{"id":13870,"date":"2016-03-21T18:46:17","date_gmt":"2016-03-21T21:46:17","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/03\/21\/a-vida-sexual-dos-esposos-e-o-centro-da-sua-vida-espiritual\/"},"modified":"2017-05-31T11:18:42","modified_gmt":"2017-05-31T14:18:42","slug":"a-vida-sexual-dos-esposos-e-o-centro-da-sua-vida-espiritual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-vida-sexual-dos-esposos-e-o-centro-da-sua-vida-espiritual\/","title":{"rendered":"\u201cA vida sexual dos esposos \u00e9 o centro da sua vida espiritual\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/couple-married-kiss-hug-sexuality-shutterstock.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A espiritualidade na voca\u00e7\u00e3o matrimonial passa necessariamente pela doa\u00e7\u00e3o total e rec\u00edproca do corpo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A espiritualidade matrimonial n\u00e3o consiste apenas na ora\u00e7\u00e3o e nas pr\u00e1ticas de piedade feitas em conjunto pelos c\u00f4njuges. A viv\u00eancia da espiritualidade nesta voca\u00e7\u00e3o particular passa necessariamente pela doa\u00e7\u00e3o total e rec\u00edproca do corpo. Mais ainda: a uni\u00e3o conjugal \u00e9 o centro e o cora\u00e7\u00e3o da vida espiritual do matrim\u00f4nio!<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u201capesar\u201d da sexualidade que os esposos devem crescer na vida espiritual: \u00e9 justamente \u201catrav\u00e9s\u201d do exerc\u00edcio ordenado da sexualidade, ou seja, em conformidade com a sua finalidade e prop\u00f3sito. A vida sexual dos esposos n\u00e3o pode ser considerada um aparte na sua vida espiritual: pelo contr\u00e1rio, ela faz parte do cora\u00e7\u00e3o e do centro da espiritualidade conjugal. Esta \u00e9 a perspectiva da Teologia do Corpo, de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, que pode parecer \u201csurpreendente\u201d e \u201cinovadora\u201d para muita gente que desconhece a verdadeira doutrina da Igreja (gente que, em vez de conhecer a doutrina diretamente em sua fonte, s\u00f3 \u201cfica sabendo\u201d de peda\u00e7os dela que s\u00e3o mal apresentados, descontextualizados ou abertamente manipulados pelo assim chamado \u201cjornalismo\u201d laico).<\/p>\n<p>Durante quase vinte s\u00e9culos, n\u00e3o existiu na Igreja \u201cuma espiritualidade especificamente conjugal\u201d. A literatura espiritual sempre foi abundante para sacerdotes e religiosos, mas bastante mais pobre em material que abordasse a grandeza e a profundidade da voca\u00e7\u00e3o matrimonial como um caminho espec\u00edfico de santidade. Os casais se viam \u201cobrigados\u201d a alimentar-se de uma espiritualidade que n\u00e3o era especificamente voltada para o seu estado de vida nem para a sua voca\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as \u00e0 Teologia do Corpo de S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, sabemos hoje que \u201ctanto o matrim\u00f4nio quanto a entrega de si mesmo aos outros atrav\u00e9s do celibato pelo Reino envolvem o dom total de si, e que ambas as voca\u00e7\u00f5es \u2013 matrim\u00f4nio e celibato \u2013 podem conduzir \u00e0 santidade\u201d.<\/p>\n<p>A espiritualidade das pessoas casadas<\/p>\n<p>\u00c9 pr\u00f3pria dos casais unidos em matrim\u00f4nio, e n\u00e3o uma simples transposi\u00e7\u00e3o da espiritualidade de religiosos e religiosas para a vida matrimonial. A espiritualidade matrimonial se articula no aspecto que mais a distingue da vida consagrada: a entrega do corpo.<\/p>\n<p>Quem abra\u00e7a o chamado ao \u201ccelibato pelo Reino\u201d, como Jesus o caracteriza, procura a uni\u00e3o com Deus em uma rela\u00e7\u00e3o direta com Ele. J\u00e1 no matrim\u00f4nio a voca\u00e7\u00e3o recebida \u00e9 um chamado ao encontro com Deus atrav\u00e9s da doa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria a outra pessoa \u2013 incluindo nessa doa\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria entrega carnal. \u00c9 constitutivo da espiritualidade conjugal compartilhar a viv\u00eancia carnal \u2013 que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sexual, mas tamb\u00e9m afetiva, terna e ligada ao conjunto de aspectos que S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II chamou de \u201clinguagem do corpo\u201d.<\/p>\n<p>E \u00e9 essencial entend\u00ea-lo bem, porque, do contr\u00e1rio, tenta-se viver uma espiritualidade de celibato dentro do matrim\u00f4nio e os esposos se perdem. H\u00e1 pessoas casadas que procuram Deus fora do matrim\u00f4nio ou \u201capesar\u201d do matrim\u00f4nio, quando \u00e9 precisamente a sua voca\u00e7\u00e3o ao matrim\u00f4nio que deveria lev\u00e1-las a buscar a Deus \u201catrav\u00e9s\u201d da doa\u00e7\u00e3o pessoal de cada c\u00f4njuge um ao outro.<\/p>\n<p>Uma espiritualidade \u201cespecificamente conjugal\u201d<\/p>\n<p>Depois de s\u00e9culos focados em revelar toda a beleza da espiritualidade religiosa e sacerdotal, a Igreja \u00e9 chamada, hoje, a revelar outra dimens\u00e3o do tesouro que recebeu: a espiritualidade conjugal. Espera-se o equil\u00edbrio entre as duas modalidades poss\u00edveis de uma mesma e \u00fanica voca\u00e7\u00e3o de todo homem e de toda mulher: o dom de si pr\u00f3prio, que S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II chamava de \u201cvoca\u00e7\u00e3o esponsal\u201d da pessoa. Esta voca\u00e7\u00e3o pode realizar-se no dom de si mesmo a Deus, atrav\u00e9s da voca\u00e7\u00e3o esponsal virginal (consagrada, religiosa ou sacerdotal) ou no dom de si mesmo a outra pessoa: a voca\u00e7\u00e3o esponsal conjugal.<\/p>\n<p>Os primeiros elementos expl\u00edcitos da espiritualidade conjugal podem ser encontrados em S\u00e3o Francisco de Sales, mas \u00e9 principalmente no s\u00e9culo XX que come\u00e7am a surgir movimentos de espiritualidade conjugal. \u00c9 o caso, por exemplo, do que se iniciou na Fran\u00e7a por influ\u00eancia do padre Caffarel e das Equipes de Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da procria\u00e7\u00e3o: a import\u00e2ncia do ato conjugal<\/p>\n<p>O ato conjugal n\u00e3o pode ser reduzido a uma simples necessidade voltada a gerar vida. Tanto a procria\u00e7\u00e3o como a comunh\u00e3o dos esposos s\u00e3o fins do ato conjugal e est\u00e3o intrinsecamente unidas: a comunh\u00e3o dos esposos faz com que eles queiram gerar vida, j\u00e1 que toda comunh\u00e3o aut\u00eantica tende \u00e0 fecundidade. Al\u00e9m disso, o dom da vida completa e aperfei\u00e7oa a comunh\u00e3o dos esposos. Os dois significados do ato conjugal, condicionados um ao outro, devem, portanto, ser mantidos juntos, como j\u00e1 pedia Paulo VI na enc\u00edclica Humanae Vitae, de 1968.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre espiritualidade e sexualidade \u00e9 um desafio para todo matrim\u00f4nio autenticamente crist\u00e3o \u2013 mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. Pelo contr\u00e1rio: a Igreja estaria nos enganando ao nos apresentar o matrim\u00f4nio como uma voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e0 santidade se n\u00e3o fosse poss\u00edvel unir a sexualidade e a espiritualidade.<\/p>\n<p>O matrim\u00f4nio como voca\u00e7\u00e3o inferior? De jeito nenhum!<\/p>\n<p>S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II declarou enfaticamente que, \u201cnas palavras de Cristo sobre a castidade \u2018pelo reino dos c\u00e9us\u2019, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma refer\u00eancia a uma \u2018inferioridade\u2019 do matrim\u00f4nio no tocante ao corpo ou \u00e0 ess\u00eancia do pr\u00f3prio matrim\u00f4nio (o fato de que o homem e a mulher se unam para se tornar uma s\u00f3 carne)\u201d. E de novo: \u201cO matrim\u00f4nio e a castidade [\u2018pelo Reino\u2019] n\u00e3o s\u00e3o opostos e n\u00e3o dividem a comunidade humana e crist\u00e3 em dois campos: o dos \u2018perfeitos\u2019 gra\u00e7as \u00e0 castidade [vivendo em celibato] e o dos \u2018imperfeitos\u2019 ou menos perfeitos por \u2018culpa\u2019 da realidade da sua vida matrimonial\u201d. N\u00e3o se pode ser mais claro! No entanto, \u00e9 verdade que a pr\u00e1tica total dos votos de pobreza, castidade e obedi\u00eancia da vida religiosa permitem chegar com maior facilidade \u00e0 caridade plena, que \u00e9 a \u00fanica medida v\u00e1lida da vida crist\u00e3.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 santidade \u201csozinho\u201d ou \u201cem casal\u201d, vale recordar um prov\u00e9rbio que diz que \u201csozinho se chega r\u00e1pido, mas acompanhado se chega longe\u201d. Quando h\u00e1 dois, \u00e9 preciso levar o outro em conta para ambos avan\u00e7arem juntos. Tenta\u00e7\u00f5es n\u00e3o faltam para fugir desta exig\u00eancia do matrim\u00f4nio\u2026 Ali\u00e1s, quem n\u00e3o se sente chamado a avan\u00e7ar assim na vida crist\u00e3 \u00e9 porque, talvez, n\u00e3o tenha a voca\u00e7\u00e3o matrimonial \u2013 e isso \u00e9 perfeitamente leg\u00edtimo, j\u00e1 que \u00e9 bem claro que nem todos recebem de Deus a mesma voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Perd\u00e3o e comunh\u00e3o conjugal<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 limites para o perd\u00e3o, que \u00e9 premissa da comunh\u00e3o. \u00c9 o perd\u00e3o que permite a perp\u00e9tua restaura\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o. Os atos negados de perd\u00e3o v\u00e3o levantando uma montanha que separa o casal. Pedir perd\u00e3o e perdoar \u00e9 tarefa de todos os dias, porque todos os dias se causa alguma pequena ferida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A espiritualidade na voca\u00e7\u00e3o matrimonial passa necessariamente pela doa\u00e7\u00e3o total e rec\u00edproca do corpo A espiritualidade matrimonial n\u00e3o consiste apenas na ora\u00e7\u00e3o e nas pr\u00e1ticas de piedade feitas em conjunto pelos c\u00f4njuges. A viv\u00eancia da espiritualidade nesta voca\u00e7\u00e3o particular passa necessariamente pela doa\u00e7\u00e3o total e rec\u00edproca do corpo. 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