{"id":13398,"date":"2016-02-15T13:14:27","date_gmt":"2016-02-15T15:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/15\/portugal-medicos-catolicos-contra-despenalizacao-da-eutanasia\/"},"modified":"2017-05-30T10:41:23","modified_gmt":"2017-05-30T13:41:23","slug":"portugal-medicos-catolicos-contra-despenalizacao-da-eutanasia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/portugal-medicos-catolicos-contra-despenalizacao-da-eutanasia\/","title":{"rendered":"Portugal: M\u00e9dicos cat\u00f3licos contra despenaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/1p34.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Conselho Nacional da Associa\u00e7\u00e3o rejeita conce\u00e7\u00e3o de \u00abvida indigna\u00bb ou \u00abprescind\u00edvel\u00bb<\/p>\n<p>O Conselho Nacional da Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses (AMCP) manifesta-se contra a proposta de legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, que \u00e9 apresentada sob a \u201capar\u00eancia de um ato de miseric\u00f3rdia e escondida numa capa de compaix\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNo pressuposto de que a vida n\u00e3o tem sempre o mesmo valor e de que h\u00e1 vidas e fases da vida que podem ser \u2018descartadas\u2019, considera-se que a pessoa concreta, afetada pelo sofrimento, com uma doen\u00e7a incur\u00e1vel ou muita idade, se transforma numa vida indigna e prescind\u00edvel\u201d, alerta a Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses, depois da reuni\u00e3o deste s\u00e1bado, em F\u00e1tima.<\/p>\n<p>No comunicado enviado \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o Conselho Nacional da AMCP observa que na sociedade do \u201cbem-estar\u201d e da \u201cqualidade de vida\u201d regida \u201cexclusivamente por par\u00e2metros economicistas\u201d, a vis\u00e3o do ser humano \u00e9 totalmente orientada por crit\u00e9rios de utilitarismo \u201cpara os quais os cidad\u00e3os apenas t\u00eam valor se \u2018forem \u00fateis\u2019 \u00e0 sociedade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA marginaliza\u00e7\u00e3o crescente e totalit\u00e1ria dos fracos, dos doentes, dos deficientes, dos que sofrem, dos que n\u00e3o t\u00eam voz, tornou-se institucional e aparece camuflada sob r\u00f3tulos de efici\u00eancia e de efic\u00e1cia\u201d, desenvolve.<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses, num contexto de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e de crise econ\u00f3mica, \u201c\u00e9 bem aceite pelos Estados a proposta economicista de se \u201csuspenderem os tratamentos mais onerosos a doentes mais idosos ou declarados incur\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p>Para a AMCP existem \u201coutros riscos\u201d relativos a pessoas jovens, com patologias cr\u00f3nicas, uma vez que em nome do exerc\u00edcio \u201cda liberdade e da autonomia\u201d as pessoas n\u00e3o s\u00e3o \u201cajudadas a viver a doen\u00e7a, mas, sim, encaminhadas a acabar com a sua vida\u201d.<\/p>\n<p>Para estes profissionais, que testemunham os valores crist\u00e3os, a proposta de legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia procura \u201cocultar\u201d a realidade que se prop\u00f5e ao \u201ctornar legal que os m\u00e9dicos matem, a pedido, determinados doentes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO dever do m\u00e9dico, reiteradamente reafirmado no juramento de Hip\u00f3crates, \u00e9 defender a vida humana, respeitando-a, procurando preserv\u00e1-la e cuidar dela\u201d, destacam, recordando o seu c\u00f3digo deontol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A AMCP \u00e9 \u201cincompreens\u00edvel\u201d que a sociedade \u201cn\u00e3o se preocupe em investir nos cuidados de sa\u00fade\u201d para proporcionar aos doentes \u201ctodos os cuidados necess\u00e1rios \u00e0 sua situa\u00e7\u00e3o concreta\u201d mas discuta-se e apresente-se a eutan\u00e1sia como \u201csolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 lament\u00e1vel que, em vez de se lutar por proporcionar todos os meios dispon\u00edveis para se cuidar dos mais idosos, das doen\u00e7as oncol\u00f3gicas e neurodegenerativas, haja a preocupa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em oferecer os melhores\u201d, sublinham.<\/p>\n<p>A AMPC discordam que se desprezem \u201cos meios em nome de ideologias\u201d e se proclame a eutan\u00e1sia \u201ccomo um direito\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses, as pessoas anseiam por \u201cexperi\u00eancia profissional, afeto, fuga \u00e0 solid\u00e3o, consolo e ajuda em momentos dif\u00edceis\u201d, procuram quem as ajude a \u201cencontrar sentido para a vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos que Portugal seja um testemunho na luta pela defesa do valor da vida humana\u201d, concluiu o Conselho Nacional da AMCP na sua tomada de posi\u00e7\u00e3o sobre a legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Ag\u00eancia Ecclesia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conselho Nacional da Associa\u00e7\u00e3o rejeita conce\u00e7\u00e3o de \u00abvida indigna\u00bb ou \u00abprescind\u00edvel\u00bb O Conselho Nacional da Associa\u00e7\u00e3o dos M\u00e9dicos Cat\u00f3licos Portugueses (AMCP) manifesta-se contra a proposta de legaliza\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia, que \u00e9 apresentada sob a \u201capar\u00eancia de um ato de miseric\u00f3rdia e escondida numa capa de compaix\u00e3o\u201d. \u201cNo pressuposto de que a vida n\u00e3o tem sempre 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