{"id":13556,"date":"2016-02-25T19:12:43","date_gmt":"2016-02-25T22:12:43","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/25\/a-existecia-de-deus\/"},"modified":"2017-05-08T15:38:53","modified_gmt":"2017-05-08T18:38:53","slug":"a-existecia-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-existecia-de-deus\/","title":{"rendered":"A exist\u00eacia de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs c\u00e9us contam a gl\u00f3ria de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas m\u00e3os\u201d (Sl 19,1.2).<br \/>A exist\u00eancia de Deus Todo-Poderoso criador de todas as coisas boas e maravilhosas \u00e9 uma verdade t\u00e3o clara e plaus\u00edvel \u00e0 intelig\u00eancia que a Sagrada Escritura denomina insensatos aqueles que dizem n\u00e3o existir Deus (Sl 14,1).<br \/>Escutemos, pois, o testemunho de nossa consci\u00eancia e o da humanidade inteira, compreendamos a linguagem maravilhosa da cria\u00e7\u00e3o que nos circunda. A partir de ent\u00e3o, todas as vezes que nosso olhar se perder nas profundezas do firmamento, nas belezas da natureza, na grandeza das montanhas, na imensidade dos mares, rendamos homenagem \u00e0 sabedoria de Deus que criou e disp\u00f4s todas estas coisas 1.<br \/>O ser humano \u00e9 capaz de reconhecer a exist\u00eancia do Criador atrav\u00e9s de suas obras. Pois, como afirma\u00a0 S\u00e3o Paulo Ap\u00f3stolo, &#8220;desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo, as perfei\u00e7\u00f5es invis\u00edveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam vis\u00edveis \u00e0 intelig\u00eancia, por suas obras&#8221; (Rm 1, 20).<br \/>O \u00ednclito fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles afirmava que Deus, &#8220;embora invis\u00edvel a toda natureza mortal, pode ser visto em suas obras&#8221;2. E o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, fazendo eco aos dois Conc\u00edlios Vaticanos, afirma: &#8220;A Santa Igreja, nossa M\u00e3e, sustenta e ensina que Deus, princ\u00edpio e fim de todas as coisas pode ser conhecido com certeza pela luz natural da raz\u00e3o humana a partir das coisas criadas&#8221;3.<br \/>Portanto, servindo-nos de exemplos, compara\u00e7\u00f5es e alguns fatos hist\u00f3ricos, procuremos refor\u00e7ar nossas convic\u00e7\u00f5es sobre a exist\u00eancia de Deus, para melhor am\u00e1-lo, servi-Lo a reverenci\u00e1-Lo. Se aprofundar no conhecimento cient\u00edfico e na sant\u00edssima f\u00e9, podemos viver e testemunhar com solidez a nossa cren\u00e7a no \u00fanico e eterno amoroso Deus. <\/p>\n<p>O CRIADOR<\/p>\n<p>Nada \u00e9 t\u00e3o belo como a ordem que reina no universo. Pois estamos em presen\u00e7a de uma obra imensamente mais bela: o mundo. A conclus\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel: este mundo n\u00e3o pode ter sido organizado com tanta harmonia a n\u00e3o ser por uma intelig\u00eancia, e esta intelig\u00eancia e \u00e1 de Deus. O Dr. Paul Davies, catedr\u00e1tico em matem\u00e1tica aplicada no King\u2019s College, em Londres, escreveu: \u201cAonde quer que olhemos no Universo, desde as extensas gal\u00e1xias at\u00e9 os recantos mais rec\u00f4nditos do \u00e1tomo, encontramos ordem&#8230;\u201d.<br \/>Atribui-se ao fil\u00f3sofo franc\u00eas Voltaire um ad\u00e1gio que bem sintetiza tal preposi\u00e7\u00e3o: \u201cQuanto mais penso, menos posso acreditar que sem um relojoeiro, este rel\u00f3gio possa funcionar&#8221; 4.<br \/>\u00c0 mesma conclus\u00e3o chega o astr\u00f4nomo brit\u00e2nico contempor\u00e2neo Sir Fred Hoyle: &#8220;A vida n\u00e3o pode ter tido um in\u00edcio aleat\u00f3rio. [&#8230;] Existem cerca de duas mil enzimas, e a possibilidade de obt\u00ea-las todas numa experi\u00eancia aleat\u00f3ria \u00e9 apenas uma parte em 1040.000, uma probabilidade t\u00e3o chocantemente pequena que n\u00e3o deveria ser considerada nem sequer no caso de o mundo inteiro ser uma sopa org\u00e2nica&#8221;5. Ou seja, se imp\u00f5es a necessidade de um Criador.<br \/>Tanto a lei que rege o Universo como a lei da consci\u00eancia, s\u00e3o provas\u00a0 da exist\u00eancia de um Legislador que a tenha determinado. Assim, o apelo da consci\u00eancia humana proclama a exist\u00eancia de um soberano Mestre das consci\u00eancias, que \u00e9 Deus.<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>Em todas as partes, por todas as latitudes, em qualquer grau de civiliza\u00e7\u00e3o ou de barb\u00e1rie a que perten\u00e7am, todos os povos t\u00eam uma religi\u00e3o. Jamais encontramos na Hist\u00f3ria um povo ateu. Dirigindo-nos a qualquer parte do mundo, independente do per\u00edodo hist\u00f3rico, nos deparamos com templos, altares, cerim\u00f4nias e dias de festas religiosas em louvor a alguma divindade.<br \/>Quem p\u00f4de inscrever esta cren\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o do homem? Como a humanidade inteira poderia estar completamente equivocada a este respeito?<br \/>O renomado antrop\u00f3logo franc\u00eas Jean Louis Armand\u00a0 escreveu: &#8220;Obrigado pelas minhas investiga\u00e7\u00f5es a passar em revista todas as ra\u00e7as humanas, procurei nelas o ate\u00edsmo de cima a baixo. Mas n\u00e3o o achei, exceto em indiv\u00edduos ou em escolas mais ou menos limitadas. [&#8230;] Em todo tempo e lugar, a grande maioria dos povos fugiram dele. N\u00e3o achei em nenhum local uma ra\u00e7a importante, e nem sequer uma divis\u00e3o menos importante dela, que professasse o ate\u00edsmo&#8221;6.<br \/>Sem d\u00favida, os povos de todos os s\u00e9culos e lugares t\u00eam diferido em suas cren\u00e7as. Uns adoram as pedras, outros, os animais e outros ainda, o Sol. Muitos t\u00eam atribu\u00eddo aos seus \u00eddolos os seus pr\u00f3prios v\u00edcios ou qualidades. Mas todos s\u00e3o un\u00e2nimes em concordar que existe uma divindade \u00e0 qual \u00e9 necess\u00e1rio render culto.<br \/>Todos n\u00f3s temos um desejo muito forte de nos comunicar com os demais. O homem \u00e9 um &#8220;animal pol\u00edtico&#8221; na defini\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles7; segundo S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino, um &#8220;animal social&#8221;8. Isto se explica pelo fato de termos nascido todos com uma particularidade denominada por C\u00edcero &#8220;instinto de sociabilidade&#8221;9. O ser humano \u00e9 por natureza\u00a0 crente. Foi o Criador que colocou no interior do ser humano a eternidade (Ecl 3,11). Ele crer em Deus ou em deuses. No entanto ele precisa, necessita de comunica\u00e7\u00e3o transcendental com algo maior que ele para prestar adora\u00e7\u00e3o e louvor.<\/p>\n<p>Pe. In\u00e1cio Jos\u00e9 do Vale<br \/>Professor, escritor e conferencista<br \/>Soci\u00f3logo em Ci\u00eancia da Religi\u00e3o<br \/>Religioso dos Irm\u00e3ozinhos da Visita\u00e7\u00e3o de Charles de Foucauld<br \/>E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas:<br \/>(1) Luis Javier Camilo, In. Arautos do Evangelho, fevereiro de 2016, p.21.<br \/>(2) ARIST\u00d3TELES. De mundo, c.6. O padre Louis-Claude Fillion menciona esta frase do fil\u00f3sofo ao analisar a acima citada passagem da Carta aos Romanos, e lembra que no Antigo Testamento se recorre com frequ\u00eancia ao mesmo racioc\u00ednio &#8211; que ele chama de argumento f\u00edxico &#8211; para provar a exist\u00eancia de Deus (cf. FILLION, Louis-Claude. La Sainte bible comment\u00e9e. 3.ed. Paris: etouzey et An\u00e9, 1921, t. VII, p.25).<br \/>(3) CCE 36.<br \/>(4) &#8220;Pour ma part, plus j&#8217;y pense et moins je puis songer que cette horloge marche et n&#8217; ait point d&#8217;horloger&#8221;.<br \/>(5) HOYLE, Fred; WICKRAMASINGHE, Chandra, Evolution from Space, New York: Simon and Schuster, 1984, p.176.<br \/>(6) QUATREFAGES DE BR\u00c9AU, Jean Louis Armand. The human species. New York: Appleton, 1879, p.482-483.<br \/>(7) ARIST\u00d3TLELES. Pol\u00edtica. L.I, c.2,1253.<br \/>(8) S\u00c3O TOM\u00c1S DE AQUINO. Suma Teol\u00f3gica. I, q. 96, a.4.<br \/>(9) C\u00cdCERO, Marco T\u00falio. Da rep\u00fablica. L. I, n.25.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOs c\u00e9us contam a gl\u00f3ria de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas m\u00e3os\u201d (Sl 19,1.2).A exist\u00eancia de Deus Todo-Poderoso criador de todas as coisas boas e maravilhosas \u00e9 uma verdade t\u00e3o clara e plaus\u00edvel \u00e0 intelig\u00eancia que a Sagrada Escritura denomina insensatos aqueles que dizem n\u00e3o existir Deus (Sl 14,1).Escutemos, pois, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13556"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13556\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21675,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13556\/revisions\/21675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}