{"id":14028,"date":"2016-04-07T03:00:00","date_gmt":"2016-04-07T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/07\/leigos-e-leigas-que-foram-sal-e-luz\/"},"modified":"2017-05-08T14:28:42","modified_gmt":"2017-05-08T17:28:42","slug":"leigos-e-leigas-que-foram-sal-e-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/leigos-e-leigas-que-foram-sal-e-luz\/","title":{"rendered":"Leigos e leigas que foram sal e luz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ao aprofundar a miss\u00e3o do crist\u00e3o leigo na Igreja e na Sociedade, creio que seria interessante aprofundar, ou pelo menos nomear e recordar, alguns deles que na hist\u00f3ria da Igreja se destacaram. S\u00e3o exemplos importantes a considerar nestes tempos complexos que vivemos.\u00a0 S\u00e3o leigos e leigas que souberam corresponder ao seu Batismo e ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14) nas mais diversas \u00e9pocas e contextos hist\u00f3ricos e socioculturais. Para isso me sirvo de livros e sites que tratam da vida desses homens e mulheres de Deus. S\u00e3o hist\u00f3rias que j\u00e1 est\u00e3o no dom\u00ednio publico, mas que sempre \u00e9 importante recordar.<br \/>1) Catarina de Sena nasceu em 25 de mar\u00e7o de 1347, em Sena (It\u00e1lia), de pais muito pobres e com vinte e cinco filhos. Teve uma inf\u00e2ncia conturbada, n\u00e3o p\u00f4de aprender nem o b\u00e1sico da escrita (era completamente analfabeta), cresceu franzina, fraca e adoentada. <br \/> Aos sete anos, consagrou sua virgindade a Deus e, logo que p\u00f4de, ingressou na Ordem Terceira Dominicana (hoje, Fraternidade Leiga Dominicana) com o desejo de ser santa no seu dia a dia, dentro da realidade social e eclesial conturbada da \u00e9poca. Em uma vida verdadeiramente m\u00edstica, ou seja, unida a Deus, tinha inspira\u00e7\u00e3o para ditar as famosas \u201cCartas\u201d aos que sabiam escrever, a fim de que consignassem por escrito seus belos pensamentos. S\u00e3o verdadeiros tratados teol\u00f3gicos que trazem, entre outros pontos, temas como a Sant\u00edssima Trindade e o amor ao Papa: o \u201cdoce Cristo na Terra\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 sua a obra \u201cDi\u00e1logo sobre a Divina Provid\u00eancia\u201d.<br \/>Conseguiu ser ouvida por reis, pr\u00edncipes, cardeais e papas, fazendo, por exemplo, o Papa Urbano VI, exilado em Avinh\u00e3o (Fran\u00e7a), voltar para Roma, onde era seu lugar. Cabe lembrar que h\u00e1 70 anos os Sumos Pont\u00edfices se sucediam naquela cidade francesa devido a cismas e persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja. Al\u00e9m disso, pela gra\u00e7a de Deus, converteu a muitos, curou doentes e lutou por seu lugar ao sol em um mundo no qual a mulher n\u00e3o era respeitada.<br \/>Ela entregou sua alma a Deus no dia 29 de abril de 1380, ap\u00f3s sofrer um derrame, aos 33 de idade. Trazia em seu corpo os estigmas da Paix\u00e3o de Cristo. Foi declarada, de modo in\u00e9dito, a primeira mulher \u201cdoutora da Igreja\u201d pelo Papa Paulo VI, em 1970, ensinando-nos o valor da mulher, leiga, e mesmo sem estudos formais, mas cheia de Deus na fidelidade \u00e0 M\u00e3e Igreja que a gerou para a vida divina pelo Batismo (site: http:\/\/www.franciscanos.org.br\/?p=59857).\u00a0 <br \/>2) Isabel da Hungria nasceu em 1207 e aos 4 anos j\u00e1 se interessava por rezar na capela e levar outras crian\u00e7as para l\u00e1. Quando n\u00e3o podia entrar, beijava a porta e dizia: \u201cDeus repousa a\u00ed dentro\u201d. Ainda nova, perdeu a m\u00e3e, a Rainha Gertrudes, e tamb\u00e9m o seu grande protetor, o duque Herman, pai de seu futuro esposo, o Duque Luiz de Tur\u00edngia, com quem se casou aos 13 anos, como era, ent\u00e3o, costume.<br \/>Mesmo contra a vontade de seus familiares nobres, distribu\u00eda muitos bens aos pobres. Mais: certa vez, desceu at\u00e9 a portaria do castelo, tomou um leproso em seus bra\u00e7os e o levou para a sua cama de casal, deixando-o em repouso coberto por um len\u00e7ol. O Duque Luiz foi ver, maravilhado (era muito piedoso) o feito da esposa, e, ao puxar o len\u00e7ol, viu n\u00e3o um leproso qualquer, mas Nosso Senhor. Concretizara em sua retina a passagem de Mateus 25, a dizer que tudo o que \u00e9 feito aos pequenos deste mundo \u00e9 ao pr\u00f3prio Cristo que se faz.<br \/>Na grande fome do ano de 1226 que assolou a regi\u00e3o, Isabel abriu m\u00e3o dos tesouros que tinha, bem como as portas do castelo e dos celeiros para acolher necessitados e alimentar a faminta multid\u00e3o. Fundou tr\u00eas hospitais: um para mulheres, outro para crian\u00e7as e o terceiro para o povo em geral. Nas mortes de indigentes, ela mesma fazia o sepultamento, ou se o falecido tinha fam\u00edlia, ap\u00f3s o enterro, socorria a vi\u00fava, o vi\u00favo e os \u00f3rf\u00e3os, dando-lhes roupas, cal\u00e7ados e alimentos a fim de n\u00e3o perecerem no frio, na chuva ou em quaisquer intemp\u00e9ries do tempo. Era caridosa ao extremo, desapegada de tudo, esposa e m\u00e3e exemplar. Ficou vi\u00fava por volta de 1227 (seu marido fora para a Cruzada naquele ano e l\u00e1 morrera).<br \/>Aproveitando-se da viuvez de Isabel, seus cunhados a expulsaram do pal\u00e1cio com os quatro filhos, em uma noite fria, com a ordem de que ningu\u00e9m a recebesse em sua casa. Ela foi parar em um abrigo improvisado, que servia de chiqueiro aos porcos. Longe de reclamar, certo dia visitou um convento de frades franciscanos, a fim de pedir-lhes que cantassem o Te Deum louvando a Deus por dar-lhe a honra de participar dos sofrimentos de Cristo.<br \/>Recusou muitas propostas de casamento com nobres, dado seu desapego \u00e0s coisas da Terra. Devido \u00e0s censuras de cruzados amigos de seu marido, seus cunhados lhe pediram perd\u00e3o, em prantos, e lhes devolveram os bens a que tinha direito. Ela viveu, por\u00e9m, em uma casa modesta ao lado do convento dos frades, em vida de Clarissa, ajudando os necessitados. Faleceu em 19 de novembro de 1231, com fisionomia ext\u00e1tica (de quem teve \u00eaxtase). Seu corpo ficou na igreja, exposto por quatro dias. Foi solenemente canonizada em 1235, pelo Papa Greg\u00f3rio IX (cf. Ant\u00f4nio Queiroz. Revista Arautos do Evangelho, nov\/2004, n. 35, p. 22-25)<br \/>3) Tomas Moro nasceu em Londres, na Inglaterra, em 7 de fevereiro de 1478. Casou-se com Ana Colt em 1505 e teve quatro filhos. Ficou, por\u00e9m, vi\u00favo, em 1511, casando-se, ent\u00e3o, com Alice Middleton, vi\u00fava e m\u00e3e de uma crian\u00e7a, mas n\u00e3o tiveram filhos.<br \/>Advogado, professor universit\u00e1rio, parlamentar, estudioso, escritor, Moro chegou a ser presidente do Parlamento e, com o rei Henrique VIII, tornou-se chanceler da Inglaterra.<br \/>Sua firme obedi\u00eancia a Deus antes que aos homens foi sentida a partir do ano de 1529, \u00e9poca em que come\u00e7aram os rumores de que o rei desejava separar-se de Catarina de Arag\u00e3o, sua verdadeira esposa, para se casar novamente. N\u00e3o obtendo para isso o consentimento do Papa, optou por desligar-se da Igreja de Roma para declarar-se o chefe supremo da Igreja na Inglaterra, atribuindo a si mesmo o poder de legitimar o casamento pretendido, que ele de fato realizou. Desse modo, Henrique VIII, com apoio de parte da Corte e dos cl\u00e9rigos, desrespeitava o sacramento do Matrim\u00f4nio institu\u00eddo por Deus. <br \/>Tom\u00e1s Moro, por\u00e9m, mantendo-se fiel ao Rei dos reis e \u00e0 pr\u00f3pria consci\u00eancia, deixou seu cargo em sil\u00eancio, no dia 16 de maio de 1532, provocando a desconfian\u00e7a do rei. Desconfian\u00e7a que se agravou quando o ex-chanceler do Reino se recusou a concordar, em documento, com a supremacia do rei em mat\u00e9ria religiosa \u2013 menosprezando o Papa \u2013 e com o seu segundo casamento com Ana Bolena. Foi, ent\u00e3o, preso, em 1534, e condenado \u00e0 morte por decapita\u00e7\u00e3o em 6 de julho de 1535, tendo a cabe\u00e7a exposta na Ponte de Londres por um m\u00eas, at\u00e9 ser recolhida pela filha, que lhe deu sepultura.<br \/>\u00c9, por essas raz\u00f5es, considerado um modelo de fidelidade a Deus em sua Igreja e \u00e0 pr\u00f3pria consci\u00eancia. Representa a luta pela liberdade individual ante os poderes arbitr\u00e1rios deste mundo, que desejam sufocar a presen\u00e7a de Deus entre os homens. Reconhecidas as suas virtudes her\u00f3icas, Tom\u00e1s Moro foi beatificado em 29 de dezembro de 1886, pelo Papa Le\u00e3o XIII, e canonizado em 19 de maio de 1935, pelo Papa Pio XI. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II o declarou patrono dos estadistas e pol\u00edticos, em 2000. (V. de Lima. Obedecer antes a Deus que aos homens. 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Ixtlan, 2016, p. 63-64).<br \/>4) Frederico Ozanam nasceu no dia 23 de abril de 1813, em Mil\u00e3o (It\u00e1lia). Era filho de Jean-Antoine, m\u00e9dico de renome, mas cuja fama n\u00e3o era empecilho para que tratasse igualmente pobres e ricos a dependerem de seus servi\u00e7os, e de Marie Ozanam, tamb\u00e9m muito caridosa para com todos os necessitados. Ora, isso levou o menino a crescer em um ambiente permeado pela miseric\u00f3rdia.<br \/>Foi grande estudioso, quase um g\u00eanio, pois aos 17 anos j\u00e1 dominava o grego, latim, italiano e alem\u00e3o, al\u00e9m de estudar tamb\u00e9m o hebraico e o s\u00e2nscrito, e dedicar-se ainda \u00e0 Filosofia e \u00e0 Espiritualidade. Ao estudar em Sorbone (Paris), apesar do seu estilo t\u00edmido, passou a frequentar ambientes intelectuais e a escrever artigos de conte\u00fado profundo e atualizado \u00e0 imprensa da Fran\u00e7a, jamais deixando em segundo plano seu ser profundamente cat\u00f3lico e contr\u00e1rio ao socialismo.<br \/>Para, talvez, reviver o esp\u00edrito misericordioso de sua fam\u00edlia e colocar em pr\u00e1tica os princ\u00edpios da Doutrina Social da Igreja, que come\u00e7ava a tomar corpo tamb\u00e9m nos documentos eclesi\u00e1sticos, em maio de 1833, com apenas 20 anos de idade, fundou a rede de Confer\u00eancias S\u00e3o Vicente de Paulo, cujo alcance nem ele ou seus colegas de primeira hora poderiam prever. S\u00e3o os nossos leigos e leigas \u201cvicentinos\u201d de hoje.<br \/>Tornou-se doutor em Direito e em Letras, tendo profunda voca\u00e7\u00e3o para o magist\u00e9rio. Era professor respeitado. De modo que sobre ele p\u00f4de escrever o Papa Jo\u00e3o Paulo II: \u201cO seu caminho espiritual, sempre atormentado, conhece altos e baixos: Frederico julga n\u00e3o fazer o suficiente, e pede ao Senhor que o ajude a ser melhor, luta contra o orgulho at\u00e9 se esquecer do pr\u00f3prio valor\u201d.<br \/>Totalmente entregue a Deus, mesmo na aguda doen\u00e7a longa e dolorosa, dirige-se ao Pai celeste com as seguintes palavras: \u201cSenhor, quero o que Tu queres, quero como o queres e por todo o tempo que o quiseres, quero-o porque Tu o queres\u201d. Frederico morreu na noite de 8 de setembro de 1853, em Marselha, rodeado dos seus familiares e amigos. <br \/>Como grande modelo aos leigos no campo intelectual e caridoso, o Papa Jo\u00e3o Paulo II o beatificou, em Paris, em 22 de agosto de 1997, tendo o milagre para a beatifica\u00e7\u00e3o sido a cura de uma crian\u00e7a brasileira afetada por difteria, em 1926, em Nova Friburgo (RJ), e reconhecido pela Santa S\u00e9 em 1995 (www.vatican.va).<br \/>5) Odetinha \u00e9 uma menina, evidentemente leiga, da nossa Arquidiocese de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro. que nasceu em Madureira e morreu de meningite aos 9 aninhos de idade. Era de f\u00e9 viva e inabal\u00e1vel, rezando o ter\u00e7o diariamente e assistindo \u00e0 Missa (era em Latim).<br \/>Dizem testemunhas que \u201cOdetinha vestia seu aventalzinho e ia com a m\u00e3e dela, Alice, para a porta de casa para dar comida aos pobres, todo s\u00e1bado\u201d. De fam\u00edlia de classe m\u00e9dia alta, a menina sempre escondeu isso dos colegas para n\u00e3o parecer mais do que eles em nada. Assim dava seu testemunho de humildade no mundo laical e, \u00e0s vezes, soberbo, de ent\u00e3o.<br \/>Odetinha morreu em 25 de novembro de 1939, tendo entregue serenamente a sua alma a Deus. Ap\u00f3s receber a sagrada comunh\u00e3o, dizia \u201cMeu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo\u201d. Duas propriedades da fam\u00edlia se tornaram obras de caridade: o Lar S\u00e3o Jos\u00e9, em Laranjeiras, que d\u00e1 apoio a meninas carentes, e o ambulat\u00f3rio m\u00e9dico que leva o nome da menina, em Nova Igua\u00e7u, o que bem testemunha quem foi Odetinha. Uma crian\u00e7a que, na sua inoc\u00eancia, nos ensinou a amar ao pr\u00f3ximo por amor de Deus, e a Ele se entregar sem reservas, nas alegrias e nos sofrimentos. Exemplo de vida. N\u00e3o querendo nos adiantar ao julgamento da Igreja, que acolheu o processo de beatifica\u00e7\u00e3o em Roma para ser examinado. (Extrato dos textos do processo de beatifica\u00e7\u00e3o em poder da Arquidiocese do Rio de Janeiro).<br \/>Como se v\u00ea, a pequena lista de exemplos aqui apresentada j\u00e1 demonstra que cada um(a), irm\u00e3o e irm\u00e3, \u00e9 chamado(a) a ser santo(a) onde est\u00e1. Temos mulher pobre, mulher rica, ministro de rei, acad\u00eamico e at\u00e9 uma crian\u00e7a servindo ao Senhor sem serem cl\u00e9rigos ou religiosos(as), mas, sim, leigos.<br \/>Possam tais exemplos falar alto a cada um de n\u00f3s neste tempo em que debatemos, na 54\u00aa. Assembleia Geral da CNBB, a voca\u00e7\u00e3o dos leigos e leigas como \u201csal da terra e luz do mundo\u201d. Voca\u00e7\u00e3o a ser urgentemente valorizada, em nossos dias, com a gra\u00e7a de Deus, sob a intercess\u00e3o da Senhora Aparecida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao aprofundar a miss\u00e3o do crist\u00e3o leigo na Igreja e na Sociedade, creio que seria interessante aprofundar, ou pelo menos nomear e recordar, alguns deles que na hist\u00f3ria da Igreja se destacaram. 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