{"id":13819,"date":"2016-03-16T14:48:39","date_gmt":"2016-03-16T17:48:39","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/03\/16\/simposio-de-missiologia-debate-migracoes-como-sinais-dos-tempos-na-missao\/"},"modified":"2017-05-31T11:24:16","modified_gmt":"2017-05-31T14:24:16","slug":"simposio-de-missiologia-debate-migracoes-como-sinais-dos-tempos-na-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/simposio-de-missiologia-debate-migracoes-como-sinais-dos-tempos-na-missao\/","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio de Missiologia debate migra\u00e7\u00f5es como \u201csinais dos tempos\u201d na miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/0 0 0 0 0 0 0 a marti capa.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>\u201cO papa Francisco coloca a miseric\u00f3rdia a cima da lei. A aplica\u00e7\u00e3o da lei deve ter em conta a realidade e os sinais dos tempos. Com isso ele relativiza a doutrina e d\u00e1 prioridade ao ser humano\u201d, afirmou o professor Roberto Marinucci, durante confer\u00eancia no 5\u00ba Simp\u00f3sio de Missiologia que acontece ao logo desta semana em Bras\u00edlia (DF).<\/p>\n<p>O evento \u00e9 promovido pelo Centro Cultural Mission\u00e1rio de Bras\u00edlia (CCM) e a Rede Ecum\u00eanica Latino Americana de Missi\u00f3logos e Missi\u00f3logas (RELAMI), e reflete sobre o papa Francisco como \u201ctimoneiro da esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta segunda-feira, 14, o professor Marinucci, mestre em missiologia e diretor da revista interdisciplinar da Mobilidade Humana falou sobre os \u201csinais dos tempos e tempo da miseric\u00f3rdia\u201d no contexto das migra\u00e7\u00f5es. Segundo o pesquisador, as migra\u00e7\u00f5es sustentam a l\u00f3gica do \u201cchoque de civiliza\u00e7\u00f5es\u201d. \u201cA migra\u00e7\u00e3o \u00e9 o bode expiat\u00f3rio e o capital do medo que legitima o estado de exce\u00e7\u00e3o permanente\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas mostra aumento de 71 milh\u00f5es de refugiados em todo o mundo nos \u00faltimos 15 anos. Cerca de um ter\u00e7o destas pessoas vive na Europa, sendo 12 milh\u00f5es na Alemanha e 9 milh\u00f5es no Reino Unido. O n\u00famero de migrantes internacionais atingiu a marca de 244 milh\u00f5es de pessoas em 2015, um aumento de 41% em rela\u00e7\u00e3o ao ano de 2000, segundo um relat\u00f3rio da ONU divulgado em janeiro de 2016.<\/p>\n<p>Marinucci recordou que ao ser eleito papa, Francisco fez a sua primeira visita \u00e0 Ilha de Lampedusa, porta de entrada de milh\u00f5es de migrantes na It\u00e1lia. Diante de uma das maiores trag\u00e9dias humanas o papa criticou a \u201canestesia do cora\u00e7\u00e3o\u201d e a \u201cindiferen\u00e7a\u201d. Em Lampedusa, Framcisco pediu perd\u00e3o a Deus \u201cpor quem se acomodou, e se fechou no seu pr\u00f3prio bem-estar que leva \u00e0 anestesia do cora\u00e7\u00e3o. Esta cultura do bem-estar leva \u00e0 indiferen\u00e7a a respeito dos outros; antes, leva \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u201d (8 de julho de 2013).<\/p>\n<p>Compaix\u00e3o e responsabilidade s\u00e3o outras duas marcas no pontificado de Francisco, destaca o professor Marinucci, conforme afirma na enc\u00edclica Laudato si`. \u201cA falta de rea\u00e7\u00f5es diante destes dramas dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s \u00e9 um sinal da perda do sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes, sobre o qual se funda toda a sociedade civil\u201d (LS 25).<\/p>\n<p>O conferencista demostrou tamb\u00e9m, que a problem\u00e1tica das migra\u00e7\u00f5es est\u00e1 lidada a outros temas como: os desequil\u00edbrios socioecon\u00f4micos de uma globaliza\u00e7\u00e3o sem regras; o com\u00e9rcio de armas; regimes totalit\u00e1rios, pobreza e viol\u00eancia, narcotr\u00e1fico e crime organizado; crise ambiental; a cultura do descarte; vis\u00e3o consumista do ser humano; o monop\u00f3lio dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, entre outros.<\/p>\n<p>As migra\u00e7\u00f5es e os refugiados est\u00e3o ligados \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o s\u00f3cio ambiental. Diante disso, Francisco pede mudan\u00e7a de atitude. \u201cA humanidade \u00e9 chamada a tomar consci\u00eancia da necessidade de mudan\u00e7as de estilos de vida, de produ\u00e7\u00e3o e de consumo&#8230;\u201d (LS 23).<\/p>\n<p>Diante da falta de acolhida dos migrantes, Francisco deu a seguinte declara\u00e7\u00e3o: \u201cCar\u00edssimos religiosos e religiosas, os conventos vazios n\u00e3o servem \u00e0 Igreja para serem transformados em hot\u00e9is e ganhar dinheiro. Os conventos vazios n\u00e3o s\u00e3o vossos, s\u00e3o para a carne de Cristo que s\u00e3o os refugiados\u201d (Centro Astalli, 10.09.2013). \u201cCada par\u00f3quia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santu\u00e1rio da Europa hospede uma fam\u00edlia, come\u00e7ando pela minha diocese de Roma\u201d (Angelus, 06.09.2015).<\/p>\n<p>O papa pede para \u201cdescobrir a miseric\u00f3rdia como forma de conviv\u00eancia\u201d. Devemos construir pontes e n\u00e3o muros. \u201cOnde h\u00e1 um muro, h\u00e1 o fechamento do cora\u00e7\u00e3o. Servem pontes, n\u00e3o muros\u201d (Angelus, 9 de novembro de 2014).<\/p>\n<p>Professor Marinucci avalia que n\u00e3o h\u00e1 nenhuma possibilidade de diminui\u00e7\u00e3o das migra\u00e7\u00f5es. Isso porque o sistema que produz a mobilidade humana segue dominando o mundo e n\u00e3o d\u00e1 sinais de mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>O Simp\u00f3sio que se estende at\u00e9 quinta-feira, 17, re\u00fane no CCM cerca de 50 pessoas entre docentes, te\u00f3logos, pesquisadores, representantes de institui\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, agentes de pastoral de todo o Brasil.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o inclui confer\u00eancias, debates, grupo de estudo, testemunhos mission\u00e1rios, apresenta\u00e7\u00f5es de iniciativas e publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: POM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO papa Francisco coloca a miseric\u00f3rdia a cima da lei. A aplica\u00e7\u00e3o da lei deve ter em conta a realidade e os sinais dos tempos. 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