{"id":13929,"date":"2016-04-02T03:00:00","date_gmt":"2016-04-02T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/04\/02\/jesus-misericordioso\/"},"modified":"2017-05-08T14:39:51","modified_gmt":"2017-05-08T17:39:51","slug":"jesus-misericordioso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/jesus-misericordioso\/","title":{"rendered":"Jesus Misericordioso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Segundo Domingo da P\u00e1scoa, antigamente era conhecido como \u201cDomingo in Albis\u201d, isto \u00e9, \u201cDomingo Branco\u201d, devido ao costume da vinda dos neo-batizados com suas vestes brancas recebidas na Vig\u00edlia Pascal. Depois tivemos as orienta\u00e7\u00f5es para que se aproveitasse desse clima pascal para que as crian\u00e7as da catequese recebessem sua primeira comunh\u00e3o (OS, 103). Por isso, al\u00e9m do clima batismal, muitas pessoas recordam o dia da sua Primeira Comunh\u00e3o, ou da sua Comunh\u00e3o Solene. \u00c9 uma bela maneira de ligar o Batismo e a Eucaristia \u00e0 P\u00e1scoa, completando, desta forma, a alegria pela ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. <br \/> Por\u00e9m, nos tempos atuais, este Segundo Domingo da P\u00e1scoa, t\u00e3o cheio de significados e simbolismos, recebeu uma outra designa\u00e7\u00e3o: por disposi\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, a Igreja celebra a Divina Miseric\u00f3rdia, convidando-nos a nos aproximarmos de Deus sem medo de sermos menosprezados ou rejeitados. Por sinal, o Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II voltou ao Pai na v\u00e9spera de um Domingo da Miseric\u00f3rdia. Al\u00e9m de seus documentos e testemunho, ele deixou-nos esse legado, que agora com o Papa Francisco, com o Ano da Miseric\u00f3rdia, nos faz ver a import\u00e2ncia deste Kair\u00f3s.<br \/> A motiva\u00e7\u00e3o para colocar o segundo domingo da P\u00e1scoa como o Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia encontra amparo na consci\u00eancia de que \u201cfoi na ressurrei\u00e7\u00e3o que o Filho de Deus experimentou, de modo radical, a miseric\u00f3rdia do Pai, que \u00e9 mais forte do que a morte\u201d. (S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Carta Enc\u00edclica Dives in Misericordia). Depois de ter passado pela dor do abandono e pela morte na cruz, \u201cCristo revelou o Deus do amor misericordioso, precisamente porque aceitou a Cruz como caminho para a ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d. A experi\u00eancia que o pr\u00f3prio Cristo fez da miseric\u00f3rdia do Pai, levou-O a nos ensinar que Deus \u00e9 Pai de Miseric\u00f3rdia, que vai ao encontro do filho que o havia abandonado cobrindo-o de beijos, conforme nos ensina a par\u00e1bola do Pai de Miseric\u00f3rdia, tamb\u00e9m conhecida como par\u00e1bola do Filho Pr\u00f3digo (Lc 15,11-32).<br \/> \u00c9 neste domingo que a liturgia da Igreja faz mem\u00f3ria da Confiss\u00e3o ou Sacramento da Penit\u00eancia, que Jesus instituiu no mesmo dia de sua Ressurrei\u00e7\u00e3o: aparecendo aos Ap\u00f3stolos reunidos no Cen\u00e1culo \u2013 no domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 Jesus disse: \u201cRecebei o Esp\u00edrito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados, os pecados lhes ser\u00e3o perdoados; aqueles a quem n\u00e3o perdoardes os pecados, os pecados n\u00e3o ser\u00e3o perdoados\u201d (Jo 20,22). O texto lit\u00fargico colabora ainda mais para falar de miseric\u00f3rdia.<br \/> No Plano da Salva\u00e7\u00e3o, o Pai enviou o Filho para o perd\u00e3o dos pecados; e o Filho enviou a Igreja. Ele quis que o perd\u00e3o dos pecados fosse dado n\u00e3o de maneira vaga e abstrata, mas de maneira concreta, pelos ministros da Igreja, os sacerdotes do Senhor. Por isso, o sacerdote ao perdoar nossos pecados diz: \u201cPelo minist\u00e9rio da Igreja\u2026 eu te absolvo de todos os teus pecados\u201d. Que consolo! Que alegria saber que o Sangue precioso do Senhor derramado na Paix\u00e3o lava a nossa alma de todos os pecados! N\u00e3o h\u00e1 miseric\u00f3rdia maior; n\u00e3o h\u00e1 amor mais profundo; n\u00e3o h\u00e1 certeza mais firme de perd\u00e3o.<br \/> Portanto, a festa da Divina Miseric\u00f3rdia \u00e9 celebrada no Segundo Domingo da P\u00e1scoa e foi oficialmente institu\u00edda e estendida a toda a Igreja Cat\u00f3lica no ano 2000, pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II. Esta festa tem sua origem na proclama\u00e7\u00e3o da Divina Miseric\u00f3rdia por meio do gesto eloquente de Jesus na cruz, doando a sua vida pela salva\u00e7\u00e3o da humanidade. Aqui em nossa Arquidiocese a Festa da Miseric\u00f3rdia que j\u00e1 acontecia h\u00e1 anos em nossa Catedral est\u00e1 sendo estendida para muitas outras Igrejas, em especial para o Santu\u00e1rio da Divina Miseric\u00f3rdia. Uma oportunidade de aprofundar o tema neste ano santo do jubileu extraordin\u00e1rio.<br \/> Com rela\u00e7\u00e3o ao tem temos tamb\u00e9m a inspira\u00e7\u00e3o de Santa Faustina, conhecida por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, quando no dia 22 de fevereiro de 1931, na Pol\u00f4nia, ela relata: \u201c\u00e0 noite, estando no meu quarto vi o Senhor Jesus vestido com uma veste branca: uma m\u00e3o levantada para aben\u00e7oar, enquanto com a outra tocava sobre o peito a veste, levemente, da qual saiam dois grandes raios, um vermelho e o outro p\u00e1lido (branco)\u201d. Depois de um instante, Jesus me disse: \u201cpinte uma imagem segundo o modelo que viste, e embaixo escreve: Jesus, eu confio em ti\u201d! E Jesus continuou: \u201cEu desejo que haja a Festa da Miseric\u00f3rdia\u201d. \u201cQuero que essa Imagem, que pintar\u00e1s com o pincel, seja aben\u00e7oada solenemente no primeiro domingo depois da P\u00e1scoa, e esse domingo deve ser a Festa da Miseric\u00f3rdia\u201d. De uma certa forma isso atualiza a revela\u00e7\u00e3o sobre a miseric\u00f3rdia e a coloca de uma modo popular dentro da espiritualidade pascal.<br \/>Dessa forma, com a liturgia, tradi\u00e7\u00e3o da Igreja e Inspira\u00e7\u00e3o em revela\u00e7\u00e3o particular, vemos como esta festa est\u00e1 em profunda rela\u00e7\u00e3o com a liturgia deste Domingo, pois se l\u00ea o Evangelho da apari\u00e7\u00e3o do Ressuscitado e da institui\u00e7\u00e3o do Sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, como instrumento comunicador da Miseric\u00f3rdia e do Perd\u00e3o de Deus.<br \/> A imagem de Jesus misericordioso representa o nosso Salvador Ressuscitado, que leva ao mundo a sua paz com a salva\u00e7\u00e3o realizada por meio da sua paix\u00e3o e morte na cruz. Como lemos no relato da morte do Senhor, quando o soldado lhe transpassa o peito, do seu cora\u00e7\u00e3o saem sangue e \u00e1gua. Na imagem vemos sair do peito de Jesus dois raios (s\u00edmbolos da Eucaristia e do Batismo). Jesus fez grandes promessas a aqueles que venerarem a imagem de Jesus Misericordioso: a salva\u00e7\u00e3o eterna; progresso no caminho da perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3; a gra\u00e7a de uma morte feliz e outras gra\u00e7as se os homens pedirem com confian\u00e7a.<br \/> Portanto, esta festa n\u00e3o \u00e9 somente um dia particular de adora\u00e7\u00e3o a Deus no mist\u00e9rio da sua miseric\u00f3rdia, mas \u00e9 um tempo de gra\u00e7a para todo homem. Dizia Jesus a Santa Faustina: \u201cdesejo que a Festa da Miseric\u00f3rdia seja de reparo e ref\u00fagio para as almas, especialmente a dos pobres pecadores\u201d. Neste Ano da Miseric\u00f3rdia, e tamb\u00e9m quando a JMJ ser\u00e1 realizada em Crac\u00f3via, na Pol\u00f4nia, terra de Santa Faustina e S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, vemos a import\u00e2ncia de viver este Domingo como um grande dom para toda a Igreja, para acolher e anunciar a miseric\u00f3rdia de Deus nesses tempos t\u00e3o complexos da humanidade.<br \/> Jesus misericordioso, n\u00f3s nos refugiamos em v\u00f3s, fazei-nos homens e mulheres pascais construtores da civiliza\u00e7\u00e3o do amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Segundo Domingo da P\u00e1scoa, antigamente era conhecido como \u201cDomingo in Albis\u201d, isto \u00e9, \u201cDomingo Branco\u201d, devido ao costume da vinda dos neo-batizados com suas vestes brancas recebidas na Vig\u00edlia Pascal. Depois tivemos as orienta\u00e7\u00f5es para que se aproveitasse desse clima pascal para que as crian\u00e7as da catequese recebessem sua primeira comunh\u00e3o (OS, 103). Por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13929","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13929","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13929"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13929\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21617,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13929\/revisions\/21617"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13929"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13929"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13929"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}