{"id":13369,"date":"2016-02-12T13:18:58","date_gmt":"2016-02-12T15:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/12\/conheca-17-santos-que-enfrentaram-o-diabo-e-sobreviveram-para-contar-sua-historia\/"},"modified":"2017-05-31T11:59:44","modified_gmt":"2017-05-31T14:59:44","slug":"conheca-17-santos-que-enfrentaram-o-diabo-e-sobreviveram-para-contar-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/conheca-17-santos-que-enfrentaram-o-diabo-e-sobreviveram-para-contar-sua-historia\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a 17 santos que enfrentaram o diabo \u2013 e sobreviveram para contar sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/21999lpr_3c7164763e4a68a.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Dr. Paul Thigpen fala de seu novo livro, Saints Who Battled Satan<\/p>\n<p>A exist\u00eancia do Diabo e de outros esp\u00edritos mal\u00e9volos \u00e9 atestada tanto pelo Catecismo da Igreja como pelas Sagradas Escrituras, e podemos encontrar refer\u00eancias a estas entidades em muitos escritos dos Padres da Igreja.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia destes seres \u00e9 tamb\u00e9m confirmada pelo testemunho de muitos santos, e este \u00e9 o tema central do novo livro de Paul Thigpen, Saints Who Battled Satan (Santos que Enfrentaram Sat\u00e3, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Thigpen, renomado escritor e jornalista, \u00e9 Doutor em Estudos Religiosos pela Universidade de Emory. Lecionou teologia em diversas universidades norte-americanas e \u00e9 autor de mais de 40 livros e centenas de artigos \u2013 seus trabalhos foram traduzidos para mais de 12 idiomas, e publicados em todo o mundo. Em Saints Who Battled Satan, o professor Thigpen reconta as hist\u00f3rias de 17 santos, homens e mulheres de Deus que, em diversos contextos hist\u00f3ricos e geogr\u00e1ficos, deram testemunho de seus embates pessoais contra as hostes demon\u00edacas. Suas hist\u00f3rias servem de inspira\u00e7\u00e3o e conforto para todos os Crist\u00e3os dos dias de hoje.<\/p>\n<p>Thigpen atualmente \u00e9 editor da TAN Books, tradicional editora Cat\u00f3lica fundada em 1967 e sediada na Carolina do Norte, EUA. Inicialmente ordenado pastor protestante, converteu-se ao Catolicismo em 1993. Nesta entrevista concedida \u00e0 Aleteia, Dr. Thigpen fala de seu novo livro, que considera uma continua\u00e7\u00e3o de seu best-seller Manual for Spiritual Warfare (Um Manual para a Guerra Espiritual).<\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: S\u00e3o muitas as narrativas de batalhas travadas pelos santos contra o Diabo. Qual crit\u00e9rio utilizou para escolher apenas 17?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: De fato, n\u00e3o foi uma tarefa f\u00e1cil! V\u00e1rios fatores foram levados em considera\u00e7\u00e3o. Primeiramente, a fim de enfatizar o car\u00e1ter universal do combate espiritual, quis incluir santos de diversas culturas e de diversos contextos hist\u00f3ricos. Os santos que escolhi prov\u00e9m de 12 diferentes pa\u00edses da \u00c1sia, \u00c1frica, Europa, Am\u00e9rica do Norte e Am\u00e9rica do Sul. H\u00e1 representantes de cada s\u00e9culo desde os prim\u00f3rdios do Cristianismo \u2013 exceto do s\u00e9culo 21, que acaba de come\u00e7ar.<\/p>\n<p>Uma segunda preocupa\u00e7\u00e3o foi a de incluir narrativas e passagens que pudessem ilustrar os princ\u00edpios j\u00e1 discutidos em meu livro anterior, Manual for Spiritual Warfare. Desejava apresentar aos meus leitores as hist\u00f3rias de homens e mulheres de \u201ccarne e osso\u201d, testemunhas diretas das manifesta\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias e extraordin\u00e1rias do Diabo. Procurei ainda mostrar como os santos fazem uso das \u201carmas espirituais\u201d que temos \u00e0 m\u00e3o, tais como a ora\u00e7\u00e3o, o estudo das Escrituras e os Sacramentos; quis enfatizar como o cultivo das virtudes Crist\u00e3s lhes serviu de armadura espiritual em meio aos mais violentos confrontos; e como, nos momentos mais dif\u00edceis, estes santos solicitavam a assist\u00eancia de seu Comandante, Jesus Cristo, bem como de seus camaradas de campanha: os santos que travaram semelhantes batalhas antes deles, os anjos, e, em especial, Nossa Senhora.<\/p>\n<p>Finalmente, um fator decisivo foi, sem d\u00favida, a disponibilidade de informa\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica pertinente. Para cada santo selecionado, era preciso ter \u00e0 m\u00e3o material suficiente para redigir um cap\u00edtulo completo. Mesmo assim, em minha pesquisa acabei por acumular uma extensa cole\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias incompletas \u2013 boas demais para rejeitar \u2013 que serviriam de mat\u00e9ria-prima para uma se\u00e7\u00e3o adicional do livro.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Quais s\u00e3o os meios mais comuns empregados por Sat\u00e3 por nos abordar ou nos tentar?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Em geral, somos capazes de discernir aqueles pensamentos que nos vem \u00e0 mente por sugest\u00e3o ou inspira\u00e7\u00e3o de uma fonte exterior, daqueles que nos ocorrem por conta de uma sugest\u00e3o de nossos pr\u00f3prios sentidos e faculdades intelectuais. Os dem\u00f4nios, sendo desprovidos de corpo f\u00edsico, podem transmitir ideias e pensamentos diretamente \u00e0s nossas mentes. Esta \u00e9 uma estrat\u00e9gia furtiva, uma vez que se n\u00e3o formos capazes de discernir tais influ\u00eancias, podemos tomar erroneamente pensamentos por eles insinuados como genuinamente nossos. Sat\u00e3 tipicamente busca nos influenciar por meio de ilus\u00f5es, acusa\u00e7\u00f5es, d\u00favidas (em especial a respeito do amor de Deus para conosco); ou por provoca\u00e7\u00f5es, no af\u00e3 de despertar em n\u00f3s vaidade, raiva, lux\u00faria, desespero; ou ainda incitando-nos a desejar aquilo que nos \u00e9 proibido, ou mesmo buscar por meios il\u00edcitos algo que poderia ser ben\u00e9fico.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Citaria algum dos santos que tenha lidado com Sat\u00e3 de forma pouco usual dentre os demais?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Lembro-me do epis\u00f3dio em que o Diabo procurou tentar S\u00e3o Bento por meio da lux\u00faria. O esp\u00edrito maligno trouxe \u00e0 sua mem\u00f3ria a imagem de uma mulher muito atraente que ele conhecera quando jovem. A lembran\u00e7a desta mulher inflamou seu cora\u00e7\u00e3o, a ponto de quase faz\u00ea-lo sucumbir e entregar-se. Neste momento, por\u00e9m, avistou \u00e0 sua frente uma tou\u00e7a repleta de urtigas e espinhos afiados. Imediatamente despiu-se de seu h\u00e1bito e lan\u00e7ou-se no arbusto, arrastando-se por entre os espinhos at\u00e9 que seu corpo estivesse coberto de feridas; e assim a tenta\u00e7\u00e3o o abandonou.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: H\u00e1 santos especialmente indicados para nos amparar em determinados tipos de tenta\u00e7\u00f5es? Poderia mencionar alguns deles?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: A tradi\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica nos encoraja a apelar pela assist\u00eancia dos santos que tenham travado batalhas semelhantes \u00e0s nossas. Assim, ao ser tentado pela lux\u00faria, recomendaria buscar pelo aux\u00edlio de S\u00e3o Bento; nos momentos de c\u00f3lera, pediria a assist\u00eancia de S\u00e3o Jer\u00f4nimo; para resistir ao pecado da soberba, a Santo In\u00e1cio de Loyola; para n\u00e3o desanimarmos em nossa caminhada, a intercess\u00e3o de Santa Teresa de \u00c1vila; e nos momentos de desespero, Santo (Padre) Pio, por exemplo.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Se pudesse imaginar algo como um \u201ckit de sobreviv\u00eancia espiritual\u201d, quais seriam os itens mais importantes que este deveria conter?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Bem, acho que era precisamente o que tinha em mente quando escrevia Manual for Spiritual Warfare. O livro oferece uma vis\u00e3o geral do ensinamento da Igreja sobre como proceder quando em batalha espiritual. Discute ainda alguns dos \u201crecursos de batalha\u201d cultivados pela tradi\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica \u2013 doutrina pertinente, textos diversos, cita\u00e7\u00f5es e epis\u00f3dios das vidas dos santos, al\u00e9m de ora\u00e7\u00f5es e cantos.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Quais s\u00e3o as virtudes mais importantes para mantermos o mal \u00e0 dist\u00e2ncia, e como utiliz\u00e1-las na pr\u00e1tica como prote\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Desde os tempos mais remotos, um sem n\u00famero de conselheiros espirituais Crist\u00e3os t\u00eam recomendado a humildade como a virtude fundamental; \u00e9 o solo no qual todas as demais virtudes florescem. Por essa raz\u00e3o, destaco-a como a mais importante de todas as virtudes. Para citar um exemplo pr\u00e1tico de como a humildade pode nos proteger das investidas do Diabo, considere uma hist\u00f3ria contada pelos antigos padres do deserto, a respeito de um monge conhecido por sua profunda humildade. Este orava em recolhimento quando recebe a visita do pr\u00f3prio Diabo, disfar\u00e7ado de anjo de luz. O Diabo diz a ele: \u201cSou o Anjo Gabriel, e fui enviado a voc\u00ea!\u201d, com o intuito de tent\u00e1-lo pela soberba. Mas o humilde monge n\u00e3o se deixa enganar, respondendo-lhe: \u201cVoc\u00ea deve estar enganado. Certamente foi enviado a outra pessoa; n\u00e3o sou digno de receber a visita de um anjo\u201d. O Diabo ent\u00e3o se retira, desapontado e derrotado pela humildade do monge.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Por que algumas pessoas parecem ser mais assediadas pelo Diabo do que outras?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Um padr\u00e3o que se repete nas biografias de muitos santos \u00e9 o seguinte: quando o Diabo percebe que uma pessoa ir\u00e1 causar danos importantes a seu imp\u00e9rio infernal, passa a atac\u00e1-la furiosamente. Foi assim com Santo Ant\u00e3o, ao demonstrar sua firme decis\u00e3o de viver como santo eremita no deserto; tamb\u00e9m com Santa Catarina, quando decidiu consagrar-se a Cristo ainda crian\u00e7a; foi o que ocorreu ao Santo (Padre) Pio no momento em que ingressou \u00e0 ordem dos Capuchinhos. Foi nestes momentos que o Inimigo de suas almas realizou seus mais violentos ataques, na tentativa de imped\u00ed-los. Ele sabia que se porventura tivesse \u00eaxito em submeter estes homens e mulheres, as grandes obras que lhes seriam confiadas por Deus seriam sabotadas.<\/p>\n<p>Penso que estar ciente desta verdade deva servir para nos confortar nos momentos dif\u00edceis. Se enfrentamos violenta oposi\u00e7\u00e3o por parte das hostes diab\u00f3licas, talvez isso signifique que Deus tenha grandes planos para realizar por meio de n\u00f3s. Devemos sempre ter em mente a advert\u00eancia feita por S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney: \u201cO maior de todos os males est\u00e1 em n\u00e3o experimentar ser tentado, pois assim temos motivos para crer que o Diabo j\u00e1 nos trata como sua propriedade.\u201d<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Como podemos identificar as influ\u00eancias verdadeiramente oriundas de Sat\u00e3? Como evitar que nos tornemos paran\u00f3icos, excessivamente preocupados com o mal?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: As Escrituras nos falam a respeito de nossa batalha contra o \u201cmundo\u201d, a \u201ccarne\u201d e contra o Diabo (ver Tiago 4:1-7). \u00c9 verdade que nem sempre nossos embates espirituais s\u00e3o diretamente provocados pelo Diabo. Mesmo assim, \u00e9 preciso ter em mente que, nestes momentos, ele se aproveita para tentar fazer-se mais presente e exercer com maior intensidade sua influ\u00eancia em nossas vidas. Devemos sempre acompanhar suas movimenta\u00e7\u00f5es com grande aten\u00e7\u00e3o. Acredito que se formos capazes de cultivar o h\u00e1bito de reconhecer a origem de nossos pensamentos, grande parte de nossa batalha j\u00e1 estar\u00e1 vencida. Este tipo de discernimento \u00e9 cultivado por meio das disciplinas espirituais tradicionalmente recomendadas pela Igreja: ora\u00e7\u00e3o frequente, participa\u00e7\u00e3o na Missa, Adora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica, recep\u00e7\u00e3o regular dos sacramentos \u2013 em especial da Reconcilia\u00e7\u00e3o e da Eucaristia, bem como o estudo das Escrituras (at\u00e9 mesmo sua memoriza\u00e7\u00e3o) e o aconselhamento junto a tutores autorizados.<\/p>\n<p>A recusa em ceder a qualquer paran\u00f3ia frente ao Inimigo \u00e9 outro padr\u00e3o constante nas biografias espirituais dos santos; eram capazes de conservar sua coragem e confian\u00e7a inabalados porque tinham a convic\u00e7\u00e3o \u2013 como nos diz S\u00e3o Jo\u00e3o \u2013 de que quanto maior fosse o Deus que habita em nosso interior, tanto maior seria o Maligno presente no mundo (ver 1 Jo\u00e3o 4:4). Embora levassem o Diabo muito a s\u00e9rio, tamb\u00e9m demonstravam uma esp\u00e9cie de \u201cdesprezo sagrado\u201d por ele; sabiam que, em \u00faltima an\u00e1lise, tratava-se de um inimigo derrotado. \u00c9 curioso ver que, mesmo quando o combate se mostrava t\u00e3o violento a ponto de castigar seus corpos, alguns santos atribu\u00edam apelidos jocosos aos esp\u00edritos malignos que os atormentavam. Santa Catarina chamava o seu de \u201cladr\u00e3ozinho\u201d (porque tentava roubar as almas); S\u00e3o Pio referia-se ao dem\u00f4nio que o atacava por \u201cogro\u201d; Santa Gemma Galgani chamava-o \u201cchiappino\u201d (\u201cassaltante\u201d); e S\u00e3o Jo\u00e3o Vianney apelidava seu algoz de \u201cgrappin\u201d (\u201cgarra\u201d ou \u201ctenaz\u201d, em franc\u00eas). \u201cAh, grappin e eu?\u201d, brincou ele certa vez, \u201cj\u00e1 somos quase amigos!\u201d.<\/p>\n<p>Zoe Romanowsky: Em sua opini\u00e3o, qual seria a melhor maneira de convencer um incr\u00e9dulo de que Sat\u00e3 de fato existe e opera?<\/p>\n<p>Paul Thigpen: Ao falar com pessoas incr\u00e9dulas, pe\u00e7o-lhes primeiramente que considerem a evid\u00eancia acumulada a esse respeito. Ao longo da hist\u00f3ria, povos de culturas muito diferentes e das mais diversas regi\u00f5es do globo t\u00eam afirmado a exist\u00eancia de esp\u00edritos malignos \u2013 mesmo quando discordam sobre outras realidades espirituais. Mesmo nos dias de hoje, ouvimos pessoas cultas e inteligentes atestarem encontros pessoais com for\u00e7as demon\u00edacas. Ora, esta parece ser uma ideia t\u00e3o universalmente aceita que deve ter algum fundamento. Claro, \u00e9 preciso reconhecer, muitas doen\u00e7as e transtornos mentais foram e ainda s\u00e3o erroneamente atribu\u00eddos \u00e0 influ\u00eancia de dem\u00f4nios. Mas a mir\u00edade de crendices e supersti\u00e7\u00f5es populares a respeito de esp\u00edritos malignos n\u00e3o constitui um argumento consistente contra a sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Os c\u00e9ticos poderiam exigir evid\u00eancias mais \u201ccient\u00edficas\u201d. Mas, que tipo de evid\u00eancia relevante a esse respeito poderia ser obtida pelo m\u00e9todo cient\u00edfico? As ci\u00eancias naturais sondam a realidade por meio de conceitos como espa\u00e7o, tempo, energia, movimento; as ci\u00eancias humanas analisam o comportamento humano. Dem\u00f4nios n\u00e3o t\u00eam corpo f\u00edsico, nem tampouco s\u00e3o humanos. Como poder\u00edamos submet\u00ea-los aos escrut\u00ednios de nossa ci\u00eancia? N\u00e3o podemos coloc\u00e1-los em tubos de ensaio, nem submet\u00ea-los aos m\u00e9todos da psican\u00e1lise. O m\u00e1ximo que os cientistas podem fazer \u00e9 observar as influ\u00eancias dos dem\u00f4nios no mundo f\u00edsico ou no comportamento das pessoas; mas a mentalidade \u201ccient\u00edfica\u201d os levar\u00e1 a buscar, sempre, explica\u00e7\u00f5es alternativas para tais fen\u00f4menos \u2013 mesmo quando estas se mostrarem claramente inadequadas.<\/p>\n<p>Ao falar com cat\u00f3licos, fundamentaria minha argumenta\u00e7\u00e3o nas numerosas passagens da B\u00edblia que atestam a exist\u00eancia do Diabo e de seus aliados malignos. Os Evangelhos atestam em particular que o pr\u00f3prio Jesus Cristo dialogou com Sat\u00e3; a discuss\u00e3o entre Nosso Senhor e o Diabo, transcorrida no deserto, n\u00e3o se constitui t\u00e3o somente num di\u00e1logo interior acerca das tenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Cristo referiu-se aos dem\u00f4nios em diversas ocasi\u00f5es, e a atividade de expulsar maus esp\u00edritos de pessoas endemoniadas constituiu aspecto marcante e indispens\u00e1vel de sua miss\u00e3o. Alguns estudiosos t\u00eam sugerido que, nestes epis\u00f3dios, Cristo estaria na verdade simplesmente curando enfermidades f\u00edsicas ou ps\u00edquicas, erroneamente tomadas por dem\u00f4nios pelas pessoas daquele tempo. Em resposta a tais argumentos, precisamos apenas lembrar que, conforme atesta o Evangelho, ao menos em uma ocasi\u00e3o \u2013 obedecendo ordens de Cristo \u2013 dem\u00f4nios abandonaram seu hospedeiro humano para invadir os corpos de animais. Ora, n\u00e3o se pode transferir uma desordem m\u00e9dica de um homem para uma vara de porcos.<\/p>\n<p>A realidade dos poderes demon\u00edacos tem sido um elemento constante da doutrina da Igreja Cat\u00f3lica desde sua institui\u00e7\u00e3o por Cristo, por meio de seus ap\u00f3stolos. Estes, bem como seus sucessores, falaram e escreveram a respeito de Sat\u00e3 repetidamente. Ao longo dos s\u00e9culos, todos os grandes mestres da Igreja t\u00eam corroborado sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de Sat\u00e3 tem tamb\u00e9m sido reiterada em diversas declara\u00e7\u00f5es dos Papas e Conc\u00edlios da Igreja; encontramos refer\u00eancias a ele tamb\u00e9m na liturgia. E, conforme nos mostra este livro, ao longo dos s\u00e9culos um sem n\u00famero de santos \u2013 pessoas cuja integridade moral e sanidade mental n\u00e3o pode ser questionada \u2013 deram testemunho de suas pr\u00f3prias batalhas pessoais contra agressores demon\u00edacos. A obstina\u00e7\u00e3o em seguir rejeitando a veracidade destes fatos parece-me mais a express\u00e3o de uma cren\u00e7a cega e irracional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dr. Paul Thigpen fala de seu novo livro, Saints Who Battled Satan A exist\u00eancia do Diabo e de outros esp\u00edritos mal\u00e9volos \u00e9 atestada tanto pelo Catecismo da Igreja como pelas Sagradas Escrituras, e podemos encontrar refer\u00eancias a estas entidades em muitos escritos dos Padres da Igreja. 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