{"id":13327,"date":"2016-02-10T10:39:38","date_gmt":"2016-02-10T12:39:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/10\/primeira-catequese-quaresmal\/"},"modified":"2017-05-08T16:01:44","modified_gmt":"2017-05-08T19:01:44","slug":"primeira-catequese-quaresmal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/primeira-catequese-quaresmal\/","title":{"rendered":"Primeira catequese quaresmal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Manifestou o Pai sua miseric\u00f3rdia, reconciliando o mundo consigo em Cristo, pacificando pelo sangue de sua cruz tanto as coisas da terra como as dos c\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"> (cf. 2Cor5,18ss;Cl 1,20).<br \/>(Introdu\u00e7\u00e3o Geral do Ritual da Penit\u00eancia, S\u00e3o Paulo, Loyola, 1999, p. 15.)<\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/p>\n<p>Em 08 de dezembro de 2015 iniciou-se em todo o mundo cat\u00f3lico, por expressa vontade do Santo Padre, o Papa Francisco, o Ano Jubilar Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia. E agora, iniciamos um momento forte e marcante da miseric\u00f3rdia em nossas vidas a partir de um tesouro riqu\u00edssimo das verdades que devemos crer, um tempo favor\u00e1vel ao encontro com Deus e liberta\u00e7\u00e3o da pessoa na viv\u00eancia da miseric\u00f3rdia, seja no vivermos o nosso Batismo, como na busca do sacramento da Penit\u00eancia, em que encontramos, pela infinita miseric\u00f3rdia de nosso Redentor, a copiosa reden\u00e7\u00e3o de todos os pecados cometidos depois do Batismo. O pr\u00f3prio Francisco, na ter\u00e7a-feira, dia 26 de janeiro, ao lan\u00e7ar a mensagem para a Quaresma nos recordava que \u201ca miseric\u00f3rdia de Deus transforma o cora\u00e7\u00e3o do homem, o faz capaz de miseric\u00f3rdia\u201d (Papa Francisco).<br \/>A Quarta feira de Cinzas, mesmo n\u00e3o sendo dia de preceito, no entanto, necessitamos de uma especial participa\u00e7\u00e3o na Sagrada Eucaristia, uma vez que se inicia a Quaresma, estes quarenta dias de prepara\u00e7\u00e3o \u00e0 P\u00e1scoa. Inclusive afirma-se:<br \/>\u201cO tempo da Quaresma visa preparar a celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa; a liturgia quaresmal, com efeito, disp\u00f5e para a celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio pascal tanto os catec\u00famenos, pelos diversos graus de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, como os fi\u00e9is, pela comemora\u00e7\u00e3o do batismo e pela penit\u00eancia\u201d. (Normas universais do Ano Lit\u00fargico e Calend\u00e1rio Romano Geral, n. 27).<br \/>Quaresma \u00e9 um verdadeiro grande retiro, no qual dedicamos \u00e0 penit\u00eancia, \u00e0 emenda dos v\u00edcios, \u00e0 leitura e \u00e0 ora\u00e7\u00e3o um verdadeiro tempo oportuno de gra\u00e7a de Deus para uma convers\u00e3o cada vez maior. Por isso, o fiel cat\u00f3lico saber\u00e1 discernir os meios mais eficazes, como jejum, abstin\u00eancia e obras de caridade, ainda mais neste Ano Extraordin\u00e1rio da Miseric\u00f3rdia. <br \/>O jejum faz-se, de modo especial, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, mas recomendado em qualquer dia do ano, em especial \u00e0s sextas-feiras. O jejum preparat\u00f3rio para a P\u00e1scoa n\u00e3o foi, na sua origem, de mais de um ou dois dias, limitado \u00e0 sexta e ao s\u00e1bado antes da Vig\u00edlia. Este jejum rigoroso e absoluto, ainda que paradoxalmente festivo, terminava com a Eucaristia da noite pascal, passando-se assim da tristeza \u00e0 alegria, do jejum \u00e0 festa. Por\u00e9m, desde muito cedo, este jejum pascal na expectativa da Ressurrei\u00e7\u00e3o foi precedido de um jejum um pouco menos rigoroso dos primeiros dias da semana, como testemunha a Didascalia dos Ap\u00f3stolos, no s\u00e9culo III.<br \/>Cinzas \u00e9 um sacramental que existe h\u00e1 muito tempo na Igreja, e de car\u00e1ter penitencial recorda os pecadores que eram acolhidos no ato de confessar publicamente os pecados e neste momento recebiam do Bispo as cinzas em suas cabe\u00e7as e com o dizer do Livro do G\u00eanesis: \u201cLembra-te de que \u00e9s p\u00f3, e ao p\u00f3 h\u00e1s de voltar\u201d (Gn 3,19). Este rito durava todo o per\u00edodo quaresmal, quando na Quinta-feira Santa estes pecadores p\u00fablicos eram reconciliados com Deus e com a Igreja. Ainda hoje permanece este costume das Cinzas, extensiva a todos os fi\u00e9is crist\u00e3os, algo que veio do S\u00e9culo X.<br \/>As cinzas representam a pequenez do homem. Abra\u00e3o, ao falar com o Senhor, no Antigo Testamento, intercedendo por Sodoma, considera-se uma nulidade diante de Deus e, por isso mesmo, considera uma ousadia fazer um pedido: \u201cSou bem atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou p\u00f3 e cinza\u201d (Cf. Gn 18,27). As cinzas nos lembram, pois, a condi\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria do ser humano , a dor do homem que \u00e9 acometido por uma desgra\u00e7a, como o caso de Tamar , ou ainda, a condi\u00e7\u00e3o do ser humano arrependido de suas faltas e pecados . Portanto, as cinzas neste dia nos levam a aceitar a nossa condi\u00e7\u00e3o mortal, enfrentando com coragem evang\u00e9lica as prova\u00e7\u00f5es desta vida e o reconhecer dependente de uma expia\u00e7\u00e3o numa atitude de sincera humildade. <br \/>Eis a\u00ed um gesto simples, mas que deve ser traduzido no dia a dia de nossas vidas e na vida do pr\u00f3ximo, seja corporal como espiritualmente: alimentando, visitando e confortando e educando o irm\u00e3o que est\u00e1 a\u00ed. O Papa Francisco ressalta, na Bula de Convoca\u00e7\u00e3o do Jubileu Extraordin\u00e1rio, que:<br \/>\u201cSer\u00e1 uma maneira de acordar a nossa consci\u00eancia, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no cora\u00e7\u00e3o do Evangelho, onde os pobres s\u00e3o os privilegiados da miseric\u00f3rdia divina\u201d.<br \/>Eis o porqu\u00ea de a Quaresma ser este tempo favor\u00e1vel e especial\u00edssimo a cada um de n\u00f3s, fi\u00e9is crist\u00e3os, que podemos sair da pr\u00f3pria aliena\u00e7\u00e3o existencial e ouvir a Palavra e as obras de miseric\u00f3rdia. Acolher, eis a chave desta Quaresma!<br \/>Acolher \u00e9 tocar na carne de Cristo, nos irm\u00e3os e irm\u00e3s que tanto precisam, seja de alimentos, vestes, casas, uma simples visita, um olhar, bem como tocar no nosso ser de pecadores. O ano jubilar \u00e9 uma importante ocasi\u00e3o para dar ao sacramento da Penit\u00eancia a aten\u00e7\u00e3o celebrativa que ele exige. J\u00e1 nos referimos a isso em nossa Carta Pastoral sobre a Miseric\u00f3rdia.<br \/> As palavras de Jesus s\u00e3o incisivas e claras \u2014 \u201cRecebei o Esp\u00edrito Santo. \u00c0queles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-\u00e3o perdoados; e \u00e0queles a quem os retiveres, ser-lhes-\u00e3o retidos\u201d (Jo 20,23) \u2014 que encontrou na Igreja, no Magist\u00e9rio e na liturgia de seus primeiros s\u00e9culos acolhida especial acerca da exist\u00eancia maravilhosa deste poder divino no Sacerd\u00f3cio Cat\u00f3lico, ou acerca do exato sentido de verdadeiro perd\u00e3o alcan\u00e7ado pelos fi\u00e9is ao receber este Sacramento. <br \/>A d\u00favida que houve, de resto superada, foi no s\u00e9culo III, de Tertuliano e dos Novacianos, que pretenderam excluir do alcance deste Tribunal de miseric\u00f3rdia certos delitos grav\u00edssimos como o da apostasia, do homic\u00eddio, do adult\u00e9rio. Depois, no s\u00e9culo XVI, quando os \u201creformadores\u201d quiseram negar este Sacramento ou confundi-lo com o Batismo, o Conc\u00edlio de Trento, valendo-se da mais pura hermen\u00eautica dos Livros Sagrados e fundamentando-se na multissecular tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, firmou luminosamente a doutrina da F\u00e9, promulgando magn\u00edficos decretos sobre a natureza deste providencial Sacramento. <br \/>Amados filhos e filhas, em nossos dias n\u00e3o se costuma p\u00f4r em d\u00favida a efic\u00e1cia do Sacramento da Confiss\u00e3o. Ali\u00e1s, o Vaticano II disse magistralmente:<br \/>\u201c\u2026 aqueles que dele se aproximam obt\u00e9m da miseric\u00f3rdia divina o perd\u00e3o da ofensa feita a Deus\u201d (Lumen Gentium, 11).<br \/>E acrescenta:<br \/>\u201cLembrem-se os P\u00e1rocos que o Sacramento da Penit\u00eancia contribui no mais alto grau para fomentar a vida crist\u00e3\u201d. (Christus Dominus, 30).<br \/>Por isso mesmo, a Quaresma vem em aux\u00edlio da mudan\u00e7a interior pela gra\u00e7a salv\u00edfica de Deus, e nos prepara para viver com intensidade o momento mais importante da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: a P\u00e1scoa. \u00c9 o caminho para a P\u00e1scoa, que deve ser feito mediante a escuta da palavra de Deus e dos apelos divinos que chamam \u00e0 convers\u00e3o e \u00e0 confian\u00e7a na miseric\u00f3rdia divina.<br \/>Para sermos verdadeiros promotores da miseric\u00f3rdia, outro ponto que aqui quero salientar \u00e9 uma alegre decis\u00e3o de acolher a vida divina, grande dom do Senhor. Este tempo \u00e9 oportunidade de encontro, de olhar para cima atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, olhar para o lado atrav\u00e9s da esmola, olhar para dentro de si por meio do jejum. Quaresma \u00e9 chance de encontro consigo mesmo, com os outros, com Deus. Toda a liturgia e espiritualidade quaresmal \u00e9 cristoc\u00eantrica, \u00e9 tempo especial para um encontro vivo, decisivo, definitivo com Jesus Cristo.<br \/>Quaresma \u00e9 muito amar, muito crer, muito meditar. O an\u00fancio do Evangelho da paix\u00e3o, morte e ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor cativou a humanidade e transformou perversos em santos, fracassados em reabilitados, perdidos em renascidos. O mist\u00e9rio pascal nos torna apaixonado por Ele e pelo pr\u00f3ximo, porque o Pai revela o m\u00e1ximo de seu amor misericordioso.\u00a0 Importante lembrar que a paix\u00e3o causa assombro, impacto, descobertas e faz crescer nossa amizade com o Filho de Deus, que experimenta o sil\u00eancio do Pai, as tenta\u00e7\u00f5es do Maligno, a grandeza dos disc\u00edpulos, a zombaria do poder religioso, a prepot\u00eancia do poder pol\u00edtico. Tudo isso cria afinidade, sintonia, simpatia, atra\u00e7\u00e3o por Jesus, verdadeiro Deus, verdadeiro homem, benfeitor da humanidade. Com efeito, a paix\u00e3o de Jesus convence porque Ele \u00e9 o amor de Deus, \u00e9 o rosto e a personifica\u00e7\u00e3o do amor de Deus. Nele temos um potencial de luz e esperan\u00e7a. Sem Jesus, o mundo seria mais desumano do que \u00e9. O seu sangue arrebatou um ex\u00e9rcito de m\u00e1rtires, confessores, virgens, profetas, mission\u00e1rios e santos. Jesus \u00e9 atraente e surpreendente. N\u00e3o teve medo do conflito e pagou alto pre\u00e7o para nos libertar de enganos, ego\u00edsmos, medos. A sua ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 a certeza da vit\u00f3ria da vida sobre a morte.<br \/>O tempo da Quaresma facilita maior familiaridade e intimidade com Jesus de Nazar\u00e9. Conquistados e cativados por Ele, cheios de admira\u00e7\u00e3o, assumimos seu estilo de vida, seus pensamentos e afetos, seus crit\u00e9rios e valores. Mais ainda, nos propomos a acolher o destino de Jesus, a morte de cruz. O bom ladr\u00e3o, o centuri\u00e3o romano, o Cireneu, a Ver\u00f4nica, as filhas de Jerusal\u00e9m deixaram-se tocar e transformar vendo o jeito sereno, filial, obediencial de Jesus. Sempre fiel ao Pai e sempre compassivo e solid\u00e1rio com os outros. Jesus \u00e9 a vitima que vai vencer, \u00e9 o perdedor que vai ganhar, \u00e9 a pedra rejeitada que se torna a pedra angular. Ele \u00e9 o \u00faltimo que se tornou o primeiro.<br \/>Eis algumas quest\u00f5es que podem facilitar a nossa medita\u00e7\u00e3o: o que acolhi da mensagem de Jesus? Como manifestei a miseric\u00f3rdia concretamente em minha casa, em minha fam\u00edlia, no meu bairro, na minha comunidade, na minha par\u00f3quia? Sou um entusiasmado da miseric\u00f3rdia de Deus manifestada no rosto de Jesus?<br \/>A convers\u00e3o \u00e9 um processo de mudan\u00e7a de mentalidade, de afetividade, de vontade e de personalidade. Todo convertido atesta: \u201cEu sou outro, n\u00e3o sou mais aquele que eu era\u201d. Estamos t\u00e3o perdidos nos pecados que chegamos a criar o \u201cprinc\u00edpio de nossa autodestrui\u00e7\u00e3o\u201d. Pensemos na ecologia, na fome, na AIDS, na pobreza, na mis\u00e9ria, na viol\u00eancia e guerra, no fracasso familiar. S\u00f3 nos resta dizer: \u201cou mudamos, ou perecemos\u201d.<br \/>Jesus, rico em miseric\u00f3rdia, deu \u00e0 Igreja, atrav\u00e9s dos ap\u00f3stolos, o dom e o poder de perdoar pecados. Esta \u00e9 uma das grandes revela\u00e7\u00f5es do Novo Testamento; \u00e9 uma das maravilhas da salva\u00e7\u00e3o; \u00e9 uma boa not\u00edcia, mais ainda; uma grande not\u00edcia da Boa Nova de Jesus, que \u00e9 o Evangelho. Quanta gratid\u00e3o, alegria e exulta\u00e7\u00e3o por este dom inestim\u00e1vel que \u00e9 o perd\u00e3o dos pecados e o sacramento da confiss\u00e3o, do desabafo, de verbaliza\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e sentimentos \u00edntimos, dos pecados mais rec\u00f4nditos que at\u00e9 m\u00e9dicos e psicol\u00f3gicos recomendam a pr\u00e1tica. <br \/>A Quaresma \u00e9 o tempo prop\u00edcio para a convers\u00e3o. Convertei-vos e vivereis. Os frutos da convers\u00e3o s\u00e3o a alegria, a paz, a sa\u00fade e a felicidade. Quem faz a experi\u00eancia do amor de Deus percebe logo onde se manifesta o pecado. Portanto, se o pecado \u00e9 um fasc\u00ednio, s\u00f3 um fasc\u00ednio maior vencer\u00e1 o veneno do pecado. Este fasc\u00ednio maior \u00e9 o amor de Deus. Deixemo-nos, porquanto, surpreender sempre de novo por Jesus de Nazar\u00e9 e teremos mais raz\u00f5es para lutar pela justi\u00e7a, para usar de compaix\u00e3o com os fracos e viver com alegria.<br \/>Desejo vivamente que a Quaresma seja para os fi\u00e9is crist\u00e3os um per\u00edodo prop\u00edcio para propagar e testemunhar o Evangelho da miseric\u00f3rdia em todo lugar, pois a miseric\u00f3rdia constitui o \u00e2mago de uma aut\u00eantica evangeliza\u00e7\u00e3o. Com raz\u00e3o, confio \u00e0 intercess\u00e3o de Maria, M\u00e3e da Igreja. Seja Ela quem nos acompanhe no itiner\u00e1rio quaresmal. Com tais sentimentos, de cora\u00e7\u00e3o aben\u00e7oo a todos com afeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manifestou o Pai sua miseric\u00f3rdia, reconciliando o mundo consigo em Cristo, pacificando pelo sangue de sua cruz tanto as coisas da terra como as dos c\u00e9us. (cf. 2Cor5,18ss;Cl 1,20).(Introdu\u00e7\u00e3o Geral do Ritual da Penit\u00eancia, S\u00e3o Paulo, Loyola, 1999, p. 15.) Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s, Em 08 de dezembro de 2015 iniciou-se em todo o mundo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-13327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13327"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21706,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13327\/revisions\/21706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}