{"id":13358,"date":"2016-02-12T11:20:41","date_gmt":"2016-02-12T13:20:41","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/12\/a-sabedoria-do-papa-francisco\/"},"modified":"2017-05-08T15:58:47","modified_gmt":"2017-05-08T18:58:47","slug":"a-sabedoria-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-sabedoria-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"A sabedoria do papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A teologia do Papa Francisco se distingue pelo seu car\u00e1ter eminentemente pastoral. Como bem ressaltou o Pe. Jo\u00e3o Batista Lib\u00e2nio, Francisco prefere \u201co discurso direto, pr\u00f3ximo das pessoas e procura\u00a0 toc\u00e1-las pela transpar\u00eancia da presen\u00e7a e por uma linguagem\u00a0 simples, acess\u00edvel com toque pessoal e afetivo\u201d. O livro \u201cO nome de Deus \u00e9 miseric\u00f3rdia\u201d recentemente publicado confirma inteiramente esta assertiva. \u00c9 que, quando algu\u00e9m percorre as veredas divinas e se deixa guiar pelo Esp\u00edrito de Deus pode chegar a tal grau de discernimento e entendimento das verdades reveladas que, passa a saborear o que \u00e9 espiritual. Passa ent\u00e3o a transmitir aos outros esta sabedoria. Ali\u00e1s, o Papa assim esclarece porque lhe veio o desejo de realizar um Jubileu da Miseric\u00f3rdia: \u201cAs coisas me ocorrem espontaneamente, s\u00e3o coisas do Senhor, cultivadas na ora\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0 A leitura da referida obra \u00e9 acess\u00edvel a todos os fi\u00e9is, apresentando, por\u00e9m, uma doutrina em n\u00edvel dos mais eminentes te\u00f3logos. O papa decodificou maravilhosamente o tema da miseric\u00f3rdia divina e lan\u00e7ou uma frase lapidar: \u201cA miseric\u00f3rdia \u00e9 a carteira de identidade do nosso Deus. Deus de miseric\u00f3rdia, Deus misericordioso\u201d. Explica ent\u00e3o que \u201ca miseric\u00f3rdia est\u00e1 profundamente ligada \u00e0 fidelidade de Deus\u201d. Como, por\u00e9m, \u201co pecado \u00e9 uma ferida, que deve ser curada, medicada\u201d, Francisco relembra a import\u00e2ncia do Confession\u00e1rio onde se d\u00e1 \u201co encontro com a miseric\u00f3rdia\u201d O padre \u201cnaquele momento \u00e9 o canal da gra\u00e7a\u201d que toca e que cura. Acrescenta: \u201cO simples fato de uma pessoa procurar o confession\u00e1rio indica j\u00e1 um in\u00edcio de arrependimento, ainda que n\u00e3o consciente\u201d. Alerta ent\u00e3o: \u201dTemos de sentir a nossa necessidade, o nosso vazio, a nossa mis\u00e9ria\u201d. Faz ver ent\u00e3o que a Igreja \u00e9 chamada a transmitir a miseric\u00f3rdia a \u201ctodos os que se reconhecem pecadores, respons\u00e1veis pelo mal praticado, que se sentem necessitados de perd\u00e3o\u201d. A Igreja, acentua o Papa, n\u00e3o est\u00e1 no mundo para condenar, mas para permitir o encontro com aquele amor visceral que \u00e9 a miseric\u00f3rdia de Deus\u201d. Num instante de pulcra inspira\u00e7\u00e3o, Francisco lembra que \u201ca tarefa da Igreja \u00e9 fazer com que as pessoas percebam que n\u00e3o existem situa\u00e7\u00f5es das quais n\u00e3o podem se reerguer, pois enquanto estivermos vivos \u00e9 sempre poss\u00edvel recome\u00e7ar, se permitirmos que Jesus nos abrace e nos perdoe\u201d. Donde uma senten\u00e7a luminosa que todos deveriam mentalizar: \u201cSomos criaturas amadas por Deus, destinat\u00e1rias do seu infinito amor\u201d. Um cap\u00edtulo deste livro \u00e9 impressionante: \u201cPecadores, sim. Corruptos, n\u00e3o!\u201d A elucida\u00e7\u00e3o desta verdade \u00e9 clara, pois \u201ccorrup\u00e7\u00e3o \u00e9 o pecado que, em vez de ser reconhecido como tal e de nos tornar humildes, \u00e9 transformado em sistema, torna-se um h\u00e1bito mental, um modo de viver [&#8230;] O pecador arrependido, que depois cai e recai no pecado por causa de sua fraqueza, encontra novamente perd\u00e3o, desde que se reconhe\u00e7a necessitado de miseric\u00f3rdia. O corrupto, ao contr\u00e1rio, \u00e9 aquele que peca e n\u00e3o se arrepende, aquele que peca e finge ser crist\u00e3o, e com sua vida dupla provoca esc\u00e2ndalo\u201d. Diz ainda o Papa que o corrupto \u201cpassa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao pre\u00e7o de sua pr\u00f3pria dignidade e da dignidade dos ouros\u201d. Francisco clama assim por uma sincera convers\u00e3o e lembra que \u201cna vida podemos nos enganar, mas o importante \u00e9 sempre reerguer\u201d. Como um aut\u00eantico mestre, o Papa ensina que h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre a miseric\u00f3rdia que \u00e9 divina e a compaix\u00e3o que \u201ctem um rosto mais humano. Significa sofrer com, sofrer juntos, n\u00e3o permanecer indiferente \u00e0 dor e ao sofrimento alheio\u201d. Jesus misericordioso \u201cviu uma grande multid\u00e3o e encheu-se de compaix\u00e3o por eles, porque eram como ovelhas que n\u00e3o t\u00eam pastor\u201d (Mc 6,4). Conclui ent\u00e3o Francisco: \u201c\u00c9 desta compaix\u00e3o que precisamos hoje, para vencer a globaliza\u00e7\u00e3o da indiferen\u00e7a\u201d. No \u00faltimo cap\u00edtulo o Papa d\u00e1 as diretrizes para que se viva o Jubileu da Miseric\u00f3rdia. Vale a pena ler e reler integralmente este livro do atual Pont\u00edfice para se mergulhar na clem\u00eancia divina e haurir as gra\u00e7as do indulto do Pai misericordioso. * Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A teologia do Papa Francisco se distingue pelo seu car\u00e1ter eminentemente pastoral. Como bem ressaltou o Pe. Jo\u00e3o Batista Lib\u00e2nio, Francisco prefere \u201co discurso direto, pr\u00f3ximo das pessoas e procura\u00a0 toc\u00e1-las pela transpar\u00eancia da presen\u00e7a e por uma linguagem\u00a0 simples, acess\u00edvel com toque pessoal e afetivo\u201d. 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