{"id":13273,"date":"2016-02-02T16:39:44","date_gmt":"2016-02-02T18:39:44","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/2016\/02\/02\/morricone-fala-do-ultimo-trabalho-com-tarantino\/"},"modified":"2017-06-02T11:21:28","modified_gmt":"2017-06-02T14:21:28","slug":"morricone-fala-do-ultimo-trabalho-com-tarantino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/morricone-fala-do-ultimo-trabalho-com-tarantino\/","title":{"rendered":"Morricone fala do \u00faltimo trabalho com Tarantino"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/afp4921756_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Ennio Morricone marcou a hist\u00f3ria do cinema e da m\u00fasica e, em 2015, enfrentou um novo desafio ao assinar a trilha sonora do \u00faltimo filme de Quentin Tarantino: &#8220;The Hateful Eight&#8221;. Com este trabalho, o maestro venceu recentemente o Globo de Ouro e est\u00e1 novamente entre os favoritos ao Oscar, que o v\u00ea candidato pela sexta vez.<\/p>\n<p>Alguns dos grandes filmes da hist\u00f3ria do cinema ficaram tamb\u00e9m conhecidos pela sua trilha musical, verdadeiras obras-primas. Ennio Morricone, aos 86 anos, entre lembran\u00e7as e paix\u00e3o, continua a ler roteiros e escrever partituras, dedicando-se, com inexaur\u00edvel entusiasmo e muita humildade, \u00e0 compor a trilha sonora de filmes. A \u00faltima das quais, uma grande composi\u00e7\u00e3o de quase meia hora encomendada por Quentin Tarantino para seu \u00faltimo filme, um western &#8211; g\u00eanero t\u00e3o amado pelo diretor americano. O filme \u00e9 ambientado no per\u00edodo p\u00f3s-guerra civil estadunidense e gravado dentro de um grande dep\u00f3sito, rodeado por uma tempestade de neve, onde os oito personagens eliminam-se com engano e ferocidade.<\/p>\n<p>Morricone trabalhou no filme, como n\u00e3o poderia deixar de ser, imprimindo seu pr\u00f3prio estilo, mas sem algumas refer\u00eancias \u00e0s suas hist\u00f3ricas colabora\u00e7\u00f5es com Sergio Leone, Duccio Tessari e Sergio Corbucci, como conta aos microfones da R\u00e1dio Vaticano:<\/p>\n<p>&#8220;Espero que se perceba o estilo e a minha personalidade. Eu para Tarantino, tendo de fazer ap\u00f3s tantos anos um filme western, devia cortar com o passado musical de Leone. Assim, cortei precisamente qualquer proveni\u00eancia da minha ideia musical para um filme que eles dizem ser western, mas que para mim n\u00e3o \u00e9 um western&#8230; \u00c9 um filme de aventura, na neve, situado perfeitamente em uma condi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, p\u00f3s-guerra da Secess\u00e3o. Assim, me veio precisamente a ideia de fazer um filme completamente diferente em rela\u00e7\u00e3o aos filmes que eu j\u00e1 havia feito e era muito necess\u00e1rio porque, falando com o diretor, ele ficou mudo: no sentido de que me deixou fazer aquilo que eu queria. Ele foi \u00e0 Praga quando eu gravei, lhe agradou a m\u00fasica quando a ouviu e estava muito contente. Tamb\u00e9m eu fiquei contente quando vi o filme: me agradou muit\u00edssimo!&#8221;.<\/p>\n<p>RV: Maestro, o senhor sempre escolheu g\u00eaneros e diretores com muita aten\u00e7\u00e3o, tendo bem presente a import\u00e2ncia da trilha sonora. O fizeste tamb\u00e9m desta vez com Tarantino&#8230;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando aceito um encargo fico muito preocupado, porque \u00e9 uma responsabilidade! Assim, quando vi o filme, fiquei muito contente. O considero um importante diretor, com grande t\u00e9cnica e tamb\u00e9m fantasia&#8230; Existe um pouco de desacordo, mas o que pode fazer um pouco de discord\u00e2ncia? Come\u00e7a o filme e a atriz j\u00e1 tem um olho roxo&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>RV: Para o filme do Tarantino, o que foi escrito exatamente?<\/p>\n<p>&#8220;Eu escrevi quatro pe\u00e7as para o filme, quatro pe\u00e7as mais um brev\u00edssimo de 30 segundos, um grande crescente&#8230; As outras pe\u00e7as s\u00e3o praticamente uma sinfonia&#8221;.<\/p>\n<p>RV: Precisamente por esta trilha, o senhor venceu seu terceiro Globo de Ouro, \u00faltimo de uma s\u00e9rie de reconhecimentos internacionais na sua longa carreira&#8230;.<\/p>\n<p>&#8220;O que eu pensei? Pensei ter ganho este Pr\u00eamio e&#8230; basta. N\u00e3o \u00e9 que sobe para cabe\u00e7a. Este trabalho \u00e9 feito de preocupa\u00e7\u00f5es, podem imaginar&#8230; Quando eu aceito um filme, mesmo quando era mais jovem, o filme deve me agradar, a m\u00fasica deve me agradar, mas deve agradar tamb\u00e9m ao diretor e &#8211; coincidentemente &#8211; deve agradar tamb\u00e9m ao p\u00fablico, que n\u00e3o deve se sentir incomodado pela m\u00fasica&#8230;..Assim, todos estes problemas, s\u00e3o problemas que angustiam. Portanto, quando aceito um filme \u00e9 uma responsabilidade&#8221;.<\/p>\n<p>RV: Concorre tamb\u00e9m ao Oscar como melhor trilha sonora, depois daquele pela carreira recebido em 2007 e as cinco candidaturas, entre os quais por &#8220;Mission&#8221;. Aquela vez a estatueta foi precisamente subtra\u00edda de voc\u00ea. Como vive esta nova corrida que terminar\u00e1 na noite de 28 de fevereiro em Los Angeles?<\/p>\n<p>&#8220;Mas eu j\u00e1 ganhei uma&#8230;Se me derem, bem; se n\u00e3o me derem, n\u00e3o deram&#8230;N\u00e3o \u00e9 que insista, gostaria! At\u00e9 mesmo vou a Los Angeles&#8230;.. Me agrada! Mas se n\u00e3o me derem, n\u00e3o posso tir\u00e1-la de quem vai ganh\u00e1-la&#8221;!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ennio Morricone marcou a hist\u00f3ria do cinema e da m\u00fasica e, em 2015, enfrentou um novo desafio ao assinar a trilha sonora do \u00faltimo filme de Quentin Tarantino: &#8220;The Hateful Eight&#8221;. 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