{"id":14082,"date":"2016-04-09T03:00:00","date_gmt":"2016-04-09T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/09\/amoris-laetitia\/"},"modified":"2017-05-08T14:18:55","modified_gmt":"2017-05-08T17:18:55","slug":"amoris-laetitia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/amoris-laetitia\/","title":{"rendered":"Amoris Laetitia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Acaba de ser publicada a aguardada Exorta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-sinodal sobre a Fam\u00edlia, do Papa Francisco, que tem por t\u00edtulo \u201cA alegria do amor\u201d (Amoris Laetitia). \u00c9 um documento longo que cita muito o parecer dos Padres Sinodais. Os cardeais e o casal que apresentaram o documento na sala de imprensa do Vaticano foram un\u00e2nimes em falar da alegria em ler esse documento e a import\u00e2ncia de acolhe-lo com carinho. <br \/>S\u00e3o 325 par\u00e1grafos distribu\u00eddos em nove partes assim discriminadas: \u00c0 luz da Palavra; A realidade e os desafios da fam\u00edlia; Olhar fixo em Jesus: A voca\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia; O amor no matrim\u00f4nio; O amor que se torna fecundo; Algumas perspectivas familiares; Refor\u00e7ar a educa\u00e7\u00e3o dos filhos; Acompanhar, discernir e integrar a familiaridade e espiritualidade conjugal e familiar. Encerra-se com uma Ora\u00e7\u00e3o \u00e0 Sagrada Fam\u00edlia.<br \/>Seu conte\u00fado \u00e9 assim sintetizado pelo Papa: \u201cNo desenvolvimento do texto, come\u00e7arei por uma abertura inspirada na Sagrada Escritura, que lhe d\u00ea o tom adequado. A partir disso, considerarei a situa\u00e7\u00e3o atual das fam\u00edlias, para manter os p\u00e9s no ch\u00e3o. Depois lembrarei alguns elementos essenciais da doutrina da Igreja sobre o matrim\u00f4nio e a fam\u00edlia, seguindo-se os dois cap\u00edtulos centrais, dedicados ao amor. Em seguida destacarei alguns caminhos pastorais que nos levem a construir fam\u00edlias s\u00f3lidas e fecundas segundo o plano de Deus, e dedicarei um cap\u00edtulo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Depois deter-me-ei em um convite \u00e0 miseric\u00f3rdia e ao discernimento pastoral perante situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o correspondem plenamente ao que o Senhor nos prop\u00f5e; e, finalmente, tra\u00e7arei breves linhas de espiritualidade familiar\u201d (n. 6). <br \/>O Documento tem, pois, in\u00edcio lembrando que, n\u00e3o obstante as crises pelas quais passa a fam\u00edlia, enquanto institui\u00e7\u00e3o querida por Deus, o desejo de perpetu\u00e1-la permanece vivo nas novas gera\u00e7\u00f5es, conforme observaram os Padres Sinodais e, por isso, \u00e9 preciso se debru\u00e7ar sobre a fam\u00edlia com seus valores e desafios nos nossos dias sob o prisma moral, doutrinal, espiritual e pastoral. Isto tudo, sem negar o Magist\u00e9rio da Igreja, d\u00e1 lugar \u00e0 pluralidade de interpreta\u00e7\u00f5es de uma mesma doutrina em diversos locais diferentes \u00e0 luz da Miseric\u00f3rdia de Deus, cujo Ano Extraordin\u00e1rio estamos vivendo (n. 1-8).<br \/>Passa o Papa a lembrar que a Sagrada Escritura est\u00e1 repleta de hist\u00f3rias de fam\u00edlias com suas alegrias, belezas e dificuldades, sem que essa institui\u00e7\u00e3o esmore\u00e7a. Muito aparece tamb\u00e9m a express\u00e3o \u201cTu e tua esposa\u201d, ou seja, o homem e a mulher (por exemplo, Mt 19,9 que remete a Gn 2,24 e 1,27) a terem seus filhos e filhas como brotos de oliveira ao redor de tua mesa (cf. Sl 128\/127,3); as primeiras comunidades crist\u00e3s se re\u00fanem em casas, local da conviv\u00eancia familiar por excel\u00eancia. \u00c9, no entanto, tamb\u00e9m na fam\u00edlia que ocorrem experi\u00eancias dolorosas de brigas, doen\u00e7as e mortes, mas, no fim dos tempos, Deus enxugar\u00e1 nossas l\u00e1grimas e n\u00e3o haver\u00e1 mais morte ou dor (cf. Ap 21,4). Dentro da mesma fam\u00edlia com suas dificuldades, est\u00e3o tamb\u00e9m dois pontos importantes do conv\u00edvio material e espiritual: o trabalho e o carinho do abra\u00e7o, que \u00e9 responsabilidade de todos (cf. n. 9-30).<br \/>Entra o documento em seu terceiro cap\u00edtulo nos desafios vividos hoje pela fam\u00edlia \u00e0 luz da realidade em que estamos \u2013 com suas mudan\u00e7as antropol\u00f3gicas e culturais \u2013 e n\u00e3o a partir apenas de uma discuss\u00e3o abstrata. H\u00e1 de se oferecer como rem\u00e9dios \u00e0 fam\u00edlia como mero lugar de passagem e de individualismo, o conv\u00edvio e a reciprocidade em todas as \u00e1reas. Tamb\u00e9m n\u00e3o centrar o matrim\u00f4nio na procria\u00e7\u00e3o, mas na uni\u00e3o (aspecto unitivo), na prepara\u00e7\u00e3o aos jovens casais para o matrim\u00f4nio sob o olhar exigente, por\u00e9m, ao mesmo tempo, compassivo de Jesus, a educa\u00e7\u00e3o para se evitar o descarte (relaciona-se e separa-se com facilidade \u00edmpar), o medo do compromisso com o futuro parece dizer aos jovens: \u201cviva a vida n\u00e3o assuma compromissos familiares\u201d, a pornografia faz mal, pois distorce o verdadeiro amor, a queda das natalidades amea\u00e7a certos pa\u00edses ou povos na economia e na pr\u00f3pria identidade, h\u00e1 enfraquecimento da pr\u00e1tica religiosa, falta de habita\u00e7\u00e3o digna, filhos nascidos de rela\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias, abuso sexual de crian\u00e7as, fam\u00edlias migrantes ou com membros deficientes, idosos ou que vivem na mis\u00e9ria chocam nossos tempos. Assome-se a isso a falta de educa\u00e7\u00e3o, a depend\u00eancia qu\u00edmica, a poligamia, o menosprezo ainda existente \u00e0 mulher, a ideologia de g\u00eanero a negar a identidade sexual: n\u00e3o haveria mais homem ou mulher, mas apenas um ser humano neutro. Apesar de tudo isso, demos gra\u00e7as a Deus pelas fam\u00edlias que vivem no amor verdadeiro e fiel (cf. n. 31-57).<br \/>Ante todos esses desafios, n\u00e3o se pode deixar de lado o querigma. Neste ponto, o Papa recolhe uma s\u00edntese da doutrina da Igreja sobre o matrim\u00f4nio e a fam\u00edlia. Tamb\u00e9m cita v\u00e1rias contribui\u00e7\u00f5es prestadas pelos Padres sinodais nas suas considera\u00e7\u00f5es acerca da luz que a f\u00e9 nos oferece. Ainda hoje, no Senhor, temos o nosso compromisso de viver e transmitir o Evangelho da fam\u00edlia. Ele nasceu e viveu na fam\u00edlia de Nazar\u00e9 e restaurou o plano primeiro do Matrim\u00f4nio, conforme sonhado por Deus para todos. Passa, a seguir, o Papa \u00e0 doutrina do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II, de Paulo VI e de Jo\u00e3o Paulo II sobre a Fam\u00edlia para, depois, entrar no sacramento em si: nele o pr\u00f3prio casal \u00e9 ministro e n\u00e3o o sacerdote. Em meio a essa beleza dos ensinamentos b\u00edblicos e eclesiais, n\u00e3o faltam os desafios, especialmente na gera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Nisso as fam\u00edlias que permanecem sempre fi\u00e9is \u00e0 Igreja d\u00e3o grande testemunho aos demais irm\u00e3os e irm\u00e3s na f\u00e9 (cf. n. 58-88).<br \/>Penetrando na ess\u00eancia do Matrim\u00f4nio, diz-se que ele deve \u201caperfei\u00e7oar o amor dos c\u00f4njuges\u201d, para isso s\u00e3o apresentadas alguns pontos essenciais extra\u00eddos da Carta de Paulo aos Cor\u00edntios (13,4-7): paci\u00eancia, atitude de servi\u00e7o, cura da inveja, combater o orgulho e a arrog\u00e2ncia, ser am\u00e1vel, desprender-se de si mesmo, n\u00e3o guardar viol\u00eancia interior, perdoar, alegrar-se com os outros; desculpar-se, confiar, esperar, suportar-se, bem como crescer na caridade conjugal tendo tudo em comum, valorizando a alegria e a beleza da vida a dois que leva a se casar por um amor que se manifesta e cresce a cada dia, dialoga, se apaixona, navega pelas fantasias l\u00edcitas, sente alegria nos filhos, vive a dimens\u00e3o er\u00f3tica do amor conjugal, combate a viol\u00eancia e a manipula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o menospreza, ao lado do casamento santo, a vida una e indivisa da virgindade e do celibato nem deixa que o amor se transforme com o passar dos anos em que as apar\u00eancias f\u00edsicas n\u00e3o s\u00e3o as mesmas: o amor n\u00e3o cria rugas como o corpo (cf. n. 89-164).<br \/>Francisco entra, ap\u00f3s tratar mais do aspecto unitivo, no aspecto fecundo do Matrim\u00f4nio. Fala da transmiss\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o da vida. Diz o Papa: \u201cSe uma crian\u00e7a chega ao mundo em circunst\u00e2ncias n\u00e3o desejadas, os pais ou os outros membros da fam\u00edlia devem fazer todo o poss\u00edvel para aceit\u00e1-la como dom de Deus e assumir a responsabilidade de acolh\u00ea-la com magnanimidade e carinho\u201d (n.166). <br \/>A Igreja louva as fam\u00edlias numerosas, mas pede responsabilidade na gera\u00e7\u00e3o dos filhos a fim de que n\u00e3o se coloque no mundo uma crian\u00e7a que passar\u00e1 graves necessidades. Pede ainda a valoriza\u00e7\u00e3o da gravidez com o amor da m\u00e3e e do pai \u00e0quela crian\u00e7a, bem como exorta ao que se chama de \u201cpaternidade alargada\u201d, ou seja, ser pai ou m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 apenas um fato biol\u00f3gico, mas do cora\u00e7\u00e3o. Da\u00ed, as ado\u00e7\u00f5es, as ajudas \u00e0 sociedade em geral, o cuidado com os abandonados e fr\u00e1geis. A Eucaristia exige compromisso com o irm\u00e3o. \u00c9 preciso tamb\u00e9m que a fam\u00edlia tenha um cora\u00e7\u00e3o grande em que caibam todos: filhos, irm\u00e3os e idosos (os av\u00f3s), al\u00e9m de se viver a fam\u00edlia alargada, ou seja, a uni\u00e3o entre os familiares em geral: tios, primos de v\u00e1rios graus, cunhados etc. (cf. n. 165-198).<br \/>Isso posto, o Papa entra em alguns pontos pastorais sem anular as realidades locais nas quais essas pastorais ocorrer\u00e3o. Dentre os pontos est\u00e3o: o an\u00fancio do Evangelho da fam\u00edlia, como c\u00e9lula-m\u00e3e da sociedade, a forma\u00e7\u00e3o seminar\u00edstica e laical com vistas ao apre\u00e7o familiar em suas alegrias e agruras, a valoriza\u00e7\u00e3o pelas Igrejas locais dos \u201cCursos de prepara\u00e7\u00e3o para o Matrim\u00f4nio\u201d, bem como a digna organiza\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o do Sacramento com leituras b\u00edblicas pr\u00f3prias e insist\u00eancia de que aquele \u00e9 um compromisso a durar a vida inteira e n\u00e3o apenas naquele momento de tens\u00e3o e luzes, filmagens, convidados etc. <br \/>Importa ainda uma pastoral espec\u00edfica para acompanhar os casais jovens em seus desafios e alegrias a fim de perceberem que a Igreja se interessa por eles e por suas fam\u00edlias, especialmente o estar juntos para rezar e conviver, inclusive com outras fam\u00edlias pr\u00f3ximas do mesmo bairro, pr\u00e9dio ou condom\u00ednio. Fortalecida por essas \u201cvitaminas\u201d, as fam\u00edlias conseguem resistir melhor aos problemas inerentes \u00e0 natureza humana e ao pr\u00f3prio compromisso assumido a gerar feridas que perduram por muitos anos e podem levar ao fim de um casamento. A Igreja, contudo, n\u00e3o deve deixar de acompanhar aquele casal, mesmo ap\u00f3s o div\u00f3rcio, n\u00e3o importando por quais circunst\u00e2ncias ele tenha ocorrido, fazendo-o sentir que n\u00e3o est\u00e1 excomungado e incentivando-o a reatar o relacionamento ou a averiguar junto \u00e0s inst\u00e2ncias competentes se seu matrim\u00f4nio n\u00e3o foi nulo, embora nunca devam deixar de pensar nos filhos a serem educados. Chama a aten\u00e7\u00e3o os denominados matrim\u00f4nios mistos e com disparidade de culto, bem como entre pessoas n\u00e3o batizadas ou fam\u00edlias monoparentais (geralmente a m\u00e3e cuida do filho). Todos os casos devem ser bem avaliados por seus bispos, ainda que a uni\u00e3o entre pessoas do mesmo sexo n\u00e3o possa ser, jamais, equiparada a casamento, n\u00e3o obstante as press\u00f5es internacionais. Ofere\u00e7a ainda a Igreja sua presen\u00e7a \u00e0s fam\u00edlias enlutadas, ajudando-as a superarem este momento dif\u00edcil, mas que \u00e9 inerente \u00e0 vida (cf. n. 199-258).<br \/>Entra o Documento na Educa\u00e7\u00e3o dos Filhos refor\u00e7ando que os pais devem acompanh\u00e1-los, especialmente com base \u00e9tica para toda a vida dentro da liberdade que cabe a cada ser humano, embora com san\u00e7\u00f5es quando necess\u00e1rio e um realismo aut\u00eantico no modo de se viver em fam\u00edlia com sadio equil\u00edbrio, favorecendo o bom desenvolvimento da crian\u00e7a ou adolescente, inclusive com uma educa\u00e7\u00e3o sexual crist\u00e3 que n\u00e3o seja mera informa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica ou a defesa \u00fanica do chamado \u201csexo seguro\u201d, mas, sim, forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica com escala de valores humanos. A educa\u00e7\u00e3o para a f\u00e9 \u00e9 tamb\u00e9m um dos grandes compromissos familiares a come\u00e7ar, evidentemente, em casa e completar-se na comunidade (cf. n. 259-290).<br \/>Chega-se ao acompanhamento das fragilidades das fam\u00edlias e aqui o Papa lembra que \u201cOs Padres sinodais afirmaram que, embora a Igreja reconhe\u00e7a que toda a ruptura do v\u00ednculo matrimonial \u2018\u00e9 contra a vontade de Deus, est\u00e1 consciente tamb\u00e9m da fragilidade de muitos dos seus filhos\u2019\u201d (n. 291). H\u00e1, portanto, como em um hospital de campanha, lugar para atender a todos dentro da gradualidade pastoral. Assim, uma uni\u00e3o civil j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mera conviv\u00eancia, a escolha da uni\u00e3o civil, \u00e0s vezes apenas se d\u00e1 n\u00e3o por resist\u00eancia \u00e0 doutrina, mas por raz\u00f5es ocasionais ou locais, outros optam pela mera conviv\u00eancia por medo do futuro incerto (desemprego, sal\u00e1rio n\u00e3o fixo etc.). Todos devem ser acolhidos misericordiosamente pela Igreja e nela podem ensinar pontos da doutrina aos demais, salvo se ostentam publicamente algo contr\u00e1rio aos seus ensinamentos (cf. n. 297). <br \/>Devem, ent\u00e3o, ser recatequisadas e atuar em outras tarefas pastorais que n\u00e3o seja a catequese. Aos divorciados, em v\u00e1rios graus e casos \u2013 h\u00e1 os que t\u00eam certeza de que seu primeiro matrim\u00f4nio foi nulo e est\u00e1 no segundo, h\u00e1 os que t\u00eam no segundo casamento filhos para cuidar e h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que, h\u00e1 pouco se divorciaram e j\u00e1 est\u00e3o em nova uni\u00e3o. Cada caso requer sabedoria dos Pastores no discernimento ponto a ponto. Via de regra, todos h\u00e3o de ser integrados \u00e0 Igreja, sem que haja uma norma geral do S\u00ednodo para isso, pois cada caso \u00e9 um caso. No entanto, os padres, sem deixar a fidelidade \u00e0 Igreja, devem ser d\u00f3ceis \u00e0 voz do Esp\u00edrito Santo ante esses casais com suas realidades diversas.<br \/>Ao mesmo tempo em que importa \u00e0s consci\u00eancias se adaptarem \u00e0s normas da Igreja, \u00e9 preciso notar que nem todas as consci\u00eancias s\u00e3o objetivamente culpadas pelo modo de vida que levam destoante da Igreja. Importa se guiar por normas gerais sem se esquecer dos casos particulares, mas n\u00e3o fazer tamb\u00e9m dos casos particulares jun\u00e7\u00f5es semelhantes para da\u00ed tirar regras. Cair\u00edamos numa casu\u00edstica sem fim (n. 304). Deve-se aplicar a caridade pastoral, capaz de n\u00e3o abandonar a doutrina da Teologia Moral, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se esquecer da miseric\u00f3rdia gratuita do Senhor para com cada um de n\u00f3s (n. 310-311). Doutrina e miseric\u00f3rdia, portanto, n\u00e3o se op\u00f5em, mas se completam (cf. n. 291-312).<br \/>Por fim, o Papa chega a um importante cap\u00edtulo dedicado \u00e0 Espiritualidade conjugal e familiar. Destaca Francisco, \u00e0 luz do Conc\u00edlio Vaticano II, que a Sant\u00edssima Trindade habita n\u00e3o s\u00f3 em cada pessoa, mas tamb\u00e9m na fam\u00edlia, de modo que a vida familiar bem vivida \u00e9 caminho de santifica\u00e7\u00e3o (n. 316), na ora\u00e7\u00e3o comum e di\u00e1ria, ainda que breve, entre os c\u00f4njuges e com os filhos \u00e0 luz do Cristo Ressuscitado a fim de que na pr\u00f3pria realidade familiar resplande\u00e7a a luz pascal. Esse ponto alto da ora\u00e7\u00e3o na vida matrimonial \u00e9 a Eucaristia, a nova e eterna alian\u00e7a a lembrar ao casal o compromisso de vida de um para com o outro at\u00e9 que a morte os separe. Desse modo, uma testemunha Deus ao outro e s\u00e3o como que pastores da f\u00e9 a seus filhos e filhas. Todos colocados sob a prote\u00e7\u00e3o da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 (cf. n. 313-325).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acaba de ser publicada a aguardada Exorta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-sinodal sobre a Fam\u00edlia, do Papa Francisco, que tem por t\u00edtulo \u201cA alegria do amor\u201d (Amoris Laetitia). \u00c9 um documento longo que cita muito o parecer dos Padres Sinodais. 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