{"id":13699,"date":"2016-03-08T15:07:21","date_gmt":"2016-03-08T18:07:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/03\/08\/dia-internacional-da-mulher-emilia-nadal-realca-importancia-de-educacao-transmissora-de-lmodelos-e-valoresr\/"},"modified":"2017-05-31T11:32:35","modified_gmt":"2017-05-31T14:32:35","slug":"dia-internacional-da-mulher-emilia-nadal-realca-importancia-de-educacao-transmissora-de-lmodelos-e-valoresr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dia-internacional-da-mulher-emilia-nadal-realca-importancia-de-educacao-transmissora-de-lmodelos-e-valoresr\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher: Em\u00edlia Nadal real\u00e7a import\u00e2ncia de educa\u00e7\u00e3o transmissora de \u00abmodelos e valores\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/479039_303951573.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A artista pl\u00e1stica Em\u00edlia Nadal considera que \u201cna era da globaliza\u00e7\u00e3o e da multiculturalidade\u201d faz ainda mais sentido assinalar o Dia Internacional da Mulher e alerta que a educa\u00e7\u00e3o transmissora de \u201cmodelos e valores\u201d \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 problemas novos com os quais nos deparamos pela primeira vez, ou pelo menos temos consci\u00eancia deles, porque \u00e9 uma quest\u00e3o eminentemente cultural da qual derivam os modelos que as pessoas t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o ao reconhecimento da mulher e como veem o seu papel na fam\u00edlia, na sociedade, na religi\u00e3o e em todos os setores da vida\u201d, come\u00e7ou por explicar \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Em\u00edlia Nadal cita o escritor Mia Couto \u2013 \u201ccada homem \u00e9 uma ra\u00e7a\u201d \u2013 para afirmar que \u201ccada mulher \u00e9 uma pessoa\u201d de onde deriva \u201ctudo\u201d porque nas sociedades, culturas, comunidades e nos grupos sociais onde n\u00e3o existe o conceito de pessoa como individuo, \u201ccom direitos, deveres e capacidades\u201d podem, de certa maneira, \u201cescravizar as mulheres desde as formas mais violentas, \u00e0s mais softs e justificadas, por raz\u00f5es nomeadamente religiosas\u201d.<\/p>\n<p>A entrevistada revela \u00e0 ECCLESIA que a sua afirma\u00e7\u00e3o surge no sentido que cada pessoa tem de \u201cdefinir as suas prioridades\u201d, da maternidade, da fam\u00edlia, algo que tamb\u00e9m se coloca aos homens e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 homens que hoje colocam a sua prioridade na fam\u00edlia, diz-se a partilha das fun\u00e7\u00f5es, das atividades. \u00c9 para isso que caminha o sentido da mulher integrar-se e n\u00e3o vermos como caso isolado mas como um todo que \u00e9 como a mulher tem de estar na sociedade, na Igreja, na fam\u00edlia\u201d, desenvolve, sublinhando que as op\u00e7\u00f5es \u201ct\u00eam de se respeitar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes equacionamos as situa\u00e7\u00f5es com o modelo que recebemos, a mulher \u00e9 para estar em casa, a cuidar da fam\u00edlia, e depois v\u00ea-se o resto\u201d, observa Em\u00edlia Nadal, destacando que a maneira como as mulheres educam os filhos \u00e9 o que eles depois v\u00e3o reproduzir.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres \u00e9 que muitas vezes s\u00e3o as principais respons\u00e1veis da transmiss\u00e3o dos valores\u201d, frisa.<\/p>\n<p>A artista pl\u00e1stica alerta que na sociedade portuguesa h\u00e1 mulheres que \u201cs\u00e3o excisadas\u201d, outras que \u201cat\u00e9 t\u00eam uma vida dupla, no bom sentido\u201d, e que existem mulheres \u201cintegradas e reconhecidas\u201d, em certos setores profissionais, mas dentro de suas casas \u201cseguem os mesmos modelos das suas av\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Neste contexto, defende uma educa\u00e7\u00e3o para \u201cum caminho onde todos t\u00eam de ser aut\u00f3nomos\u201d, que n\u00e3o fiquem \u201cconfinados\u201d ao que s\u00e3o os modelos ancestrais que foram propostos porque se n\u00e3o prega-se que a mulher \u201cpode fazer tudo mas quando chega a casa tamb\u00e9m tem de fazer tudo e isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Para Em\u00edlia Nadal, o caminho da mulher na Igreja depende das comunidades, dos locais, das culturas, \u201cde toda uma tradi\u00e7\u00e3o\u201d, e assinala que n\u00e3o se podem \u201ccomparar comunidades muito diferentes\u201d porque onde a mulher, no seu estatuto social, tem determinados pap\u00e9is \u201c\u00e9 normal que tamb\u00e9m tenha reflexo na Igreja\u201d.<\/p>\n<p>A pintora relembra ainda que, na sua juventude, Nossa Senhora era apontada como \u201cmodelo para as mulheres\u201d mas \u201ca Igreja evoluiu\u201d para passar a apresent\u00e1-la como \u201cmodelo da f\u00e9 dos crentes, das comunidades\u201d.<\/p>\n<p>Neste \u00e2mbito, comenta tamb\u00e9m que a mulher \u201cdeixou de ser arranjar as flores do altar\u201d para ter um papel \u201cmuito mais importante, inclusivamente nos estudos teol\u00f3gicos\u201d.<\/p>\n<p>A entrevista pode ser acompanhada no Programa ECCLESIA que a RTP 2 transmite \u00e0s 01h05 da madrugada de quarta-feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Agencia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A artista pl\u00e1stica Em\u00edlia Nadal considera que \u201cna era da globaliza\u00e7\u00e3o e da multiculturalidade\u201d faz ainda mais sentido assinalar o Dia Internacional da Mulher e alerta que a educa\u00e7\u00e3o transmissora de \u201cmodelos e valores\u201d \u00e9 fundamental. \u201cH\u00e1 problemas novos com os quais nos deparamos pela primeira vez, ou pelo menos temos consci\u00eancia deles, porque \u00e9 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