{"id":13518,"date":"2016-02-23T17:40:18","date_gmt":"2016-02-23T20:40:18","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/23\/nascido-sem-pernas-atleta-adolescente-busca-o-ouro\/"},"modified":"2017-05-31T11:49:41","modified_gmt":"2017-05-31T14:49:41","slug":"nascido-sem-pernas-atleta-adolescente-busca-o-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nascido-sem-pernas-atleta-adolescente-busca-o-ouro\/","title":{"rendered":"Nascido sem pernas, atleta adolescente busca o ouro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/web-miguel-jimenez-jeffrey-bruno.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Jovem do ensino m\u00e9dio tem um grande objetivo de vida: \u201ceu quero ajudar\u201d<\/p>\n<p>Tulia Jimenez-Vergara estava em um orfanato segurando um beb\u00ea encontrado no lixo quando outro pequeno \u00f3rf\u00e3o, Miguel, correu em sua dire\u00e7\u00e3o. Ele tinha apenas dois anos de idade e cheio de alegria e energia, gritou \u201colhe para mim!\u201d, correndo ao redor da sala com facilidade \u2013 mesmo n\u00e3o tendo pernas.<\/p>\n<p>Tulia era uma jovem estudante de gradua\u00e7\u00e3o solteira que tinha voltado \u00e0 Col\u00f4mbia para visitar seu pai, que estava morrendo. Um tio pediu-lhe ajuda para levar comida \u00e0s irm\u00e3s do Hogar Luz y Vida, um orfanato cat\u00f3lico. Administrado pela Irm\u00e3 Valeriana Garcia, o orfanato s\u00f3 ficava com as crian\u00e7as mais dif\u00edceis. Tulia queria adotar uma crian\u00e7a, e aqui estava um menino nascido sem pernas, recusando-se cheio de energia a ser anulado ou tratado como incapaz.<br \/>jb2_4473<\/p>\n<p>Ela voltou para a Am\u00e9rica, arrumou um trabalho como professora de espanhol no College of New Jersey e come\u00e7ou a ajeitar os pap\u00e9is para adot\u00e1-lo e traz\u00ea-lo para casa. Levou mais de um ano, e sua transi\u00e7\u00e3o para a vida nos Estados Unidos com uma nova fam\u00edlia nem sempre foi tranquila. Agora, com 15 anos, Miguel pensa que teve dificuldades em se adaptar \u00e0 sua nova casa, porque ele estava ligado \u00e0s freiras e havia deixado o orfanato, a \u00fanica casa de que se lembrava. Ele tamb\u00e9m era hiperativo e acabaria por ser diagnosticado com TDAH (transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade), que ele considera uma defici\u00eancia, como a sua falta de pernas. A escola era dif\u00edcil, e os professores n\u00e3o ajudavam. Ele n\u00e3o conseguia se concentrar e n\u00e3o se dava bem com as pessoas.<\/p>\n<p>Tudo isso fez com que os primeiros anos de Miguel e Tulia juntos se tornassem um desafio. Quando ele tinha seis anos, no entanto, conheceu membros do North Jersey Navigators, entidade que executa programas que ajudam crian\u00e7as deficientes na pr\u00e1tica de esportes. Para Miguel, o esporte resolveria dois problemas: o TDAH e a forma como o mundo o enxergaria.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/jb2_4590.jpg\" border=\"0\" align=\"right\" \/>Limite para os Jogos Paraol\u00edmpicos<\/p>\n<p>\u201cMichael Phelps come\u00e7ou a nadar porque sua m\u00e3e queria que ele acalmasse um pouco\u201d, Miguel observa durante uma entrevista em sua casa em South Jersey. \u201cO esporte recebe toda essa energia para que voc\u00ea possa se concentrar. Num primeiro momento eu n\u00e3o queria treinar. Minha m\u00e3e me fez ir para as duas primeiras pr\u00e1ticas de pista e campo. Observei que era capaz de me concentrar melhor com os treinos. Eu realmente era malvado. Ignorava as pessoas. Eu era uma esp\u00e9cie de solit\u00e1rio. Envolver-me com esportes mudou tudo isso\u201d.<\/p>\n<p>O treino n\u00e3o s\u00f3 ajudou a focar sua mente: ele percebeu que era realmente bom naquilo. O atletismo foi o esporte escolhido, mas aos poucos ele expandiu para novas \u00e1reas. Hoje, ele faz 100, 200, 400, 800 e 1.500 metros, 5 km, arremesso de peso, dardo, disco, nata\u00e7\u00e3o, tiro com arco e triatlo. Ele treina cinco dias por semana, dois deles a quase duas horas de dist\u00e2ncia de sua casa, com a equipe de atletismo em Lawrenceville, New Jersey.<\/p>\n<p>\u201cMiguel amadureceu a tal ponto que ele leva o seu treinamento mais s\u00e9rio, e ele v\u00ea como uma necessidade para alcan\u00e7ar seus objetivos\u201d, diz John McKenna, diretor de desempenho atl\u00e9tico da Notre Dame High School. \u201cEle n\u00e3o recebe nenhum tratamento diferenciado aqui e ele mesmo se desafia a ultrapassar sua zona de conforto todos os dias. Ele faz levantamentos, flex\u00f5es, kettlebells. Se Miguel mant\u00e9m sua forma\u00e7\u00e3o fora da sua zona de conforto, n\u00e3o h\u00e1 limites para o que ele pode alcan\u00e7ar. Posso v\u00ea-lo nos Jogos Ol\u00edmpicos algum dia\u201d.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 apenas conversa fiada de um treinador orgulhoso. Miguel n\u00e3o se limita a treinar ou competir: ele vence. Tem batido v\u00e1rios recordes e trouxe para casa 15 medalhas de ouro e quatro de prata no National Junior Disability Championships. No ver\u00e3o passado, viajou para a Holanda para competir na International Wheelchair and Amputee Sports World Junior Games, onde ganhou uma medalha de ouro, tr\u00eas de prata e tr\u00eas de bronze. Ele \u00e9 agora um dos mais bem classificados atletas juniores nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cA chave para o treinamento do Miguel \u00e9 porque n\u00f3s n\u00e3o o vemos como deficiente, mas como um atleta que est\u00e1 disposto a trabalhar em seu sonho\u201d, diz McKenna.<\/p>\n<p>O presente do esporte<\/p>\n<p>Por mais que ele goste de viajar o mundo e ganhar medalhas, o esporte em si tem sido o maior presente de Miguel. N\u00e3o foi f\u00e1cil para ele se adaptar a uma nova fam\u00edlia, um novo pa\u00eds, uma nova cultura, uma nova l\u00edngua, tudo ao mesmo tempo, al\u00e9m de aprender a lidar com o TDAH. N\u00e3o ter as pernas nem sempre foi o seu maior desafio.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s nunca o tratamos como algo fr\u00e1gil\u201d, recorda Tulia. Havia outras dificuldades. Ele n\u00e3o tinha nenhuma figura paterna. Tinha dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o. Precisava desenvolver bons h\u00e1bitos. Teve que trabalhar suas habilidades sociais. O esporte \u201cdeu-lhe a disciplina e a estrutura de que precisava\u201d, ela diz. O exerc\u00edcio trabalhou sua energia extra, os companheiros de equipe o ajudaram a aprender a conviver, e os treinadores forneceram uma influ\u00eancia paterna.<\/p>\n<p>\u201cEu gostava de ver o que poderia fazer\u201d, diz Miguel. \u201cExiste o pensamento que as pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o podem alcan\u00e7ar o m\u00e1ximo, e vem esse sentimento de piedade. As pessoas tentaram me ajudar quando eu realmente n\u00e3o precisava, e eu pensei em mostrar-lhes que poderia fazer as coisas sem elas me ajudarem\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/jb2_4676.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>A Igreja fez a sua parte para ajudar Miguel tamb\u00e9m. Eles n\u00e3o s\u00f3 fornecem a sua primeira casa e ajudam-no a encontrar uma nova fam\u00edlia, mas a educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica (primeiro na Incarnation St. James Elementary School em Ewing, NJ, e depois na Notre Dame High School) estava l\u00e1 quando as escolas p\u00fablicas falharam com ele.<\/p>\n<p>\u201cQuando est\u00e1vamos em crise\u201d, Tulia recorda, \u201ca Igreja e a escola foram as \u00fanicas que o aceitaram desde o in\u00edcio. Quando fui pela primeira vez na Incarnation St. James, a Irm\u00e3 disse: \u2018A porta est\u00e1 sempre aberta para voc\u00ea\u2019. Eles o t\u00eam ajudado em todos os sentidos que podem, at\u00e9 mesmo ajudam-no a arrecadar dinheiro para suas viagens para competir\u201d.<\/p>\n<p>Para Miguel, o dom do esporte \u00e9 tornar-se uma esp\u00e9cie de evangelista e mostrar aos outros o poder do esporte, ajudando as pessoas com defici\u00eancia a encontrar um novo significado e prop\u00f3sito em suas vidas, e ele j\u00e1 come\u00e7ou. Pelo segundo ano, vai monitorar um programa em sua escola para introduzir as pessoas com defici\u00eancia no potencial das atividades f\u00edsicas e esportes.<\/p>\n<p>\u201cMeu objetivo na vida \u00e9 aumentar a consci\u00eancia sobre o esporte\u201d, ele diz. \u201cA maioria das pessoas, se nascem com defici\u00eancia ou tornam-se deficientes por causa de um acidente, sentem-se mal por isso. Elas precisam seguir em frente e tentar algo novo, e o esporte pode fazer isso, quando elas percebem o que podem fazer. E isso vale para as pessoas sem defici\u00eancia tamb\u00e9m. Eu quero ser como o t\u00e9cnico para outra crian\u00e7a que acha que n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer algo. Eu quero ajudar\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jovem do ensino m\u00e9dio tem um grande objetivo de vida: \u201ceu quero ajudar\u201d Tulia Jimenez-Vergara estava em um orfanato segurando um beb\u00ea encontrado no lixo quando outro pequeno \u00f3rf\u00e3o, Miguel, correu em sua dire\u00e7\u00e3o. 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