacional e desafiante)<br \/>Cap\u00edtulo 3 &#8211; vis\u00e3o doutrinal<br \/>Cap\u00edtulos 4 e 5 &#8211; quest\u00e3o do amor no matrim\u00f4nio com caracter\u00edsticas pr\u00e1ticas paulinas; o fruto do amor conjugal s\u00e3o os filhos gerados no amor e que d\u00e3o sentido a vida e acolhem a nova vida que geraram<br \/>Capitulo 6 &#8211; pistas pastorais vindas de experi\u00eancias j\u00e1 realizadas<br \/>Cap\u00edtulo 7 &#8211; Educa\u00e7\u00e3o dos filhos<br \/>Cap\u00edtulo 8 &#8211; ADIF &#8211; pr\u00e1tica n\u00e3o s\u00f3 de pastoralidade, mas de vivencialidade, na \u00f3tica do discernimento e da miseric\u00f3rdia<br \/>Cap\u00edtulo 9 -trata da espiritualidade conjugal e espiritualidade familiar.<\/p>\n<p>A novidade do texto est\u00e1 na forma como \u00e9 apresentado, mesmo sendo longo, \u00e9 atraente e como sugest\u00e3o papal deve ser lido por blocos e por interesses que facilita a absor\u00e7\u00e3o e compreensibilidade do mesmo.<br \/>Pode-se pensar em grupos de estudos e\/ou reflex\u00e3o familiar, sobre determinado trecho.<br \/>O Capitulo 8 que abreviamos como ADIF \u00e9 a realidade de todos.<br \/>H\u00e1 uma riqueza profunda sim no documento, mas n\u00e3o esperem que tenham solu\u00e7\u00f5es aos problemas, mas sim pistas que levaram os pastores e seus colaboradores a pensarem juntos e acolherem quem est\u00e1 ou se sente apartado do seio da comunh\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 eucar\u00edstica, mas vivencial da Igreja. A Igreja acolhe a todos e como na Santa Missa tem um valor infinito e acolhe todas as inten\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e de cada um.<br \/>Nenhuma fam\u00edlia \u00e9 perfeita e pronta, mas somos chamados a construir juntos num amadurecimento como um verdadeiro processo que nos leva a capacidade de amar. Tenhamos a fam\u00edlia de Nazar\u00e9 que teve seus percal\u00e7os e dificuldades, mas que n\u00e3o desistiu de viver os la\u00e7os da ternura e do amor, do abra\u00e7o fraterno e reconfortante que nos faz reerguer os olhos e continuar a caminhada. Sublinhemos a frase do Papa \u201cN\u00e3o percamos a esperan\u00e7a por causa dos nossos limites\u201d<\/p>\n<p>Agradecemos ao Papa Francisco por mais este documento que reflete o momento atual da hist\u00f3ria e as preocupa\u00e7\u00f5es da Igreja em propor sempre a beleza do matrim\u00f4nio e, ao mesmo tempo, indo ao encontro, neste ano Santo da Miseric\u00f3rdia, a tantas outras situa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o consequ\u00eancias do momento atual. Tenho certeza de que a leitura tranquila deste documento ser\u00e1 reconfortador para todos. Que produza muitos frutos para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chave de leitura SUBT\u00cdTULO: O AMOR NA FAM\u00cdLIA. O Papa Francisco nos convida uma leitura n\u00e3o de todo o texto de uma vez, mas de uma leitura saboreada parte a parte, mostrando que a Fam\u00edlia \u00e9 uma oportunidade e n\u00e3o um problema. 01-07 Cap. I \u2013 tem apoio fundamentos e luzes B\u00edblicas (\u00c0 Luz da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-14083","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14083","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14083"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14083\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21603,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14083\/revisions\/21603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14083"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14083"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14083"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}