{"id":13393,"date":"2016-02-15T12:23:13","date_gmt":"2016-02-15T14:23:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/15\/francisco-em-ecatepec-quaresma-tempo-de-desmascarar-tentacoes\/"},"modified":"2017-05-30T10:43:24","modified_gmt":"2017-05-30T13:43:24","slug":"francisco-em-ecatepec-quaresma-tempo-de-desmascarar-tentacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-em-ecatepec-quaresma-tempo-de-desmascarar-tentacoes\/","title":{"rendered":"Francisco em Ecatepec: Quaresma, tempo de desmascarar tenta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/afp4979949_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Na segunda missa da Viagem Apost\u00f3lica ao M\u00e9xico, em Ecatepec, Francisco afirmou que a Quaresma \u00e9 tempo de desmascarar tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es: a riqueza, a vaidade e a pior delas &#8211; advertiu o Papa &#8211; orgulho. Recorrendo ao Evangelho, Francisco pediu que todos prestem aten\u00e7\u00e3o a n\u00e3o &#8220;tentar dialogar com o dem\u00f4nio&#8221;, porque este vence sempre.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 que ponto nos acostumamos a um estilo de vida que considera a riqueza, a vaidade e o orgulho como a fonte e a for\u00e7a de vida?&#8221;<\/p>\n<p>Na quarta-feira passada, come\u00e7amos o tempo lit\u00fargico da Quaresma; nele, a Igreja convida-nos a preparar-nos para a celebra\u00e7\u00e3o da grande festa da P\u00e1scoa. \u00c9 um tempo especial para lembrar o dom do nosso Batismo, quando fomos feitos filhos de Deus.<\/p>\n<p>A Igreja convida-nos a reavivar o dom recebido para n\u00e3o o deixar cair no esquecimento como algo passado ou guardado em uma \u201ccaixa de recorda\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Filhos do Pai<\/p>\n<p>Este tempo de Quaresma \u00e9 uma boa ocasi\u00e3o para recuperar a alegria e a esperan\u00e7a de nos sentirmos filhos amados do Pai. Este Pai que nos espera para nos livrar do cansa\u00e7o, da apatia, da desconfian\u00e7a e revestir-nos com a dignidade que s\u00f3 um verdadeiro pai e uma verdadeira m\u00e3e sabem dar aos seus filhos, as vestes que nascem da ternura e do amor.<\/p>\n<p>O nosso Pai \u00e9 pai de uma grande fam\u00edlia: \u00e9 Pai nosso. Sabe ter um amor, mas n\u00e3o gerar e criar \u201cfilhos \u00fanicos\u201d. \u00c9 um Deus que Se entende de fam\u00edlia, de fraternidade, de p\u00e3o partido e partilhado. \u00c9 o Deus do \u201cPai Nosso\u201d, n\u00e3o do \u201cmeu pai e padrinho de voc\u00eas\u00bb.<\/p>\n<p>Em cada um de n\u00f3s, est\u00e1 inscrito, vive aquele sonho de Deus que voltamos a celebrar em cada P\u00e1scoa, em cada Eucaristia: somos filhos de Deus. Um sonho vivido por muitos irm\u00e3os nossos ao longo da hist\u00f3ria. Um sonho testemunhado pelo sangue de tantos m\u00e1rtires de ontem e de hoje.<\/p>\n<p>Convers\u00e3o<\/p>\n<p>Quaresma: tempo de convers\u00e3o, porque experimentamos na vida de todos os dias como tal sonho se encontra continuamente amea\u00e7ado pelo pai da mentira, por aquele que quer nos separar, gerando uma sociedade dividida e conflituosa, uma sociedade de poucos e para poucos.<\/p>\n<p>Quantas vezes experimentamos na nossa pr\u00f3pria carne ou na carne da nossa fam\u00edlia, na dos nossos amigos ou vizinhos a amargura que nasce de n\u00e3o sentir reconhecida esta dignidade que todos trazemos dentro.<\/p>\n<p>Quantas vezes tivemos de chorar e arrepender-nos, porque nos demos conta de n\u00e3o ter reconhecido tal dignidade nos outros. Quantas vezes \u2013 digo-o com tristeza \u2013 permanecemos cegos e insens\u00edveis perante a falta de reconhecimento da dignidade pr\u00f3pria e alheia.<\/p>\n<p>Harmoniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Quaresma: tempo para regular os sentidos, abrir os olhos para tantas injusti\u00e7as que atentam diretamente contra o sonho e o projeto de Deus. Tempo para desmascarar aquelas tr\u00eas grandes formas de tenta\u00e7\u00e3o que rompem, fazem em peda\u00e7os a imagem que Deus quis plasmar.<\/p>\n<p>Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es de Cristo&#8230; Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es do crist\u00e3o que procuram arruinar a verdade a que fomos chamados. Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es que visam degradar e nos degradar.<\/p>\n<p>1. A riqueza, apropriando-nos de bens que foram dados para todos, usando-os s\u00f3 para mim ou para \u201cos meus\u201d. \u00c9 conseguir o p\u00e3o com o suor alheio ou at\u00e9 com a vida alheia. Tal riqueza \u00e9 p\u00e3o que tem gosto de tristeza, de amargura e de sofrimento. Em uma fam\u00edlia ou em uma sociedade corrupta, \u00e9 o p\u00e3o que se d\u00e1 aos pr\u00f3prios filhos.<\/p>\n<p>2. A vaidade: a busca de prest\u00edgio baseada na desqualifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e constante daqueles que \u201cn\u00e3o s\u00e3o ningu\u00e9m\u201d. A busca exacerbada daqueles cinco minutos de fama que n\u00e3o perdoa a \u201cfama\u201d dos outros. E, \u201calegrando-se com a desgra\u00e7a alheia\u201d, abre-se caminho \u00e0 terceira tenta\u00e7\u00e3o \u2013 a pior: o orgulho.<\/p>\n<p>3. O orgulho, ou seja, colocar-se em um plano de superioridade de qualquer tipo, sentindo que n\u00e3o se partilha \u201ca vida comum dos mortais\u201d e rezando todos os dias: \u201cObrigado, Senhor, porque n\u00e3o me fizestes como eles\u201d.<\/p>\n<p>Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es de Cristo&#8230; Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es que o crist\u00e3o enfrenta diariamente. Tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es que procuram degradar, destruir e tirar a alegria e o frescor do Evangelho; que nos fecham em um c\u00edrculo de destrui\u00e7\u00e3o e pecado.<\/p>\n<p>Por isso vale a pena perguntarmo-nos: At\u00e9 que ponto estamos conscientes destas tenta\u00e7\u00f5es na nossa vida, em n\u00f3s mesmos?<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto nos acostumamos a um estilo de vida que considera a riqueza, a vaidade e o orgulho como a fonte e a for\u00e7a de vida?<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto estamos convencidos de que cuidar do outro, preocupar-nos e ocupar-nos com o p\u00e3o, o bom nome e a dignidade dos outros seja fonte de alegria e de esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>Escolhemos Cristo<\/p>\n<p>Escolhemos, n\u00e3o o diabo, mas Jesus; Se recordarmos do que escutamos no Evangelho, veremos que Jesus n\u00e3o contesta o dem\u00f4nio com nenhuma palavra pr\u00f3pria e sim com as palavras de Deus, com as palavras da Escritura porque, irm\u00e3os e irm\u00e3s, tenhamos em nossas mentes, com o dem\u00f4nio n\u00e3o se dialoga, n\u00e3o se pode dialogar porque ele vai vencer sempre. Somente a for\u00e7a da Palavra de Deus pode derrot\u00e1-lo. Escolhemos Cristo, n\u00e3o o dem\u00f4nio.<\/p>\n<p>Queremos seguir os Seus passos, mas sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Sabemos o que significa ser seduzidos pelo dinheiro, a fama e o poder.<\/p>\n<p>Por isso, a Igreja oferece-nos este tempo da Quaresma, convida-nos \u00e0 convers\u00e3o com uma \u00fanica certeza: Ele est\u00e1 \u00e0 nossa espera e quer curar o nosso cora\u00e7\u00e3o de tudo aquilo que o degrada, degradando-se ou degradando.<\/p>\n<p>Miseric\u00f3rdia<\/p>\n<p>\u00c9 o Deus que tem um nome: miseric\u00f3rdia. O seu nome \u00e9 a nossa riqueza, o seu nome \u00e9 a nossa fama, o seu nome \u00e9 o nosso poder. E \u00e9 no seu nome que repomos a nossa confian\u00e7a, como diz o Salmo: \u201cV\u00f3s sois o meu Deus, em V\u00f3s confio\u201d. Podemos repetir isto juntos: \u201cV\u00f3s sois o meu Deus, em V\u00f3s confio\u201d.<\/p>\n<p>Que, nesta Eucaristia, o Esp\u00edrito Santo renove em n\u00f3s a certeza de que o seu nome \u00e9 miseric\u00f3rdia e nos fa\u00e7a experimentar, em cada dia, que \u201co Evangelho enche o cora\u00e7\u00e3o e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus\u201d, sabendo que com Ele e n\u2019Ele \u201crenasce sem cessar a alegria\u201d (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda missa da Viagem Apost\u00f3lica ao M\u00e9xico, em Ecatepec, Francisco afirmou que a Quaresma \u00e9 tempo de desmascarar tr\u00eas tenta\u00e7\u00f5es: a riqueza, a vaidade e a pior delas &#8211; advertiu o Papa &#8211; orgulho. Recorrendo ao Evangelho, Francisco pediu que todos prestem aten\u00e7\u00e3o a n\u00e3o &#8220;tentar dialogar com o dem\u00f4nio&#8221;, porque este vence sempre. 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