{"id":14044,"date":"2016-04-05T18:31:52","date_gmt":"2016-04-05T21:31:52","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/05\/antonio-gramsci-e-a-atual-crise-brasileira\/"},"modified":"2017-05-31T11:13:11","modified_gmt":"2017-05-31T14:13:11","slug":"antonio-gramsci-e-a-atual-crise-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/antonio-gramsci-e-a-atual-crise-brasileira\/","title":{"rendered":"Antonio Gramsci e a atual crise brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/flag-742573_960_720.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Entrevista. A melhor forma dos crist\u00e3os se posicionarem diante dos protestos antigoverno \u00e9 rejeitando o marxismo cultural.<\/p>\n<p>\u201cA melhor forma dos crist\u00e3os se posicionarem diante dos protestos anti-governo \u00e9 rejeitando o marxismo cultural\u201d, afirmou a ZENIT o nosso colaborador, o Dr. Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br), fil\u00f3sofo, escritor e professor universit\u00e1rio. Acompanhe essa conversa abaixo sobre Antonio Gramsci e a atual crise brasileira.<\/p>\n<p>ZENIT: Quem foi o fil\u00f3sofo Antonio Gramsci (1891-1937) e qual a importa da teoria da hegemonia pol\u00edtica e cultural?<\/p>\n<p>Ivanaldo Santos: Ele foi membro-fundador e secret\u00e1rio geral do Partido Comunista da It\u00e1lia (PCI), foi perseguido e preso durante o regime fascista, na It\u00e1lia, na d\u00e9cada de 1930. O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses do mundo onde Antonio Gramsci \u00e9 apresentado como um te\u00f3rico da democracia. Em muitos pa\u00edses ele \u00e9 visto como um te\u00f3rico do autoritarismo, mas n\u00e3o do autoritarismo militar representa pelo fascismo, pelo nazismo e pelo regime socialista de Stalin na R\u00fassia. A tese de Gramsci \u00e9 que o partido, nesse caso o partido socialista-marxista, fracassar\u00e1 na tomada do poder se insistir apenas na via militar. Segundo ele, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer a hegemonia pol\u00edtico-cultural dentro da sociedade. Por hegemonia deve-se entender a predomin\u00e2ncia das ideias marxistas dentro da pol\u00edtica, da cultura, das escolas e em outros espa\u00e7os sociais. Essa \u00e9 uma perspectiva autorit\u00e1ria, pois, numa sociedade livre e democr\u00e1tica, n\u00e3o deve haver uma hegemonia, mas sim uma pluralidade de grupos, de ideias e pensamentos. O conceito de hegemonia \u00e9 adotado por v\u00e1rios grupos e partidos pol\u00edticos e perigosamente vem vendo colocado em pr\u00e1tica em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p>ZENIT: Explique o conceito de infiltra\u00e7\u00e3o cultural de Antonio Gramsci.<\/p>\n<p>Ivanaldo Santos: Trata-se de um dos mais complexos e importantes conceitos do s\u00e9culo XX. Para Gramsci a revolu\u00e7\u00e3o socialista s\u00f3 ter\u00e1 pleno \u00eaxito se conseguir controlar o que, em sua opini\u00e3o, s\u00e3o as principais estruturas culturais da sociedade ocidental. Entre essas estruturas cita-se: a Igreja, escola e universidade, e o sistema de produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cultural (arte e artistas, m\u00fasica, cinema, livros, editoras, canais de r\u00e1dio e TV, etc). Para isso acontecer \u00e9 necess\u00e1rio lentamente \u201cinfiltrar\u201d, colocar pessoas de confian\u00e7a da ideologia marxista dentro dessas estruturas sociais para, lentamente, encherem essas estruturas com ideias, valores e com a ideologia marxista. Na pr\u00e1tica, o conceito de infiltra\u00e7\u00e3o cultural de Gramsci n\u00e3o passa de uma sofisticada lavagem cerebral. A escola e a universidade \u00e9 um exemplo cl\u00e1ssico do sucesso da estrat\u00e9gia de infiltra\u00e7\u00e3o gramsciana. No Brasil, nos \u00faltimos 50 ou 60 anos constantemente esses espa\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o foram sendo lentamente preenchidos com professores, diretores, livros, cartilhas e todo tipo de material did\u00e1tico ligado \u00e0 ideologia marxista. Ao ponto de chegarmos, ao s\u00e9culo XXI, com um grande n\u00famero de universidades p\u00fablicas sendo aparelhadas por partidos e grupos marxistas, fazendo abertamente campanhas pol\u00edticas para candidatos e presidentes da rep\u00fablica que seguem a ideologia marxista. Sem contar que em grande n\u00famero de escolas no Brasil os livros, as propostas de ensino s\u00e3o voltadas, quase que unicamente, para a ideologia marxista.<\/p>\n<p>ZENIT: Qual a rela\u00e7\u00e3o das ideias e do conceito de marxismo cultural, oriundo de Gramsci, com o povo e a cultura popular?<\/p>\n<p>Ivanaldo Santos: As ideias de Gramsci s\u00e3o autorit\u00e1rias. Isso acontece porque, entre outras coisas, ele deseja, seguindo Karl Max, abolir os principais pilares da sociedade ocidental, incluindo a fam\u00edlia e o cristianismo. No lugar desses pilares, o marxismo cultural prop\u00f5e colocar \u201cnovos valores\u201d ligados com o estilo de vida de algumas minorias. Entre esses \u201cnovos valores\u201d cita-se: o aborto, a legaliza\u00e7\u00e3o das drogas ilegais, o fim da fam\u00edlia e o indiv\u00edduo ter como \u00fanico ponto de apoio o Estado. Em grande medida, o marxismo cultural representa uma ditadura de algumas minorias que desejam impor a grande sociedade, as maiorias desorganizadas, seu estilo de vida.<\/p>\n<p>ZENIT: Existe alguma rela\u00e7\u00e3o entre a onda de protestos anti-governo, que atualmente varre o Brasil, e as ideias de Gramsci?<\/p>\n<p>Ivanaldo Santos: Sim, \u00e9 poss\u00edvel se tra\u00e7ar um paralelo entre esses dois acontecimentos. O Brasil foi um dos pa\u00edses onde as ideias de Gramsci foram largamente colocadas em pr\u00e1ticas. A infiltra\u00e7\u00e3o cultural foi fortemente praticada dentro de escolas, universidades, no meio cultural e at\u00e9 mesmo dentro da Igreja. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas se investiu muito na forma\u00e7\u00e3o do \u201cindiv\u00edduo marxista\u201d, um tipo de indiv\u00edduo que s\u00f3 conhece os ideais marxistas, que anda na rua usando s\u00edmbolos socialistas, que n\u00e3o crer na fam\u00edlia, nos valores crist\u00e3os e em outros valores. O surpreendente \u00e9 que a onda de manifesta\u00e7\u00f5es anti-governo, manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas pelo gramscismo, muito mais do que o Movimento das Diretas J\u00e1 (1983-1984) e do Movimento Cara Pintada (1992), trouxeram a toma os valores rejeitados pelo marxismo cultural. Valores, por exemplo, da p\u00e1tria, da fam\u00edlia, do casamento, da natalidade, da f\u00e9 e do cristianismo. Depois de d\u00e9cadas de dom\u00ednio do marxismo cultural, v\u00ea-se nas ruas do Brasil multid\u00f5es cantando o hino nacional, segurando a bandeira do Brasil e at\u00e9 mesmo o estandarte de Nossa Senhora e do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. Em muitos aspectos, a atual onda de protestos antigoverno \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o inconsciente contra o marxismo cultural, \u00e9 o Brasil profundo, o Brasil real e vertical que est\u00e1 se insurgindo contra a tirania de uma minoria que se autoproclama de esclarecida, \u00e9 uma luta contra o novo Illuminati.<\/p>\n<p>ZENIT: Como os crist\u00e3os podem se posicionar diante da atual onda de protestos antigoverno?<\/p>\n<p>Ivanaldo Santos: Inicialmente, \u00e9 necess\u00e1rio esclarecer que o Brasil \u00e9 em ess\u00eancia uma na\u00e7\u00e3o crist\u00e3, trata-se da Terra da Santa Cruz. De um lado, a melhor forma dos crist\u00e3os se posicionarem diante dos protestos antigoverno \u00e9 rejeitando o marxismo cultural e, por isso, fazendo um caminho de volta para o Evangelho, para a Tradi\u00e7\u00e3o e para a Doutrina da Igreja. Do outro lado, os crist\u00e3os devem ser uma for\u00e7a consciente no intuito de conduzir o pa\u00eds a estabelecer um novo governo, um governo que n\u00e3o esteja comprometido em destruir a fam\u00edlia, mas sim em conduzir o pa\u00eds a um caminho de inclus\u00e3o social, estabilidade pol\u00edtica e de prosperidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Zenit<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista. A melhor forma dos crist\u00e3os se posicionarem diante dos protestos antigoverno \u00e9 rejeitando o marxismo cultural. \u201cA melhor forma dos crist\u00e3os se posicionarem diante dos protestos anti-governo \u00e9 rejeitando o marxismo cultural\u201d, afirmou a ZENIT o nosso colaborador, o Dr. Ivanaldo Santos (ivanaldosantos@yahoo.com.br), fil\u00f3sofo, escritor e professor universit\u00e1rio. 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