{"id":13571,"date":"2016-02-26T17:51:35","date_gmt":"2016-02-26T20:51:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/26\/por-que-devemos-comungar-ao-menos-uma-vez-por-ano\/"},"modified":"2017-06-02T13:56:12","modified_gmt":"2017-06-02T16:56:12","slug":"por-que-devemos-comungar-ao-menos-uma-vez-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-devemos-comungar-ao-menos-uma-vez-por-ano\/","title":{"rendered":"Por que devemos comungar ao menos uma vez por ano?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/8y8lplb0ilabub.png\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Cat\u00f3lico, conhe\u00e7a e defenda sua f\u00e9<\/p>\n<p>Por que o terceiro mandamento da Igreja pede que se comungue ao menos uma vez por ano, por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa da ressurrei\u00e7\u00e3o? A pergunta \u00e9 apropriada, porque algumas pessoas podem se escandalizar com este mandamento, questionando se n\u00e3o seria muito pouco comungar apenas uma vez por ano.<br \/>De acordo com as diferentes situa\u00e7\u00f5es, v\u00e1rias posturas foram tomadas pela Igreja. Enquanto em algumas \u00e9pocas predominou um rigorismo, quando as pessoas s\u00f3 mui raramente se aproximavam da Comunh\u00e3o, hoje se experimenta certo desleixo na recep\u00e7\u00e3o da Sagrada Eucaristia e muitos sequer t\u00eam escr\u00fapulos por comungar em pecado mortal. A Santa M\u00e3e Igreja, todavia, possui a justa medida a este respeito. Para entender a hist\u00f3ria deste terceiro mandamento, Santo Tom\u00e1s de Aquino explica que:<\/p>\n<p> \u201cSobre isto, a Igreja estabeleceu legisla\u00e7\u00f5es diversas conforme as circunst\u00e2ncias diversas dos tempos. Assim, na Igreja primitiva, quando era intenso o fervor da f\u00e9 crist\u00e3, determinou que os fi\u00e9is comungassem diariamente. Por isso, o Papa Anacleto diz: Terminada a consagra\u00e7\u00e3o, comunguem todos os que n\u00e3o quiserem ficar exclu\u00eddos da assembl\u00e9ia dos fi\u00e9is, pois assim o determinaram os Ap\u00f3stolos e o tem a santa Igreja Romana. Mais tarde por\u00e9m, diminuindo o fervor da f\u00e9, o Papa Fabiano permitiu que, se n\u00e3o mais frequentemente, pelo menos tr\u00eas vezes no ano todos comungassem, a saber, na P\u00e1scoa, no Pentecostes e no Natal do Senhor. Tamb\u00e9m o Papa Sotero determinou que se comungasse pela Ceia do Senhor. Mas depois, pela multiplica\u00e7\u00e3o da iniq\u00fcidade, tendo arrefecido a caridade de muitos, Inoc\u00eancio III decidiu que os fi\u00e9is comungassem pelo menos uma vez no ano, na P\u00e1scoa. Aconselha, por\u00e9m, outro documento, que se comungue todos os Domingos.\u201d [1]<\/p>\n<p>Ficou estabelecido, ent\u00e3o, desde o IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o, que:<\/p>\n<p> \u201cCada fiel, de um e de outro sexo, chegando \u00e0 idade da raz\u00e3o, confesse lealmente, sozinho, todos os seus pecados a seu pr\u00f3prio sacerdote, ao menos uma vez ao ano, e (\u2026) receba com rever\u00eancia ao menos pela P\u00e1scoa o sacramento da Eucaristia, a n\u00e3o ser que, por conselho de seu pr\u00f3prio sacerdote, por um motivo razo\u00e1vel, julgue dever abster-se por certo tempo\u201d [2].<\/p>\n<p>Infelizmente, com o passar do tempo, o povo crist\u00e3o foi introjetando uma mentalidade rigorista acerca da Eucaristia. Com a heresia jansenista, no s\u00e9culo XVII, a situa\u00e7\u00e3o se agravou ainda mais. Como exemplo, em um livro que ficou popular na Fran\u00e7a \u2013 de t\u00edtulo De la fr\u00e9quente communion(\u201cSobre a comunh\u00e3o frequente\u201d) \u2013, o seu autor, Antoine Arnauld, chegava a insinuar que, para comungar, seria preciso n\u00e3o somente estar sem pecados veniais, como tamb\u00e9m livre das penas devidas pelos pecados. Essa obra fez as pessoas se afastarem da santa Comunh\u00e3o e faria suspirar Santa Teresinha do Menino Jesus, no final do s\u00e9culo XIX, por n\u00e3o poder receber Nosso Senhor tanto quanto gostaria [3].<\/p>\n<p>Anos mais tarde, atendendo aos apelos de Teresinha, o Papa S\u00e3o Pio X, grande admirador da santa carmelita, incentivou os fi\u00e9is, com seu extraordin\u00e1rio tino pastoral, \u00e0 comunh\u00e3o frequente. Durante o seu pontificado, publicou v\u00e1rios decretos e discursos sobre o assunto, ficando conhecido, por isso, como \u201cPapa da Eucaristia\u201d. Em 20 de dezembro de 1905, no documento Sacra Tridentina Synodus [4], ele ensinava, por exemplo, que:<\/p>\n<p> \u201cA comunh\u00e3o frequente e di\u00e1ria (\u2026) deve estar aberta a todos os fi\u00e9is crist\u00e3os, de qualquer ordem ou condi\u00e7\u00e3o, de modo que ningu\u00e9m que esteja em estado de gra\u00e7a e aceda com inten\u00e7\u00e3o reta e piedosa \u00e0 sagrada mesa, possa ser impedido dela.\u201d<\/p>\n<p>Em 1910, no decreto Quam Singulari [5], Sua Santidade tamb\u00e9m falou da import\u00e2ncia da Comunh\u00e3o para as crian\u00e7as. Estes ensinamentos s\u00e3o a f\u00f3rmula b\u00e1sica da Igreja e valem at\u00e9 o dia de hoje.<\/p>\n<p>O conte\u00fado do terceiro mandamento, todavia, \u00e9 uma realidade m\u00ednima, como atesta o atual Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica: \u201cO terceiro mandamento (\u2018Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela P\u00e1scoa da ressurrei\u00e7\u00e3o\u2019) garante um m\u00ednimo na recep\u00e7\u00e3o do Corpo e do Sangue do Senhor em liga\u00e7\u00e3o com as festas pascais, origem e centro da Liturgia crist\u00e3\u201d [6]. \u201cEste preceito \u2013 esclarece ainda o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico \u2013 deve cumprir-se durante o tempo pascal a n\u00e3o ser que, por justa causa, se cumpra noutra ocasi\u00e3o durante o ano\u201d [7].<\/p>\n<p>Mais do que oferecer a Deus o m\u00ednimo, \u00e9 importante que sejamos devotos e comunguemos com frequ\u00eancia, de acordo com as devidas disposi\u00e7\u00f5es e com o desejo sempre ardente de nos santificarmos.<br \/>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p> Suma Teol\u00f3gica, III, q. 80, a. 10, ad 5<br \/> IV Conc\u00edlio de Latr\u00e3o, cap. 21: DS 812<br \/> Cf. Santa Teresinha do Menino Jesus, Ato de Oferecimento ao Amor Misericordioso: \u201cAh! n\u00e3o posso receber a santa Comunh\u00e3o tantas vezes quanto desejo, mas, Senhor, n\u00e3o sois Onipotente?\u2026 Ficai em mim, como no tabern\u00e1culo, n\u00e3o vos afasteis jamais de vossa hostiazinha\u2026\u201d<br \/> Cf. Decreto \u201cSacra Tridentina Synodus\u201d, 20 dez. 1905: DS 3375-3383<br \/> Cf. Decreto da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o dos Sacramentos \u201cQuam singulari\u201d, 8 out. 1910: DS3530-3536<br \/> Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, 2042<br \/> C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico, c\u00e2n. 920, \u00a7 2<\/p>\n<p>(via Pe. Paulo Ricardo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cat\u00f3lico, conhe\u00e7a e defenda sua f\u00e9 Por que o terceiro mandamento da Igreja pede que se comungue ao menos uma vez por ano, por ocasi\u00e3o da P\u00e1scoa da ressurrei\u00e7\u00e3o? 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