{"id":13728,"date":"2016-03-10T14:49:37","date_gmt":"2016-03-10T17:49:37","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/03\/10\/meditacao-de-quaresma-a-verdadeira-compaixao-nao-e-abstrata\/"},"modified":"2017-06-02T11:12:35","modified_gmt":"2017-06-02T14:12:35","slug":"meditacao-de-quaresma-a-verdadeira-compaixao-nao-e-abstrata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/meditacao-de-quaresma-a-verdadeira-compaixao-nao-e-abstrata\/","title":{"rendered":"Medita\u00e7\u00e3o de Quaresma: a verdadeira compaix\u00e3o n\u00e3o \u00e9 abstrata"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/reuters1309505_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A Igreja e todos os crist\u00e3os demonstrem a compaix\u00e3o do bom samaritano diante das feridas do mundo, porque cuidar de quem sofre melhora as rela\u00e7\u00f5es sociais e acaba com a cultura do descarte. Esta \u00e9 a s\u00edntese da oitava medita\u00e7\u00e3o conduzida por Padre Ermes Ronchi para o Papa e a C\u00faria Romana, nesta quinta-feira (10\/03), que marca o quinto dia de exerc\u00edcios espirituais.<\/p>\n<p>\u00c9 o amanhecer de domingo e tr\u00eas dias se passaram com uma imensa sensa\u00e7\u00e3o de vazio e muitas l\u00e1grimas. Tamb\u00e9m a mulher que se aproxima do sepulcro traz as marcas no rosto e ter visto a pedra deslizada aumenta a ang\u00fastia. Uma voz a paralisa: \u201cMulher, quem procuras? Por que choras?\u201d. A reflex\u00e3o parte desta cena para descrever o comportamento de Deus diante das dores dos homens.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas verbos da compaix\u00e3o<\/p>\n<p>Jesus ressuscitou, observa o pregador, \u201c\u00e9 o Deus da vida\u201d e se \u201cinteressa pelas l\u00e1grimas\u201d de Madalena. \u201cNa \u00faltima hora da sexta-feira, na Cruz, tinha se interessado pela dor e ang\u00fastia de um ladr\u00e3o, na primeira hora da P\u00e1scoa se interessa pela dor e amor de Maria\u201d. Porque, destaca Padre Ronchi, este \u00e9 o estilo de \u201cJesus, o homem dos encontros\u201d: n\u00e3o \u201cprocura o pecado de uma pessoa, mas se coloca sempre sobre o sofrimento e as suas necessidades\u201d. E, ent\u00e3o, pergunta-se o religioso, \u201ccomo ver, entender, tocar e deixar-se tocar pelas l\u00e1grimas\u201d dos outros?:<\/p>\n<p>\u201cAprendendo o olhar e os gestos de Jesus, que s\u00e3o aqueles do bom samaritano: ver, parar, tocar, tr\u00eas verbos a n\u00e3o serem esquecidos jamais (&#8230;) Ver: o samaritano viu e teve compaix\u00e3o. Viu as feridas daquele homem e sentiu-se ferir (&#8230;) A fome tem um porqu\u00ea, os migrantes trazem em si montanhas de porqu\u00eas, os tumores da terra t\u00eam um porqu\u00ea. Interrogar-se sobre as causas \u00e9 uma atitude de disc\u00edpulo. Estar presente l\u00e1 aonde se chora (&#8230;) e procurar juntos como chegar \u00e0 raiz do mal e cort\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u201cfingir que n\u00e3o viu\u201d<\/p>\n<p>Em muitas passagens do Evangelho Jesus v\u00ea a dor humana e sente compaix\u00e3o. Esta palavra, diz Padre Ronchi, no texto grego \u00e9 traduzida como sentir \u201cuma c\u00e2imbra no ventre\u201d. A verdadeira compaix\u00e3o n\u00e3o \u00e9, portanto, um pensamento abstrato e nobre, mas uma mordida f\u00edsica. Aquilo que induz o bom samaritano a n\u00e3o \u201cfingir que n\u00e3o viu\u201d como aconteceu com o sacerdote e o levita. Tanto porque, afirma Padre Ronchi, \u201cpara al\u00e9m do fingimento n\u00e3o h\u00e1 nada, muito menos Deus\u201d:<\/p>\n<p>\u201cA verdadeira diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 entre crist\u00e3os, mu\u00e7ulmanos ou judeus, a verdadeira diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 entre quem acredita ou quem diz n\u00e3o acreditar. A verdadeira diferen\u00e7a \u00e9 entre quem para ou quem n\u00e3o para diante das feridas, entre quem para ou quem passa reto (&#8230;) Se eu passei somente uma hora junto \u00e0s dores de uma pessoa, a conhe\u00e7o melhor, sou mais s\u00e1bio do que quem leu todos os livros. Sou s\u00e1bio da vida\u201d.<\/p>\n<p>Miseric\u00f3rdia n\u00e3o se faz \u00e0 dist\u00e2ncia<\/p>\n<p>Terceiro verbo: tocar. \u201cTodas as vezes que Jesus se comove, toca\u201d, recorda o pregador dos exerc\u00edcios. \u201cToca o intoc\u00e1vel\u201d, um leproso, o primeiro dos descartes humanos. Toca o filho da vi\u00fava de Naim e \u201cviola a lei, faz aquilo que n\u00e3o se pode: pega um menino morto, o levanta e o entrega \u00e0 sua m\u00e3e\u201d:<\/p>\n<p>\u201cO olhar sem cora\u00e7\u00e3o produz escurid\u00e3o e, depois disso, come\u00e7a uma opera\u00e7\u00e3o ainda mais devassante: h\u00e1 o risco de transformar os invis\u00edveis em culpados, de transformar as v\u00edtimas \u2013 os refugiados, os migrantes, os pobres \u2013 em culpados e em causa dos problemas (&#8230;) E se vejo, paro e toco. Se seco uma l\u00e1grima, eu sei, n\u00e3o mudo o mundo, n\u00e3o mudo as estruturas da desigualdade, mas transmiti a ideia de que a fome n\u00e3o \u00e9 imbat\u00edvel, que as l\u00e1grimas dos outros t\u00eam direito sobre qualquer um e sobre mim, que eu n\u00e3o deixo \u00e0 deriva o necessitado, que n\u00e3o foste jogado fora, que o compartilhar \u00e9 a forma mais adequada do humano. (&#8230;) Porque a miseric\u00f3rdia \u00e9 tudo aquilo que \u00e9 essencial \u00e0 vida do homem. A miseric\u00f3rdia \u00e9 um fato de ventre e de m\u00e3os. E Deus perdoa assim: n\u00e3o com um documento, com as m\u00e3os, um toque, uma car\u00edcia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja e todos os crist\u00e3os demonstrem a compaix\u00e3o do bom samaritano diante das feridas do mundo, porque cuidar de quem sofre melhora as rela\u00e7\u00f5es sociais e acaba com a cultura do descarte. 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