{"id":13568,"date":"2016-02-26T14:24:42","date_gmt":"2016-02-26T17:24:42","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/26\/prisoes-la-assistencia-religiosa-e-um-direito-dos-reclusos-e-um-dever-da-igrejar\/"},"modified":"2017-05-31T11:45:24","modified_gmt":"2017-05-31T14:45:24","slug":"prisoes-la-assistencia-religiosa-e-um-direito-dos-reclusos-e-um-dever-da-igrejar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/prisoes-la-assistencia-religiosa-e-um-direito-dos-reclusos-e-um-dever-da-igrejar\/","title":{"rendered":"Pris\u00f5es: \u00abA assist\u00eancia religiosa \u00e9 um direito dos reclusos e um dever da Igreja\u00bb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/pastoral__penitenciaria.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>D. Joaquim Mendes, bispo que acompanha a Pastoral Penitenci\u00e1ria de Portugal, considera a cadeia um \u00ablugar teol\u00f3gico\u00bb<\/p>\n<p>Lisboa, 26 fev 2016 (Ecclesia) \u2013 O bispo que acompanha a Pastoral Penitenci\u00e1ria de Portugal defende que as dire\u00e7\u00f5es os Estabelecimentos Prisionais devem \u201cgarantir condi\u00e7\u00f5es\u201d para que os presos tenham oportunidade de rezar, bem como \u201cacesso a textos religiosos e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o religiosa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA assist\u00eancia religiosa deve ser colocada ao mesmo n\u00edvel de outros tipos de assist\u00eancia a que os reclusos t\u00eam direito, como a assist\u00eancia social, psicol\u00f3gica, jur\u00eddica e de sa\u00fade\u201d, escreve D. Joaquim Mendes, vogal da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social.<\/p>\n<p>Num artigo de opini\u00e3o publicado hoje, na mais recente edi\u00e7\u00e3o do Seman\u00e1rio digital Ecclesia, o bispo auxiliar de Lisboa sublinha que a assist\u00eancia religiosa \u201c\u00e9 um direito dos reclusos e um dever da Igreja\u201d.<\/p>\n<p>Para D. Joaquim Mendes, a condi\u00e7\u00e3o dos reclusos nas cadeias portugueses deve \u201csuscitar o empenho\u201d de todos os crist\u00e3os e das comunidades crist\u00e3s.<\/p>\n<p>\u201cNa preven\u00e7\u00e3o, no seu acompanhamento, no respeito pela sua dignidade, na preocupa\u00e7\u00e3o com sua reabilita\u00e7\u00e3o e reintegra\u00e7\u00e3o social e laboral, e tamb\u00e9m na proximidade, acompanhamento e apoio \u00e0s suas fam\u00edlias\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>O vogal da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana alerta para a import\u00e2ncia de \u201cfavorecer a reinser\u00e7\u00e3o\u201d, dando aos reclusos \u201cacesso ao trabalho\u201d mas, tamb\u00e9m, \u201cpromover uma justi\u00e7a reconciliadora\u201d que seja capaz de \u201crestaurar\u201d as rela\u00e7\u00f5es de conviv\u00eancia harmoniosa \u201crompidas pelo crime cometido\u201d.<\/p>\n<p>No texto, recorda que a Comiss\u00e3o Internacional da Pastoral Penitenci\u00e1ria Cat\u00f3lica reafirmou este direito \u00e0 assist\u00eancia religiosa afirmando que \u201ca preven\u00e7\u00e3o da liberdade deve incluir o direito do recluso de receber o Evangelho, de viver a sua f\u00e9 e de observar as pr\u00e1ticas e os ritos da pr\u00f3pria religi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para D. Joaquim Mendes, a pastoral penitenci\u00e1ria tem \u201ca tarefa importante\u201d de fazer compreender que a \u201cmiseric\u00f3rdia de Deus n\u00e3o tem limites\u201d, porque \u201cDeus n\u00e3o deixa de amar\u201d apesar dos pecados e dos crimes.<\/p>\n<p>Neste contexto, acrescenta que o arrependimento e o perd\u00e3o \u201cdestroem o pecado e restituem\u201d ao pecador a sua dignidade de filho de Deus.<\/p>\n<p>\u201cA reclus\u00e3o assim como toda a experi\u00eancia humana negativa, n\u00e3o separa, nem exclui do amor de Deus, por isso a Igreja sente o dever e reclama o direito de poder levar aos reclusos a Boa Nova do Evangelho\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>O vogal da Comiss\u00e3o Episcopal da Pastoral Social adianta que a Igreja est\u00e1 nas pris\u00f5es porque \u201cacredita na convers\u00e3o dos reclusos\u201d e v\u00ea a\u00ed um \u201ccampo priorit\u00e1rio da sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o somente do ponto de vista religioso, mas tamb\u00e9m do ponto de vista psicol\u00f3gico, de acompanhamento do recluso ao encontro com Jesus Cristo levando-o \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>\u201cA cadeia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um lugar de deten\u00e7\u00e3o, mas \u00e9, antes de tudo um lugar \u00abteol\u00f3gico\u00bb onde encontramos Cristo que a\u00ed habita na pessoa de cada recluso\u201d, destaca ainda D. Joaquim Mendes, considerando que o Ano Santo da Miseric\u00f3rdia \u201cdesafia toda a Igreja\u201d a voltar o seu olhar para essas \u00abperiferias\u00bb.<\/p>\n<p>A pastoral penitenci\u00e1ria \u201cdeve ajudar\u201d os reclusos a descobrir a miseric\u00f3rdia de Deus, assinala, recordando que o Papa Francisco na pris\u00e3o de J\u00faarez, na visita ao M\u00e9xico, disse para se \u201cmanter viva a esperan\u00e7a do Evangelho da Miseric\u00f3rdia na pris\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o do seman\u00e1rio digital Ecclesia, hoje publicada, tem por dossier central o trabalho da Igreja Cat\u00f3lica nas pris\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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