{"id":13576,"date":"2016-02-29T12:31:27","date_gmt":"2016-02-29T15:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/29\/o-libertador\/"},"modified":"2017-05-08T15:35:31","modified_gmt":"2017-05-08T18:35:31","slug":"o-libertador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-libertador\/","title":{"rendered":"O libertador"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A primeira leitura do terceiro domingo da Quaresma nos traz \u00e0 mem\u00f3ria o grande relato da liberta\u00e7\u00e3o do Egito. L\u00e1 os israelitas viviam na escravid\u00e3o, mas chega o momento em que o Senhor v\u00ea a opress\u00e3o que o povo sofria, ouve as suas queixas e os liberta dessa situa\u00e7\u00e3o para lev\u00e1-los \u00e0 terra prometida, \u00e0 terra que emana leite e mel. Quem \u00e9 esse libertador?\u00a0 Como Mois\u00e9s deve responder quando seu povo lhe perguntar quem \u00e9 que o envia? \u201cEu sou o que sou\u201d Deus \u00e9 o que \u00e9 e em seu ser est\u00e1 o fundamento do nosso pr\u00f3prio ser, de nossa liberdade, de nossa vida. Somos suas criaturas. E Ele quer a vida para n\u00f3s, a vida plena, a vida em liberdade. Para o povo oprimido pela escravid\u00e3o, abriu-se um horizonte de esperan\u00e7a. Deus, o Deus de seus pais, o Deus da vida aproximava-se deles. Mois\u00e9s era o seu profeta. Oferecia-lhes a liberdade e um futuro novo em terra nova.<br \/>Mas, o que fazemos com essa liberta\u00e7\u00e3o que Deus nos oferece? O fato de que Deus nos liberta n\u00e3o significa que automaticamente alcancemos a liberdade. N\u00e3o basta abrir a porta da cela ao preso. Ele precisa se levantar e deixar a pris\u00e3o por seus pr\u00f3prios p\u00e9s. Deve assumir sua parte em sua pr\u00f3pria liberta\u00e7\u00e3o. Como disse Jesus, \u201cse n\u00e3o se converterem, todos perecer\u00e3o\u201d. Mas precisamos colocar esta palavra em conex\u00e3o com a par\u00e1bola final. Nela podemos compreender a imensa miseric\u00f3rdia de Deus, que sempre estende a sua m\u00e3o salvadora, libertadora para n\u00f3s. O propriet\u00e1rio levava j\u00e1 tr\u00eas anos gastando tempo e dinheiro em uma vinha que n\u00e3o dava fruto. Quer cort\u00e1-la, arranc\u00e1-la e, assim, ocupar o terreno com outra cultura. Mas o vinhateiro quer continuar tentando. Acha que ainda pode conseguir que d\u00ea fruto. \u00c9 quest\u00e3o de paci\u00eancia e trabalho, a mesma paci\u00eancia que Deus continua tendo conosco, at\u00e9 que sejamos capazes de viver como homens e mulheres livres e respons\u00e1veis.<br \/>Quaresma n\u00e3o \u00e9 tempo para nos sentirmos desesperados e desanimados. \u00c9 certo que, ao olhar para as nossas vidas, descobrimos estar desperdi\u00e7ando a heran\u00e7a valiosa que recebemos de nossos pais, que n\u00e3o vivemos como dever\u00edamos a f\u00e9 crist\u00e3 que nos transmitiram. Talvez percebamos que, em muitos aspectos, nossa vida deixa muito a desejar. Mas n\u00e3o \u00e9 menos certo que temos um Libertador que continua sempre a nos estender a m\u00e3o para que consigamos deixar nossa pris\u00e3o, para que caminhemos em liberdade, para que vivamos plenamente. As leituras do terceiro domingo da Quaresma s\u00e3o motivo de esperan\u00e7a. Confirmam-nos, mais uma vez, que Deus n\u00e3o abandona seu povo, mesmo que em muitas ocasi\u00f5es, a vida se torna t\u00e3o dif\u00edcil que assim nos pare\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira leitura do terceiro domingo da Quaresma nos traz \u00e0 mem\u00f3ria o grande relato da liberta\u00e7\u00e3o do Egito. 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